Um Bonito Amor
20 Depois das férias*
Notas iniciais
Eu me sentia muito feliz, pois eu e Raul passamos esses dias curtindo nossas três semanas de namoro em sua chácara. Ele, me tratava muito bem nem parecia aquele cara frio que nem sequer abria um sorriso para mim, estava eu, amando tudo isso.
Por esses últimos dias de férias, curtimos bastante mesmo que fosse em uma chácara longe da cidade onde não tinha muito para onde ir, e mesmo assim curtimos cada canto daquele lugar pacato. Raul sempre muito bem atencioso comigo, tanto que me dava anseio de que o que estava vivendo agora não passasse de um sonho. Acredito que ele realmente sentia algo por mim, pois a cada minuto isso ficava mais evidente, seus cuidados comigo, como falava e seu olhar estava mais sutil, com certeza isso era amor.
É claro que, eu tentava me controlar ao máximo para ficar firme no chão, porque por mais que estivesse apaixonada e estivesse finalmente vivendo essa paixão, teria de manter os pés firmes no chão, caso contrário o tombo de sofrimento será duas vezes mais se um dia Raul desistir, mesmo ele me declarando várias vezes de que isso não vai acontecer, porque sente que me ama e muito mais porque teve a chance de me conhecer nesse tempo em que estivemos juntos na chácara. Diz que eu o mudei e que não irá me deixar ir nunca, e eu realmente fico encantada com tudo que diz pelos os seus olhos brilharem ao dizer isso mas, por mais que eu confie nele tenho de está firme se algum dia suas palavras virarem poeira, mas acredito que isso seja apenas um absurdo da minha cabeça que ainda pensa quê o que eu sempre quis seja apenas um sonho.
O nosso último dia na chácara havia chegado, logo chegaríamos na cidade para voltas às nossas atividades.
Eram umas três da tarde quando já estávamos na estrada a caminho da cidade, eu estava muito nostálgica pensando desde o momento em que eu aceitei a vir com o Raul até a hora em que sairmos de lá. Me pergunto se Raul me pediria em namoro algum dia senão tivesse ido com ele para a chácara, bem, não sei quem sabe, mas acredito que tudo é no seu dia e hora. Eu sinto falta da Joana e do Luís, são pessoas de alma linda e me deram muitos conselhos bons tanto para mim quanto para Raul, eles eram sábios e experientes, e me trataram com muito carinho e isso me faz sentir saudades deles, espero um dia voltar e poder estar com eles outra vez...
******
— Gilda? – Ouço uma voz me chamar ao longe.
— Hum... – Murmuro preguiçosa.
— Amor, acorda. Chegamos!
E então reconheço aquela voz, era Raul que estava inclinado próximo a mim com um sorriso mais lindo, devolvo-lhe o sorriso.
— Já? Nem percebi. — Digo me ajeitando, em seguida dando-lhe um selinho.
— Vamos, vou te acompanhar até lá em cima. – Ele diz saindo do carro dando a volta no mesmo, abrindo a porta para mim.
— Estamos em frente ao prédio do meu apartamento? – Pergunto-lhe, reconhecendo o lugar.
— Sim. – Me responde.
Sai de seu carro e lhe acompanhei até o elevador, eu estava me sentindo tão cansada que escorei minha cabeça em seu ombro e pude escutar um leve sorriso de sua boca, então enlaçou minha cintura e entramos no elevador, lhe digo o andar e o apê e quando chegamos ele parou já que eu estava de olhos fechados apenas sendo puxada por ele.
— Abra. – Diz me retirando delicadamente de seus ombros.
— O quê? – Indago um pouco assustada. Ele rir.
— A porta, boba. – Diz, ainda rindo.
— Ah é, mas o que eu estava pensando? Claro, a porta. Espera, deixa eu encontrar a chave. – Meio atrapalhada reviro minha bolsa.
Raul, vendo que não consigo encontrar as benditas chaves, vagarosamente se aproxima de mim pegando minha bolsa. Em seguida ele abre o feixe do ladinho e de lá o vejo tirar as chaves. Obviamente, fico com vergonha porque minha atitude em não conseguir encontrar as chaves fora de total desespero pelo o modo como interpretei sua fala anterior.
— Não vai entrar? – Indaga-me ainda com um sorrisinho malicioso o que me deixa muito mais nervosa.
— Claro, então... Obrigada, por essas férias e...
— Por quê está nervosa?
— Hum? Eu? Não, não estou, apenas... É melhor eu entrar então, amanhã tenho aula e trabalho no seu escritório, então boa noite.
Falei praticamente fugindo dele.
Mas por que estou agindo assim? Estamos namorando há três semanas e eu estava toda a vontade, e agora só porque ele falou “ abra ” e eu entendi outra coisa (e sei que ele sabe disso), por isso está todo malicioso o que me deixa nervosa. Tento fechar a porta e então ele rapidamente coloca o pé, entre a porta impedindo de fechá-la.
— Assim, sem me dá um beijo? – Outra vez malicioso.
— O que eu estou fazendo? – Pergunto mais para mim, e nesse momento ele abre mais a porta, me puxa pela cintura firmando seus braços ali, logo encontrando meus lábios.
Ele começa com um beijo calmo que me deixa toda derretida, e ainda na frente de meu apartamento ele beija meu pescoço que faz com que eu arfe.
— Quer que eu entre? – Me pergunta ao pé do ouvido e eu loucamente assinto.
Logo percebo que ele me afasta um pouco para trás ainda me acariciando, praticamente entrando dentro da casa. Quando finalmente recupero meus sentidos do que realmente aconteceria se prosseguisse, o afastei para fora.
— Ainda não é a hora eu...
— Tudo bem, não irei forçar. Desculpa. – Ele diz me dando apenas um selinho desta vez. – Boa noite minha linda, durma bem.
— Você também. – Faço um gesto de beijo no ar e ele sorrir, é a coisa mais linda sorrindo.
Ele se foi e eu finalmente entrei em casa. Me sentei no sofá ainda boba com tudo o que estava acontecendo e com quase estava prestes acontecer. Não poderia me entregar agora, mesmo que eu o ame muito e sinto que sou correspondida, porém, não era o momento de se entregar e eu sei que ele entenderia.
Após um banho relaxante e estando pronta para descansar em minha cama, pego meu celular para me certificar das horas e exatamente na hora chega uma mensagem, aliás, várias, mas somente uma me desperta o interesse, Raul De La Peña, meu namorado...
Raul:
Olha seu contato.
( Print de contato com o nome: Minha Lindinha)*
Só pra você saber que, eu amo você! Boa noite, minha lindinha.
Eu vibro com cada letra, esse homem me deixa louca.
Gilda:
Eu te amo. Gif.
Boa Noite, meu lindo.
Sai do aplicativo de conversa e fui diretamente para meus contatos, procurei por Raul e mudei o nome para “Meu Lindo”. Fiquei olhando um bom tempo para aquele contato e sempre um sorriso bobo escapava de meus lábios, me sentia uma adolescente nos primórdios de sua paixão. Não importava, eu estava feliz e isso sim me importava.
Outra mensagem chega e apenas olho pela barra de notificação, mas desta vez era Lilian, não abri sua mensagem pois sei que falaríamos sobre o que me aconteceu nas férias e ela não me deixaria dormir, então apenas deixo o celular na mesinha ao lado, pois amanhã na faculdade a relatarei tudo e assim busco dormir. Sendo amanhã um novo dia sei que aconteceria muitas coisas, então seria melhor que descansasse para enfrentar os acontecimentos do dia seguinte...
****
Eu dormi tão bem que havia me atrasado para a faculdade, não havia comunicado a Bruno de que estava na cidade então ele não iria me buscar e então tive que ir de táxi.
A aula já havia começado, o professor permitiu minha entrada e Lilian quase que eufórica fazia sinal para que eu sentasse ao seu lado, o fiz. Joguei beijos para Ronaldo que estava um pouco longe de nós onde era acostumado a ficar, ele acenou fracamente e daí já senti algo estranho acontecendo ali, olhei para Lilian e ela apenas fez sinal dando a entender de que no intervalo me explicaria...
Eu não entendi nada do que o professor explicou porque meu pensamento estava inteiramente voltado para meus dois amigos, eles estavam muito estranhos a aula toda e isso estava me deixando inquieta.
— Vamos Lilian, o que está acontecendo? – A pergunto assim que nos sentamos na mesa do refeitório.
— Ai amiga, é o Ronaldo. – Me diz com olhar triste.
— E o que tem ele? Ai, conta logo, você está me matando com esse suspense. – Então Lilian olha para os lados e se aproxima ainda mais de mim.
— Amiga, ele se declarou para mim.
— Sério? – Estava surpresa, mas no fundo alegre acredito que eles formavam um belo casal apesar de amigos de anos.
— Sim. – Responde um pouco aflita.
— E o que você fez? Vai, me conta! – Falo entusiasmada.
— Oras, eu disse que somos apenas bons amigos, e que nada mais poderia acontecer entre a gente.
— E você diz isso assim? – Pergunto surpresa com a atitude dela.
Agora eu entendo porque estavam distantes e por que quase Ronaldo não me cumprimentou.
— E como eu deveria dizer? – Me pergunta, como senão tivesse magoado ninguém.
— Lili, você feriu os sentimentos dele falando assim. – Digo estalando os dedos no ar como se quisesse fazê-la cair em si.
— Ah, não exagera, não foi assim. Ele apenas resolveu dar um tempo em nossa amizade e eu aceitei.
Eu abri a boca e fechei, não acredito que Lilian possa ser tão sem coração assim.
— Você deveria ter lhe explicado direito, dizendo que sentia muito, que prezava sua amizade, sei lá, esse tipo de coisa.
— Você sabe que não gosto de enrolar vou direto ao ponto, e é verdade que prezo a amizade dele e senti muito por ter acontecido isso fazendo com que nos distanciássemos mas, acho que não será a mesma coisa. – Ela confessa, agora cabisbaixa, mas não tão arrependida.
— De tantas meninas legais Ronaldo tinha que se apaixonar logo por você, nossa! – Digo de forma divertida, buscando não criar mais clima ruim.
— Está dizendo que não sou legal? – Me pergunta e eu faço cara de inocente o que faz Lilian rir.
— Depois eu falarei com ele, ele realmente está envergonhado que nem veio ao refeitório. – Digo observando o lugar me dando conta de que Ronaldo não estava por ali.
— Lamento muito, droga, somos amigos caramba! – Ela diz cruzando os braços.
— Por certo, quando foi isso? Vocês não estavam viajando?
— Sim, eu e ele fomos para Cancún, o que era para termos ido os três mas você preferiu ficar trabalhando com o “chefe”. – Diz desdenhosa.
— Ah, para! Mas e ai? Pergunto curiosa.
— Você sabe? Acho que aquele lugar é afrodisíaco e por isso despertou os sentimentos de Ronaldo. Nunca imaginei que meu melhor amigo se apaixonaria por mim, logo por mim. – Fala olhando ao longe.
— Acontece nas melhores amizades. – Falo rindo. – Mas, você não sentiu nada nadinha?
— Não, continuo o vendo como um amigo. Até parece...
Lilian parecia estar confiante no que dizia, mas quem sabe seus sentimentos mudassem, Ronaldo é um cara que vale muito a pena e ele sempre consertou as coisas erradas de Lilian, então no fundo acredito que ele sempre gostou dela.
Eu estava longe e nem havia percebido que Lilian estava fuçando meu celular.
— Menina, pedir ainda está em moda viu? — Falo pegando meu celular de volta.
— Hum “ meu lindo “, desde quando você e o chefão estão nessa intimidade?
Não tem como esconder nada dela, incrível essa menina, até o numero do Raul ela já sabia.
— Vou te contar minhas férias...
E bastante empolgada eu narrei o que me havia acontecido nas férias. Lilian a pessoa que não sabe disfarçar quase grita de tanto eufórica que estava.
— Eu sabia que algo estava acontecendo, você não aparecia online, não visitava suas redes sociais. Tem noção de milhões de mensagens que eu te mandei e você nem aí? Mas agora eu entendo, gente que babado! – Finaliza me olhando ladino.
— Não me olha assim. – Advirto-a envergonhada. – Mas foi como eu te disse, não teria como te responder lá não tem sinal pra isso.
— Hum, então o negócio ficou melhor.
— Como assim?
— Ah, vai dizer que não sabe? – Fala capciosa. – Um lugar no meio do nada, e que não tem internet pra distrair, o que pode fazer duas pessoas apaixonadas em lugares assim?
— É para que eu adivinhe? – A pergunto sem entender.
— Oras, fazem amor o dia todo, todo dia. – Diz como se fosse a coisa mais natural do mundo, eu obviamente fico mais vermelha do que um pimentão.
— Que ridícula você! Meu Deus, quem pode com você? – Digo não a encarando e ela rir. – Não ria!
— Ah Gilda, que boba. Mas vocês não saiam de beijos?
— Olha, você acha que vou sair por ai me entregando para qualquer um?
— Não, mas é claro que não. – Responde irônica. – Acontece que, Raul De La Peña, não é qualquer um, confirma?
— É claro que não, ele é o homem que amo. Mas as coisas não funcionam como você está pensando. – Digo, lhe dando um leve tapa em sua mão, e rir outra vez.
— É claro, até porque se fosse do jeito que estou pensando, menina nem te conto... – Fala de forma libidinosa e eu reviro os olhos.
— Você não tem jeito. – Ela joga os cabelos orgulhosa e eu acabo por sorrir.
Lilian é aquele tipo de amiga que você ama ou odeia, e, eu amo essa idiota...
Felizmente, Raquel não havia ido a aula o que me deixou mais tranquila pois sei como será sua reação ao saber do meu namoro. Raimundo também não havia o visto, escutei dizerem de que ele ainda estava de viagem...
*** Horas mais tarde***
Raul estava em julgamento e sua agenda parecia ter aumentado. Ainda não o tinha visto desde que entrei no escritório e provavelmente o veria somente à noite. Peguei alguns papéis que ele teria de assinar e levei para seu escritório, eu arrumava a sua mesa onde alguns papéis pareciam estar desordenados.
— Ah, você está ai. – Ouço a chata da Mariza falar atrás de mim. Ela fecha a porta bruscamente.
— Você estava me procurando? – Pergunto tentando parecer o mais irônica possível lhe respondendo na mesma moeda.
— Até parece que eu estaria atrás de alguém como você.
— E então, o que você quer? — Ela rodeia a mesa e senta-se na cadeira de Raul, me viro para ela.
— Apenas que se afaste.
— Me afastar?
— Sim, quero que se afaste deste escritório e principalmente de... Raul. – Me diz calmamente, mas parecia está enfurecida por dentro.
Eu respiro fundo e tento não começar uma discussão, mas como se fosse uma menina birrenta eu acabei por responder com o que me veio primeiro.
— Não quero! – Falo, e a passos largos me dirijo para a porta.
— Idiota! – Ela grita, ao mesmo tempo bate as mãos com toda a força na mesa. Eu me espanto e paraliso.
Ela caminha até mim e me encara com toda fúria, por um instante pensei que me bateria.
— Você não é mais do que uma menininha fútil que ele irá usar quando quiser.
— De novo com essa conversa? Que chato, bom, vou indo odeio com conversar com gente que aperta sempre na mesma tecla. – Disse desdenhosa e me viro para sair ela então me puxa pelo braço.
— Acha que só porque conseguiu ir com ele para sua chácara pode estar abusada assim? Você Gilda Barreto é um nada e que com certeza não significa nada para Raul, então esteja certa de não se animar tanto. – Me diz quase cuspindo as palavras de tanta raiva que ela estava.
— Se você pensa assim... – Dou de ombros. – Agora tire essas patas do meu braço. – Digo já me irritando com ela e então ela me solta.
— Do que você está falando?
— Não é da sua conta. – Me viro outra vez dirigindo-me para a porta.
— Uma figurinha repetida, uma menina ignorante e inescrupulosa. Raul jamais terá qualquer sentimento por você, porque você é apenas uma qualquer! – Vocifera ela.
— Engula o seu veneno e morra. – Me viro e a digo calmamente.
Eu não tenho tempo quando ela avança furiosa para cima de mim segurando firme as minhas mãos.
— O que você acha que é pra falar assim comigo?!
— A namorada do Raul! – Ela me solta rapidamente e arregala os olhos incrédula.
— Tão descarada que chega a mentir. – Ela procura disfarçar a verdade, eu me sinto satisfeita.
— Na dúvida, pergunte a ele que te responderá com todo o prazer. – Falo irônica.
Ela avança outra vez com seus olhos fumegantes e numa rapidez ela me dá um tapa que me leva ao chão. Antes que eu pudesse me levantar e lhe devolver o tapa, sinto alguém me erguer. Raul, viu tudo, me deixou em um canto e partiu para cima de Mariza.
POV RAUL ON.
— Como ousa a tocar na minha namorada? – Eu falo furioso, Mariza passou dos limites.
— Na... Namorada? – Ela fala com a voz embargada.
— Eu não vou tolerar isso, passe no RH e pegue sua demissão. – É tudo que consigo falar, estava com muita raiva dela poderia acabar usando minha força contra ela.
— Está me demitindo por causa... dessa menina? – Pergunta-me apontando para Gilda que tinha a mão em seu delicado rosto com certeza ainda doía pela força do tapa.
— Estou te demitindo porque não aguento mais você se metendo em minha vida. Está confundindo suas obrigações de secretária pessoal com invasão. Isso tem que parar e será a partir de agora, contratarei outra pessoa, agora saia...
Ela rapidamente segurou os meus braços chorando bastante.
— Por favor, não faça isso comigo, eu sempre te fui fiel. – Ela funga e encara Gilda. – Não justo que você acabe com meu trabalho de anos por causa dessa ridícula!
— Não permito que a trate assim, Gilda é minha namorada. – Digo me soltando de suas mãos. – Vá!
— Você não pode fazer isso comigo, eu... — Fala chorando desesperadamente. – Eu, sou a única mulher que é capaz de suportar suas saídas com outras mulheres, ela não, porque é uma menina boba e iludida... Raul...
Mas que absurdo ela estava falando. Há tempos que não sou mais assim , Gilda me mostrou como é importante amar uma pessoa e ela que eu amo, Mariza está louca e nunca havia dito que ela era a única para mim, ela bem sabia e aceitou essa situação. Eu me arrependo de todas as vezes que fiquei com ela.
— Já chega! Saia logo daqui antes que eu mesmo o faça. – Ela então para um momento e passa a me encarar e de repente joga seu olhar para Gilda que parecia está assustada.
— Você Gilda, não será feliz, NÃO SERÁ FELIZ!!! – Ela cospe essas palavras com toda a indignação e em seguida sai dali.
Respiro fundo e me dirijo para Gilda que estava neutra.
— Está se sentindo bem? – Pergunto a abraçando pelos os ombros.
— S-sim, acho que sim. – Ela afunda seu rosto no meu peito como se quisesse se proteger.
— Não se preocupe com o que ela disse, cuidarei para que Mariza não toque mais em você, a propósito, como está o seu rosto? – Levanto o rosto dela e olho na região afetada, estava vermelha.
— Está ardendo um pouco. – Confessa tímida.
— Sente-se aqui vou atrás de uma bolsa de gelo. – A deixei e fui atrás da bolsa de gelo.
Em poucos minutos retorno. Me posiciono agachado próximo a suas pernas e a ajudo a colocar a bolsa de gelo em seu rosto, ela afasta um pouco pelo tão frio que estava a bolsa. Fiquei a ajudando até ela dizer que estava melhor.
— Obrigada, eu não imaginava que você era tão carinhoso assim. – Ela diz me acariciando o rosto, suas mãos macias me fazem sentir em paz.
— Eu posso ser assim sempre com você, somente com minha Gilda...E eu vou sempre está cuidando de você minha linda. – Falo a verdade, minha vontade agora era somente de a proteger.
— Eu sonhei tanto com esses momentos com você que penso que estou em um sonho. – Ela diz com os olhinhos brilhando.
— Não é um sonho, isso é mais real do que você possa imaginar, quer ver?
— Quero.
E então eu me levanto um pouco para alcançar os seus lábios e aí a beijo com carinho.
— Acha que sentiria diversas sensações com um beijo se estivesse em um sonho?
— Hum, é certo, não estou em um sonho. – E então ela me dá o sorriso mais lindo, tão angelical que não me aguento e preencho seus lábios outra vez.
— Estava pensando... – Digo assim que cesso o beijo. – Você não precisa trabalhar senão quiser.
— Não, eu quero sim. Você não vai me proibir de trabalhar vai? – Indaga-me com seus olhinhos penosos.
— Não farei, era só algo que estava pensando se você não quisesse. – Explico-lhe.
— Estou bem assim, gosto de trabalhar. – Diz me mostrando seu lindo sorriso novamente.
— Você é tão especial, não quero jamais deixar você ir. – A digo a envolvendo em longo beijo.
Eu realmente não queria que ela me deixasse porque eu precisava dela, ela me ensinou tantas coisas boas, me mostrou o quão é bonito amar alguém. Eu a amava e queria sentir esse sentimento sempre por ela...
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