Um Bonito Amor
41 Bônus
Notas iniciais
POV RAUL ON...
Não foi fácil ser tão duro com a Gilda, pois meu coração doía a cada palavra ruim que a dizia, mas meu orgulho estava me matando e eu não poderia aceitar que ela tenha me traído dessa maneira.
Tanto que eu confiei nela, tanto que fui verdadeiro e tanto que ela sabia o quanto a lembrança daquela mulher me magoava , me destroçava por dentro por lembrar que ela matou a pessoa que eu mais amava na vida, meu pai. De tudo isso Gilda sabia, ela era a única pessoa que eu pude confiar tudo isso e veja só como me resultou, simplesmente ficando do lado daquela mulher. Eu não poderia perdoá-la.
No dia seguinte, tudo que acontecerá no dia anterior ainda me perturbava, quis por várias vezes buscar Gilda para reclamar-lhe, mas achei melhor não, pois não estava disposto a vê-la outra vez.
Pelo menos me tive muito trabalho o dia inteiro, então não tive tanto tempo para pensar no que aconteceu. Muito cansado, segui para casa, precisava descansar.
E após chegar em meu apartamento e fazer toda a minha higiene, coloquei apenas o short que uso para dormir e não coloquei a blusa. Queria ficar a vontade, é isso.
Eu lia um livro em minha sala, quando a campainha soou pelo o apartamento, então segui para abrir a porta. Isso não poderia tornar minha noite ruim, Mariza estava ali e antes que eu a expulsasse dali, ela entrou como se nada lhe importasse.
— O que faz aqui? — Falo, fechando a porta.
— Vim saber como você está. — Responde jogando sua bolsa pelo o meu sofá e se aproxima sedutoramente de mim. — Nossa Raul, dei até vontade de lembrar os velhos tempos.
— Ah por favor Mariza, vai embora, você não é bem vinda aqui. — Digo a arrastando até a porta.
— Não me diga que ainda pensa na mosca morta de Gilda, esqueça-a. — Diz e se aproxima outra de mim. -E se não pode eu posso ajudá-lo a esquecer ela.
— Não seja ridícula, e tira essas mãos de mim. — Digo irritado indo para meu quarto a buscar uma blusa.
— Aí Raul, você sabe que eu te amo, eu sim te amo. — Dizia ela atrás de mim.
— Saia de meu quarto! — Falo alto e em bom som, mas ela não se intimidava.
— Se acalme... — E se jogou em minha cama. — Ah, lembra àquelas noites em que fazíamos loucuras nessa cama, você sempre foi muito bom de cama.
Ela já estava sendo impertinente demais, a tirei para longe da minha cama.
— Vá embora! — Exijo.
— Porque, eu quero te fazer companhia. — Disse dissimulada.
— Mas, eu não quero companhia e muito pior a sua. -. Digo, pegando minha blusa pijama, mas ela tomou ligeiramente de minhas mãos. — Mas, o que...
— Você está tão bem assim, não precisa vestir isso. — Diz sacudindo a blusa.
— Me dá isso e vai embora, eu já estou perdendo a paciência com você. — Digo já bastante irritado com ela ali.
— Calma, eu... — Ela parou quando a campainha começou a tocar. — Você espera alguém?
— Não esperava nem você que dirá outra pessoa, Argh! — Digo irritado indo atender quem seria.
Estava tão irritado por Mariza está ali que fui atender a porta sem ter vestido a camisa, e assim que atendi meu coração me traiu e bateu forte quando a viu, e não era isso que eu queria.
Gilda, estava ali e disse que queria falar algo comigo, mas eu estava tão magoado por sua traição que não quis saber de nada dela, e mesmo não querendo ouvi-la ela entrou e insistiu em me dizer algo e quando ia fazê-lo, Mariza aparece na porta de meu quarto apenas de roupa íntima, me pergunto se ela havia enlouquecido, o que ela estava pensando?
Gilda, obviamente ficou triste e magoada e, eu quis, sim eu quis desmentir o que via, porque não era verdade eu jamais iria ficar com Mariza, mas ao lembrar que Gilda havia me traído e me magoado com isso, quis fazê-la sentir-se magoada também e embora não tenha acontecido nada comigo e a Mariza eu quis fazer com que ela acreditasse nisso e com muita luta fingi tudo e pude ver o quanto ela estava sofrendo com isso.
Ao se convencer de que eu e Mariza tinha algo, saiu dali as pressas e assim que ela saiu eu me afastei de Mariza.
— Vista suas roupas e saia daqui. — Digo apontando para a porta.
— Não acredito que me usou, eu pensei...
— Pensou errado. Ou o quê? Acha mesmo que me deitaria com você? Ah, por favor, vamos, vista-se e saia daqui.
— Você é um cretino Raul, além de eu ter te ajudado a conhecer quem essa Gilda de verdade, e é assim que me paga? — Diz, chateada.
— Precisamente por isso, você não tinha que se meter, agora saia antes que eu te arranque daqui. — Digo irritado.
— Ok, mas você vai me pagar essa. — Ameaça, mas eu não me importo.
Ela segue para o quarto e depois de alguns minutos aparece na sala já vestida.
— Espero que seja muito infeliz, eu me encarregarei de que assim seja.
— Saia! — Grito lhe indicando a porta.
E assim ela saiu. Fechei a porta e me joguei no sofá, aquela noite não poderia ter ficado tão ruim assim...
POV RAUL OFF...
POV NARRADOR ON...
Gilda teve um acidente ao atravessar a rua, um carro a chocou e a jogou com muita força para longe, rapidamente as pessoas por ali chamaram uma ambulância que a socorreu e às pressas a levou para o hospital. Ao entrar na unidade de saúde, Gilda perdia muito sangue e ela já havia despertado porém com muita fraqueza.
— P...por..por.. fav..por.. favor... Sa..salve..m..meu...be..be...bebê.. — Dizia ela enquanto ela levada as pressas para a sala de cirurgia.
Os familiares de Gilda forma contatados e em pouco tempo estavam ali a espera de notícias, Cecília, Rogério, Raquel, Bruno, Vanessa, Lilian e Ronaldo, todos muito aflitos e a espera do doutor. Assim que o mesmo apareceu, todos o rodearam.
— E então Doutor, como está a minha filha?
O Doutor não mostrava nenhuma expressão e isso deixava Cecília mais aflita.
— Sua filha...
— Ela está bem, não está? — Dizia Raquel com os olhos marejados.
— Como dizia, Gilda Barreto... Está fora de perigo, está em observação e quem sabe amanhã quando responder melhor a passaremos para um quarto. — Disse o doutor e todos se sentiram aliviados.
— E o bebê, não aconteceu nada não é? — Perguntou Lilian.
A essas alturas todos já sabiam desse acontecido, pois Raquel os disse quando os comunicou sobre o acidente.
— Descobrimos esse fato e, confesso que o embrião quase não resistia, mas por um milagre e força da Gilda, está tudo bem, conseguimos controlar a hemorragia e agora ambos estão fora de perigo, mas ainda estão em observação. — Explicou o Doutor.
— Graças a Deus, obrigada Doutor. — Disse Cecília sentindo um pouco de alívio.
Então o Doutor saiu e os deixou ali na sala de espera..
Raquel abraçou Cecília sentindo um enorme alívio em que tudo tenha saído bem.
— E a Gilda como está? — Disse Raimundo que acabará de chegar afoito.
— Raimundo? — Pergunta Cecília.
— Eu os avisei mamãe. — Disse Raquel falando de Raimundo e Yamilex que também vinhera.
— Ela está fora de perigo, e o bebê também. — Disse Cecília.
— Bebê? — Pergunta Raimundo sem entender.
— Sim, Raimundo, Gilda descobriu hoje que está grávida de Raul. — Respondeu Raquel.
— Nossa e o senhor Raul, porque aínda não está aqui? — Pergunta Yamilex.
— Uma longa história Yamilex, longa história... — Disse Raquel.
E então Raquel os explicou o que aconteceu, obviamente ficaram irritados e perplexos com a situação, mas Raimundo estava sentindo muita raiva e iria fazer de tudo para acabar com Raul por ter feito isso com Gilda, ele ainda amava Gilda e tudo que menos queria era vê-la sofrer, então faria tudo ao seu alcance para que Raul não a magoasse nunca mais....
POV NARRADOR OFF...
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