Um Bonito Amor
24 Atura ou surta...
Notas iniciais
POV GILDA ON
Talvez eu seja uma perfeita idiota, claro, como deixei Raquel ficar na minha casa e ainda tomar de conta do meu quarto como se fosse seu? Ah, tenho certeza que Raul odiaria tudo isso, mas o que eu posso fazer? Ela é minha irmã apesar de tudo.
Acordei sentindo um incômodo no pescoço, então me recordo que havia dormido no sofá. Levanto, e vou direto para meu quarto, mas dou de cara com a porta fechada preciso usar o banheiro e a porta está simplesmente trancada. Respiro fundo, e tento ser o mais calma possível.
— Raquel, está acordada? — Pergunto dando leves batidas na porta.
— Sim, o que você quer?
Oras, só o que eu quero, arrancar seu pescoço só isso.
— Preciso usar o banheiro! — Digo. Ouço a porta ser destrancada.
— Estou usando agora. — Fala com a cabeça entre a porta.
— Vai demorar?
— Uns 30 minutos. — Responde despreocupada.
— Tudo isso? Tenho que ir para a aula. — Digo deseperada, mas no fundo querendo puxá-la dali.
— Claro, ao contrário de você eu realmente me banho. — E então volta a trancar a porta na minha cara.
Espera, ela acabou de dizer que não banho direito? A sua…
Acho que passou uma hora de que estou esperando Raquel sair do banheiro, a bendita ainda não saiu. Estou realmente começando a me irritar, e quase me arrepender de a ter sugerido minha casa para ficar. Olho as horas e certamente vou chegar atrasada na aula, menos mal que a essas alturas já havia feito meu café da manhã e até para Raquel. Pelas as horas estarem correndo, resolvo bater outra na porta, mas antes que eu pudesse fazê-lo, eis que ela sai enrolada no meu roupão e de toalha envolta em seus cabelos.
— Prontinho, por sua causa tive que me banhar as pressas. — Diz passando por mim indo em direção à cozinha.
Mas que cara de pau, por causa dela irei me atrasar e ela vem com essa de que banhou as pressas ah, ou eu aturo ou surto, mas neste caso acho que vou acabar surtando.
Me apresso para banhar e assim que saio pego um vestido confortável e busco vestir-me e logo após me arrumar um pouco. Pronta, vou de encontro a Raquel na cozinha que está sentada na bancada tomando o café que eu havia preparado, sem falar qualquer coisa tomo o meu café e rapidamente pego minha bolsa para sair. Lembro de algo e então volto para a cozinha para falar com ela.
— Você não vai para a faculdade? — Pergunto mesmo que ela me ignore.
— Não! — Responde fria.
— E quando pretende ir? — Pergunto outra vez.
— Talvez próxima semana, quando eu conseguir pegar minhas coisas. — Diz sem nenhum interesse.
— Ah, mas então vai ficar aqui até esse tempo? — Disparo inocente. Ela que estava entretida no alimento me fuzilou.
— Por acaso, está me expulsando?
— Não. eu… é que…
— Olha, eu vou sair mas vou me organizar primeiro… — Ela diz saindo da bancada e se aproximando de mim. — … você que me chamou, sempre soube que você não tem palavra. — Finaliza esnobe passando por mim, sumindo do meu campo de visão.
Fiquei tentando absorver o que ela havia dito, talvez tenha ficado magoada por eu ter sido um pouco indelicada, mas não foi esse o sentido da coisa era só uma pergunta não a estava expulsando. Depois tentaria me desculpar com apesar de tudo, mas por agora estaria muito atrasada para a faculdade, dessa maneira sai às pressas.
…..
A aula já havia finalizado e então me deparo com uma cena muito incomum, Ronaldo e Lilian trocando carinho não aquele carinho de amizade que acabou de fazer as pazes mas, aquele carinho de casal apaixonado.
Não os havia visto durante toda manhã, porque nossa turma havia separado por motivos de uma palestra a qual eles foram assistir e como cheguei atrasada não consegui ficar na mesma turma que eles.
— Não faz muito tempo que vocês agiram estranhos e agora estão ai tão… tão amorosos. -Digo espantando-os. Eu poderia rir da reação de Lilian, mas não faria isso.
— Gilda? É que….
— Não tentem me explicar, eu sei o que está acontecendo. — Digo esboçando um riso irônico. — Há quanto tempo? — Pergunto.
— Desde daquele dia… — Ela se referiu ao dia em que Raquel me fez passar aquela vergonha. — Amiga, resolvi dar uma chance. -Explica penalizada.
— Ai Lilian, não fica assim, fico feliz que realmente me ouviu e resolveu tentar. Vocês dois ficam tão lindos juntos que me dar vontade de apertá-los. — Digo já indo na direção deles os abraçando.
— Ah Gilda você é a melhor. — Diz Ronaldo que ainda estava tímido.
— Ah, deixa de frescura, não gosto desses mimi. — Lilian me empurra envergonhada, sorrio.
— Hum, não foi isso que vi agora pouco. — Pisco cúmplice para Ronaldo, achando engraçado Lilian envergonhada, ele rir.
— Vocês dois podem ir parando, já estou começando a me arrepender. — Diz se fazendo de durona, Ronaldo a abraça por trás.
— Ah, adoro esse seu jeito é muito fofo! — Ronaldo deixa um beijo na bochecha dela que a faz esboçar um sorriso vergonhoso.
— Isso Ronaldo, é assim que doma a fera. — Atiço divertida.
Lilian, me dá um leve tapa no braço e eu continuo lhe perturbando até ela ficar vencida e acabar deixando a vergonha de lado que de fato não é do feitio dela, fico muito feliz por meus melhores amigos estarem juntos de novo e dessa vez de forma amorosa…
Horas mais tarde já no escritório, me encontro conversando animada com Yamilex, havia me esquecido do quão divertida ela é, passamos a maior parte do sorrindo falando de coisas fora de ordem enquanto eu a ensinava sobre a agenda de Raul e como funcionava o escritório, é muito bom trabalhar com quem alguém que realmente a gente se dá bem, o tempo passa até mais ligeiro. Ao fim do dia, me despedi de Yamilex que já havia cumprido seu horário, eu também, mas esperei Raul como de costume.
— Yamilex já foi? — Pergunta-me assim que me ver entrar em sua sala.
— Sim. — Respondo me sentando na cadeira à sua frente.
— E Raquel, a encontraram? — Indaga, sem me olhar, pois estava concentrado em alguns papéis.
— Bem, ela… ela….ela está em meu apartamento. — Digo um tanto apreensiva, pois sei que ele não irá gostar. Ele então para o que estava fazendo e me encara sério.
— Verdade?
— Sim.
— Como assim? Gilda, como você a leva para a sua casa? — Pergunta já um pouco revoltado.
— Bem, eu não poderia deixá-la na rua. — Me defendo.
— Na rua? — Pergunta surpreso.
— Não que estava exatamente na rua, não sei bem, mas o que eu poderia fazer? Ela é minha irmã! — Digo puramente, o vejo suspirar fundo.
— Uma irmã que não merece o terço da sua bondade. — Diz mais calmo.
— Eu sei de todo mal que fez, mas não posso ignorar a idéia de que temos o mesmo sangue, e também acredito que ela possa melhorar como pessoa.
A última frase saiu quase fraca, porque não estava muito segura disso, era mais um desejo meu.
— Meu bem, não seja tão inocente, Raquel acabará causando mais danos e eu nem quero pensar nisso. — Diz levantando-se aproximando de mim, se ajoelhando.
— Acho que não, ela está na minha casa e não será capaz uma vez que sou a única a lhe oferecer um teto e comida. — Digo sem firmeza.
Lembro de como ela dominou o meu quarto sem nem pedir licença, talvez ela seria capaz sim , mas prefiro pensar que não.
— Se eu souber que ela ao menos encostou em um fio de seu cabelo, juro que serei totalmente indelicado com ela. — Adverte.
Me sinto tão protegida com Raul, ele realmente tenta me defender de tudo em especial de Raquel, mas eu realmente quero dar essa chance a ela, mesmo sabendo que posso passar muita raiva com ela dentro da minha casa, mas irei tentar.
Assinto, concordando com ele, então ele beija carinhosamente a minha testa e volta para os seus papéis.
— Estou quase terminando. — Me diz enquanto eu o esperava. Eu mexia em qualquer aplicativo do celular para esperá-lo.
O celular dele começa a tocar e ele atende prontamente sem olhar o visor para ver quem seria.
— Alô? — Pergunta ele. — Alô? tem alguém aí? Alô? Ah, que droga de novo essa palhaçada! — Fala irritado.
— O que foi meu amor?
— Alguém que quer me tirar do sério com essas ligações. — Responde ainda irritado.
— Ah, ainda estão te ligando? — Pergunto vendo-o se levantar e pegar suas coisas pondo na maleta.
— Sim, já fui atrás de rastrear o número, mas a pessoa me liga de vários números diferentes e o joga em qualquer lugar, não tenho como saber. — Explica.
— Seria um stalker? Hoje em dia é bem possível. — Digo me levantando, e o acompanhando até a porta.
— Possível seria, por isso quero que tome cuidado, não quero que nada te aconteça por minha causa. — Diz ele pressionando minhas bochechas em seguida me dando um beijo. — Fique onde eu possa te ver. — Finaliza e eu assinto.
Compreendo que ele se preocupa, mas não quero que ele exagere pensando só em mim e se esqueça de proteger a si mesmo. Ele me deixou em meu apartamento, mas antes conversamos um pouco e aconselhei que ele trocasse de número e ele disse que era o que faria, e então o pedi para entrar mas ele não queria encontrar Raquel, alegou não suportar vê-la, o compreendi e assim nos despedimos com muitos beijos. Assim que ele se foi, respiro fundo e toco a campainha...
POV RAQUEL ON
O primeiro dia na casa da Gilda, consegui manter a linha dura e a tratar como sempre foi, eu não a deixaria me humilhar só porque estava em seu apartamento. Talvez ela não ature tanto tempo e queira que eu vá embora como foi o caso de hoje pela manhã, senti que pedia para que eu saísse dali, mas fingi demência e ignorei totalmente já que ela não deixou claro sobre isso.
Olhando todo o apartamento, é até confortável, quero dizer, melhor que aquele lugar imundo em que eu estava antes. Ela parecia se importar bastante com a organização e limpeza o lugar, pois estava tudo bem arrumado. Depois de explorar todo o apartamento, vesti algo e busquei me distrair, como não curto muito televisão, apelei para ouvir um som, a manhã inteira deixei a música rolando até que acabei cochilando por ali mesmo no sofá. Acordei com a música alta me perturbando e dessa maneira tive que desligar o som, e logo estava com muita fome, olhei para o relógio e já marcava às 13:00 da tarde. Como eu pude cochilar tanto? Fui à cozinha a procura de algo para comer, não havia nada preparado e eu não sabia fazer nada que tinha ali, e nessas horas me deu saudades de casa porque já teria comida pronta.
Suspiro desanimada, e pego uma fruta para comer, em seguida retorno para a sala e assim que pego o controle para ligar a TV, o interfone toca.
— Quem é? — Pergunto.
— Filha, sou eu, sua mãe.
Nesse momento sinto uma alegria mas uma tristeza ao mesmo tempo, não queria vê-la ao mesmo tempo que queria. Estou confusa.
— Filha, sei que está aí, me deixa entrar e falar com você. — Apela.
A fofoqueira da Gilda deve tê-la dito que eu estava, sei que não havia a pedido segredo, mas ela devia saber que não queria falar com minha mãe agora, mas ela continua pedindo para entrar de uma maneira muito penosa, e para não ter que ouvi-la assim, autorizei sua subida.
— Meu amor, que bom te ver, eu quase morri de angústia. — Diz me abraçando forte ainda na porta.
— Entre, as pessoas podem nos ver. — Digo sem demonstrar emoção, não queria que ela percebesse.
Sentamos no sofá e ficamos um bom tempo em silêncio, eu não saberia o que falar e acredito que ela estava escolhendo as palavras certas para dizer.
— Filha, me perdoa, você sabe que você e seus irmãos são tudo pra mim. Eu sinto tanto ter batido e falado daquela maneira com você, eu peço que me perdoe. — Diz lamuriosa.
Eu não queria ter que perdoá-la de imediato, mas meu coração estava tão apertado vendo-a ali daquele jeito, também fui rude e grosseira com ela e acho que eu teria ter minha mãe de volta apesar de tudo.
— Eu amo você filha, jamais pense que não, eu ter me ausentando na sua infância por procurar Gilda me trás uma angústia porque eu poderia ter sido melhor e mais presente, eu poderia distribuir meu amor igualmente, mil perdões filhas, mas saiba que meu amor por cada um de vocês tem o mesmo peso, porque é incondicional, vocês são tudo pra mim, perdoa filha.
E nesse momento ela cai em lágrimas e mesmo sem perceber algumas lágrimas também escorrem pelo o meu rosto. Não queria está sentimental, mas que droga! Minha mãe estava bem na minha frente se desculpando praticamente se humilhando, e apesar de tudo eu não aceitaria minha mãe se humilhando, minha mãe não.
— Tudo bem mãe, não tenho nada que perdoar, fui tola em sair de casa, eu…
— Então você vai voltar? — Pergunta me abraçando forte.
— Mãe… — Chamo sua atenção a afastando um pouco. — … eu não quero voltar, não agora. — Digo.
Nem acredito em mim mesma por estar falando tais coisas, mas realmente eu queria esse tempo, apesar de que eu teria a chance de voltar para a mansão e ter tudo de volta, eu absurdamente preferi ficar na casa da Gilda.
— Filha…
— É só por uns dias, logo voltarei para casa só quero me dá esse tempo. — Peço de forma calma. Ela me olha serena e me dar um abraço caloroso.
— Tudo bem meu anjo, não insistirei, pelo menos estarei tranquila agora. — Disse e então assenti.
Conversamos um pouco mais e ela cozinhou para mim, depois de ter sorrido bastante dizendo que eu não viveria muito tempo sozinha sendo que não sabia nem cozinhar um ovo. OK, ela me humilhou, mas estava feliz porque estava de bem com minha mãe, e parecia que agora estávamos nos entendendo muito melhor do que antes. Após certificar-se de que eu realmente havia me alimentado, mas antes de ir, deixou meus cartões e dinheiro, e nesse período de tempo havia mandado alguém trazer minhas roupas e pertences para que eu pudesse voltar a faculdade no dia seguinte, ela é realmente maravilhosa, logo após se foi.
Estava me sentindo bem apesar de tudo, estava leve e confortável, não imaginava que me sentiria tão bem na casa da Gilda, é realmente o cúmulo, mas eu estando bem estava tudo certo. Já era noite e resolvi tentar fazer algo para comer e arrisquei em um omelete do qual julguei mais fácil de fazer, acontece que acabei fazendo um omelete queimado, queimou tudo inclusive a frigideira e por pouco não me queimei ao jogá-la embaixo da pia para que a água parasse a fumaça.
— Droga! — Digo irritada.
Ouço então a campainha. É Gilda. Tento limpar às pressas, mas aí me toco de que eu estava com medo de que ela pudesse se irritar por eu ter feito uma bagunça em sua bagunça e não era isso que queria passar, não quero que pense que me sinto humilhada, e é aí que deixo de tentar lavar aquilo. Vou então abrir a porta para ela, e busco me recompor, me fazendo de séria e dura que é assim que ela tem que me ver.
— Estava fazendo algo? — Me pergunta ao entrar.
— Não! Aqui não tem nada para fazer. — Digo ríspida.
— E essas mãos com detergente? — Diz apontando para as minhas mãos, Droga!
— Ah isso… — Tento dizer escondendo as mãos.
— E que cheiro é esse? — Pergunta fungando indo em direção à cozinha, vou atrás dela.
— Ah, é que… — Tento uma desculpa.
— Tem certeza que não estava fazendo nada? — Me questiona irônica.
Não a respondo, só viro o rosto em deboche, ela então passa por toda a cozinha e frizou na frigideira queimada.
— Hum, o que pretendia fazer? Carvão? — Brinca, e a fuzilo, não acredito que está tirando onda comigo.
— Oras, eu sei fazer isso, acontece que o omelete passou do ponto um pouco e queimou. — Digo enrolada sem olhá-la, percebi que ela dava risinhos e isso me deixava tímida. Que diabos é isso?
— Ok, primeiro vou limpar a sua bagunça, depois faço o omelete. — Diz calma, e eu apenas engulo seco.
Estou tão sem jeito na frente dela que não diria que era eu mesma, logo eu a que deixa os outros desconfortáveis, logo eu. Finjo, não está ligando para o que ela disse e acabo me sentando na bancada ainda com a cara fechada, mas querendo mesmo comer o omelete. Observei ela limpar toda a bagunça, e só constatei o que havia pensado, de que ela realmente gosta de tudo organizado e limpo, e logo após ela começa a cozinhar. Não é possível que ela é boa até em cozinhar.
Ela passa um prato para meu lado, e coloca o omelete, em seguida coloca o suco que ela tinha feito em um copo para mim, e sem pestanejar, acabei comendo tudo e ela também.
Não me movi para ajudá-la em lavar louça, não queria dar esse gostinho a ela, mas resolvi quebrar o silêncio.
— Minha mãe veio aqui. — Digo como se tivesse falando para mim mesmo, ela se virou para mim.
— Mesmo? E então? — Pergunta-me curiosa deixando a louça escorrer ao lado pia, em seguida sentando-se frente a mim na bancada.
— Me pediu perdão. — Digo não a demonstrando interesse.
— Hum, e você a perdoou não é? — A olhei de soslaio e percebi que tinha os olhos vidrados em mim.
— Sim, apesar de tudo é minha mãe. — Falo com pensamento longe.
— Isso é bom, então vai voltar pra casa? — Pergunta animada e olho-a imediatamente.
— Quer tanto assim que vá embora? — Pergunto sentindo um pouco de mágoa, mas tentei ser grossa e não transparecer magoada.
— Não, não é isso é que...bem, imaginei que mãe Cecília pediu para que voltasse. — Diz tímida. Suspiro e me levanto.
— Sim, mas eu recusei. — Digo na maior cara de pau.
— Mas porquê? — Pergunta-me ainda mais curiosa. — Esboço um falso sorriso e a encaro.
— Por que quis, não acredito que seja hora de voltar, então você terá de me aturar um pouco mais. — Digo, em seguida saindo dali.
POV GILDA ON
Ela saiu da cozinha me deixando pensativa, não entendi porque ainda não era hora dela voltar, talvez esteja tramando para o meu lado, mas estarei bem esperta uma vez que ela está em minha casa, mas por enquanto terei de aturá-la, não que quero que vá embora, mentira, quero sim, mas penso também na possibilidade de nos aproximar e quem sabe nos entendermos. Acredito que três passos foram dados, um ela procurou minha casa para abrigá-la, dois, trocamos algumas palavras sem nos matar e três cozinhei para ela que ainda comeu, isso é que é evolução e talvez com ela aqui, nós poderemos quem sabe até nos dar bem….
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