Um Baile Para Mona Lisa
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Naquele mesmo dia, depois que recebi a infeliz noticia que meu amigo havia sido traído, recebi outro comunicado uma tanto incomodo, teria que fazer uma viagem a negócios para Floret Flowers a loja em que eu trabalhava, para uma conferencia sobre flores, adubos e outras coisas para melhor cultivo delas.
- Charlotte querida, vai ter que ir neste exato momento para São
Francisco, já arrumei sua mala, e vá para o aeroporto, Frederico, estará lhe
esperando com sua passagem para leva-la ao hotel que ficará hospedada –
Comunicou minha assistente, que era uma anja para mim, me ajudava no que era
preciso Ângela Witter – E não se esqueça de tentar fechar negócios com alguma empresa. A Floret Flowers necessita urgente de sócios! – Ela me olhou sugestivamente, ela só falava isso, pois sabia que eu fecharia negócios sem ao menos mencionar o nome dá empresa, pois eu tinha sido formada na UCLA contendo diploma excelente e meu nome era conhecido, pois minha tese de faculdade tinha valido mais do que pontos e sim meu reconhecimento precoce na área de trabalho, não que eu reclamasse, pelo contrário, eu tinha muito orgulho, e quando eu tinha descoberto a minha vaga unanime da Floret Flowers, eu havia dado uma sincope e desmaiado, duas horas desacordada por causa da surpresa foi inesperado para mim, mais nada de importante. Mas essa era uma história imensa, então deduzi que não precisaria me lembrar de toda a rota até chegar onde estou braço direito do meu chefe,gerente-chefe e advogada da empresa. Beijei a testa da minha secretária que soltou um “você não vive sem mim” e saiu para dentro da empresa enquanto eu pegava minhas coisas e saia, novamente, para o aeroporto de Nova York.
Não demorou muito para chegar, o transito da cidade que sempre estava a pico, estava vazio, nessa época do ano muitas pessoas aos domingos não saiam de casa, o que era o sonho de muitos que tinham que viajar, mas em compensação as filas dos aeroportos eram enormes. Fui indo em direção à entrada para são Francisco quando vi o motorista, Frederico, estava me esperando na fila de embarca apenas sorri e ele foi indo em direção a
mim, peguei a passagem e comecei a andar rapidamente para o portão, pelo menos fila não iria enfrentar, fui para a primeira classe, enquanto Frederico estava
na econômica me senti mal, pois ele sempre andava comigo. Eu estava me acostumando ainda viajar a todo mês para locais diferentes, muitas vezes foi meu refugio para fugir de certas ocasiões, algumas vezes encontros forçados que a Samantha me forçava a ir, depois de varias tentativas, ela percebeu que eu não gostava da ideia e desistiu , como não era mais uma válvula de escape, começava a ser tediosa, fazer essas viagens e falar com ‘velhos’ e suas ‘ninfetas’ por que
realmente, aquelas garotas que tinham a minha idade ou menos, se ‘apaixonar’
loucamente pelos idosos era impossível, eu achava até que engraçadas certas
situações, elas amavam o dinheiro daqueles velhos homens no final de sua vida;
Algumas olhavam como se eu fosse estranha, ou algo desse tipo. Chegamos ao aeroporto de são Francisco, e Frederico me encontrou na porta do aeroporto, e seguimos viagem para o hotel onde ficaria ele no começo de seu trabalho se incomodava comigo, no banco da frente, mas depois de varias viagens ele se costumou, nunca gostei de ser tratada ou taxada por assim dizer, de grã fina, eu era humana como todos os outros, difícil, seria alguns entenderem. Chegando a São Francisco, fomos em direção ao hotel, meio difícil, a viagem inteira eu e Frederico,jogamos pedra, papel e tesoura, uma versão melhorada como dizíamos.
-Charlotte! Como é que papel ganha de tesoura ? Serio! Só se o seu papel tiver um campo de força super forte que desvia a minha pedra – Agora nós tínhamos entrado, pela vigésima vez, com a discussão de papel ganhar de pedra, sempre tínhamos crises de risos com essas brigas, vendo a cara de indignação de Frederico.
-É Claro que ganha Fred! Tradicionalmente ele ganha, e sim meu papel tem um campo de força que repele todas as forças inimigas. Então, sim, o papel ganha da pedra – Ele me olhou mortificado, e com uma cara emburrada voltou sua atenção para a estrada, dizendo , sem muitas palavras, ou nenhuma, que não iria mais jogar, eu não aguentei e comecei a rir, e ele também chegou ao hotel e ele foi para o outro hotel que ficaria a pior parte da viagem, o momento em que eu era sua chefa e ele meu empregado, pois era assim que ele devia ser tratado, mais nunca acontecia.
Entrei no hotel com um entusiasmo fora do comum, talvez tivesse sido a pequena discussão com Frederico ou simplesmente o fato de que em dois dias estaria de volta para Nova York. A garota que estava no balcão era de certo modo petulante demais, me fazendo varias perguntas, eu respondia vagamente algumas de suas perguntas, até que por fim ela não me perguntou mais nada, me joguei na cama sem me importar em tomar banho, estava cansada demais para reparar, depois iria sair para tomar alguma coisa e arrumar.
Acordei com meu celular tocando a musica que havia sido escolhida pela Samantha, Don’t you remember, da nossa cantora favorita, Adele. Acordei sonolenta olhei o relógio e me lembrei de que teria que me encontrar com ela, caso estivesse em nova York.
- Charllote! Como você sai para uma conferencia de negócios e não me
manda nenhuma mensagem, estou para na porta da sua casa e o vizinho gostoso disse que você tinha ido para São Francisco! – Eu estava calada com um sorriso no rosto imaginando a situação, e o modo como ela estaria falando no
telefone, com as mãos nas cinturas, batendo o pé e exasperada.
- Sam, desculpa, foi tudo rápido demais, você sabe muito bem que quando sou pega de surpresa pela Ângela eu não tenho como escapar! Desculpe-me, mais pela parte do vizinho ‘supostamente’ gostoso, ele sabe que quando não apareço pro almoço em casa é que fui viajar, e eu sei que gostou de sair disso – Ouvindo-a suspirar, ela falou com um suspiro de garota apaixonada o nome do meu vizinho francês Fabricio, esbocei um sorriso, e lembrei da encomenda que Fabrício teria que me entregar – Por que você não vai na casa do Fabricio e busca uma caixa de roupas da Chanel que eu teria que
receber de Los Angeles ? — Depois do comentário escutei um gritinho fino que significava “você demorou demais para me pedir isto” eu ri e desliguei ao ouvi-la desligar o telefone falando “Fabricio, Charllote queria que eu buscasse uma encomenda para ela, está aqui ?” , sorrindo me deitei na cama e ouvi meu celular vibrar, pegando o mesmo vi uma mensagem de Jared “Quando chegar em Nova York de novo, quero que venha na minha casa logo em seguida, tenho algo importante para lhe falar pequena, beijos.” Fiquei tensa ao ver a mensagem, eu sabia que por mais que fossemos amigos, ele desencadeava sensações e desejos que eu nunca poderia materializar. Jared era um homem maravilhoso, atencioso, compreensivo, romântico e amigo. Tudo o que uma mulher poderia querer com um deus grego daquele, o físico de Jared, era o que toda mulher deseja, alto, de corpo esguio, mais com músculos definidos, cabelos bagunçados propositalmente cor de mel, além de olhos azuis. Eu poderia negar, mas na primeira vez em que vi Jared me senti atraída inevitavelmente por aquele sorriso.
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