Um Ano Ao Seu Lado
8 199 dias antes.
Notas iniciais
Não é muito, mas....
Boa leitura.
Ele me apertou mais contra seu corpo, o tempo não estava tão instável e o vento do mar era gélido e cortante. Mas ao mesmo tempo bom. O barulho da onda que ia e vinha, o barulho dos pássaros que voavam por ali a procura de peixes e o barulho de seu coração.
- Seu coração é tão suave. – sussurrei contra seu peito.
- É porque você esta comigo. – ele beijou o topo de minha cabeça.
- Poderíamos ir à casa de seus pais, já que estamos pertos. – me ajeitei pra olhar em seus olhos.
- Não acho boa ideia. – ele me acariciou – Eles são meio que da antiga. Não aceitariam me ver agora com outra mulher.
- Mas foi ela que... – franzi a testa.
- Sim. – ele riu – Mas eles parecem não entender. Deixa eles se acostumarem que minha ex e eu não somos feitos um paro o outro. – o abracei mais.
- Será que vão gostar de mim? Fico até arrepiada com a ideia. – forço um sorriso.
- Loirinha, tem uma boa condição, mimada talvez, meio sem ritmo... Pois é. – ele fez biquinho – Eles vão ama-la. – me afastei um pouco dele dando-lhe um soco no ombro por estar sendo sarcástico.
- Ridículo você! – me virei ficando em direção ao mar, olhando a linda paisagem – Estranho, demoramos tanto pra chegar aqui, horas de viagem pra ficarmos pouco tempo. – estreitei os olhos. Sua mão encontrou a minha, apertou com força e depositou um beijo em minha nuca, afastando meu rabo de cavalo com a mão disponível, fazendo com que todo meu corpo vibrasse com a sensação – Eu acho que esse lugar não é muito apropriado.
- Só estou lhe dando caricias. – seus lábios roçaram de minha nuca até a ponta de minha orelha. Fechei os olhos, ele sabia como me fazer ficar derretida por ele. Virei em direção a ele novamente, encostando sem demora meus lábios nos dele. Deixando que o nosso beijo ficasse mais intenso e gostoso e logo pensei em Sara e suas asneiras sobre o sexo.
- Amor. – pensei alto. Seus lábios se afastaram dos meus. Abri os olhos, meu rosto com uma expressão suave. Eu nunca me acostumaria com a sensação que seu beijo me provocava.
- Eu te amo. – ele sussurrou. Poucas palavras, mas muitos sentimentos nelas.
- Também te amo. – sussurrei de volta.
- Você acha que deveríamos ir? – ele perguntou dando uma olhada para o mar atrás de mim.
- Aqui é lindo, mas estou com saudades de casa. – estremeci com uma brisa gélida que tocou meu rosto. Ele deu uma risada casual que me fez sentir bem e confortável.
-Também sinto falta do nosso cantinho.
- Você diz de uma forma como se morássemos juntos – fiz uma careta.
- É quase isso, já que moramos bem próximos. – ele sussurrou.
Ficamos então longos minutos olhando o mar que aos poucos se acalmava. Nenhum de nós dois falamos, parecia até que combinamos de apenas olhar e sentir o bom da vida naquele momento.
Warrick é o cara que posso dizer ser estranho, não estranho a ponto de ser bizarro, mas sim de ser estranho de diferente. Ele era tão centrado e conseguia ser engraçado, ele me fazia sentir muitas emoções ao mesmo tempo.
Nesse dia mais tarde perdemos o nosso trem, o que nos levaria de volta pra casa. Ficamos um bom tempo na rodoviária esperando por outro, mas descobrimos que não teria mais outro naquele dia. Foi engraçado, porque tivemos que nos arrumar em algum lugar, é claro depois que implorei muito, porque por ele dormiríamos na estação.
- Amanhã cedinho, antes do Sol nascer estaremos aqui para pegar o primeiro trem. – ele falou pegando nossas malas e esperando por um taxi.
Nada poderia melhorar para o nosso dia frio. A chuva começou a cair sem nos dar aviso e então a correria começou, ficamos ensopados com a chuva forte, mas quando o taxi parou pra gente não estávamos mais tão apressados assim. Ele me beijou antes de me colocar dentro do taxi e um arrepio desceu por toda minha coluna.
Fizemos amor quando entramos no nosso quarto em um hotel próximo, um bem baratinho. Ele soltou nossas malas em um canto do quarto e arrancou toda minha roupa em menos de dois minutos. Nossos corpos molhados pela chuva molhou toda a cama que rangia todo o tempo. Seus lábios carnudos pressionados ao meu era quente e gentil. Nada como mais uma noite perfeita.
Como previsto por mim, não por ele, no dia seguinte quando já estávamos dentro do trem Warrick deu três espirros de uma única vez e eu sabia que ele estava ficando gripado. Ele recusou tomar a aspirina.
- Sabe qual o meu fetiche? – perguntei, quando ele suou o nariz.
- Fale. – ele sorriu esperando por uma bobeira.
- Nunca fiz sexo em um vagão vazio de um trem. – sussurrei e na hora ele olhou para o pequeno vagão que só tinha nós dois – A próxima parada é daqui a uns trinta e cinco minutos. – mordi os lábios, eu tinha feito todos os cálculos.
- Você é terrível. – ele me puxou pra perto dele já abrindo o zíper de meu casaco...
Notas finais
Beijos e até o próximo.
Fale com o autor