Um Anjo N Aminha Vida.

1 O começo de uma nova vida.


Eu morava com os meus pais, levava uma vida comum como todo adolescente de dezesseis anos. Eu morava em São Paulo na capital, até que eu entrei de férias e meus pais resolveram sair em uma viagem.

Nós fomos os três de carro, mas aconteceu um acidente com o nosso carro. Meus pais morreram na hora e eu fiquei gravemente ferido. Fui levado ao hospital e depois de uma semana em coma eu acordei.

- Ola bela adormecida._ disse John, um amigo do meu pai.

— Oi John. O que houve?_ perguntei vendo que estava em um hospital.

- Keven, não se lembra do acidente?

- Agora que falou lembro sim. Onde estão meus pais.

- Sinto muito Keven, mas eles não sobreviveram._ disse John com lagrimas nos olhos já que ele conhecia meus pais há muitos anos.

Aquela noticia me chocou muito. Eu comecei a chorar feito um bebê e disse.

- E agora John, como será a minha vida? Onde eu vou morar e com quem? Foi você que fez o enterro?

- Calma, uma pergunta por vez. Bom mais respondendo, eu fiz tudo, enterro e tudo. Bom eu achei um numero de uma tia sua que mora no estado de Goiás.

- Tia?_ Eu disse.

- Sim, parece que é irmã do seu pai. Você não a conhece.

Eu fiquei um pouco pensativo e me lembrei.

- Tia Ana, mas faz anos que não há vejo.

- É, ela não veio ao enterro, mas disse que vinha te buscar.

- Que? Eu não vou para uma cidade estranha.

- Calma Keven, você acabou de acordar. Ela e sua única família agora e você e menor, ela já esta com a sua guarda provisória.

- Que? Mas como?

- Eu arrumei tudo, sabe que sou advogado e vou te ajudar, mesmo estando longe.

- E quando ela chega?_ eu disse a ele.

- Já era para estar aqui. O vôo deve ter atrasado.

Eu sorri, para ele meio sem graça e fiquei ali em silencio.

Após algumas horas John se despediu de mim e foi embora, me deixando sozinho naquele hospital, todo enfaixado que mais parecia uma múmia de tantas faixas e alguns gessos.

Eu ouvi batidas na porta do quarto.

-Entre._ eu disse sentindo um pouco de dor.

Uma mulher com trinta anos adentrou o quarto, ela era loira, tinha olhos castanhos, estatura mediana e se parecia muito com o meu pai.

- Oi Keven, quanto tempo?_ disse ela se aproximando.

- Tia Ana, é bom revela. _ eu disse não muito empolgado.

- Keven, eu sei que eu não sou a melhor tia do mundo, mas farei o possível para ser a sua família. _ disse ela meio triste e prosseguiu. – Acho que seria a maneira do meu irmão me perdoar e me redimir por estar longe do meu único sobrinho.

Eu vi algumas lagrimas nos olhos. Ela ficou em silêncio e me fez companhia por muito tempo.

O tempo passou rapidamente e finalmente sai daquele hospital, ainda com um gesso na minha perna e fui com a minha tia para a minha casa. Foi difícil entrar ali e ver um silencio, um vazio, a tristeza e as boas lembranças. Entramos e ela disse:

— Keven, eu tenho que voltar o mais rápido possível para a minha cidade e quero que vá comigo.

- Tudo bem tia, eu vou só ao tumulo dos meus pais e irei morar coma senhora no estado de Goiás. Eu já falei com John e ele vai cuidar das coisas aqui pra mim já que é advogado.

Conversamos mais um pouco e fomos descansar, no outro dia fomos ao cemitério prestar uma homenagem aos meus pais. Voltamos para casa e eu fui arrumar as minhas malas para viajar com a minha tia.

Depois de tudo pronto fomos para o aeroporto pegar o avião e partir para uma nova vida.