Eu ainda estava deitado no colchonete curtindo o domingo, estava tão bom ali, mas eu senti uma mão em meu rosto, ela era quente e transmitia uma paz enorme dentro de mim, era tão aconchegante. A mão subiu para meus cabelos e fazia movimentos de carinho e ternura, por um instante ache que era a minha mãe, ela sempre me acordava assim. Abri meus olhos e me virei vendo o rosto da Ângela me acariciando.

Eu a olhei e disse:

- Bom dia.

- Oi Keven. Achei que não tivesse vivo.

- Eu estava dormindo, agente fica quieto quando dorme, a respiração fica mais lenta, nosso corpo relaxa ai agente fechar os olhos e dorme, daí acontecem sonhos bonitos, ou assustadores, estranhos, etc...

- Nossa Keven ainda tenho muito que aprender._ Ela disse me olhando.

- E você como se sente depois da madrugada de ontem?_ perguntei a ela vendo uma expressão mais alegre que de ontem a noite.

- Eu me sinto ótima.

- Que bom, eu vou ver se minha tia acordou e tenho que falar de você pra ela. Depois vamos comprar umas roupas pra você e ai vamos a delegacia. Tudo bem._ Eu disse me levantando e caminhando.

- Tá.

Eu caminhei até o quarto da minha tia e bati, mas nada, tentei abria porta e ainda estava trancada. Eu olhei no relógio e já eram dez horas da manhã, então me preocupei. A casa estava do mesmo jeito de ontem e a porta do quarto dela estava trancado então mandei o pé e arrombei. A porta se abriu e não havia ninguém lá.

“Onde será que minha tia está?” Eu me perguntava preocupado, eu não a via dede ontem. Então caminhei até o telefone e liguei pra Dores.

- Alô._ Uma voz de sono aparecia.

- Oi Dores. Você viu a minha tia?

- Quem é?_ a voz sonolenta e aparentemente bêbada de dores na linha.

- Sou eu Dores, Keven.

- Oi bonitão. Há é sua tia viajou e deixou um bilhete aqui pra você pegar.

- O que?Mais como ela viajou assim sem me avisar nada._ Eu disse surpreso.

- Olha meu rapaz a sua tia é assim mesmo imprevisível, mas na boa se tiver se sentindo sozinho te faço companhia.

- Na boa nem nos seus sonhos, mas tarde passo ai. Até mais.

- Falou._ Ela desligou o telefone.

“Droga como a minha tia faz isso comigo?” Eu pensava entrando no quarto.

Eu abri meu guarda roupa e peguei uma roupa, a toalha, eu estava tão distraído com a noticia da Dores que me esqueci completamente da Ângela. Eu abri a porta do banheiro e ela estava lá tomando banho quando eu prestei atenção ela estava se ensaboando distraidamente e cantarolando. Aquele perfume veio em minhas narinas, aquele ar quente do banho, ela ali com seu corpo todo a amostra. Eu suspirei fundo e olhei em seus cabelos loiros, seus olhos verdes, seu contorno dos ombros, seus seios brancos e eriçados pela água, sua barriga, sua feminilidade, suas coxas, suas pernas e finalmente seus pés. Eu estava em transe absoluto, como poderia ser tão linda, delicada, sensual, senti-me excitado naquele momento quando sua voz me tirou dos meus pensamentos mais pervertidos.

- Keven, tudo bem?_ Ela disse me olhando se cobrindo pela toalha e saindo do banho.

- Hã!!! Há sim estou bem. Desculpe-me não sabia que você estava no banho. _ Eu disse muito envergonhado e tentando esconder a minha demonstração de desejo que era bem visível.

Ela sorriu tão inocente para mim e saiu. Eu não era um rapaz virgem ainda, mas já havia visto varias revista, filmes, desenhos de conteúdo adulto, já havia beijado aquela anta da Dores, já que ela me beijou por ser oferecida, mas eu nunca me senti igual a hoje ao ver a Ângela tomando banho. Tomei meu banho, tentando relaxar e me tocando para tirar todo aquele desejo momentâneo. Era a primeira vez que eu fazia aquilo, até que eu gozei muito aliviado por sinal, mas não sei quanto tempo agüentaria ficar ao lado daquela garota perfeita.

Eu sai do banho e a vi vestida com uma de minhas roupas.

- Ângela me desculpe novamente por ter entrado daquele jeito.

- Não sei por que você se desculpa tanto.

- Sabe Ângela é que eu sou um homem e você é uma mulher, então só nos vemos nus quando somos um casal de namorados ou marido e mulher sabe. Então tranque a porta da próxima vez tudo bem.

- Claro, mas eu não sabia que você não podia me ver nua, nem aquele homem que tentou fazer coisas doloridas que eu não entendia o que era.

- Você ficou nua para ele?_ Eu perguntei incrédulo.

- Não, mais achei que não tinha problema, já que você me ajudou naquela hora._ Disse ela ingenuamente.

Uma gota se suor saiu da minha testa e eu sabia que ia ter muito trabalho com a Ângela anda mais agora que minha tia resolveu sumir.

Nós finalmente saímos de casa. Eu fui com ela em algumas lojas de roupas intimas e depois em uma loja de roupas femininas. O pouco dinheiro que eu tinha foi tudo, mas ela não podia ficar andando com as minhas roupas por ai. As vendedoras ajudaram Ângela a escolher as roupas tanto intimas quanto as normais. Depois de tanto comprar fomos conversando animadamente a delegacia prestar depoimento sobre o acontecido da madrugada.

Ficamos horas ali, Ângela fazia a declaração e depois que terminou de falar foi a minha vez. Eu disse tudo e depois pedi para que a polícia achasse a família de Ângela, mais ela não tinha nem documentos. Eu achei estranho, mas então deixei de lado.

Quando acabamos de fazer a denuncia na delegacia e dar nosso depoimento já era hora do almoço e eu não tinha mais um real no meu bolso então me lembrei que tinha que ir na casa da Dores pegar o bilhete que minha tia deixou com ela e quem sabe comer na casa dela.

- Ângela.

- Oi Keven.

- Vamos à casa de uma conhecida, depois voltaremos a minha casa.

- Tudo bem._ Disse ela sorrindo e caminhando ao meu lado.

Logo chegamos a casa da Dores e eu bati na porta.

Dores abriu vestida com uma micro saia e uma micro blusa, ela estava descalço.

- E você gatão.

Eu fechei minha cara, não gostava daquela mulher.

- Sim, eu só vim pegar o bilhete que minha tia deixou com você._ eu disse meio impaciente.

- Vou pegar, ela deixou um dinheiro também._ Ela disse adentrando uma espécie de quarto.

Logo ela voltou e me entregou o papel.

- Escuta se você falar com ela, diga que o John estará aqui no final do mês, ele não disse data.

- Não sei quem é esse John, mas eu digo se Ana ligar.

- Obrigada. _ Eu já ia saindo quando ela me puxou.

Dores me puxou e me deu um beijo de surpresa. Eu nem vi quando senti seus lábios no meu. Ângela ficou me olhando. Eu me soltei rapidamente e disse:

- Como você é oferecida. Vamos Ângela antes que essa garota faça algo mais inesperado.

Eu sai pisando alto de raiva.

- Keven, o que aquela garota fez que te deixou assim?

- Eu não gosto dela e ela fica me beijando, ela é uma oferecida. _ Eu disse nervoso e caminhando em passos mais apreçados.

Eu estava tão nervoso que me esqueci das compras que Ângela carregava e de eu estava faminto.

Assim que adentramos a casa eu tranquei a porta me joguei no sofá muito nervoso ainda e abri o bilhete da minha tia, logo comecei a ler.

“Querido sobrinho, desculpe não ter te avisado que eu ia me ausentar assim tão de repente, mas eu tenho uns problemas pessoais a resolver e ficarei uns dias fora de casa.”

“Eu deixei um dinheiro pra você, deixei a Dores responsável por você esses dias que eu estiver fora, então juízo e muitos beijos de sua tia que te ama.

Ana.

- Droga, aquela oferecida é minha responsável, é mais fácil eu ser responsável por ela. Como minha tia pode fazer isso, sumir assim, eu nem sei pra onde ela foi. Irresponsável é ela. Droga, sem juízo é ela. _ Eu murmurava alto e com raiva.

Ângela se sentou a beirada do sofá e começou a acariciar meu rosto. Eu senti sua mão tão quente e aquele toque começou a me acalmar e eu me sentia tão bem com aquele toque, que foi me acalmando e me vi fechando meus olhos e adormecendo ali no sofá.

Após algumas horas eu abri meus olhos lentamente e senti algo pesando sobre meu tórax, eu olhei melhor e a vi deitada com a metade do seu corpo deitado sobre meu tórax e a outra parte sentado no sofá.

Eu olhei a Ângela e dei um leve sorriso, comecei a acariciar a sua costa com uma de minhas mãos. Há, eu a senti calma e serena, ela dormia feito um anjo. Eu continuei a acariciá-la docemente e olhei para o relógio na parede da sala, ele marcava quatro horas da tarde. Eu comecei a sentir fome, pois estava sem almoço.

- Ângela._ eu a chamei ainda deslizando minha mão em sua costa.

- Hum. Ela respondeu ainda dormindo.

Eu sorri novamente a ela e a chamei mais uma vez>

- Ângela, acorde!_ Eu disse carinhosamente.

Ela abriu seus olhos verdes e me olhou meigamente, deu um leve sorriso a mim.

- Está bom ai. _ Eu disse a ela ainda deitada em meu tórax.

- Você tem um coração bondoso Keven. Eu gostei de ouvi-lo bater. _ Ela disse sorrindo e me olhando.

- Mas está na hora de levantar daí e ir procurar algo pra comer, eu estou morrendo de fome. _ Eu disse sorrindo a ela.

Ela se sentou na beira do sofá e eu me sentei logo depois para me levantar do mesmo.

Eu fui para a cozinha e olhei os armários, a geladeira e a despensa achando vários tipos de bolachas, pães, bolos, etc. Fiz um lanche rápido e a chamei pra comer.

Nós lanchamos e depois eu fui fazer o dever para levar a escola no dia seguinte.

Assim se passou rapidamente o domingo e fomos dormir.

Eu me deitei no meu colchonete ao chão um pouco distante da minha cama e ela deitou na minha cama. Eu a olhei se deitando e fechando seus olhos verdes cor de esmeralda. Respirei fundo e senti meu coração palpitar mais forte, senti vontade de tê-la dormindo em meu tórax daquele jeito de novo. Ângela tinha algo misterioso, ingênuo e calmo. Eu acabei dormindo ali pensando na garota que entrou do nada em minha vida.

Continua