Capitulo 3: Mais mudanças.

Depois de descasarmos de um dia extremamente agitado, amanhece meu primeiro dia nessa pequena cidade.

Levantei-me da cama, troquei a minha roupa e fui para o banheiro quando ouvi batidas na porta.

- Já vai. _ Eu gritei, enxuguei meu rosto e fui abrir a porta.

- Bom dia Keven. _ disse minha tia sorrindo.

- Bom dia tia. _ eu disse sem animo nenhum.

- Venha, vamos tomar café, temos muitas coisas há fazer.

- Tá tia, estou indo._ disse saindo do quarto e a seguindo ate a cozinha.

Tomamos o café da manhã e saímos.

Primeiro lugar que fomos foi ao Santuário do Divino Pai Eterno. Nós entramos aquela enorme igreja e me vi em uma cruz perfeita, tinha um palco no meio onde o padre fica para celebrar e em volta fileiras de bancos mostrando a forma de uma cruz perfeitamente. Todos os vidros da igreja tinham desenhos bíblicos e no altar via-se a imagem do Divino Pai Eterno.

Eu não sou muito religioso, mas eu estava encantado com tudo aquilo.

Nós saímos da igreja e minha tia me levou a uma sala chamada sala dos milagres e nessa sala havia roupas de artistas famosos, fotos, cadeiras de rodas, muitas próteses de membros como pé, mão, etc.

Eu apenas observava e minha tia disse:

- Keven, sabe por que você está aqui nesta sala?_ ela disse me olhando com carinho.

- Não tia, por quê?

- Porque você faz parte de todos esses milagres. Alguém salvou você naquele acidente. _ Ela disse com uma pequena lagrima nos olhos.

- É tia, mas eu gostaria que meus pais fizessem parte desse milagre._ Eu disse meio choroso.

- Eu tenho certeza que eles estão felizes por você estar aqui e bem, Agora vamos, ainda temos muito a fazer._ Ela disse me puxando pela mão.

Eu me surpreendi, mas pelo pouco que me lembrava minha tia era meio criança e sempre gostou muito de mim, mas eu não tive muito contato com ela até aqueles dias.

Fomos para um colégio onde tia Ana me matriculou no segundo ano do ensino médio e logo eu começaria a estudar. Depois passamos em uma brigo chamado Vila São Cotolengo, lá havia muitas pessoas deficientes, com problemas de saúde e alguns que foram deixados lá pela sua família,

- Tia, por que nós viemos aqui?_ perguntei a ela indo junto a um dos quartos onde havia uma senhora bem idosa.

- Eu venho aqui sempre. Eu gosto de visitar essas pessoas e fazer companhia a elas. Eu visito cada um mostrando meu carinho e meu respeito por todos eles._ ela disse emocionada.

Eu dei um leve sorriso e ela e continuei a observá-la a ir a cada quarto e conversar com cada uma daquelas pessoas, cada uma delas parecia conhecê-la há tempos. Eu a deixei sozinha e comecei a olhar o lugar quando sem querer eu trombei com alguém.

- Está perdido filho?_ disse a mulher completamente coberta por uma roupa que deixava só seu rosto de fora.

- Há, me desculpe, eu não te vi._ eu respondia mulher.

- Tudo bem, mas posso ajudá-lo. _ Ela perguntou.

- Não, eu estou bem, e estou com aminha tia, mas agradeço a sua preocupação.

- Keven onde você esteve?_ Veio tia Ana me procurando e prossegue. – Irmã Dulce, eu vejo que já conheceu meu sobrinho. _ disse ela a moça toda coberta.

- Muito prazer meu jovem. Meu nome é Dulce.

- O prazer e todo meu, mas por que você está vestida nessas roupas?_ eu perguntei curioso.

- Que pergunta é essa Keven? Irmã Dulce e uma freira, você nunca tinha visto uma.

- Me desculpe tia, Dulce eu nunca tinha visto uma freira antes, então e verdade que você e casada com Jesus.

- Sim._ disse ela sorrindo e prossegue. – Eu dedico a minha vida a religião e as pessoas que precisão de ajuda._ disse ela.

- Me desculpe mais uma vez irmã. _ eu disse lhe beijando a mão mais uma vez.

- Tudo bem._ disse ela e prossegue. Até mais.

- Até irmã. _ minha tia e eu respondemos juntos.

- Vamos voltar, você deve estar exalto e amanha vou ter que deixar com uma conhecida minha, pois tenho que voltar ao meu trabalho, meu patrão me deus só um mês de licença para buscar você e tive que pedir mais uns dias agora que voltei, tenho que trabalhar.

- Mais tia, eu não quero ficar com uma pessoa que eu nunca vi.

- Lamento, mais saiu cedinho e eu preciso do emprego, já que só posso mexer nos seus bens só para seus estudos. _ disse ela caminhando e eu ao seu lado.

- Está bem dia._ eu disse sem animo.

Caminhamos até chegarmos em casa, jantamos e fomos descansar, o dia seguinte seria bem agitado também.