Um Amor de Mecânico (hiatus)
9 Uma manhã um tanto confusa
Notas iniciais
Capítulo anterior
Isabella, sabia que seu irmão ficaria fascinado por Rose, imaginava o que aconteceria quando esta mostrasse toda sua impetuosidade. Era para ser, tudo fazia sentido, mesmo que não pudesse explicar.
Edward, sentiu seu lado protetor correr por suas veias, mas controlou-se, afinal aquele era seu cunhado e Rose não era nenhuma boba e tinha Isabella.
– Emm? – chamou Bella, cortando a tensão que instalara ao redor.
– Oi... er... o quê? – disse incoerente, fazendo sua irmã revirar os olhos.
– Emm, este é Edward, meu namorado – apontou para o homem ao seu lado que avaliava seu irmão e todos sabiam bem o porquê.
– Ei, desculpe – estendeu a mão para Edward, desviando relutantemente o olhar da mulher mais linda do mundo. Quem é ela? – perguntou-se atordoado. – Sou Emmett, irmão da Isabella. – falou mais composto.
– Prazer, quer dizer, prazer em conhecê-lo, mesmo que seja em tal circunstancia – respondeu Edward, sinalizando o Hospital.
– Em, esta é a Alice e Rose, irmãs de Edward.
– Olá – respondeu meio sem jeito, surpreendendo Isabella pelo nítido embaraço de Emmett ao conhecer as irmãs de Edward, as sabia que toda aquela timidez repentina, era por causa de Rose a irmã pimenta de seu namorado.
Antes que Rose e Alice pudessem responder, ouviram uma voz forte e grave, cortar o momento de apresentações.
– Isabella, Emmett.
Ambos viraram, já sabendo de quem se tratava, se armando, cada um de sua forma, para que não se matassem antes mesmo de ter noticias de sua mãe.
– Pai
– Charlie
Falaram ao mesmo tempo.
“Eu daria minha vida, alma e coração para que nada lhe acontecesse. Daria tudo o que eu possuo em troca de qualquer mal que lhe atinja... eu daria a mim mesma se necessário fosse para que não te magoassem, mas a vida pode ser cruel quando ela quer... ou melhor... as pessoas podem ser cruéis e nem sempre é possível evitar que elas atinjam o objetivo. Sofro ao ver seu sofrimento, mas secarei cada lágrima derramada, te abraçarei apertado dizendo que tudo vai ficar bem e o amarei por cada minuto que me for permitido, a cada sopro de meu pulmão, a cada batida de meu coração... só não desista do nosso amor nunca, proteja-o do mal que eu lhe protegerei com uma armadura de ferro. Lute a cada dia para que o fogo que nos queima, nos mantenha vivos, respirando, mesmo que sinta muitas vezes falta de fôlego por mais um dia...” (Liana Faria)
PDV narrador
Emmett estufou o peito pronto para a guerra, por mais que lhe doesse, era fato que o homem a sua frente, com expressão carregada, formando um vinco em sua testa, era seu maior desafeto e sua maior dor.
Isabella, estudou a expressão de Charlie, ela o conhecia como ninguém e muitas vezes podia enxergar naquele homem o que ninguém mais poderia ver, mas nada dizia aquele rosto sombrio, apenas aborrecimento e consternação ao ver Edward tão próximo ao seu corpo.
– Quem são esses? – perguntou Charlie de forma desdenhosa, avaliando minuciosamente a postura e proximidade de cada um e não passando despercebido o homem alto de cabelo bagunçado ao lado de sua filha.
– Olá, papai – disse Isabella, ignorando a grosseria de seu pai.
– Quem é esse, Isabella?
Edward se aproximou mais de seu anjo, em posição de proteção, puro instinto, já que aquele era seu sogro, pai de sua namorada. Isabella suspirou resignada. As apresentações, mesmo que em um estacionamento de hospital, onde o interesse de todos deveria ser sua mãe, seria inevitável e era melhor acabar com isso, pensou.
– Pai, este é Edward, meu namorado – respondeu firme e segura, mesmo temendo a reação de seu pai. – essa é Rose e Alice, minhas amigas da faculdade e irmãs de Edward.
Charlie nem se deu ao trabalho de olhar para as meninas que estavam um pouco mais atrás dos homens que circundavam Isabella de forma protetora, apenas mediu aquele que lhe foi apresentado como namorado de sua filha, como se o mesmo fosse um inseto, o desprezo exalava de seus olhos, tornando seu semblante mais frio e calculista e Bella, tremeu internamente por isso, sentindo o seu mau gênio correr por suas veias, pronto para pular diretamente naquele que chamava de pai. Mas sabia que aquele não era o momento, não só pela sua mãe, que parecia ter sido esquecida, mas também por seu amor, quer desejasse ou não, Charlie.
– Isabella... – rosnou Charlie
– Onde está mamãe? – interrompeu Emmett. – o que aconteceu com a nossa mãe, Charlie? – seu tom velado de acusação.
Charlie desviou os olhos de Isabella, muito relutante, pousando finalmente em seu filho, arqueando a sobrancelha em consternação pelo tom e acusação nítida de Emmett.
– Olha como fala moleque, eu ainda sou seu pai e não um colega ou seu banco de informações.
– Não sou moleque, Charlie – estufou o peito, deixando a situação mais tensa do que estava – e sim, neste momento é só o que você é, meu banco de informações – zombou.
– Dá para parar vocês dois – para a surpresa de todos, Rose se manifestou, sem medo algum – nós viemos aqui por causa da mãe de Bella e Emmett – falou se interpondo entre o grandalhão que já tinha ímpetos de proteger, mesmo sendo irônico, devido ao seu tamanho e àquele que apesar dos poucos minutos que conhecera, já o odiava – se vocês têm alguma questão familiar a resolver, acredito que aqui e agora não é o momento, afinal – apontou seu dedo quase tocando o peito de Charlie, para a surpresa e espanto do mesmo, sua mulher está aí dentro e se não me falha a memória, isso aqui é um hospital. Agora você homem grande, venha comigo, pois temos que descobrir o paradeiro de sua mãe e seu estado – puxando um Emmett atônito e divertido, afinal era a primeira vez que uma mulher deixava seu algoz de boca aberta, literalmente.
Isabella sorriu ligeiramente, admirada pela impetuosidade de sua amiga, Alice pareceu não se surpreender, ela mesma queria falar poucas e boas para o pai de seus mais novos amigos. Edward, não sabia se pedia desculpas, se falava bem-feito parabenizando sua irmã ou se ignorava tudo e tirava seu anjo da mira de seu nada amigável sogro, por fim optou pela terceira opção, aquele definitivamente não era o momento para se perguntar, responder ou continuar aquele embate que lhe pareceu durar horas e não apenas alguns minutos, puxando Isabella e sua irmã Alice, seguiu o grandalhão de seu cunhado e sua irmã espevitada, Rose.
– Seu pai é uma mala – resmungou Rose, fazendo Edward ofegar.
– Rosalie Cullen – repreendeu Edward.
– O quê? – virou-se para trás – er... bem... desculpe Bella... e... – foi interrompida por Emmett que gargalhava sem pudor, fazendo que todos rissem também, deixando o clima mais ameno.
Ao adentrarem o Hospital, Bella tomou a dianteira indo a recepção saber, finalmente de sua mãe, mas antes que a moça respondesse, Charlie apareceu, mais carrancudo do que antes.
– Renné está fazendo exames.
– O que aconteceu, papai?
– Ela caiu da escada – disse secamente
– Ela o quê? Como? – perguntou uma Isabella assustada e com medo da resposta.
Charlie pareceu momentaneamente desconcertado com a pergunta, que não passou desapercebido para o pequeno grupo que o olhava expectante, mas apenas Emmett e Bella, sabiam que seja lá o que aconteceu, Charlie jamais contaria, mas tinham uma vaga idéia do que causou a queda, afinal as brigas do casal, devido as inúmeras amantes de Charlie, não era algo que tanto Bella, quanto Emmett gostavam de recordar.
– Ela apenas caiu, Isabella, simples assim, tropeçou e caiu, está com alguns hematomas e aparentemente quebrou a perna – suspirou passando a mão no rosto contrariado, um ato contínuo quando se sentia acuado ou nervoso– estão fazendo um Raio X para terem certeza.
Emmett se aproximou de Charlie, ficando a poucos centímetros, impondo-se intimadoramente, não se importante onde estavam e muito mesmo que aquele a sua frente era seu pai.
– Se eu souber que “essa queda” – salientou Emmett, fazendo com as mãos o sinal de aspas – não se tratou de um tropeção como você diz, Charlie, eu te coloco na cadeia – rosnou ameaçadoramente.
– Tente moleque...
– Pare vocês dois – ordenou Isabella farta do espetáculo que estavam dando na frente de seu namorado e suas cunhadas – Venha Emmett, vamos aguardar a mamãe voltar do exame – disse puxando seu irmão e seu namorado.
Todos, exceto Charlie seguiram Isabella rumo às cadeiras de espera. Edward não sabia o que fazer ou falar, pensou em ir embora, mesmo não querendo, pois seu instinto o mandava ficar e proteger seu anjo do seu próprio pai, o que para ele soava um tanto irônico e pela primeira vez sentiu medo, não sabia explicar a essência, sabia apenas que a sensação de perda, a perda de seu amor era quase palpável. Tinha certeza que Charlie não o aceitaria e mais ainda, faria de tudo para que seu amor se afastasse dele, arrancando todo o seu ar. Sentindo-se oprimido por toda a situação abraçou em reflexo Isabella junto ao seu peito, como se aquele ato impedisse que ela partisse.
– Edward...
– Estou aqui anjo.
– Desculpe por tudo isso... er... você e suas irmãs não deveriam ver isso...
– Você quer que eu vá embora? – perguntou apreensivo.
– Não... eu só me sinto mal por tudo isso, deveria ter te alertado – suspirou se aconchegando mais ao corpo forte e protetor de seu amado – eu tenho medo que você fuja – confidenciou Bella, baixinho para que ninguém mais escutasse.
– Olhe para mim, anjo – pediu gentilmente, afastando um pouco para que Isabella o olhasse nos olhos – eu nunca vou fugir, nunca, me entendeu? Eu não posso partir quando minha vida está entre as minhas mãos – pontuou segurando o rosto de porcelana de Isabella, olhando profundamente naquele mar esverdeado que eram os olhos de seu anjo – você é minha, meu amor, assim como eu sou seu, não sei o que acontece com o seu pai e com vocês, a única coisa que eu sei é que eu não posso ir a nenhum lugar que não seja com você e seja lá o que esteja acontecendo aqui, estou com você e para você.
Isabella sentiu os olhos pinicarem diante da sinceridade das palavras de Edward e ali teve certeza que ninguém, muito menos o seu pai seria capaz de destruir o que sentiam, pois não era o tempo que ditava em seu coração, não era algo construído, um amor vivido, mas sim um amor transcendente de tempo, de vida, era um amor de alma.
– Sr. Swan? – a enfermeira chamou, quebrando a bolha em que se encontravam.
– Sou eu.
– Sua esposa está sendo levada ao quarto, ela ficará em observação por 24 horas devido ao tombo, já realizamos todos os exames e o senhor e seus filhos podem ir vê-la assim que ela for acomodada em seu quarto e o médico passará para conversar com o Senhor.
– Qual quarto? – perguntou rispidamente.
– 2014, logo voltarei para liberá-los.
Isabella suspirou de alívio, finalmente veria sua mãe e mesmo que desejasse saber o que de fato aconteceu, sabia que aquele não era o momento, ainda mais com Emmett por perto, a terceira guerra mundial seria declarada ali mesmo no hospital, caso Emmett tivesse 1% de certeza que o maldito tombo, não foi tão acidental, ou até mesmo tenha sido por causa de uma discussão de seus pais e no que dependesse dela, evitaria qualquer confronto naquele momento.
– Isabella – rosnou Charlie, não perdendo um segundo sequer dos carinhos trocados por ela e Edward, sorte que seu foco estava em sua esposa, por hora, mas em breve resolveria esse assunto, pensou decidido. – vá chamar Emmett, vamos subir, apenas a família – proferiu rispidamente.
(...)
Emmett havia saído visando se acalmar, sua ira era tão grande que tinha certeza que avançaria em seu pai, só de estar ao seu lado. Rose e Alice preferiram dar privacidade a Bella e Edward, seguindo Emmett a saída do Hospital. Alice aproveitou para ligar para Jasper enquanto Rose seguiu Emmett calada, um pouco atrás de seu corpo grande, pensando em como era triste a relação dele com seu pai, ela que todos os dias desejava ter o seus vivos e perto, não se conformava com o ódio mútuo que ambos sentiam um pelo outro.
– Emmett? – chamou quando este parou olhando para o céu com os olhos fechados, como se procurasse alguma luz ou força.
Emmett não havia notado, o que a seu ver era um disparate que aquela menina linda, de cabelos loiros e corpo escultural, apesar de ser tão nova como sua irmãzinha, estava ao seu lado o tempo todo. Sua mente estava borbulhando de tanta raiva e por alguns momentos achou que bateria em seu pai, não seria a primeira vez que trocariam socos, mas sabia lá em seu íntimo que isso só provocaria mais dor e desespero em sua mãe. Virou-se ao som daquela voz melodiosa, doce e ao mesmo tempo afiada, pensou divertido o quanto esta menina era sagaz deixando seu pai de queixo caído com sua intromissão, pronta para puxar a orelha de ambos e pela primeira vez sorriu genuinamente ao se deparar com aqueles olhos azuis, quase violeta exalando preocupação e pesar. Seu coração amoleceu imediatamente e aproveitou esse sentimento para encontrar a paz que tanto necessitava.
– Olá, linda – sorriu deixando suas covinhas mais proeminentes que deixavam seu rosto um tanto juvenil, apesar de seus 29 anos.
– Você está bem?
– Agora estou – respondeu fascinado.
Rose que era sempre tão impetuosa, corou, o que para ela deveria ser a primeira vez em sua vida, nunca em nenhum momento algum homem a deixou assim, protetora e mole. Ele é lindo pensou ao fitar aquele rosto doce que contradizia com o corpo de um urso. Ela abaixou os olhos para seus pés, desconcertada com a intensidade do olhar de Emmett.
– Ei... – chamou Emmett, preocupado que a tivesse ofendido de alguma forma – isso foi um elogio... desculpe...bem...
– Oh... eu sei – o cortou divertida. Ele é simplesmente adorável.
– Que bom, pois a última coisa que eu quero é que pense que eu sou um ogro – pensou por um segundo – eu sou um ogro, mas nem sempre – concluiu sorrindo fazendo Rose espelhar o sorriso.
– Eu sinto muito pelo seu pai – disse novamente séria e preocupada, Rose não sabia de nada, assim como Edward, mas só um tolo não perceberia que naquela família o amor era algo que não se via – eu não queria me intrometer... bom eu queria – falou ganhando força, uma força que vinha da ira que sentiu ao ver Charlie estúpido maltratar sua amiga e seu urso grande, como mentalmente os nomeou – não... enfim, sei que é seu pai e tudo mais, mas eu não aguento ver algumas coisas, eu sou meio esquentada, intrometida, tagarela, como meu irmão diz, pimenta e sei lá o que me deu, mas quando eu o vi te chamar de moleque, só pensei em pular no pescoço dele.. OMG... eu disse isso... me perdoa...
Emmett olhava fascinado para a diarreia verbal de Rose, ela era linda, feroz e doce e linda, sim linda, ele pensou diversas vezes e o fato dessa menina querer protegê-lo sem ao menos conhecê-lo só o fez mais de joelhos, sim de joelhos, pensou pela primeira vez tamanha era sua fascinação e enquanto ela falava em uma correria só, tudo que conseguia pensar era calá-la com sua boca, não que não amasse sua voz e as coisas que dizia, mas a admiração o fazia querê-la mais e mais e antes que pudesse se refrear, agarrou aquele diminuto corpo se comparado ao seu pegando Rose completamente de surpresa e a beijou em abandono, calando seu tormento, esquecendo tudo e a todos, principalmente ao sentir braços firmes rodeando seu pescoço e o trazendo para mais perto. Ambos se perderam em um beijo ardente, conhecedor e apaixonante. Rose sentia-se completa pela primeira vez, será que foi assim com o seu irmão e Bella, era isso? – pensou vagamente, perdida naqueles braços fortes, grandes, — meu urso.
Emmett escutou um pigarro, juntamente com uma risadinha, que sabia ser de sua irmã e relutantemente encerrou o beijo que foi de longe o melhor beijo da sua vida. Antes de se virar e ver quem era a plateia, apesar de que no fundo sabia, deu pequenos selinhos suaves naqueles lábios macios e agora inchados devido a sua paixão, beijou a ponta do nariz arrebitada e sorriu ao ver os olhos fechados de sua garota, sim sua garota, adorou como isso soava em sua mente.
Rose não queria parar e teve ímpetos de matar quem quer que fosse, mas com certeza isso seria depois que conseguisse andar. Que beijo! – pensou extasiada, derretida. Emmett encerrou o beijo lhe dando suaves selinhos em seus lábios e na ponta do nariz, a deixando como uma massa de modelar. E foi a coisa mais doce que um homem lhe fez.
– Emmett – chamou Bella, feliz com o que viu, mas preocupada com a carranca de seu namorado. Homens.
– Oi? – perguntou com sua voz mais rouca que o normal.
– Mamãe está indo ao quarto...
– Vamos – falou rapidamente, já pegando a mão de Rose e a carregando junto ao seu corpo.
– Espere, Emmett – pediu Bella – papai disse só a família – tentou explicar sem jeito, afinal sabia que não poderia entrar com o seu namorado, não sabia o estado de sua mãe, mas por outro lado queria muito apresentá-lo a ela, tinha certeza que ficaria feliz por ela.
– Que porra é essa, Bella? – perguntou eriçado – quem este bosta pensa que é? – virou-se para Rose que ainda segurava junto a si – desculpe raio de sol! – Bella sorriu diante da espontaneidade de seu irmão – desculpe, Edward – continuou – mas porque a minha namorada e seu namorado não podem ir?
Por um segundo Rose perdeu a respiração, Bella sabia bem como era seu irmão, então não se surpreendeu com o arroubo e doçura misturado e muito menos com sua possessividade, afinal Emmett, desde pequeno era assim, sempre pegava o que queria, ia a luta sem medo, seu coração era quem mandava, o que era um tanto irônico se olhássemos aquele homem grande, forte. Quem imaginaria isso? Com certeza ninguém. Edward estava feliz por sua irmã, mas ciumento também, sabia que a tranquilidade de Bella era um bom sinal, mas aquele homem mais parecia um das cavernas e sua irmãzinha era tão menina ainda. Que porra você está pensando Edward, ela tem a idade de sua namorada. Hipócrita – pensou
– Oh.. eu não te pedi ainda, mas eu pensei, enfim – falou o grandão – Edward e Rose bom sei que não é hora e nem lugar, enfim, nada do que aconteceu até então é normal, esta é a merda da minha família, minha mãe é a parte boa, mas fraca, minha irmã – falou apontando para Bella – é a parte doce e feroz – Isabella arqueou a sobrancelha – essa baixinha aí é perigosa – eu sou eu e estou pedindo você Rose em namoro, na porra de um estacionamento de hospital, o que não é nada romântico, eu sei, mas não existe hora e nem lugar, certo? E é claro com o seu consentimento, Edward, sou um cara legal – concluiu em uma correria só.
– Esse é o meu irmão – sorriu Bella.
Edward olhou para a sua irmã tagarela, que pela primeira vez em muito tempo, perdeu completamente a língua e olhava fascinada para o grandão. Jesus, o que essa família tem que nos deixa assim, perdidos, deliciosamente perdidos? – pensou Edward, ele reconheceu aquele olhar, era o mesmo que o seu quando viu Bella pela primeira vez, seu anjo.
- Rose é maior de idade, Emmett, é ela que tem que te responder isso – deu de ombros – quando Rose quer alguma coisa ela o tem, mesmo que eu não queira, o que não é o caso – esclareceu.
– Essa é a minha garota – proferiu orgulhosamente, Emmett. – Então raio de sol, quer namorar comigo? – a olhou em expectativa.
– Sim? – respondeu Rose.
– Isso é uma pergunta? – brincou Emmett a puxando mais em seus braços e passando o seu nariz no dela, em um típico beijo de esquimó.
– Sim – finalmente respondeu já amolecida.
– Ok, depois eu faço isso direito, agora podemos ver a mamãe – falou cheio de energia.
– Vocês podem, eles não – rosnou Charlie que novamente apareceu do nada e sorrateiramente. – não era nem para ter essas pessoas aqui, ainda mais em uma situação dessa, agora se vocês – falou apontando para Edward e Rose – tiverem um mínimo de educação saiam e vão embora, aqui não é lugar para vocês, está família não é lugar para vocês, vocês não são bem vindos aqui.
Isabella sentiu seu sangue ferver, seu rosto branco como porcelana e angelical de transfigurou, ela deu um passo ameaçadoramente em direção a Charlie. Edward sentiu a sensação em seu peito se aprofundar, ele sabia que não seria fácil, desde que viu o tipo de pessoa que era o seu, então sogro, mas nunca imaginou que ele fosse tão grosseiro em uma situação dessas. Emmett foi segurado pelo corpo de Rose, que se colocou a sua frente, como forma de impedi-lo e ela mesma estava pronta para pular em cima daquele homem vil.
– Você limpe a boca para falar de meu namorado e meus amigos, eu não devo nada a você, quem não pertence aqui é você, Charlie. Não se meta em minha vida, não se meta na vida de meu irmão e não se atreva a maltratar o homem que eu amo, pois eu serei capaz de te destruir caso faça isso. – falou Isabella em um tom baixo e mortal, cada palavra proferida era afiada e letal – saia da minha frente, saia da minha vida, a partir de hoje você não é mais meu pai, eu tenho vergonha do homem que você é, do ser humano que você se transformou, vil, baixo, sem amor no coração, só lamento que minha mãe sofra as consequências, mas a escolha sempre foi dela, mas se você encostar um dedo nela, não será Emmett que te colocará na cadeia, será eu. — cutucou um Charlie, completamente atônito, pelas palavras duras de sua filha — estudo exatamente para impedir pessoas como você, passarem por cima dos outros e não me importarei de fazer isso, mesmo eu tendo o mesmo sangue que o seu – terminou quebrando na última palavra.
Continua...
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