Um Amor de Mecânico (hiatus)
4 Jantar
Notas iniciais
Capítulo anterior
“– Vamos Edward? – Alice bateu na porta do banheiro me tirando de lembranças tão boas com o meu pai e ao mesmo tempo em que doía tanto, pois neste momento eu queria poder dizer que finalmente eu encontrei o meu anjo, que finalmente eu não fiz a pergunta, pois eu apenas sabia que ela era o meu amor, meu único e para sempre amor”.
Continua....
“Um dia me disseram que amar doía, querer fazia sofrer e que sonhar era cruel, hoje eu sei que desejo morrer de dor, viver em sofrimento e viver a mais pura crueldade, se esse é o preço a pagar por amar e se amada,então pago sem pestanejar, pois prefiro a tudo isso do que lamentar um dia simplesmente não ter vivido” (Liana Faria)
PDV Edward
– Estou indo – respondi ainda perdido em meus pensamentos e com o coração apertado por meu pai não estar aqui comigo.
Ao sair do banheiro vejo não só Alice, mas Rose, Jasper e meu anjo. Ela me olhava de forma curiosa e ao mesmo tempo intensa, eu tinha a sensação que conversávamos sem ao menos proferir uma palavra e tudo o que conseguia pensar era tê-la em meus braços, mas eu nada sabia de sua vida, e tinha namorado ou não, o que fez meu coração doer só em pensar outro abraçando e envolvendo seu corpo cheio de curvas, sentindo seu cheiro de amora. Isabella era o meu anjo, a metade de mim perdida a tanto tempo e eu farei qualquer coisa para que ela seja não apenas minha, mas tudo em minha vida, pois eu já era seu no momento em que a vi sair de seu carro.
– Helloooo Edward... acordaaaaaaaa – Rose estala os dedos na minha cara e eu reviro os olhos bufando para a tagarela, pimenta e que está me escondendo algo.
– Depois quero conversar com você – apontei para Rose e você – apontei para Alice, que na mesma hora ficou mais vermelha que a camiseta que eu estava usando, o que só confirmou que de fato elas estavam me escondendo algo.
– Ok. Depois você conversa com suas irmãs, mas hoje... acho que fui convidada a comer a comida feita por você, certo? – meu anjo falou piscando para mim e eu quase morri com essa piscada, sério, será que eu estava virando mulher, afinal desde quando homem sente a perna tremer quando uma mulher pisca para ele? Claro, não era uma mulher qualquer e sim o meu anjo, que não só piscou, como brincou e ainda me desafiou a alimentá-la.
– Então se prepare an ..er... Bella, você ira comer a melhor macarronada da sua vida, garanto.
– Isso é verdade e já que vamos ter banquete do meu amigo – Jasper bateu em minhas costas – também estou indo, afinal não é todo dia que a gente vê esse homem grande com um avental de Mickey na frente – Jasper riu descaradamente ao me lembrar do avental “fofo” que Alice comprou para mi dizendo que eu era o Mickey dela. Mulheres.
Obviamente todos riram, Rose e Alice ladearam Isabella a levando a seu carro e Jasper seguiu ao seu enquanto eu retirava a minha moto da Oficina fechando a porta.
– Alice vá com Jasper, assim ele não vai sozinho e eu vou com a Bella – escutei Rose mandando, sim, ela era mandona por natureza e seu tom de voz era sempre aquele quando não queria ser contrariada e isso ia desde um produto de limpeza até dividir quem vai com quem, só que minha vontade era colocar minha garota na garupa da moto sentir seus braços apertarem o meu corpo ao seu e deixar que o vento batesse em nossos rostos como se nada mais existisse, apenas eu e ela.
– Rose... – alertei.
– O quê? Está com ciúme por que vai sozinho?
– Rose, se quiser vá com ele, tudo bem, eu sigo vocês. – Isabella falou realmente preocupada com o que Rose disse, ela realmente não conhecia a minha irmã doida.
– Nem mortaaaaaa... odeio a moto do Edward, se quiser pode ir você, eu sei dirigir e posso levar o seu carro. – falou dando de ombros, como se fosse a coisa mais natural do mundo pegar o carro alheio.
– Rosalie, chega! – falei energicamente.
– Meu Deus irmão lindo, você está muito estressado. Vamos que eu estou com fome e louca para comer a macarronada do meu irmão lindinho. – disse já entrando na parte do carona da Bella.
– Desculpe... – resmunguei olhando para o meu anjo que parecia se divertir com o jeito maluco da minha irmã.
– Eu amo o jeito dela – deu de ombros – então vamos?
– Claro, estarei logo atrás de você, já que Jasper e Alice se mandaram – resmunguei ao me dar conta que Alice mais uma vez sumiu, mas pelo menos dessa vez eu sabia onde ela estava.
Isabella assentiu com a cabeça me dando um sorriso tímido, quase como se guardasse um grande segredo, segredo este que eu estava louco para descobrir. Montei em minha moto, sentindo falta de alguma coisa, falta da mulher que estava no carro e não na minha garupa, mas ela ainda andaria comigo, como disse a minha nona, a levaria para passear na minha moto e comigo sentir a liberdade que é ter o vento no rosto, a sensação de liberdade e leveza é algo que quero mostrar a ela.
Vi minha garota acelerar o seu carro e quase gritei para que fosse mais devagar, ela gostava de correr. Tudo bem, eu estou exagerando, ela não estava muito rápido, estava no limite permitido, mas mesmo assim e se algo acontecer e se um maluco aparecer do nada?
Acho que essa foi a viagem mais angustiante da minha vida do trabalho até em casa, definitivamente eu prefiro Isabella na minha garupa onde eu possa protegê-la e ter a certeza que está bem.
Parei minha moto quase pulando dela ainda em movimento, queria saber se estava tudo bem, queria olhar para meu anjo e como um sinal senti minha costela queimar, podia ser coisa da minha cabeça, eu poderia até ficar louco, mas ela era o meu anjo e já estava marcada em minha pele. Involuntariamente passei a mão em minha costela, onde sentia cada contorno queimar, como se fosse o corpo daquela que roubou o meu coração e como se isso fosse um chamado meu anjo sai do carro e olha diretamente para o lugar que eu passava minhas mãos, mas ao invés de sorri, ou qualquer coisa parecida ela enruga sua testa, como se tivesse contrariada com alguma coisa. Por quê? O que será que ela tanto pensa? Será que ela acha que a tatuagem é alguém, que não ela. Idiota, como ela vai saber que é ela a minha tatuagem se nem você sabia até conhecê-la? Estou louco, meu pai, foi assim que você se sentiu quando conheceu mamãe?
– Vem maninho, hoje você está bem esquisito, toda vez que olha para a Bella se perde em pensamentos – Rose soltou descaradamente, ela sabia o que estava fazendo e para o meu deleite vi minha garota ruborizar deixando seus olhos verdes profundos mais iluminados e meu coração encheu de esperança de um futuro ao lado dela.
Caminho a porta com Rosie e Bella a minha frente, Jasper deve estar lá dentro, pois seu carro está do outro lado da rua.
– Entre Bella, sinta-se em casa, ela é simples, mas é a melhor casa do mundo – falou Rose toda orgulhosa olhando para mim e era nesses momentos que eu tinha certeza de que havia feito tudo certo e as criado da melhor forma que poderia, pois Rose mesmo sendo pimentinha tinha um coração de ouro, assim como minha linda irmã tímida, mas nada boba Alice. Eu era um “pai” irmão muito orgulhoso.
– Licença – falou Bella educadamente adentrando a minha humilde casa e já sendo puxada por Rosie, sério um dia essa menina ainda destronca o braço de alguém com essa mania de virar guincho humano.
– Nonaaaaaaa..... Aliceeeeeeeeee.... Jasper.....
– Não grita pimenta. – Isabella riu deliciosamente.
– Aquiiiiiiiiii...cozinhaaaaaaaaa – essa era a nona, já sei de quem ela puxou, revirei os olhos.
As meninas foram primeiro e com isso eu pude ter a melhor visão do mundo, minhas garotas juntas, todas elas, Nona, Rose, Alice e finalmente meu anjo. Não pude evitar o sorriso que quase rasgou o meu rosto ao ver minha nona abraçar Isabella como se a conhecesse há tanto tempo como meu coração dizer conhecê-la. Ela pertencia a este lugar, ela pertencia a mim.
– Fecha a boca que você está babando cara – falou Jasper me tirando do meu estado quase contínuo de “babação” a ela. Ele tinha razão, meu mundo parava quando a olhava.
– Cala boca.
– Impressionante, quem diria o destruidor de corações completamente abestalhado por uma menina que conheceu há – olhou para o relógio dramaticamente – 5 minutos?
– É ela Jasper, é o meu anjo – falei colocando a mão em minha costela.
Jasper arregalou os olhos e abriu e fechou a boca, mas nada disse, apenas assentiu como se entendesse que ali a minha frente, sendo mimada, apresentada e abraçada por aquelas que eu mais amo e zelo, era a mulher da minha vida, o amor que um dia meu pai explicou, o anjo que esperei todo este tempo e que finalmente estava ali, na minha cozinha esperando eu alimentá-la.
– Eu não ganho um abraço também Nona? – falo tentando aliviar o peso enorme que estava sentindo com tantas emoções. Sempre fui romântico, Jasper sempre zuou comigo, quando lhe dizia sobre meu anjo, mas no fundo ele sempre entendeu o que eu quis dizer, pois também acreditava que um dia encontraria sua baixinha, como o mesmo se referia a sua futura mulher ainda não conhecida.
– Claro meu filho, venha aqui me dar um beijo e vá tomar banho enquanto separo os ingredientes, já fiquei sabendo que hoje teremos sua macarronada – fui a minha nona e beijei sua testa, estava suado e sujo – agora vá – falou acariciando o meu rosto fazendo que nossos olhos se encontrassem e ali eu vi a compreensão da minha avó e ela sorriu largamente – Jasper pegue um vinho no armário, hoje todos tomaremos uma taça de vinho. – virando-se para Bella – anjo você toma vinho tinto? – eu quase engasguei ao ouvir minha nona chamá-la pelo nome que eu a chamo desde que a vi em meus pensamentos.
– Claro, mas a senhora não precisa se preocupar.
– Senhora não minha filha, apena Iza ou nona. Edward vai tomar banho. – mandou minha nona como se eu fosse uma criança.
– Estou indo senhora mandona. – subi as escadas ainda ouvindo todos rirem da minha cara e com certeza da cara da minha avó que odiava quando a chamava assim.
(...)
Mesmo antes de chegar a cozinha posso ouvir Jasper contando piada e as minhas mulheres rirem alto.
– Começaram sem mim? – falo brincando.
– Não meu filho, venha colocar o avental que estamos todo com fome.
– Espera nona preciso filmar isso – falou Jasper tirando seu celular do bolso.
– Mas o avental é tão bonitinho – Alice resmungou fazendo bico.
– É lindo minha irmã, mais lindo ainda quando o nosso irmão o coloca. – Rosie pontuou fazendo todos rirem, menos eu e Alice, que realmente parecia magoada com o fato do avental que ela me comprou de presente na feira beneficente da Universidade ser motivo de chacota, sendo que o motivo era eu.
– Me dá o avental mais lindo que eu ganhei da irmã mais linda do mundo – peguei o avental do Mickey da mão da minha nona e abracei Alice lhe dando um beijo na testa e bagunçando seu cabelo.
– Ei, e eu? – Rosie quase gritou.
– Vocês são gêmeas Rosie, ou seja, lindas iguais.
– Ahhhh... mas o cabelo não. – disse quase batendo o pezinho na cozinha.
– Ainda bem, acho que a pimenta está na cor do seu cabelo, imaginou duas assim? – com essa até ela riu.
PDV Narrador.
Edward colocou o avental que tanto fez todos rirem, Jasper filmou dizendo que colocaria no Youtube e Alice lhe deu um tabefe no braço, arrancando mais risadas de todos, mas apenas quem parasse para olhar veria que aquela intimidade era muito mais que amizade, era amor, Jasper amava Alice há anos, quando Alice e Rosie comemoraram 15 anos, Edward fizera questão de dar uma festa, não foi a festa que se via na alta sociedade, mas foi a festa que suas meninas mais amaram, pois foi feita com amor pelo seu irmão, que nos meses que antecederam fez trabalho dobrado para conseguir dar o melhor as duas, mas também foi nesta festa que Jasper ao dançar com Alice, sentir o corpo pequeno da irmã de seu melhor amigo e olhar naqueles olhos verdes, tão verdes quanto os de sua mãe, sentiu seu coração bater acelerado pela primeira vez e assim como Edward sempre dizia que um dia encontraria seu anjo, Jasper encontrou a sua baixinha.
Alice sempre fora apaixonada por Jasper, ela não se lembrava quando foi que se deu conta disso, por vezes achou que desde que nascera, ou quando ficava assistindo seu irmão e seu melhor amigo jogar futebol no quintal de casa, quando ainda seus pais eram vivos, ela não sabia quando, apenas sabia que sempre o amara e o tempo só fez com que este amor aumentasse, mas no dia de sua festa e de Rosie de 15 anos, ao dançar com seu amor de infância e até então, ao olhar para aqueles olhos azuis, parecendo uma piscina de tão claros, quase cor de gelo, sabia que seria amada por ele um dia.
Mas todos estavam muito entretidos em brincar, rir, como uma grande família, Isabella sentiu-se em casa naquele lar simples, mas cheio de amor e alegria, ela nunca teve aquilo, nunca riam ou brincavam em sua casa, muito menos na hora das refeições. Seu pai e mãe viviam em jantares e viagens e quando estavam em casa era tudo tão formal, sério, o único que conhecera ser daquele jeito solto, alegre era seu amado irmão Emmett, mas sua risada, sua alegria sempre fora embora quando Charlie seu pai chegava e assim Isabella passou a ver cada vez menos seu irmão feliz, até que enfim ele saiu de casa e em pouco tempo Isabella foi atrás da única pessoa que parecia lhe compreender e apoiar. Mas estava ela ali naquela pequena cozinha, que parecia menor ainda com aqueles dois homens grandes e altos, mas que faziam tudo parecer tão acolhedor, não podia negar, era nítido o amor que ali existia e mais ainda ela pensara, era encantador ver o homem que lhe roubou o coração em segundos, com apenas um olhar cuidar e amar de forma tão profunda sua família, da forma que sempre sonhou em ser com a sua.
Isabella estava encantada e completamente entregue aquele homem, sua risada, suas brincadeiras, a forma como se referia a sua Nona e suas irmãs, até mesmo o jeito que comia e provia a todos ali, por pouco não suspirou a mesa olhando Edward falar e de tempos em tempos olhá-la tão intensamente.
Após todos comerem e repetirem o prato e Jasper raspar literalmente a panela com um pedaço de pão, ajudaram a lavar, secar e guardar a louça suja, a principio Isabella foi proibida até mesmo de retirar seu prato da mesa, mas uma coisa que Bella tinha era personalidade, poderia ser a menina mais doce do mundo, mas quando queria algo era tão ou pior que Rosie e isso fez aquele homem feito sorrir mais uma vez abestalhado ao se dar conta que Isabella não era uma menina mimada, embora notasse seu fino trato, ela era determinada e não tinha medo de dizer o que queria e nem como, ela era uma garota forte, sua garota forte.
As meninas combinaram de se encontrar novamente na Universidade e dessa vez iriam ao apartamento de Isabella, pois ela queria preparar um almoço para as meninas como forma de agradecimento, mas convidou todos, inclusive a Nona que agora chamava carinhosamente e de bom grado a irem sábado ao apartamento dela, assim conheceriam seu irmão e dessa vez ela cozinharia.
Edward olhava admirado em como Rosie, Alice e Bella pareciam amigas de infância e mais ainda como seu anjo parecia pertencer àquela família, mas seu coração se apertava ao pensar que ainda faltavam duas pessoas que deseja muito poderem ver seu anjo, poder ver suas irmãs se tornando adultas, poder ver que apesar de todas as dificuldades elas são felizes.
– Eu preciso ir. – falou Isabella se levantando do sofá.
– Dorme aqui Bella, eu te empresto uma roupa – Rosie e dessa vez até Alice fez cara de cachorro abandonado em dia de mudança.
– Não posso meninas, mas amanhã iremos a minha casa e depois eu trago vocês.
– Não precisa Bella, eu posso ir buscá-las – Jasper se prontificou e na hora ele olhou para sua baixinha sorrindo torto, compartilhando um segredo que já não era tão segredo, pois até mesmo Edward notou o olhar de sua irmã e amigo, mas preferiu se calar, pois há muito sabia da “paixonite” de Alice por Jasper, ele dizia a sua nona que só um idiota não veria a forma que ela o olhava desde criança, mas foi a primeira vez que realmente notou seu amigo retribuir o mesmo olhar e por alguns segundos se questionou há quanto tempo eles estavam juntos, mas decidira pensar nisso na hora certa, resolveu dar o espaço e momento certo para ambos. Conhecia o caráter de seu amigo e mais ainda o caráter de sua irmã, sabia que Alice não poderia ser amada por uma pessoa melhor do que Jasper, seu amigo, seu único amigo que ficou ao seu lado e nunca lhe deixou passar por tudo sozinho, não só ajudou a carregar o caixão de seus pais, como o ajudou a carregar a carga de virar homem aos 16 anos.
– Tudo bem Jasper. – respondeu Isabella que também notara o óbvio amor existente ali.
Isabella agradeceu algumas vezes e beijou a Nona pelo menos três vezes, já se afeiçoara por aquela senhora doce e tão quente de carinho. As meninas fizeram muxoxos, resmungaram, mas Isabella precisava pensar em tudo que estava sentindo, seu coração não batia normalmente desde o final da tarde e não sabia se aguentaria ficar mais tempo ao lado daquele que tanto queria estar perto, mas que não sabia como.
– Posso te acompanhar até o carro? – Perguntou Edward de forma gentil e educada como sempre fora, mas no fundo sentia o sangue correr desesperado de tão ansioso que estava para finalmente ficar sozinho com o seu anjo.
– Claro – respondeu Isabella timidamente.
– Até que enfim – falou baixinho Elizabeth, como se falasse consigo mesma, mas sendo ouvida por todos arrancando risadas e assim deixando tanto Edward quanto Bella envergonhados. Ambos pensavam se tinham dado na cara o que estavam sentindo, mas nunca imaginando que o sentimento era recíproco e tão iguais.
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Edward sem ao menos pensar colocou a mão nos ombros de seu anjo e ambos sentiram um calor percorrer por todo o corpo, Isabella quase tropeçou com a sensação de formigamento nas extremidades do corpo, mas Edward a segurou a tempo, aproximando mais ainda seu corpo a do seu anjo e a única coisa que Isabella conseguia pensar era que aquilo não daria certo.
– Desculpe. – sussurrou com seu corpo ainda colocado ao daquele homem lindo, doce.
Edward sentiu o cheiro mais forte de amora que sentira antes, era doce, suave, assim como Bella, era perfeito para seu amor, perfeito para ele e ao ter o corpo pequeno, macio daquela menina colado ao seu perdeu qualquer razão que tivesse e sem pensar em meio ao pedido desnecessário vindo de seu anjo beijo delicadamente aqueles lábios rosados e macios.
Edward ouviu sua garota amolecer em seu braços com aquele pequeno toque de lábios e ao mesmo tempo ofegar, ambos se olhavam, verde com verde, se misturando, se conectando e se amando sem qualquer contato físico, além do corpo colado e do calor emanado. Isabella em um ato corajoso e decidido a ter finalmente o seu amor ao seu enlaçou seus braços, esticando o dorso para não só se aproximar mais se aquilo seria possível, mas para alcançar a boca do homem que já a tinha e finalmente sentir ele lhe tomar com toda a doçura que um dia sonhara.
Aquele homem feito ao sentir dessa vez a sua garota tomar atitude, ainda olhando em seu olhos como se medisse cada reação sua e ao mesmo tempo lesse sua alma, colou seus lábios aos seus e pela primeira vez na vida Edward sentiu paz, tinha seu anjo em seus braços e gemeu ao finalmente possuir aquela boca que desejou conhecer e sentir a noite inteira, explorou cada canto docemente, sentindo sua garota respirar tropegamente e apertá-lo cada vez mais ao seu corpo. Edward pensou ao mesmo tempo em que Isabella pensava.
“Finalmente estou em casa”
Continua....
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