Notas iniciais
Olá minhas Flores e meu Pupilo amado...

Bom, eu estava louca para postar essa história e mais ainda para fazer essa surpresa hoje, já que todos que me acompanham no grupo estavam ciente da postagem na segunda junto com o Delícia, mas aqui estou eu mega ansiosa, com o coração a mil e muito animada com essa mais nova loucura da minha cabeça, mas tão minha...

Antes de qualquer coisa preciso agradecer a força que todas as Delicetes me deram para que eu postasse essa história e jogasse o meu medo pela janela e fosse em frente. Obrigada Lindas, Obrigada Arthur, meu sempre meu Pupilo Lindo....

Agora momento de estou viada (termo de Ju) e fazendo a dancinha, gente vocês viram que sinopse fora do normal, dica, perfeita e OMG, completamente apaixonante, Ju, sério, eu não conseguiria NUNCA escrever e descrever melhor o que esses dois serão na fic... e o que eu tanto quero passar.... você foi simplesmente perfeita, obrigada pela força, pelo carinho, dedicação e longas conversas escutando minhas inseguranças em escrever algo tão diferente....CAPA - SINOPSE - E NOME DA FIC é autoria total da minha amada amiga JU. - obrigada por isso, obrigada por acreditar em mim.... como eu digo sempre ela é seu filhote e espero corresponder você criando uma história linda de amor.

Denise, minha terrorista que eu tanto amo... dedico este primeiro capítulo a você amore, a profissão de seu irmão que é a mesma do Edward... e também porque quero ver um sorriso enorme em seu rosto e como sempre digo, eu chuto a bunda, Dih esconde as provas e Vivi faz cara de paisagem rsrsrsrs - obrigada linda e já ganhando cheirinhos do nosso mecânico...

Bom, espero que gostem, vamos saber um pouquinho do nosso homem, um gostinho de quem é ele e segunda temos mais com é claro, o SR. Delícia....

Amo vc's e obrigada por tudo..

PS: Vivi, minha gêmea amo você sempre e para sempre...tem algo que colocarei na fic que é em sua homenagem... não está ainda neste capítulo... mas é a forma de eu te dizer obrigada por ser minha amiga gêmea ♥

A arte de ser feliz

“Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim”. – Cecília Meireles

PDV Narrador.

Edward estava à mesa simples, retangular de madeira na cozinha de sua casa quando entram suas irmãs correndo.

- Bom dia irmão lindo – falaram juntas reivindicando cada uma, um lado de sua bochecha.

- Bom dia mulheres da minha vida – falou sorrindo com admiração.

- Oh... então eu sou o quê? — perguntou a doce senhora que adentrara a cozinha, em seus passos cansados pelo tempo, mas com seu sorriso doce e quente que sempre guardava para seus netos que tanto amava e tinha orgulho, principalmente daquele menino que tão cedo se tornou o homem da casa, forçado pela vida, mas que nunca reclamou por isso, tornando-o não só um dos homens mais bonitos por fora, mas também por dentro.

Os três como sempre faziam desde crianças rodearam aquela que tanto amavam e a beijaram incessantemente ,arrancando risadas da mulher que após perder sua filha e seu genro em um acidente fatal de carro, passou a viver com seus netos, sendo amada como nunca imaginou ser. O amor que os unia era um laço de aço, nascido pelo sangue, pelo amor de família, mas fortalecido pela tragédia, pela dor e luta diária para continuarem juntos.

Edward hoje com seus 28 anos, poderia respirar um pouco mais aliviado, pois não corria perigo de perder a guarda de suas irmãs, ou a casa em que humildemente moravam, poderia não ter terminado seus estudos, mas ficava mais que feliz em ver suas irmãs, Alice e Rose, em uma das melhores faculdades dos EUA em Princeton Nova Jérsei, bolsistas e dedicadas, ambas estudavam jornalismo, o que surpreendera Edward, já que Alice era sua menina tímida, cabelos pretos como carvão, olhos verdes como os seus, pouco falava quando estava fora de casa, sua personalidade era algo curioso, pois ela passava horas e horas lendo, pesquisando. Amava literatura, então quando decidiu junto a sua irmã fazer jornalismo, Edward ficara abismado com a escolha, sempre apostou que sua tímida irmã faria algo no ramo literário, mas como ela mesma disse, gostava de pesquisar e escrever e a carreira de jornalista mais especialização em literatura a tornaria perita no que sonhara, escrever.

Já Rose, apesar de ser 2 minutos mais nova que Alice era o oposto de Alice, também carregava os olhos verdes como esmeraldas de sua mãe, irmão e irmã gêmea, mas seus cabelos eram loiros como o sol, igual ao de seu pai. Rose era o oposto de Alice, diziam que era assim mesmo quando se tratava de gêmeos, eles se completavam e Edward não poderia negar tal afirmação, elas se completavam em tudo, mantinham uma comunicação silenciosa, se entendiam com o olhar e se uma estava com dor, seja ela qual fosse, a outra sentia. Rose era ativa, extrovertida, tão madura quanto sua irmã, ambas aprenderam cedo que a vida nem sempre reserva o caminho mais fácil, mas nunca perderam a alegria de viver, nem nos momentos mais difíceis, onde via seu irmão trabalhar dia e noite e deixar de comer para que ela e sua irmã e sua avó pudessem se alimentar direito.

Apesar de todas as dificuldades, eles eram felizes, se amavam e tinham certeza que este amor era maior que qualquer coisa no mundo, eles cuidavam um do outro todos os dias, principalmente da senhora que se tornou não só avó, mas a mãe que as meninas tão cedo perderam.

Edward olhava sua família na pequena cozinha, sua irmãs, já mulheres, lembrou-se do dia em que sua vida virou de pernas para o ar, o dia que perdera seus pais e nem pode chorar corretamente pela perda, pois havia a sua frente duas garotinhas com grandes olhos verdes, vermelhos pelo choro, refletindo a dor que ele mesmo não podia demonstrar, olhando-o como se este fosse o bote salva vidas da vida que já não tinham mais.

Quando enterraram seus pais, após o acidente fatal, mal entraram em casa e a assistente social comunicou sobre o processo de adoção, já que não havia responsável maior de idade, contando que provavelmente seriam separados, mas que tentaria fazer com que pelo menos as gêmeas fossem adotadas juntas, mas que no caso de Edward por ter 16 anos, possivelmente viveria no orfanato por mais dois anos, devida a idade avançada.

O menino que ali vivia, morreu naquele instante, Edward enlouqueceu, procurou advogado, estudou todas as formas possíveis para que não perdesse a única família que tinha, não poderia separar-se de suas princesas, elas eram tudo o que tinha e faria o que fosse preciso para tê-las ao seu lado e assim o fez, com a ajuda de sua avó, que na época morava do outro lado do país, se emancipou e entrou com o pedido de adoção temporário tendo como tutora sua avó, por dois anos teve visitas periódicas da assistente social que tinha verdadeira admiração por aquele garoto, ajudou no que pode devido a idade avançada daquela que era a responsável pela casa e que não poderia prover o sustento, Edward abandonou os estudos e começou a trabalhar em tudo o que poderia e no que nunca imaginou fazer, trabalhou dia e noite, alimentou e deu o melhor que podia para aquelas que eram a razão de sua vida, suas mulheres como sempre dizia as mesmas, e neste momento sorria ao olhar para seus amores.

- Edward? – perguntou a doce Alice, bagunçando aquele cabelo que já era rebelde por natureza.

- Fala baixinha. – riu da careta fofa que sua irmã fez com o apelido.

- Se eu sou baixinha, Rose também é, e você não a chama assim – resmungou, fazendo bico.

- Porque ela usa saltos e é mais alta que você...

- Sou mesmo, 5 cm – apontou Rose.

- Mas ainda é baixinha.

- Você é a minha baixinha e a Rose – disse puxando as duas para uma abraço – é a matraca.

Todos riram, menos Rose, é claro. Edward a chamava assim desde criança, pois ela começa a falar e não parava nunca, mas essa era a sua característica e era adorável ver sua irmã perguntar e responder as suas próprias perguntas, enquanto Alice sempre rolava os olhos para o monólogo de sua irmã.

As meninas despediram-se de Edward e sua avó e foram a Universidade, já estavam atrasadas, segunda Alice, o que não era verdade, mas só de imaginar em chegar atrasada esta já tinha uma síncope, palavras dela.

- Como você está, meu filho. – perguntou a gentil senhora.

- Bem Vó, apenas com muito trabalho, Jasper deixou a oficina praticamente em minhas mãos e hoje em dia é muito difícil encontrar um bom mecânico, coloquei anúncio no jornal e hoje vou entrevistar e fazer alguns testes.

- É isso que o preocupa? – sua avó sempre sabia quando algo lhe incomodava.

- Quem disse que algo me incomoda?

- O meu coração de Nona, conheço meu filho. – disse docemente – vamos Edward, suas irmãs não estão mais aqui, pode dizer o que anda lhe trazendo essa ruguinha aí na testa.

Edward riu com a sensibilidade de sua avó, ela sempre sabia quando algo não estava bem. Quantas noites não o puxou para a cozinha, lhe fez chá e o colocou ao seu lado acariciando seus cabelos dizendo que tudo ficaria bem, mesmo quando muitas vezes temeu que aquilo não fosse verdade, mas se sua Nona acreditava nele, ele nunca desistiria.

- Jasper quer que eu volte a estudar. – falou sussurrando.

- E por que isso o deixa apreensivo?

- Porque eu não sei vó, não tenho mais idade, têm as meninas, eu não posso começar a estudar... eu...

- Está com medo meu menino? – falou afagando aquele homem que mesmo aos seus 28 anos de idade, parecia tanto ainda um menino quando se tratava de si mesmo.

- Não é medo vó, mas faz tanto tempo...

- Venha aqui meu filho, deixa-me bagunçar este cabelo bagunçado – disse sua avó lhe puxando para seu colo, como se este fosse de fato um menino de 6 anos – você Edward é um homem feito desde os seus 16 anos, você lutou por aquelas meninas, como eu nunca vi ninguém em meus 77 anos fazer, você trabalhou dia e noite, para que aqui não faltasse nada, fez com que suas irmãs estudassem e hoje elas estão aí, em uma das melhores universidades do EUA. Acho que está na hora de você pensar em você, filho, pensar no que gosta, nunca diga que é tarde ou cedo de mais, você mais que ninguém sabe que o tempo não é algo válido para a vida, ela tem seu próprio tempo e você tem apenas o dia de hoje para se valer do que lhe é importante, pense com carinho no que Jasper lhe disse, pense em você um pouquinho.

Edward suspirou profundamente ao ouvir aquelas palavras, ao mesmo tempo em que recebia o gostoso cafuné das mãos daquela que sempre sabia o que lhe dizer, sua mentora, sua Nona.

- Obrigado Vó. – agradeceu sinceramente.

- Estou aqui para isso, meu colo sempre será seu, não importa a idade que tenha, você sempre será meu menino.

Edward levantou a cabeça do colo quente e acolhedor que amava e olhou profundamente para aqueles olhos cansados e sábios.

- Eu amo você Vó, não teria conseguido nada disso se não fosse a Senhora.

- Teria sim, Edward, você é o homem mais incrível que eu conheci, até mais que seu avô e seu pai, sua determinação é algo a ser admirado, eu só sinto em ver que ainda não encontrou alguém que lhe conhecesse de verdade – colocou a mão em seu coração.

- Um dia Nona – riu dando um beijo estalado na bochecha macia e enrugada de sua Nona – um dia eu vou conhecer a minha garota, vou colocar ela na garupa da minha moto e dizer o quanto a amo todos os dias, como o meu pai fazia com a minha mãe e meu avô com a senhora. – Elizabeth piscou tentando conter as lágrimas que se formaram ao ouvir seu menino dizer de forma tão doce sobre àquela que ainda não conhecia, mas que sabia que seria a mulher mais feliz do mundo.

Continua.....

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado... foi um capítulo curto, eu sei, apenas um gostinho do nosso homem... e eu já suspiro por ele... rsrsrsr

Segunda tem mais.... um ótimo final de semana.... beijinhossss