Um Amor de Mecânico (hiatus)
6 Esperei a vida inteira...
Notas iniciais
Capítulo anterior
Não sei quanto tempo se passou, quando eu ouvi leves batidas na porta. Eu estava com minha calça de pijama, sem camisa e ainda andando de um lado para outro.
– Entre – falei certo de que era Rose ou Alice.
– Oi.
Virei ao som daquela voz que tanto ansiava escutar e mais uma vez perdi o chão ao ver meu anjo com seus cabelos molhados caindo em cascatas, eles estavam mais negros do que o normal, sua pele ruborizada. Ela vestia uma camisola de alcinha, que a deixava mais menina do que era, doce e ingênua, estava linda.
– Posso entrar? – perguntou me tirando do transe.
– Claro, desculpe – olhei em volta para ver se meu quarto estava bagunçado.
– Eu queria te dar boa noite – falou timidamente, mas sem tirar seus olhos dos meus.
A passos largos, quebrei a distância que nos separava, colando minha boca a sua. Sem pensar em nada a suspendi entrelaçando suas pernas em minha cintura trazendo-a para a minha cama, deitando-a de costas com o meu corpo sob o seu, cobrindo cada parte do seu corpo macio e quente.
– Meu anjo – sussurrei ainda com a minha boca na sua.
Continua...
“Ao olhar em seus olhos, me perdi. Não sei em que momento você tomou o meu coração, nem o momento que eu lhe entreguei. O amei, sem pedir licença, entreguei a ti não só o que em há de melhor em mim, mas tudo. Entreguei minha alma, minhas sombras, meu coração e o meu querer. Eu sou sua, sempre serei, não sei o dia de amanhã, não sei se terminarei o dia, mas sei que mesmo que eu não esteja lá, meu amor estará, pois hoje lhe entrego tudo e para sempre será seu”. (Liana Faria)
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PDV Edward
Olhar para o meu anjo, em seus olhos verdes acinzentados é a mesma coisa que me afogar em mim mesmo. Como é possível amar alguém sem ao menos conhecê-la? Eu amo Isabella, não tenho dúvidas disso, eu me tornei dela no momento que a vi e vê-la aqui, sentir seu corpo quente, ofegante, desejoso é ter a certeza que eu nunca mais me sentirei sozinho.
Olhávamos-nos, sem nada dizer, estava com medo de que ela desaparecesse a qualquer momento, que isso fosse um sonho lindo, mas que no final ao final da noite eu descubra que não passou apenas disso, um sonho.
Meu anjo puxou meu cabelo trazendo minha boca novamente a sua, tomando tudo o que era dela, eu era dela, explorei cada canto de sua boca macia, suave, seu beijo é doce e quente, poderia passar a noite inteira beijando minha garota. Suas mãos passeavam por minhas contas, apertando, arranhando e só então me dei conta de que pressionava a minha ereção em seu centro, Isabella se esfregava lentamente, buscando mais de mim e mais dela.
– Bella? – falei com esforço, interrompendo nosso beijo.
– Hum?
– Eu quero você meu amor. Quero mais que tudo – minha voz saindo rouca de desejo. – quero amá-la a cada segundo da minha vida, esperei tanto por você, te desejei tanto e finalmente você está aqui. – falei sem me conter, sem conter aquilo que sempre fora dela, mesmo sem eu saber até aquele momento.
Voltei a beijá-la com todo o meu amor e desejo e ela correspondeu, trazendo mais meu corpo ao seu, se isso era possível. A camisola estava embolada na altura da cintura, e eu podia sentir o quanto ela me queria, o quanto estava quente e molhada. Sua pele macia é a melhor coisa que eu já senti em minhas mãos calejadas. Alisei lentamente sua costela, percorrendo cada centímetro de sua pele, seus pelos se arrepiando em cada lugar que meus dedos passeavam. Meu anjo gemia em minha boca, suas mãos percorrendo meu corpo, que queimava por ela.
Notando que tanto Isabella, quanto eu, precisávamos de ar, desci por seu pescoço, passando a ponta da língua, sentindo seu gosto doce, ela é perfeita, linda. Eu queria amá-la neste momento, aqui e agora. Subi sua camisola, pedindo silenciosamente permissão, olhando todas as suas reações, seus olhos nublados pelo desejo, diziam sim e isso foi a minha perdição.
– Você é linda – disse me afastando de seu corpo e retirando por completo o pano que a cobria, deixando- a apenas de calcinha.
Vi seu rosto ruborizar, mas continuou olhando-me. Alisei sua barriga com meus dedos, reverenciando a coisa mais linda que eu já vi. Nada se comparava a Isabella, nenhuma mulher, nenhuma deusa dos livros, sua perfeição fazia meu coração doer.
Curvando meu corpo, beijei cada pedaço de seu corpo desnudo. Sua pele quente, seu corpo arqueando a cada toque, éramos um só, mesmo eu não estando dentro dela, e Deus, como eu desejava estar dentro dela, tê-la por completo.
Ao chegar a seus seios pequenos, redondos, suguei seu mamilo direito, enquanto acariciava o outro, seus gemidos só me deixavam com mais desejo. Amar e adorar seu corpo era a minha missão.
– Edward...
– Oi, meu amor – disse ao descer sua calcinha enquanto chupava e acariciava seus seios.
– Meu Deus... – gemeu quando sentiu minha mão em seu centro.
– Como você está molhada, meu anjo. Quente, deliciosa, eu quero tanto você, que chega a doer.
Voltei a beija-la enquanto explorava suas dobras lisas e macias com meus dedos, sentindo seu botão intumescer com o contato e seus gemidos aumentarem, rodeei lentamente seu ponto de prazer, ela rebolava em busca de mais, sua respiração ofegante, sua pele quente e seu rosto ruborizado, me deixando a borda do meu próprio prazer, eu viria antes mesmo de senti-la por inteiro. Conforme eu aumentava o ritmo em seu centro, seu corpo arqueava, eu sabia que estava perto, eu queria sentir Isabella gozar muitas vezes.
– Olhe para mim, meu anjo – ela abriu lentamente seus olhos. – quero vê-la gozar – falei introduzindo um dedo nela fazendo-a gemer mais. – Tão apertada, tão quente – sussurrei – você é linda, deliciosa – gemi, sentindo seu corpo tremer e seu canal apertar meu dedo, pulsando a cada espasmo de seu orgasmo.
Suas unhas cravaram sem piedade em meus braços e eu pude ver a intensidade que minha garota veio, em nenhum momento ela desviou os olhos e ali estava o prazer dado e recebido.
Eu estava pronto para gozar, mas este era o momento do meu anjo, não queria apressar nada. E algo me dizia que nunca nenhum homem a tocou, ela era apertada e pequena demais e eu tinha certeza que o que eu senti ao introduzir o dedo, mesmo que não profundamente, era que meu anjo era virgem.
Beijei suavemente seus lábios entreabertos, esperando que se acalmasse, ainda tocando suavemente seu centro, para não machucá-la. Voltei a beijar seu corpo, lambendo, mordicando e chupando, ascendendo novamente seu corpo, eu queria mais, queria lhe dar tudo.
– Eu quero mais, meu anjo, quero fazê-la vir em minha boca, quero sentir seu gosto. – murmurei conforme descia por sua barriga lisa e macia.
Isabella tentou fechar suas pernas em reflexo, mas não me intimidei, coloquei meu rosto entre as suas pernas, assoprando suavemente seu clitóris e antes que ela contestasse passei a língua o rodeando suavemente.
– Edward – gemeu embargada.
Peguei uma de suas mãos entrelaçando nossos dedos, queria lembra-la do que havia me dito antes de entrarmos em casa, de que os vãos dos dedos foram feitos para serem preenchidos, os seus foram feitos para serem preenchidos por mim. Queria que ela soubesse que eu estava junto com ela.
Enquanto eu chupava seu centro úmido, quente e convidativo mantive nossas mãos unidas, meu anjo começou a rebolar instintivamente em minha boca, me deixando louco de desejo, eu queria cada gota do seu prazer. Enfiei a língua em sua entrada o mais fundo que consegui, rodopiando, entrando e saindo. Meu anjo gemeu alto, se contorcendo, rebolando quando gozou em minha boca. Segurando seu quadril, suguei e bebi tudo que ela me deu, beijei por um tempo cuidadosamente sua boceta rosada e lisa, evitando seu ponto sensível, apenas acarinhando o lugar que era a minha perdição e seria para sempre meu.
Não sei quanto tempo se passou, mas escalei literalmente seu corpo, sentindo cada curva com o meu, até estar ao seu lado e olhando para seu rosto. Ela nunca pareceu mais com a minha tatuagem como neste momento, seu cabelo espalhado no travesseiro, como uma cortina negra, seu rosto ruborizado e suado, seu peito subindo e descendo em busca de calma.
– Eu não vou me cansar nunca de te olhar – falei admirando seu rosto suado, tirando pequenos fios que estavam grudados em sua testa.
– Eu nunca... Bom...
– Xiii, eu sei, meu anjo, está tudo bem. Obrigado por confiar em mim e me deixar adorá-la e amá-la – alisei seu seio esquerdo, olhando deliciado – eu não tenho pressa, esperei você a minha vida inteira e agora que a tenho em meus braços, esperarei o tempo que for, até que esteja pronta para mim. – falei sincero.
Eu era homem feito, tive algumas mulheres em minha cama, não nesta cama, em uma cama qualquer. Isabella era a primeira que dormiria aqui comigo e era tudo o que eu queria neste momento, mesmo que o desejo que me consumia chegasse a doer, eu não me importava, era uma dor bem vinda, uma dor que me fazia sentir vivo, feliz, pois era por ela que eu sentia, eu era todo dela.
– Mas e você? – perguntou timidamente.
– Estou bem, eu só quero ficar aqui com você e dormir abraçado, sentindo seu corpo ao meu.
Seu sorriso com a minha resposta foi lindo, me deixando completamente embasbacado.
– Obrigada. – falou passando a mão nos contornos de minha tatuagem. – Edward? – chamou-me receosa, fazendo-me olha-la novamente, já que estava admirando seus seios com os dedos e o olhar, ela é de tirar o fôlego – eu... – gaguejou, procurando as palavras.
– Eu sei – assenti, entendendo o que ela falava, acariciando seu rosto. – eu queria tanto isso, eu só pensava em como ir a você, então eu sei.
– Como isso é possível?
– Eu já amá-la antes mesmo de conhecê-la? – arqueei as sobrancelhas.
– Não. Eu amá-lo como se tudo em minha vida não fizesse sentido se você não estiver mais lá – suspirou com lágrimas não derramadas – eu te querer mais que tudo em minha vida e isso apenas ter te conhecido há 10 minutos.
– Acho que passamos dos 10 minutos – brinquei, sorrindo como um idiota. – e eu amo você, eu sou seu, desde o momento em que a vi sair do carro, Isabella, você é o meu anjo, o amor que passei a vida inteira procurando e você me achou – cherei seu pescoço a sentindo arrepiar – somos dois loucos, mas acima de tudo eu sou louco por você e não preciso de dias, meses ou anos para declarar o óbvio, eu, simplesmente sei – sussurrei em seu ouvido.
– Por que me chama de anjo? E... – hesitou.
– E...?
– Sua tatuagem é um anjo, uma mulher com asas, bem... – deu de ombros, como se a sua frase incompleta dissesse tudo e pior foi que disse. Isabella achava que a mulher – anjo tatuado em minha costela, era alguém.
– Ei – olhei fundo em seus olhos, para que entendesse o que era a minha tatuagem — essa tatuagem é o meu anjo, ou seja, você.
– Como assim? – questionou confusa com a minha declaração um tanto insana.
– Bom na verdade o anjo tem muitos significados, amor, divindade, proteção. Existem diversos anjos, mas quando eu fiz essa tatuagem aos 18 anos de idade, eu fiz pensando em um significado que a mim fizesse sentido. – respirei fundo – meu pai, quando eu era pequeno, me explicou o que era amor, disse que um dia eu encontraria o meu anjo, o meu amor, aquela que faria todo o resto parecer sem graça, fazendo com que o meu mundo girasse em torno unicamente do meu anjo – beijei o canto de seus olhos lambendo uma lágrima solitária – eu mesmo desenhei a tatuagem, eu mesmo desenhei você, eu sabia que você estava em algum lugar me esperando e assim eu te desenhei, desenhei o meu anjo, representando aquela que eu amaria um dia, e por toda a minha vida, assim como meu pai amou minha mãe e meu avô a minha nona.
Isabella chorava silenciosamente, apertando o meu coração ao ver seu rosto lindo banhado de lágrimas.
– É lindo – sussurrou com a voz embargada. – você é lindo.
– Não chore meu amor, eu quero que você entenda que eu estou marcado na alma, no coração – coloquei sua mão em meu peito – e no corpo – falei colocando minha mão em cima da sua que traçava o meu anjo tatuado, delicadamente – eu acreditei em você, antes mesmo de conhecê-la, você é o meu anjo, você é a luz da minha vida. – declarei sem medo. – quer namorar comigo?
– Sim – disse me beijando em seguida. E eu mais uma vez tive certeza, que onde quer que meu pai e seu anjo, minha mãe, estivessem, estavam felizes por finalmente eu ter encontrado meu lar e minha paz.
“(...) Se eu pudesse apenas ver você
Tudo estaria bem
Se eu pudesse ver você
Esta escuridão se tornaria luz
E eu caminharei na água
E você me pegará, se eu cair
E eu me perderei nos seus olhos
Eu sei que tudo vai dar certo
Eu sei tudo está bem” (...) – Lifehouse – Storm.
Continua ...
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