Notas iniciais
Olá minhas Flores e meu Pupilo lindo... Bom antes de qualquer coisa.... preciso me retificar de um esquecimento sem perdão... Carol H. minha beta amada, eu esqueci de te citar nas notas agradecendo pelo capítulo anterior que betou tão fofa para mim.... e também quero me desculpar por não ter enviado este para betar antes de postar... mas estou te enviando de qualquer forma e depois eu arrumo aqui... perdão amada... Bom também quero avisar que amei e fiquei mega morrida com todos os comentários do primeiro capítulo, OMG.... sério eu chorei em vários... Diana, minha terrorista número 3, vocÊ me fez chorar muito... :=))))) Saibam que eu vou responder cada um, da mesma forma que vou responder os da outra fic... mas como minha vida é doida, farei isso aos poucos, mas saibam que eu leio todos e fico muito triste por não conseguir responder imediatamente... quem me conhece sabe o quanto para mim responder cada um é importante... mas eu peço paciência... Estou muito feliz com as leitoras novas, digo novas, porque não as vi no Delícia, o que já aproveito para conhece-lo, afinal Delicetes de carteirinha sempre rsrsrsrs Quero dedicar este capítulo a Izabelle - que eu chamo carinhosamente de Iza, a minha linda e amada terrorista número 1 Dih e a Vivi minha gêmea que me amarrou na corrente e esta postando a fic no W. ou seja, eu ainda não sei mexer lá... Gêmea obrigada pela força...sempre e para sempre...e ahhh o Dú mandou afagos para você, depois se entenda com o Delícia.... Deh, o meu baby (Edward) está mandando muitos cheiros em seu cangote.... depois se vira com a Bella, eu só passo o recado... eheheheheh Juli... amore... obrigada, acho que isso diz tudo... :=))))) Nossa posso citar todo mundo???? Não???? Inferno... affff.... Bom, obrigada minhas Flores lindas, obrigada meu Pupilo amado... espero que gostem do capítulo, e não esqueçam de escutar a música no momento que eu coloquei.... fará diferença... Obviamente eu esqueci de alguma coisa... mas essa sou eu certo?! rsrsrsrsr Já disse que eu amo vc's hoje amadas??? Já disse a vc. Arthur....??? Não???? AMO VC'S....:=))))))

Cap 2

Capítulo Anterior

– Um dia Nona – riu dando um beijo estalado na bochecha macia e enrugada de sua Nona – um dia eu vou conhecer a minha garota, vou colocar ela na garupa da minha moto e dizer o quanto a amo todos os dias, como o meu pai fazia com a minha mãe e meu avô com a senhora. – Elizabeth piscou tentando conter as lágrimas que se formaram ao ouvir seu menino dizer de forma tão doce sobre àquela que ainda não conhecia, mas que sabia que seria a mulher mais feliz do mundo”.

(...)

"O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho
, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver." Clarice Lispector.

PDV Edward

Dei um beijo em minha Nona e fui me trocar, o meu dia seria longo e cansativo, precisava resolver o mais rápido possível a contratação de um mecânico bom e de confiança, já estava me preocupando a defasagem, sem contar que neguei serviço por falta de mão de obra, mas mesmo pensando no trabalho, a conversa que eu tive com Jasper duas noites atrás não me saia da cabeça.

Flashback on.

– Edward por que não volta a estudar? – Jasper perguntou enquanto atualizava a contabilidade da Oficina.

– Porque as meninas ainda estão estudando e por mais que tenham bolsa, não é muito, não posso me dar a esse luxo agora. – resmungo pronto a encerrar aquele assunto.

Jasper é meu único amigo da época em que meus pais eram vivos, ele esteve ao meu lado o tempo todo, nunca me deu as costas e sempre tentou ajudar da forma que pudesse e que eu permitisse, inclusive abrindo uma mecânica e me colocando como seu sócio, usando o argumento de que eu era bom com carros e ele não, então eu cuidaria de tudo e ele apenas administraria, já que estava estudando para isso. No fundo eu sempre soube que foi sua forma de me ajudar sem que eu pudesse dizer não, naquela época as coisas estavam realmente difíceis, eu não conseguia um emprego que ganhasse melhor, as meninas estavam crescendo e a última coisa que eu queria era que parassem de estudar porque eu não conseguia sustentar a casa, então não pude negar e de fato ele tinha razão, eu amava mexer em carros e motos, mesmo sem estudo, era bom nisso e hoje após 8 anos, “nossa” oficina é considerada uma das melhores do Condado de Mercer.

– Edward, meu amigo – falou colocando a mão em meus ombros como se soubesse que estava prestes a sair do escritório – não seja bobo, você é bom aqui, essa oficina não existiria sem você, eu não entendo absolutamente nada, mas você é bom com desenhos, seu sonho sempre foi ser engenheiro. Que tal engenharia mecânica?

– Não sei...

– Pense nisso, nós contrataremos mais gente para cá, qualquer mecânico gostaria de trabalhar aqui e com você, não precisará ficar aqui o dia inteiro, nós damos um jeito. – suspirou – apenas pense nisso, você já fez o supletivo, podemos dar um jeito, eu tenho contatos é só você querer, consigo um teste e quem sabe não consegue em Princeton.

Com isso eu tive que rir, afinal há muito que eu estudei e acabei terminando o colégio de forma limitada, apenas para poder dizer que tinha o básico. Jasper era louco.

Flashback off

Que inferno, ele tinha que vir com ideias? Agora eu não consigo pensar em outra coisa a não ser entrar na Universidade e finalmente estudar o que eu sempre quis.

PDV Narrador

Edward mesmo se censurando foi em sua moto, sua grande paixão pensando no que seu velho amigo dissera, não achava que ainda tinha tempo para fazer Faculdade, muito menos em uma Universidade como Princeton, havia muitos fatores contra, não só sua idade, como sua pontuação para ser aceito. Jasper era louco, um louco teimoso, Edward dizia a si mesmo, pois sabia que aquela conversa não ficaria naquilo e o que mais atormentava era que há muito nutria esse desejo, mas nunca se permitiu ter esperanças, pois acima de tudo queria suas meninas formadas e encaminhadas na vida, tinha sua oficina que hoje lhe dava estabilidade, poderiam não ser ricos, mas viviam dignamente e nada mais faltara em casa e era feliz.

Sentiu seu celular vibrar ainda pilotando sua moto, como costumava dizer, encostou assim que pode para verificar quem era, mas se arrependeu no segundo seguinte, era Irina, uma menina com quem saiu duas ou três vezes, mulher bonita, corpo escultural, loira platinada, rica e vazia, no primeiro encontro que tiveram, mal teve tempo de falar, pois fora atacado como uma presa, não que reclamasse, amava mulher e também tinha suas necessidades, mas estava cansado de ser aquele em que elas queria que lhe desse prazer e nem se quer se interessavam em saber como ele era, o que gostava, não que sentira algo por qualquer uma que passou em sua cama, era sexo, apenas sexo, sexo bom, mas vazio, ainda não havia encontrado sua garota e tinha medo de que isso nunca aconteceria, já que as mulheres que encontrou em sua vida, só o viam como um homem bonito, viril que mexia com a imaginação de qualquer mulher que o conhecesse, pois além de bonito, era educado, simpático e sempre estava com seu sorriso torto no rosto. Antes mesmo de voltar a pilotar sua moto o celular toca novamente. Era Irina novamente, ela não desistiria pensou com pesar.

– Alô – atendeu sem muita vontade.

– Olá gostoso – falou a mulher tentando soar sedutora.

– Bom dia Irina.

– Nossa querido, estamos de mau humor hoje?

– Não, eu estava a caminho da oficina, parei para ver quem era pensando que era algo urgente.

– Mas eu sou urgente, gostoso...

– Irina, por favor, não me chame assim – pediu irritado, mas sabendo que ela nunca pararia.

– Apenas dizendo a verdade, mas vamos ao que interessa, estou com saudade, queria te ver, pensei em passar mais tarde na oficina...

– Não Irina, já disse que não – suspirou tentando não soar grosso – olha, foi legal às vezes que saímos, mas é melhor pararmos por aqui...

– Não sou mulher que aceita não tão facilmente, ainda mais de um homem como você, passarei na oficina e lá veremos se realmente não me quer. – a mulher insistente e irritante desligou sem esperar que Edward falasse, deixando-o profundamente irritado, podia ser homem e adorar sexo, mas também não achou seu pinto no lixo, como sua irmã Rose vivia dizendo. Irina era vagabunda, todos sabiam, até em cima de Jasper ela deu em sua frente.

Edward subiu novamente em sua moto tentando se acalmar, odiava Irina e sua insistência em sair com ele novamente, se arrependimento matasse, com certeza não estaria ali bufando e pensando em uma forma de se livrar daquela mulher.

Ao chegar a oficina, mal teve tempo de respirar, entre supervisionar o trabalho de seus funcionários, trabalhar naqueles carros em que eram de sua responsabilidade, já que os donos apenas confiavam nele e entrevistar alguns candidatos não percebeu o seu dia passar.

Já eram 17h30, quando escutou barulho de salto soando cada vez mais alto em sua direção, estava embaixo do carro, mas sabia quem estava vindo e por pouco não se enfiou mais ainda embaixo do carro para evitar encontrar aquela que nem a voz gostava de escutar.

– Olá gostoso – inferno, pensou. Será que se mandasse ela a merda qualquer hora dessas, ela pararia de procurá-lo e ainda de chamá-lo de gostoso? Com certeza, sua Nona o mataria e Rose daria uma festa, pensou divertido, mas se controlando para não parecer que aquele sorriso fosse algo de boas vindas e não resquício do pensamento nada gentil que teve.

Saiu lentamente debaixo de seu esconderijo, mantendo a respiração calma, realmente queria mandar aquela mulher à merda ou para vários lugares, mas de uma coisa ele aprendera com sua Nona e irmãs, nunca faça algo que não queira que façam com elas e era sempre pensando dessa forma que muitas vezes engoliu seco, algumas humilhações que passou.

– Oi – resmungou.

– Eu disse que viria, só não imaginei que te encontraria assim, suado – lambeu os lábios vermelhos de batom – sem camisa e deliciosamente comestível. Isso tudo é pra mim gostoso?

Edward pensou que naquele momento ele realmente esqueceria que aquela vagabunda era mulher, mas um Audi preto parou a porta da oficina saindo dele suas irmãs, o fazendo instantaneamente ficar alerta.

– Mas que porra é essa? – resmungou baixinho para si mesmo. – de quem é esse carro?

Foi em direção às suas irmãs que estavam ao lado da janela do motorista, rindo e falando, melhor dizendo, Rose estava falando e rindo, enquanto Alice sorria timidamente e balançava a cabeça concordando com o que conversavam. Edward foi marchando, pronto para arrancar o marmanjo que estava ciscando em cima de suas irmãs e ainda tendo a audácia de trazê-las aqui e nem ter a decência de descer do carro e encarar o irmão. Era um covarde, isso sim, pensou já travando o maxilar e olhando com seus olhos verdes esmeraldas o mais feio que podia para Alice e Rose que sorria debochadamente ao ver seu irmão parecendo um touro, pronto para lutar na arena.

Alice arregalou os olhos, pois sabia que seu irmão estava nervoso, conhecia-o muito bem, ele era manso, dócil até, muitos o achavam calmo demais, nunca brigava, foram poucas vezes que vira seu irmão perder o controle, também não era a pessoa mais sociável, nisso eram bem parecidos, mesmo sendo simpático com todos, mas aquele olhar lhe provocou arrepios, pois imediatamente pensou em seu segredo o que seu irmão faria.

– Rose, Alice – falou duramente, quase rosnando.

– Olá meu irmão lindo – Rose ronronou divertida com a postura de macho alpha de seu irmão, ele sempre fora ciumento e protetor ao extremo com elas.

Edward estreitou os olhos, tentando entender o divertimento de sua irmã impetuosa e o olhar vago, pensativo de sua outra irmã.

– Não vai me apresentar a pessoa que trouxe vocês? — Edward tentou ver quem estava dirigindo, mas o insulfime escuro impedia sua análise, mas mesmo assim fitou o lado do motorista como se estivesse vendo quem ali se escondia, mostrando toda sua altivez.

– Claro – Rose virou-se para a janela que se encontrava semi aberta e chamou o motorista para que conhecesse seu irmão lindo, como o chamava sempre.

http://www.youtube.com/watch?v=VAz1Ja4jr6c

A porta se abriu e de lá saiu uma linda morena de cabelos lisos até a cintura, ela vestia uma calça jeans justa, abraçando cada curva de seu corpo, sua blusa verde água, solta e disforme, fazia com que aqueles olhos verdes claros brilhassem sob o sol que estava prestes a se esconder no horizonte.

Edward achara que estava preparado para tudo, lutou com todas as forças para manter sua família unida, para colocar comida a mesa, mal teve tempo de sofrer a perda de seus pais, ralou dia e noite para ter estabilidade, nada o abalava, nada o tirava do controle que tanto estava habituado. A vida não lhe assustava, os obstáculos que surgiram e que com certeza ainda estavam por vir não o assustava, mas quando olhou aquela menina sair do carro, o sol batendo em seu rosto perfeito, pele clara como mármore, o vento balançando aqueles cabelos comprido e preto com um sorriso tímido, sincero, pela primeira vez temeu por si, pois ali soube que estava aquela que poderia arruiná-lo, estava aquela que mesmo sem proferir uma única palavra, fez seu coração acelerar, seu sangue correr desesperado pelo seu corpo em busca de estabilidade. Sem que se desse conta sua cara enfezada suavizou, seus olhos se cruzaram e por segundos, talvez minutos o mundo parou de existir, tanto para aquela morena, como para aquele homem feito, sem camisa e sujo de graxa, nada mais existia, apenas os dois, de alguma forma eles se reconheceram, não sabiam o que aquilo significava, mas ali estava dois amantes perdidos que finalmente se encontraram.

Edward sabia que o mundo poderia desabar, que tudo poderia acontecer, mas que se ela, seu anjo estivesse ao seu lado ele enfrentaria qualquer coisa, ele encontrou a luz da sua vida, aquela que faria toda a dor sentida, toda lágrima não derramada desaparecer, ele finalmente havia encontrado o seu anjo.

Isabella olhava aquele homem todo sujo, pele bronzeada e corpo escultural, mas a única coisa que conseguia realmente enxergar era aqueles olhos que lhe fitava com adoração, com reconhecimento, mal conseguia se lembrar de respirar, apenas pensou de forma insana em abraçar aquele homem, sentir seu cheiro, seus braços grandes a envolver com o mesmo carinho que emanava em seus olhos. Sentia-se perdida no tempo e espaço e ao mesmo tempo completamente em casa.

Edward estreitou a distância que o separava daquela menina, que o separava de sua garota, que o separava daquilo que sempre desejou e nunca achou que encontraria, seu olhar nunca desviando daquele verde água, daquele anjo, ela parecia um anjo.

Continua....

Lifehouse — Storm

(...)

“Se eu apenas pudesse te ver
Tudo ficaria bem
E se eu pudesse te ver
Essa tempestade viraria luz

E eu vou caminhar sobre as águas
E você vai me segurar se eu cair
E eu vou me perder dentro dos seus olhos
E tudo ficará bem
E tudo ficará bem

Eu sei que você não me trouxe aqui para me afogar
Então por que eu estou a dez pés de profundidade de cabeça para baixo?
Mal sobreviver se tornou meu propósito
Por que eu estou tão acostumado a viver de baixo da superfície

Se eu apenas pudesse te ver
Tudo ficaria bem
E se eu pudesse te ver
Essa tempestade viraria luz (...)"

Notas finais
Espero que tenham gostado.... beijinhossss