Um Amor Sem Limites
2 Capítulo 2 - Um goblin, um anão e... uma garota?
Notas iniciais
Depois que Palha Escavator estava devidamente acomodado e de barriga cheia, aceitou falar por que tinha invadido a clinica com tanto desespero.
_ E então Escavator... Vamos ter que esperar você terminar de comer? – instigou Holly
_ Sabe Holly, não esperava ver você aqui. Está de férias? Eu passei lá na delegacia e eles disseram que você se dispôs pra supervisionar o serviço de tocaias. Não imaginava que eles realizavam essa proeza aqui na clinica.
_ O que você foi fazer na delegacia?
_ Ora, te procurar ! Mas agora que você também está aqui na clinica, eu matei dói coelhos com uma dentada só.
Artemis preferiu cortar aquela disputa verbal. Aquela sensação de que alguma coisa estava prestes a acontecer lhe tomou.
_ O que você pretende Palha?
_ O que eu pretendo? Como assim?
_ Você estava procurando Holly e a mim. Talvez as únicas pessoas no subterrâneo que você atualmente confia. Provavelmente você quer ajuda em algum caso do seu escritório de detetive. Provavelmente algo legal, já que Holly é da LEP.
_ Você está certo, garoto da lama. Mas se fosse algo completamente legal, pra quê eu pediria a sua ajuda?
Artemis sorriu. O anão estava certo. Coisas completamente dentro da lei não tem graça nenhuma.
_ Esperem... eu não estou entendendo nada. Seja rápido Palha, por favor – Pediu Holly
_ Ok, olhem. Assim como alguns humanos, uma porcentagem dos habitantes do Povo mantém uma arma carregada em casa. Alguns por questão de segurança, outros, durante surtos como a revolução dos Goblins, compraram uma, smplesmente para o caso de surgir alguma emergência, só que ainda as tem. – Começou Escavator
_ Onde você quer chegar? – Holly já estava impaciente. Não estava gostando nada disso.
_ A tecnologia do povo é praticamente uns 100 anos na frente da dos humanos. E se eles tiverem acessos á algum equipamento, mesmo que não preste, terá em questão de tempo acesso ao povo.
_ Mas o que isso tem haver...
_ Por favor, Holly – Artemis se pronunciou pela primeira vez – Sinto que isso é mais perigoso do que parece.
_ Obrigada, Artemis. Agora, os roubos que chegaram ao nosso escritório estão acontecendo na casa das pessoas. Eu investiguei e na maioria dos casos sumiram poucas coisas, mais o que chama atenção é uma grande quantidade dessas armas. Elas foram todas roubadas
Silêncio. Silêncio total. Todos estavam pensando na mesma coisa. Se um humano inteligente o suficiente colocasse a mão nessas armas, o povo teria seus dias contados.
_ Então... O que sabemos? – Perguntou Artemis, empolgado. Uma trama. Finalmente
Palha tirou um computador portátil com tremenda agilidade do bolso da frente de sua calça.
_ Veja você mesmo.
Ele apertou o “Play” em um vídeo que surgiu na tela.
Uma imagem surgiu na tela. Era uma câmera de baixa definição, mas dava pra ver claramente. Era uma sala de uma casa, com um buraco no chão. Tinha uma forma desmaiada no chão.
_ Um anão. É um dos assaltantes. Parece que essa casa tinha um revestimento ilegal de cimento, está engasgado. Agora olhe a parte mais interessante.
Uma figura surgiu na imagem, era parecido com um lagarto, porem media meio metro. Um Goblin. Ele pegou o anão desmaiado pelos ombros e vai embora da casa.
_ Duda conseguiu reconhecer o Goblin a partir de um programa de computador. O nome dele é Jack Tyler. Já foi preso 3 vezes por roubo e furto. O anão é o velho Cole Blake. Conheci ele nos meus tempos de prisão. Os dois já foram presos em crimes juntos duas vezes.
_ Um Goblin e um Anão? – Zombou Holly – Eles não são inteligentes o bastante pra arquitetar um plano maligno. Por que estamos preocupados?
_ Foi o que eu e Duda pensamos – Duda Dia, o duende diabrete que tinha escolhido abandonar a vida de crimes e se juntar a Palha Escavator nesse negócio de detetive particular. – Mas do mesmo jeito, resolvemos investigar. Ai vem a parte ilegal. Colocamos um grampo em um dos seus comunicadores.
_ E aí? –Artemis não estava com um pressentimento bom. Nada bom
_ Descobrimos contatos com humanos. Aliás, com uma humana.
Palha colocou a gravação. A voz de uma garota surgiu.
“Exatamente, amanhã está bom. Quantas armas?”
A voz grossa de um Anão macho responde:
“Aproximadamente 25, é o que dá pra levar, moça.”
“Ótimo. Tem certeza que vai dar certo?”
“Toda”
A gravação parou. Silêncio, silêncio total. Holly olhou pra Artemis.
Ela era capaz de jurar que ele estava assustado.
_ D-De onde eu conheço essa voz ? – Perguntou Holly com medo da resposta.
_ Duda pesquisou os padrões de voz. Acho que vocês não vão gostar de saber...
_ Não precisa – Artemis olhava fixamente pra paisagem. Já tinha gravado aquele padrão de voz há mais de dois anos. Já havia conversado com aquela voz. E estava com medo do que a dona daquela voz era capaz de fazer.
– Essa voz é de Minerva Paradizzo.
Notas finais
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