Um Amor Sem Fronteiras

21 Grotra dos Macacos


Notas iniciais
Mais 3 capítulos para o fim ... boa leitura a todos!!

Amanhã do dia seguinte amanheceu ensolarada, Luna foi a primeira a acordar olhou para aquela linda morena que estava ali nua deitada ao seu lado e sorriu se levantou da cama e pegou um robe que estava pendurado atrás da porta. Abriu a janela o vento lhe trousse aquele refrescante perfume de madressilvas. Sorrindo ficou por algum tempo pensando em tudo o que havia acontecido no baile e aquela noite, um tempo depois voltou para cama. Samantha acordou um pouco depois sentindo um par de olhos azuis penetrantes encarando-a.

–Bom dia! – falou Samantha abrindo os olhos com um lindo sorriso.

–Bom dia minha pequena, dormiu bem? – Perguntou Luna retribuindo o sorriso, passando a mão pelo rosto de Samantha.

– Maravilhosamente bem, e ainda não acredito que não é sonho. Sabe quando a gente realiza algo que sempre quis e acorda no dia seguinte e vê que é real?

–Sim eu sei, e eu estou sentindo o mesmo hoje.

Luna virou-se para Samantha e deu-lhe um beijo apaixonado.

Depois de mais alguns momentos românticos as duas, resolveram que era hora de levantar, tomarem um belo banho e irem tomar café. Luna então foi para seu quarto e Samantha entrou no banheiro para que finalmente pudessem se arrumar.

Ambas se arrumaram animadas, assim que acabou Luna foi ate o quarto chamar Samantha e juntas foram tomar café. A mesa estava posta e como na última vez que os pais de Samantha estiveram lá parecia que tinha um batalhão de gente a mesa todos riam e falavam ao mesmo tempo, mas desta vez sobre os acontecimentos do baile.

– Bom dia! – disseram as duas.

– Bom dia! – responderam todos alegres.

As duas então finalmente se sentaram a mesa uma do lado da outra, e assim o assunto baile e declaração com direito a “repedido” de namoro de Luna voltou à mesa. Depois do café os pais e os tios de Samantha foram dar umas voltas pela fazenda. No almoço ouve um banquete com direito a um delicioso churrasco e como na última vês Lipe e seus pais ajudaram assando as carnes. Estava tudo muito divertido.

Quando já estava perto das cinco seu Damázio chamou a mulher para irem afinal ainda tinham umas duas horas de viagem pela frente.

Dona Liete então foi se despedir da filha:

– Tchau filha, fique com Deus! – disse dona Liete dando um beijo na filha!

– Tchau mamãe! – disse Samantha retribuindo o beijo da mãe.

Damázio também se despediu da filha, em seguida depois que todos já aviam se despedindo entraram na Vã e foi dada a partida o carro saiu pela porteira e desapareceu pela estrada.

Amanhã do dia seguinte amanheceu frienta apesar do sol que havia aparecido, Samantha se vestiu e estava saindo pra tomar café quando se deparou com um bilhete em cima da cômoda de seu quarto que dizia:

“Amor, precisei ir até Acácia buscar umas mudas de laranja que estavam pra chegar, pois todos estavam ocupados para ir, pensei e te chamar, mas você dormia tão lindamente e parecia estar em um sono tão bom que não quis te acordar, prometo não demorar. Já estou com saudades”.

“Te amo ontem, te amo hoje e se o futuro permitir te amarei por toda a eternidade”

Para todo o sempre:

Sua Luna.

Samantha sorriu com as palavras daquele bilhete e finalmente, saiu do quarto para tomar café. Quando chegou a única pessoa que ainda estava à mesa era sua tia Olivia. Tomaram café e conversaram um pouco, porem logo se retirou dizendo que tinha que ir ao estábulo. Samantha ficou sozinha sentada à mesa até que Jurema entrou para tirar as xícaras.

– Bom dia, Jurema, onde esta a Vivi? – perguntou a empregada

– Bom dia, tomou café cedinho e saiu.

– Onde ela foi?

– Eu que sei? Quando você pensa que ela está aqui, está mais adiante. Ela é maluca.

– Não diga isso, Jurema! Vivi não é maluca!

– Para mim, ela é sim! – afirmou a garota falando baixinho e com olhos arregalados.

– Por quê? – perguntou Samantha estranhando os modos de jurema.

– Por uma porção de coisas, Samantha! Olhe, faz uns três anos que trabalho nesta casa e sei que todos têm a cabeça no lugar. Menos Vivi. Falta um parafuso nela!

– Eu não acho!

– Não acha porque não convive com ela direito. Porque se convivesse como eu não ia colocar a mão no fogo por causa dela. Você acha que regula bem uma pessoa que de repente está toda alegre, de repente está azeda como um limão? Você acha que regula bem uma menina que sobe no telhado da casa para ficar horas e horas sentada sozinha no balcão do salão de baile?

– Ela me contou que fazia isso. Acontece que, às vezes, eu também gosto de ficar sozinha.

– É, mas não no meio da noite igual fantasma. E tem mais: sabia que, às vezes, de madrugada, ela sai ai, como uma louca, dando voltas de motos pelo campo? Credo, até me arrepio! Minha mãe diz que ela parece alma penada...

– E tio Vinicius ou tia Olivia não dizem nada?

– E adianta dizer? Vivi é teimosa, quanto mais eles falam, mais ela teima. Coitada da dona Olivia! Tenho tanta dó dela por que já nem tem mais lagrimas para chorar pela filha... Escute bem uma coisa, Samantha: Vivi enlouquece até um santo com suas manias e caprichos. E pior... – abaixou ainda mais a voz – é que, para não contrariar, todo mundo faz o que ela quer. Vivi dança na cabeça de todo mundo, aqui na fazenda, menos na minha!

Em seguida, endireitando o corpo, jurema pegou as xícaras e saiu com o nariz empinado. Samantha continuou sentada e pensativa.

– Jurema é quem deve estar com o miolo mole – concluiu, levantando-se.

Samantha então resolveu ficar lendo na biblioteca.

Depois do almoço, Vivi convidou Samantha para um passeio a cavalo. Embora Samantha não soubesse cavalgar, Vivi escolheu um animal manso e lá se foram as duas dar uma longa volta. Durante o trajeto, Vivi mostrou as terras, falou da criação de cavalos, de seus sonhos...

– Ei, gostaria de conhecer a Grota dos Macacos? – perguntou, a certa altura?

– Onde fica isso?

– Lá na baixada. É um lugar maravilhoso aonde íamos quando criança, tentar pegar algum macaco. Só que nuca pegávamos um único!

– Claro! Então vamos!

Vivi soltou as rédeas, e o animal disparou num galope veloz. Samantha também soltou as dela e, com isso, a montaria partiu atrás. Não acostumada a corridas, ela agarrou-se ao pescoço do animal e deixou que ele fosse em frente. Na verdade, Vivi era excelente amazona, corria majestosa, ereta, os cabelos ao vento, uma garota de coragem. Para não dar o braço a torcer e nem fazer feio, Samantha não abriu a boca, mas fosse em outras circunstâncias, teria botado a boca no mundo.

Finalmente chegaram às bordas da grota, onde o cavalo de Samantha parou resfolegando. Vivi saltou e nem pareceu ter visto o que havia acontecido com a prima. Muito sem jeito, Samantha escorregou do cavalo, tentou colocar-se de pé e sentiu que estava com as pernas bambas. Engolindo em seco, procurou não demonstrar.

– Não é linda! – perguntou Vivi à borda de uma grota profundíssima cujas encostas eram pontilhadas por uma vegetação de pequeno porte. Havia frutas-do-lago, redondas como bolas verdes, flores amarelas, cachos brancos e uma florada roxa das quaresmeiras-do-campo. A grota parecia uma ameaçadora garganta negra aberta na terra, profunda e, no leito, corria um riacho manso. À distância, viam-se muitas árvores de copas altas costuradas com cipós floridos. Um bosque muito frondoso.

– Era lá que íamos procurar macacos – disse Vivi apontando. – mas quando muito, conseguíamos pegar apenas filhotes de pássaros-pretos.

Samantha chegou à borda e olhou para baixo. A grota teria uns vinte metros, porem não se tratava de uma queda aguda; as encostas desciam acidentadas, como íngremes degraus escavados pelo tempo.

– Como vocês chegavam lá? – perguntou sentindo uma ligeira vertigem

– Descíamos pelas encostas, atravessávamos o córrego e, depois subíamos pela encosta do outro lado. Era uma delícia!

– Não tinham medo de cair?

–Claro que não! Ninguém era medroso!

Samantha sentiu indireta, mas não comentou. Vivi olhou para o bosque e sorriu, o sol batendo em cheio em seu rosto.

– Sinto saudades daqueles tempos, sempre me dá vontade de visitar o bosque de novo. Você já visitou um?

– Não...

– Deveria por que é uma beleza. Dentre os cipós existe até baunilha. Hei, não quer aproveitar e dar uma chegada lá?

– A-agora?

– Sim! Por que não?

– OH, não, obrigada, Vivi. Não estou com muita vontade...

Vivi caiu na risada, pôs as mãos na cintura e olhou-a de alto a baixo:

– Com medo não é? A corajosa garotinha, que até outro dia estava disposta a lutar contra um fantasma, tem medo do escuro! Acertei?

Samantha olhou para aquelas árvores distantes, pensou em cobras, aranhas e outros bichos dos quais morria de pavor. Vivi continuava sorrindo desafiante. De repente, Samantha sentiu que não poderia vacilar e, empinando o nariz, concordou:

– Está bem! Então vamos!

Parecendo acostumada com aquele tipo de passeio, Vivi começou a descer. Samantha, assustada e procurando não olhar para o fundo a fim de não sentir tontura, foi atrás olhando bem em cada lugar onde Vivi colocava os pés. Era uma descida difícil porque às vezes os degraus de terra arenosa desbarrancavam. Aí era preciso agarrar-se ao primeiro arbusto que visse pela frente e muitos deles eram espinhosos. Vivi parecia nem ligar para esses detalhes, mas Samantha, com o coração batendo forte, já havia levado alguns escorregões e tinha o braço riscado pelo arranha-gato, um espinho doloridíssimo. Assim, foram descendo até que atingiram um pequeno barranco, no meio do trajeto e dali, daquela improvisada torre de vigília, puderam avistar o bosque mais de perto. Vivi, com o rosto corado sorriu e retomou a descida.

– Está difícil... – comentou Samantha.

– Não tenha medo! Venha atrás de mim que é muito fácil.

Samantha nada respondeu e tentou fazer exatamente o que Vivi fazia. Mas quando foi saltar para o outro lado o barranco cedeu e para não cair lá no fundo se segurou em pequeno arbusto e ficou pendurada pedindo ajuda a Vivi que havia ficado imóvel a vendo ali era como se estivesse em transe, foi ai que o galho partiu.... e ela caiu pela encosta abaixo, enquanto seu grito calava os pássaros assustados.

Notas finais
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