Um Amor Quase Impossível
4 Uma melodia
Notas iniciais
– O 3º casal sorteado é a Violetta e o ... León! — Diz a Angie tirando dois papéis da caixinha.
– Quê?! — Eu me espanto.
– Não tem como trocar os casais? — Ludmila se desespera
– Não Ludmila, os casais serão conforme o sorteio. — Explicou a Angie.
(...)
Eu não conseguia parar de pensar em ... Ah esquece! Vou procurar o León.
– León! — Grito no corredor assim que saímos da sala de canto, ele estava longe, se eu falasse de uma maneira comum ele não escutaria.
– Oi ... Violetta! — Ele deu uma pausa, talvez para lembrar o meu nome, já que mal nos falamos.
– A música! Quando vamos começar a compô-la?
– Está livre hoje? — Ele me perguntou, mas estava mais concentrado no celular do que em mim.
– Sim! — Respondi como se fosse óbvio. Não lembro de nenhum compromisso para hoje, talvez não tenha.
– O.k, hoje a tarde! Combinado? — Ele perguntou colocando o celular no bolso, dando atenção para mim.
– Sim!
– Bom, tenho que ir! Nos vemos mais tarde. — Ele me deu um beijo na bochecha e saiu.
O beijo na bochecha que o León acabara de me dar me deixou tão... Eu devo parar com isso! O León namora a Ludmila, que é a minha irmã e provavelmente a pior do mundo.
(...)
Eu já estava na casa do León, foi bem difícil convencer a Ludmila a me dizer aonde era. A casa era linda, a faixada dela já deixava claro que a casa era enorme, e eu não me enganei.
– Violetta! — Ele deu um sorriso simpático quando me viu.
– Oi — Eu correspondi tímida.
– Vem comigo! — Ele apontou para a escada.
– Mas pra onde? — Perguntei com o nível de curiosidade e nervosismo nas alturas.
– Sala de ensaio! — Dessa vez ele estendeu sua mão com a intenção de me guiar até lá. Aceitei.
A sala de ensaio era grande, havia muitos instrumentos e até objetos que não tinham nada a ver com música.
Ficamos em silêncio por um tempo. Era justo, nunca tínhamos conversado nada durante três anos.
– Pensou alguma coisa para a música? — Perguntei para quebrar o silêncio.
– Pouco, mas pensei! — Ele se aproximou do teclado e me pediu para acompanhá-lo.
– É a letra? — Peguei um dos papéis que haviam no pedestal.
– É só o refrão, ainda preciso compor as outras partes.- Ele disse organizando as folhas das partituras no pedestal.
– Pode tocá-la agora? — Perguntei
– Sim, claro! — Ele respondeu já se preparando para tocar.
O refrão em si era lindo, assim como a melodia. A música em "construção" já era linda, quando estiver pronta será perfeita! Assim que o León acabou de tocar, o silêncio dominou outra vez e uma troca de olhares aconteceu...
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