Um Amor Quase Impossível
6 Um amor impossível ou quase impossível?
Notas iniciais
Acordei com a luz do sol invadindo meu quarto, acho que foi a Olga que abriu as janelas enquanto eu dormia. Levantei-me, fiz a minha higiene matinal vesti uma blusa branca e uma saia rodada lilás, fiz uma maquiagem simples e desci.
– Bom dia filha! – O papai me cumprimentou
– Bom dia pai! – Correspondi e dei um sorriso fraco. Fui em direção da porta
– Não vai tomar café? – Ele estranhou
– Não pai, estou atrasada, não mais que a Ludmila, mas estou! Tchau – Justifiquei e sai.
Quando cheguei no Studio, a primeira coisa que fiz foi procurar a Francesca. Rodei todos os corredores, procurei em todas as salas, mas ela não estava, talvez não tivesse chegado ainda.
– Violetta! – Uma voz me chamava no corredor central.
– Francesca, finalmente! – Corri na direção dela e dei um abraço.
– Como assim finalmente? Estou te esperando aqui já faz uma hora. – Ela disse
– Como assim uma hora? Te procurei por todo o prédio e não te encontrei, conheci salas que não sabia que existiam, e você me diz que estava me esperando aqui há uma hora? – Falei decepcionada.
– Você está bem? – Ela perguntou por costume, ela já sabia a resposta pela minha reação.
– Sim, eu estou ótima! – Eu falei irônica
– Violetta! Se isso não for ironia, fique sabendo que a mim você não engana!
– Tem razão, não estou bem! – Confessei
– O que aconteceu? – Ela perguntou em um tom de preocupação
– Fran, daqui a uma semana é o meu aniversário e o da Ludmila e meu pai quer fazer uma festa. Se você me conhece tanto assim, sabe que eu não gosto das minhas festas de aniversário, porque elas não são minhas! – Desabafei. Fazer o que se era verdade?! Minhas festas de aniversário nunca foram minhas.
– Não vai aceitar a festa por causa da Ludmila? – Ela perguntou como se estivesse dizendo que isso é uma bobagem.
– Sim, sempre a Ludmila. Ela tinha que estragar tanto a minha vida? – Falei com raiva e tristeza misturada.
– É o que os irmãos fazem, infelizmente. – Ela disse como se estivesse passando pela mesma situação que eu.
Ficamos um tempo em silêncio, e só vim perceber que o silêncio só tinha acontecido porque eu lembrei a ela do irmão dela que está voltando para a Itália.
– Vilu, aceita a festa! Conversa com seu pai. – Ela me aconselhou voltando para o assunto principal.
– Já que está me pedindo, vou aceitar! Mas você tem que estar lá, entendeu? – Ela me convenceu e soltou um gritinho.
– Tá bom! E o León? – Ela mudou de assunto outra vez
– O que é que tem ele? – Perguntei
– Vocês dois passaram a tarde juntos como foi? – Ela disse animada
– Passamos uma tarde tentando compor uma música, só isso.
– Então não rolou nada? – Ela falou fingindo cara de tristeza. Eu já falei para a Francesca, se ela não quiser mais ser uma cantora, que ela siga a carreira de atriz, ela ganharia o Oscar.
– Nós dois estamos começando uma amizade. – Eu falei para animá-la um pouco.
– Sério? – Ela soltou um sorriso
– Sério!
– Eu sempre achei que seria “Uma amizade impossível” mas agora as coisas mudaram agora é “Um Amor Quase Impossível” – Ela disse, parecia até que era mais uma das novelas que ela escrevia. Ela também servia para ser uma escritora.
– Não Francesca, é “Um amor impossível”. O León é namorado da minha irmã há três anos, e eu não vou e nem quero acabar com a história deles! – Me defendi
– Você sente algo por ele? – Ela perguntou, talvez ela não tenha prestado atenção no que eu tinha acabado de dizer. Mas essa pergunta me deixou com uma dúvida.
Fale com o autor