Um Amor Quase Impossível
18 Não sei o que eu sinto pela Ludmila, não sei se eu sinto algo pela Violetta.
Notas iniciais
No dia seguinte:
Assim que cheguei no Studio fui procurar a Camila e a Francesca, elas saberiam me explicar melhor o que tinha acontecido para a Violetta está me tratando tão mal e como ela sabe do que aconteceu com a Ludmila.
– Camila! Francesca! — Chamei assim que as encontrei
– Oi León! — As duas disseram juntas.
– Vocês sabem me explicar o que aconteceu? — Fui direto
– Onde? — Camila perguntou
– Como? — Francesca perguntou
– Porque? — As duas perguntaram juntas. Bufei
– Quero saber o que aconteceu com a Violetta, ela está me tratando mal e sabe de uma conversa que tive com a Ludmila.- Expliquei já que elas não haviam entendido nada.
– A Ludmila que deve ter contado pra Violetta da sua conversa com ela, e isso a fez te tratar mal, sei lá. — A Francesca deu uma teoria.
– Mas a Violetta nunca acreditaria nas palavras da Ludmila, ou acreditaria? — Pensei alto.
– O León está certo, a Violetta nunca acreditaria nas palavras da Ludmila, a não ser que ela esteja sensível demais. — A Camila estava pensando em algo que fosse realmente verdade, bom pela cara dela, parecia.
– Então tem alguma coisa errada, se a Ludmila não disse, pela lógica a Vilu escutou a conversa. — A Francesca deu outra teoria.
– Ah, já sei o que aconteceu! A carta, o encontro! — Camila gritou ao lembrar.
– O que Camila? Que carta? Que encontro? — Perguntei sem entender.
– A Vilu recebeu uma carta sua pedindo para ir à sua casa, conversar um pouco. Quando ela chegou, ela te escutou falando sobre o que sentia à Ludmila e logo se beijaram, a Vilu escutou e viu tudo. — Espero que seja só mais uma teoria da Camila.
– Que carta? Eu não mandei carta nenhuma!
– Como não foi você que mandou a carta? — Elas ficaram de queixo caído.
– Não, não mandei carta e nem chamei na minha casa. — Respondi surpreso. Alguma coisa estava errada nessa história.
– Então você não chamou a Vilu, chamou a Ludmila? — Francesca perguntou
– Não chamei nenhuma das duas, a Ludmila chegou lá do nada! — Justifiquei
– É suspeito! A Vilu recebeu uma carta que dizia para vocês se encontrarem na sua casa, mas a carta não foi você que escreveu nem foi você que mandou, a Ludmila aparece na sua casa de surpresa e a Vilu escuta a conversa. Isso é muito suspeito! — Camila resume a conversa.
– É evidente que foi mais um plano da Ludmila! — Francesca disse como se fosse óbvio, como se fosse não, era óbvio!
– Vão me ajudar a fazer as pazes com a Violetta? — Perguntei mudando de assunto, a última coisa que eu queria agora era falar dos planos maléficos da Ludmila.
– Claro que vamos! León, já pensou que talvez a Vilu esteja com um pouco de ciúmes? — A Camila sorriu.
– Sim, mas...- Fui interrompido
– Ela não admite! — Francesca concluiu
– Sente algo por ela? — Camila perguntou animada.
– Porque a pergunta? — Perguntei nervoso.
– Sei lá, nós podemos planejar alguma coisa, tipo um encontro, para vocês dois conversarem sobre o que sentem e vê se rola. — A Francesca disse dando uma de cupido.
– Vocês sabem muito bem que... — Fui interrompido outra vez.
– A Vilu nos contou que você não sabe o que sente pela Ludmila, e parecia que estava seguro quando dizia isso. Além disso, nós percebemos o jeito que se olham, os sorrisos...- Francesca disse encantada.
– Tão, tão apaixonados! — As duas disseram com a mão no peito, com cara de que estavam no mundo da Lua. Eu e a Violetta apaixonados um pelo outro? Ri disso.
– Querem saber a verdade? Não sei o que eu sinto pela Ludmila, não sei se eu sinto algo pela Violetta! — Falei coçando a nuca, o que geralmente faço quando estou...
– Confuso? — Francesca interrompeu os meus pensamentos, mas os concluiu. — Só diz aquelas palavras por costume? — Ela continuou.
– Acho que sim. — Respondi com cabeça baixa.
– Procura a Vilu e conversa com ela. Explica melhor o que aconteceu, tenho certeza de que ela vai te entender. — Camila aconselhou.
– Hoje não, mas de amanhã não passa. — Mordi o lábio inferior. Tive uma ideia. — Vocês sabem o que a Violetta quer de presente? — Perguntei.
– Ainda não fazemos ideia. Mas ela disse que está doida para comprar os dois livros que restam da trilogia que ela está lendo. Como é o nome Camila? — Francesca respondeu à mim e fez uma pergunta à Camila
– Se não me engano é "A Seleção". — Esse nome, esse livro não me era estranho. Aí eu lembrei do dia em que eu e a Violetta fomos no shopping comprar o presente da Ludmila:
– León, me espera só um minuto que eu vou aqui na livraria. — Ela disse.
– Tá, quer que eu vá com você? — Perguntei
– Não, é rápido! — Ela entrou, mas como eu não estava nenhum pouco curioso para saber o que ela ia comprar, entrei depois dela.
– O que está procurando? — Falei próximo ao seu ouvido.
– A trilogia "A Seleção", mas não estou encontrando. — Ela disse olhando em algumas prateleiras.
– Essa daqui? — Apontei para uns livros que estavam atrás de mim.
– Sim, León! — Ela foi em direção aos livros. — Mas só vou comprar o primeiro, depois eu venho aqui e compro os outros.
Claro, a trilogia! Como eu não podia ter pensando nisso antes?
– Façam um favor pra mim, procurem saber de que flores ela gosta. — Eu pedi.
– Vai usar as flores e os livros para pedir desculpas á ela? — Francesca perguntou com uma cara de "Oh meu Deus, que fofo!"
– Talvez. — Dei um sorriso malicioso — Mas só as flores para pedir desculpas, porque se eu der os livros e as flores para isso, ela vai achar que estou comprando-a.
– É verdade! Como diz o ditado, os presentes mais simples... — Francesca tentou interpretar o ditado.
– Fran, não fala ditados! Você nunca acerta! — Camila interrompeu Francesca. Eu tive que rir disso.
Eu estou feliz, bem feliz mesmo! Tudo o que eu quero é que esse plano dê certo. Será que ela vai me perdoar? Me retirei de perto das meninas e fui pra aula.
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