Um Amor Psicopata

2 Não Deixarei Ela Acabar Com Você!


Notas iniciais
Oie gente. Foi mal a demora mas aqui estou. O capítulo esta meio pequeno mas o próximo estará maior, prometo. Boa Leitura!

Continuação Pov's Violetta

Juntei minhas coisas e rumei em direção à sala (quarto), em passos rápidos. Cheguei em um corredor menos movimentado, paredes escuras, as vezes via umas cores nas paredes, mas era difícil. Andei devagar procurando a porta do seu quarto. Até que achei, parei em frente a mesma. Um calafrio passou em minha espinha, olhei para os lados e respirei fundo. Botei a mão na maçaneta e a abri lentamente. Abri ela totalmente e pude ver um homem (o tão falado León) deitado em sua cama, com uma camisa de força, observando com atenção o teto. Entrei no quarto praticamente tremendo, nunca me vi em uma situação como essa. Totalmente delicada, seria (mão que as outras não fossem serias), teria que ter toda uma atenção especial.

Me dirigi até ele ou melhor até uma cadeira que estava já ali para mim, deixei minhas coisas em cima de uma mesinha que tinha ali, me sentei e o observei.

O que eu diria?

Eu sou psiquiatra, sei o que devo fazer.. Ou não?

–Bem, León certo?-Falei tentando não parecer nervosa.

–Sim..-Falou ele virando bem pouquinho seu rosto.

Pode ver o rosto de um homem lindo e bem cuidado. Olhos verdes, cabelos meio arrepiado cor de avelã. Lábios bem desenhados e rosados. Rosto angelical, bem detalhado, covinhas super fofas.

–Eu sou a Violetta a nova psiquiatra.-Falei com um meio sorriso, e ele continuava olhando o teto.-Bem to vendo que esse lugar é bem sem graça.-Falei.

–Jura?-Perguntou ele erguendo uma sobrancelha.

–Oh, desculpa...-Falei meio tímida, como pude dizer isso?.-A gente poderia mudar isso.-Falei sorrindo de verdade.

–Você venho aqui para me ajudar e não para ajudar meu quarto.-Falou ele amargamente.

–Então vamos começar.-Falei seria e seca.

Se ele não quer ser amigo, também não serei. Primeira coisa para mim mudar nele.

–Me fale sobre você..-Falei o olhando.-E de preferência, a verdade.-Falei debochada.

Sim, sim. Virei outra pessoa. Mas primeira coisa, você deve ser como a pessoa, assim você será como um espelho, ela vai ver suas próprias atitudes.

–Não obrigado..-Falou ele.

–Você não quer ajuda?-Perguntei.

–Para que eu vou te falar tudo, sendo que após você sair daqui já vai pedir sua demissão e não voltara mais?-Falou ele começando a falar.

–Não irei sair.-Falei confiante.

–Ah, iria. Todos saem.-Falou ele fazendo não com a cabeça.

–Você não vai se livrar facilmente de mim. Pretendo ficar até o fim e só sair quando você sair também.-Falei o encarando.

–Promete que fará de tudo para conseguir me entender?-Perguntou.

–Sim..-Falei confiante.

–Esta bem... Sorte que eu não estou em crise hoje.-Falou ele dando um sorrisinho.

–A camisa é para que?-Perguntei tentando me fazer de amiga.

–Eles tem medo que algo acontece a você.-Ele bufou.

–Isso incomoda?-Perguntei curiosa.

–Não é óbvio?-Falou ele com cara irônica.

–Outro comentário idiota...-Falei irritada de mim mesma, ele riu.

–Você é estranha.-Falou ele depois da risada.

–Obrigada!-Falei rindo.-Mas bem, quer me contar?-Perguntei.

–Não tem não outra coisa pra fazer e depois eu falo?-Ele perguntou meio receoso.

–Bem que queria, mas não posso exercer nada sem saber como se sente, o que ouve, o que vê. Preciso tudo detalhado com suas palavras.-Falei o olhando.

–Esta bem...-Falou ele logo depois soltando um suspiro.-Desde os meus 5 anos por ai venho tendo alucinações. No começo achava que era pesadelo, coisa de criança. Mas era quase todos os dias. No começo não dava bola, mas quando realmente me assustei foi quando a mulher que me assombrava apareceu em meu quarto, eu tinha uns 6 anos...-Ele parou de falar como se estivesse lembrando de tudo.

–O que ela dizia em seus sonhos, ou alucinações ?-Perguntei.

–Bem antes de ela aparecer no quarto. Ela mandava eu fazer coisas estranhas, e sempre dizia para mim me vingar dos meus pais, pois eles não me amavam. No quarto ela disse que cansou de esperar, que ela havia me escolhido para realizar sua vingança, e era para mim fazer isso depressa.-Falou.

–O que ela mandava você fazer?-Perguntei meio abismada.

–B-bem... Ahnn...-Ele gaguejava.

–Pode confiar. Quando estiver preparado para falar fale...-Falei lhe mostrando confiança.

–Bem ta... Estou aqui por que sou louco mesmo, então dizer isso não vai mudar o conceito sobre mim.-Ele olhou para a parede como se fosse gritar e soltar tudo de uma única vezes.-Mata... isso que ela me mandava fazer. Mata.

–Eu você já fez isso?-Perguntei já um pouco mais com medo.

–Já...-Ele disse com gosto, como se fosse uma vitória ter feito isso.-E não me arrependo!-Falou ele voltando sua atenção ao meu rosto.

Pude ver seus olhos que antes eram verdes estarem totalmente escuros agora, ele estava com uma expressão de raiva, estava também com seus braços ao lado de seu corpo apoiado na cama e com os punhos cerrados. Confesso estava com medo de apanhar, mas como disse não irei desistir. Não agora.

–Me conte sobre isso.-Me mantive firme e forte.

–Tinha 10 anos, todos meus colegas zoavam de mim. Mas eu havia cansado de ser zoado pela turma inteira, meu colega o... Fabio... venho até mim e fez o que eu não queria, zombo de mim. Foi a gota d’água. Aquela voz me dizia para me vingar, como estava pilhado e cansado o fiz. O empurrei quando ele estava na escada, no outro dia descobri que ele morreu.-Falou ele.

–Como se sentiu diante disso?-Perguntei desconfiada.

–Bem, superior... Então ele foi o primeiro de muitos.-Completo ele.

–Você já se drogou?-Perguntei.

Ele me olhou por um tempo, como se tentasse ler minha mente, mas desistiu e respondeu a minha pergunta:

–Não.-Respondeu seco.

–Mesmo?-Insisti.

–Já lhe disse que não.-Me disse grosso.

–Esta bem. Por hoje é só, amanha nos veremos novamente.-Falei juntando minhas coisas.

–Vou contar os segundos.-Falou ele debochado.

Ignorei seu comentário e sai do quarto sem dizer nada.

Olhei em volta, e de novo um calafrio passou por minha espinha. Não pensei duas vezes e sai daquele corredor. Peguei minhas coisas na minha salinha e rumei para sala do diretor Pablo.

–Como foi?-Perguntou ele logo após eu entrar.-Ira querer sair?-Saiu disparando as perguntas.

–Não irei sair. Foi digamos, normal na mídia do possível.-Respondi.

–Ele não tentou absolutamente nada com você?-Perguntou ele estranhando.

–Não...-Falei abrindo um sorriso.-Ele se abriu comigo, de acordo com ele eu sou estranha e ele gostou disso.-Falei dando um risinho e Pablo me acompanhou.

–Fico feliz, realmente feliz que isso possa ser um começo para a sua mudança. Espero que consiga o fazer “viver” novamente.-Falou ele botando esperança em cada palavra dita.

–Farei de tudo para conseguir. Mas agora terei que ir.-Falei me levantando da cadeira.

–Ah sim, até amanha. Antes de ir, amanha se você quiser começar a “trabalhar” com ele já pela manha.-Falou ele

–Claro.-Falei animada.

Sai e fui direto para casa. Ao chegar lá fui em um escritorizinho em que eu havia feito para mim botar todos os meus matérias de pesquisas e tal. Peguei todos os meus livros em que falava em algo parecido com o que acontecia com León e assim fiquei a tarde toda, só pesquisando.

Apesar do León as vezes me deixar com medo, farei de tudo para conseguir o fazer uma pessoa normal. Ele me parece querer lutar contra essa coisa que á em sua imaginação mas ao mesmo tempo não consegue e já cansou de tentar e simplesmente a deixa governar agora. Mas eu não irei deixar essa “bruxa” acabar com aquele lindo rapaz.

Notas finais
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