Um Amor Proibido em Hogwarts.

18 Medos e desafios de Scorpius e Rose.


Notas iniciais
Desculpa a demora gente!!!
Espero que gostem!
Boa leitura!!

Rose narrando:

Todos nós temos nossos medos, não importa se formos um psicopata, ou um emo, nossos medos sempre que tiverem uma oportunidade irão nos assombrar. Todos nós enfrentaríamos o nosso medo um dia, e os manteríamos acalmado. Mas termos que enfrentar nossos maiores medos em uma prova, com feitiços avançados, onde com certeza os mais velhos teriam vantagem, era algo que nem eu, e nem ninguém de nós esperava.

Eu acordei ainda de mãos dadas com Scorp, sentindo um embrulho no estômago, e um friozinho na barriga, que eram ruins e ao mesmo tempo bons.

Assim que eu acordei todos começaram a levantar, ainda era cedo, a prova seria só as seis horas da manhã, e ainda eram cinco horas. Por isso eu e Sophi, acordamos vagarosamente, e fomos tomar um banho, não demoramos muito.

Colocamos os uniformes, e saímos do banheiro, eu estava com uma maquiagem clara, e meu cabelo estava amarrado, eu não sabia o que eu iria enfrentar, e de certa forma, era daquele jeito que eu conseguia pensar. Sophi estava com o cabelo amarrado, e estava feliz, e ao mesmo tempo nervosa se é que isso era possível. Acho que ter ficado com o meu primo tinha a feito ficar feliz. Al estava no mesmo clima que Sophi, e Scorp, estava nervoso, e estava bagunçando o cabelo, a sua gravata estava fechada, com um nó mal feito, e a varinha estava em uma das mãos. Ele sorriu assim que me viu.

-Vamos indo, até chegarmos lá, já dá o horário – comentou Al, abrindo a porta pra Sophia passar, eu suspirei e os segui. Scorp fechou a porta da sala precisa, e me abraçou, passando um dos braços pela minha cintura, e me deixando com a sensação de estar segura.

Fomos em completo silêncio até o Salão Principal, onde estavam as mesas, fomos os segundos a chegar, os da Corvinal, estavam sentados, nos bancos, e pareciam estar em um silêncio, tão grande quanto o nosso. Assim que chegamos, eu fui até a mesa da grifinória, subi em cima dela, e sentei, na mesa. Scorp, sentou do meu lado, meio que me aninhando em seus braços, Sophi e Al, ficaram um pouco mais afastados, nos bancos, eles estavam de mãos dadas.

-Vai dar tudo certo – eu murmurei olhando pra Scorp, que sorriu e suspirou. Olhou pra porta do salão onde os Lufanos, e os Sonserinos, tinham acabado de chegar.

-Espero que sim Rose, estamos juntos nessa – ele murmurou em resposta, e eu suspirei, pegando minha varinha, começando a brincar com elas entre meus dedos. Eu notei que tinham meio que arquibancadas, nas janelas. Uma pra cada casa, poder ver o que iria acontecer ali. Eu passei a mão no rosto, e senti vontade de socar alguma coisa, eu estava nervosa.

Assim que todos estavam nas suas mesas, a diretora Minerva, apareceu na porta, com um sorriso no rosto. O porque ela estava sorrindo eu não sabia, mas eu não consegui sorrir em resposta, simplesmente estava muito nervosa pra pensar em sorrir.

-Muito bem, vejo que todos estão aqui – ela falou assumindo um ar mais sério, e parando de sorrir, dezesseis pessoas te encarando como se quisessem sair correndo chamando pela mãe. Quer dizer, todos menos o Scorp, ele parecia tranquilo – O que vocês vão enfrentar, não é só um simples bicho papão, e sim um bicho papão Sueco – só pra informar, essa nova espécie foi descoberta, há uns vinte anos atrás, e não é bem um animal, é uma magia que saiu fora do controle, ela te leva pra situação onde você terá medo, e normalmente pode te matar, se você não conseguir vencê-la. Eu suspirei, nós tínhamos estudado esse feitiço, ou bicho, era definido como Bicho Papão Sueco, pelo motivo que ele era parecido como bicho papão, mas era um feitiço.

-Certo, mas isso não é um pouco perigoso demais? – comentou uma lufana olhando um pouco nervosa pra nossa diretora, que deu ombros, e apontou pros professores.

-Somos todos especializados em situações de perigo, nada acontecerá a vocês, pelo menos nada letal, ou permanente falou a diretora, em um tom tranquilizador pra uns, mas pra mim, soou com algo perigoso – Vocês serão julgados, pelos diretores de cada Casa, por mim, e pelo professor Collet, que estará representando os Aurores. A partir do momento que começar a prova, apenas o grupo das casas estará junto, será como se vocês estivessem em outro lugar. O objetivo de vocês, é apanhar um pomo de prata, que estava fechado em um lugar, assim que vocês os pegarem, a magia cessará, e vocês estarão de volta aqui – falou a diretora, e suspirou – Vou fechar a porta agora, boa sorte alunos. Que vença o melhor! – falando isso a diretora McGonagall simplesmente, fechou a porta, eu senti que uma névoa negra encobriu toda a mesa da Grifinória. Eu apertei minha varinha nas mãos, e a empunhei.

Scorp, engoliu em seco, e empunhou a varinha. Nós estávamos em um lugar diferente, quer dizer, parecia ser um lugar diferente. Parecia ser uma grande mansão. E foi aí que eu entendi, era a casa do Scorp.

-Eu fui o primeiro – ele sussurrou meio que pra si mesmo do que pra nós, eu o olhei um pouco preocupada, eu conhecia o Scorp, aquele lugar deveria ser tipo um “inferno” pra ele.

Foi quando ouvimos gritos, era uma mulher gritando, era num quarto do fim do corredor, eu senti Scorp ficar tenso, nós nos aproximamos. Somos curiosos. E então eu vi, Astoria, estava gritando com Scorp, ele tinha acabado de chegar do seu segundo ano, como campeão de quadribol pela Grifinória.

-VOCÊ É UMA VERGONHA PRA NOSSA FAMILÍA, NÃO SEI COMO AINDA MORA CONOSCO, SEU PAI É MUITO BOM, POR MIM, VOCÊ DEVERIA MORAR JUNTO COM OS LIXO DOS WEALSEY, A SUA NAMORADINHA NÃO É UMA DELES? – eu vi que a versão do Scorp mais novo, estava tentando manter a expressão fria, com certeza segurava o choro, mas continuava impassível.

-A casa dela, deve ser melhor que aqui. Rose Weasley é nobre, diferente da senhora – o Scorp mais jovem falou, e eu vi Astoria empunhar a varinha, e lançar um feitiço em Scorp.

-Crucio – ela gritou, com toda raiva que uma mulher podia ter, e eu vi o Scorp, sendo erguido no ar, e segurando pra não berrar, obviamente não conseguindo, ele era só uma criança... Assim que Scorp, caiu no chão, Astoria foi até ele e o puxou pela orelha – Atrevimento é uma coisa que não suporto e você sabe disso. Se quiser comida, vá preparar, está proibido de chegar perto de qualquer um da casa durante essas férias – ela falou com uma frieza, e como se estivesse falando com lixo. Astoria largou a versão mais nova de Scorp no chão, virou as costas e saiu, sem olhar pra trás.

O Scorp de verdade, olhava a cena, mordendo os lábios. E o Scorp da visão, estava ainda no chão, abraçando as pernas, tentando conter o choro, quando Nyx, sim a minha coruja entrou, com uma carta minha na mão. O Scorp da lembrança, e o Scorp que estava do meu lado, sorriram. O mesmo sorriso que eu amava em Scorp desde que eu o conhecia.

O Scorp da lembrança riu lendo a minha carta, e pegou um pergaminho pra responder, ele cuidou de Nyx, que estava se comportando bem na casa dele. Juro, ele tinha que me ensinar a controlar a minha coruja.

-Hey Nyx, ás coisas lá vão bem, né? Deve ser legal, ter uma família assim... – ele falou com o olhar meio vago, e depois voltou a sorrir pra minha coruja, entregando a carta de resposta pra ela – Leve pra Rose, certo? – ele falou com Nyx que piou, quase que sorrindo pra Scorp, ela era uma coruja, e só por isso não sorriu – Você é uma ótima coruja – Nyx piou feliz, e ela saiu pela janela. Scorp parou de sorrir, e foi até a janela, eu percebi que uma lágrima desceu pelo rosto dele. Eu olhei pro verdadeiro Scorp, que olhava tudo um pouco frio.

-Scorp... – eu murmurei olhando pra ele, que desviou o olhar, e suspirou. Logo depois, que essa imagem desapareceu, eu sabia o que vinha, esse era o medo de Scorp, ele temia a mãe, ou não? Bem, foi aí que eu vi, ele entrando no quarto, e eu entrando atrás, berrando com Scorp.

-VOCÊ É TÃO RUIM QUANTO QUALQUER OUTRO MALFOY, NÃO SEI COMO VOCÊ É UM GRIFINÓRIO – essa versão de mim parecia muito maléfica, e eu sabia o que aquilo significava, Scorp tinha medo de perder a minha amizade. A versão do Scorp, desapareceu, e essa versão minha olhava, pro Scorp, com os olhos gélidos, de um jeito que eu nunca conseguiria ter.

-Rose... – ele murmurou, parecendo ignorar, eu que estava o olhando preocupada, eu vi a expressão de Scorp ficar triste, e eu me senti mal.

-NÃO VENHA COM ROSE, MALFOY – ela, porque não podia ser eu aquela garota – EU TE ODEIO, NÃO SEI COMO UM DIA EU PUDE TER SIDO SUA AMIGA, OU TER ACREDITADO EM VOCÊ – Scorp olhou praquela versão vaca minha, e suspirou, olhando pra baixo.

-Eu gosto de você Rose – ele murmurou, e meu coração pareceu que ia explodir – Eu te...

-DANE-SE – falou aquela versão vaca de mim, não deixando que Scorp terminasse de falar, eu não aguentava ficar olhando, eu puxei o braço de Scorp, e o fiz olhar pra mim.

-Scorpius Hyperion Malfoy, eu nunca, em sã consciência falaria essas merdas pra você, e você sabe disso – eu falei o olhando, e Scorp pareceu acordar, sorrindo pra mim e me abraçando, depois virou pra minha versão vaca, do lado dela estava Astoria Malfoy.

-VOCÊ NÃO PODE SER MEU FILHO, É UM COVARDE – gritou Astoria, Scorp, olhou pra ela, e depois pra minha versão vaca.

-Eu não sou um covarde, eu sou um leão, eu sou um Grifinório, e que se foda se eu sou um Grifinório, ou um Malfoy, eu sou Scorpius, o batedor da Grifinória, o melhor amigo de Albus Potter, Rose Weasley e Sophie Gold – ele falou e olhou pra Astoria, a minha versão vaca, havia desaparecido. Astoria olhou pra nós malignamente, e então, essa versão demoníaca dela se transformou em um dementador.

-Não me diga que você tem medo de dementador – murmurou Sophie olhando pra Scorp, que deu ombros, e meio que sorriu.

-Não é isso, é que eu sempre comparei minha mãe a um dementador, ela sempre rouba a minha felicidade – eu podia esganar o Scorp, acontecesse, que estavam vindo mais dementadores. E eles eram bem reais, quer dizer, sabe aquela sensação de dor, e de que nada nunca vai melhorar, então, era essa que estava no ar.

-Droga – murmurou Scorp, dando um passo pra trás, que droga mesmo, Albus estava branco, Sophie pálida. Eu não sabia como eu estava, mas não era bem, isso eu posso dizer.

Só que algo na minha cabeça gritava que eu precisava fazer alguma coisa, e foi aí que eu suspirei, e pensei nas melhor coisas que havia acontecido na minha vida, em todo o amor, e em meus amigos.

-Expecto Patronum – eu praticamente berrei, e vi que no mesmo momento em que o meu leão saia da minha varinha, o leão de Scorp saia da dele. Eu sei, nós tínhamos o mesmo patrono, aprendemos junto esse feitiço. O patrono do Al era um pegáso, do James um cachorro, e o da Lilly uma lebre. Tio Harry que havia nos ensinado a conjurar um patrono, e eu e Al, ensinamos o Scorp.

Os dementadores, foram repelidos, eles desapareceram, e então, a casa começou a desabar em cima de nós, e eu entendi, havíamos passado aquela fase. Tínhamos mais três daquelas coisas pra enfrentar.

-Vem, Rose – eu ouvi Scorp gritar de uma janela. Al e Sophie tinham acabado de se jogar dali, e Scorp estava me esperando. Eu tinha ficado estática, como se algo me prendesse ali. Scorp suspirou e me pegou no colo, sentindo que eu estava com medo – Eu estou aqui minha rosa – ele murmurou, e nós dois pulamos da casa dos Malfoy, pra algum outro lugar. Eu sabia qual era o lugar, era a vez do meu medo.

Seja o que Morgana e Merlin quiserem – eu pensei, apertando a minha varinha, e sentindo minhas pernas fraquejarem, e meu coração começar a bater que nem um louco.

Scorpius narrando:

A minha prova foi horrível, quer dizer, a pior lembrança da minha mãe, era a que ela me jogou aquela maldição, sem contar que eu quase acreditei que Rose estava berrando comigo, até ela me acordar do meu transe, que era tipo “ Ela me odeia, e eu a amo”, e eu ver em seus olhos, que eu estava errado, ela não me odiava, ela me amava.

Aí rolou tudo com os dementadores, e eu pude ver o meu patrono, e o patrono da Rose, espantando aqueles malditos, os dois trabalhavam juntos, eram leões. Eu sei que era estranho os nossos patronos terem formas diferentes, mas eu gostava disso.

Assim que eu pulei com Rose nos braços, da minha casa, nós caímos em um cemitério, onde eu pude ver Rose perder a cor. Era o medo dela. Lá estava ela, um pouco mais velha com rosas no braço, ela estava segurando uma menina loira, com alguns tons de castanho pela mão, e as duas choravam, eu fui ver o que elas estavam olhando.

Era o meu túmulo, o túmulo de Al, e o túmulo de Sophie. Rose deixou rosas em meu túmulo, e lírios no túmulo de Al, e Sophie, a menina, era filha deles, e eu pude ver uma aliança no dedo de Rose.

-Você deveria esquece-lo – eu ouvi Daniel Hauck falar se aproximando de Rose, que empunhou a varinha e apontou pra ele – Ele não te amava Rose, nunca te amou.

-Não importa mais, ele está morto, assim como meus melhores amigos estão, e nada Daniel, nada mesmo pode mudar isso – ela murmurou em resposta, pegou amenina nos braços, e saiu dali.

Então a imagem mudou, estávamos no mesmo cemitério, eu e Rose. Estávamos em um funeral, só que eu a encarava com arrogância, e Al também. Assim que o funeral acabou, todos saíram, sobrando só eu e Rose.

-Esqueça Weasley – eu ouvi a minha réplica falando – Eu não te amo, e não quero você perto de mim, você fede – eu falei, e eu vi a Rose, do meu lado ficar vermelha, o meu eu do mal, estava olhando diretamente pra ela.

-E você é orgulhoso – ela murmurou em resposta, mesmo com medo Rose continuava respondendo as pessoas. Ela olhou aquele Scorp com medo, e então, os pais de Rose chegaram.

-Sinceramente Rose, um Malfoy? Viu, o que foi se apaixonar por ele, agora está aí, sofrendo por causa desse arrogante – falou o Sr Weasley roxo de raiva, e a Sra Weasley concordava com o marido.

E foi aí que Rose fez uma coisa inesperada, ela empunhou a varinha, e apontou primeiro pra minha réplica e depois pros pais

-Primeiro, Sr bicho papão Sueco, pra imitar meus pais, ou os meus medos, você precisa de mais coisas. Eles nunca falariam isso, minha mãe é sensata demais pra falar essas coisas – Rose sorriu malignamente, eu estava com medo dela, sério, ela sempre sabia o que fazer, quando a adrenalina dela subia — Riddikulus – Rose berrou, acho que ela considerou os carinhas como bichos papões, o pior é que deu certo. Só que sinceramente, eu preferia que ela não tivesse feito isso. As réplicas malvadas, partiram pra cima de Rose, invés de contra todos nós, e feitiços começaram a serem trocados. Rose estava lutando contra os três, que estavam muito engraçados, quer dizer, eu estava com o cabelo cumprido, e maquiagem, a mãe de Rose, estava careca, e o pai, estava com a cabeça em forma de pimenta.

-Eu não tenho medo – eu ouvi Rose berrar, meus amigos estão aqui, ela berrou – Eles não podem entrar na briga – o que era verdade, eu tinha tentando entrar, mas uma barreira estava nos separada – Mas se pudessem, me ajudavam a chutar a sua enorme bunda seu bicho papão de meia tigela – ela berrou isso, com raiva, arrogância, impertinência, e como se falasse isso todo dia, como se aquilo não fosse nada, e foi aí que o cenário de Rose desapareceu. E ela suspirou aliviada. Acho que o que mais a assustou foi a visão dela sozinha, sem nós por perto, porque estávamos mortos, em qualquer outra situação ela poderia mudar as coisas, mas nessa, não, ela não poderia.

-Rose, você está bem? – eu perguntei a olhando, enquanto víamos um campo de quadribol se formar, ela me olhou, ainda um pouco pálida e assentiu.

-Mais ou menos, e você? – ela respondeu, e depois da pergunta me olhou preocupada. De certa forma, eu estava triste, e de certa forma feliz, eu sabia que já não tinha medo.

-Bem melhor – eu respondi, e então, nós quatro demos um passo a frente, era o medo da Sophie, ela estava completamente branca, e Al a abraçava.

Seja o que Merlin quiser! – eu pensei suspirando, empunhando minha varinha e levantando as mangas da minha veste.

Notas finais
A primeira prova ainda não acabou, o que será que vai acontecer, eles vão encontrar o pomo de prata? -kkk
E aí, gostaram, odiaram?
espero que tenham gostado!! Quero Reviews!!!
beijoos ;*