Um Amor Por Contrato
6 1+1=3?
Notas iniciais
— A quanto tempo você está me encarando? – me pergunta o Maluma.
— Não sei ...
— Enquanto você estava me olhando você pensava em que?
— Em você!
— De forma boa ou ruim?
— Eu apenas pensava em ti
— Acho que isso é uma forma boa – soltamos leves risadas. Isso está sendo tão novo pra mim. Meus outros dois namoros nunca tiveram esses sentimentos que estou tendo agora. Não que a gente já esteja namorando, mas eu sinto um sentimento maior e mais forte.
— Então, preciso repetir aquela pergunta de ontem novamente para obter a resposta? – droga, aquela pergunta.
— “para obter aquela resposta” – imito ele pra descontrair um pouco – o Senhor vai fazer uma redação oral?
— Eu preferiria fazer outra coisa oral ... – eita!
— Eike delicia— rimos juntos, parecendo um ... Casal?
— Então, Rafa ... – ele não quer perguntar novamente, só quer a resposta.
— Não sei, Juan!
— Nos momentos importantes você só sabe responder “não sei”?
— Não sei – dou uma leve risada – Aí ... É que ainda estou meio confuso.
— Eu sei ... Não é nada fácil ter que encarar isso. Mas eu preciso muito ouvir isso de ti.
— O que você acha de a gente esperar o tempo fluir pra eu poder te dizer alguma coisa?
Ele parece pensar sobre a ideia. Ele não estava olhando em meus olhos enquanto pensava mas agora me encara e, de repente, me presenteia com aquele maravilhoso sorriso dele.
— Tudo bem, Rafa! Vamos esperar o tempo dizer por ti – ainda estamos na mesma posição em que dormimos: um de frete para o outro com nossas pernas entrelaçadas e ele se aproxima mais de mim e me dá um leve selinho. Depois começa a me encara com um leve sorriso no rosto ... Ou nos olhos. Será que é esse Juan que eu gostaria de ter? Será que terei ele?
— Vamos fazer o que de agora em diante? – me questiona ele.
— Bom, vamos trazer logo pra real: vamos estar, praticamente, namorando. Mas, creio eu, que não será um namoro normal ...
— Você trabalha muito com o real, né? – ele comenta e eu dou uma risadinha.
— Sim, gosto de trabalhar com o exato ... – alguém bate na porta.
— Está esperando alguém? – pergunta o Maluma meio preocupado.
— Não! – me levanto para ver quem é, deve ser a Fernanda – Quem é? – questiono mas não obtenho resposta. Decidi abrir logo para ver quem é.
— Como vai o meu brasileiro preferido? – ele já chega me empurrando para dentro do quarto e me dando beijos no pescoço – eu estava com sauda... Maluma?
— Enrique Iglesias?
— Meu Deus! – Meu Deus, o que é isso? Como que esse ser humano me achou?
— O que ele está fazendo aqui, deitado em sua cama? – Posso estar errado mas senti uma pontinha de ciúmes por parte do Enrique. Anyway, eu to completamente ferrado.
— E o que você faz aqui? – questiona o Maluma que logo se levanta da cama ficando em pé de frente pro Enrique. Eu estou ao lado direito do Iglesias.
— Certo ... Hã ... – Beyoncé, me ajuda! Não sei o que fazer.
— Então, não vai dizer nada, Rafa? – me questiona o Maluma.
— Okay, vocês estão juntos?
— Não/Sim – eu digo “não” e o Juan diz “sim”.
— Sim/Não – dessa vez eu digo “sim” e o Maluma “não” e nos encaramos sem saber o que responder.
— Sim ou não, gente? – Enrique parece meio perdido.
— Sim, estamos juntos! – decido deixar logo as coisas claras. Não sei se é o certo ...
— Ah ... Você e o Maluma ... Interessante.
— Vem cá, você dois ... – Maluma aponta para mim e para o Iglesias, perguntando se temos algo ou se tivemos.
— Sim – respondo para Maluma, já esperando um ataque de ciúmes. Acho que não vamos dar certo ...
— Hum ... Interessante também. Estou muito surpreso porque você passa uma imagem de machão ... – Maluma aponta para o Enrique — Mas a vida é uma caixinha de surpresas.
— Bom, você também não fica fora disso, num é mesmo?
— As madames vão começar a trocar tiros de venenos? Porque se for vou me sentar para não cansar minhas perninhas maravilhosas – não to afim de ver notícias nos sites de fofocas dizendo “Maluma e Enrique Iglesias brigam por Rafael ... Seria o “Dona Flor e Seus 2 Maridos” do século XXI?”.
— Bom, acho que não sou mais bem-vindo em sua vida, né Rafa?!
— Não ... Calma aí, não precisa fazer isso também.
— Como é, Rafael? – Aí meu Deus, fiz merda.
— Não é isso, Juan. É que ... – o Enrique me interrompe.
— É que eu balanço a vida das pessoas, sabe. Típico de mim. E, talvez, ele vá sentir falta se eu deixar ele.
— Não exagera, fofo! Tu não é a pica que matou Cazuza, não!
— Quem é Cazuza? – Maluma parece estar com um pouco mais de raiva agora.
— Nada, é só uma piadinha brasileira. Bom, de qualquer forma, isso encerra aqui. Eu vou tomar café, se vocês dois quiserem podem ficar por aqui. Eu vou descer porque to morrendo de fome.
— Nossa noite foi tão boa que ele está morrendo de fome. Realmente, você não é a pica que matou ... Como é o nome? – O ego masculino é uma droga.
— Aí, Maluma, me poupe. Nem transamos.
— Opa! – Enrique amou essa.
— E seu negócio nem é tão grande assim, Iglesias – matei dois coelhos com uma cajadada só. Maluma também se diverte com ela mas agora eu só tenho vontade de fingir que esse problema não está surgindo – Bom, tchauzinho para as mocinhas aí – Calço meu tênis, coloco meus óculos, me retiro do quarto e seja o que Beyoncé quiser! Amém!
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