Um Amor Para Recordar

41 Capítulo 16 — Ela voltou


Notas iniciais
Hey! Como vai vocês? Bem? Espero que sim. Capitulo pequeno, eu sei, e vai ser dramático além do limite. Aceito tapas. Eu sei que a fanfic ta dramática demais, mas eu não consigo evitar. E eu nem sei ser engraçada, então... Olha... Não esperem isso. Alias, ninguém nunca disse que ria dos meus capítulos, então eu cheguei a conclusão que não sou engraçada. É isso ai. E não, isso não foi uma indireta para vocês dizerem que eu sou engraçada. Mas eu aposto que ninguém pensou isso. Ok, aproveitem o capítulo e obrigada todos que nunca me abandonaram já que eu não sou nem um pouco engraçada, mas eu tento.

Perseus

A vida é algo engraçado, sério.

Eu estava na casa de meu pai, sentado a mesa. Ele estava no lugar do anfitrião e me dissera que sua nova namorada estava chegando e ela se sentaria ali ao seu lado. E ela sentou 5 minutos depois, junto com sua cabeleira ruiva, seus olhos verdes e seu sorriso que diz “eu sou uma garota inofensiva, me proteja deste mundo malvado”.

O caviar, ou qualquer seja a merda que eu comia, entalou na garganta.

— Rachel?!

— Percy!

— Vocês já se conhecem?

— Eu a namorei!

Momento de surpresa.

— Você não me contou isso querida — Poseidon falou.

— Pe... É uma parte do meu passado que eu não gosto de lembrar. Antes de eu me converter ao budismo.

— Você esta de brincadeira? — indaguei — Pai! Você não pode namorar com ela!

— Percy! Respeite-a — ele repreendeu-me — Afinal, ela passará a ser uma espécie de mãe para você agora.

— Alias Percy — Rach suspirou — Sinto muito pela sua perda. Buda deve ter orado muito pela sua mãe e a guiado...

— Ela era uma católica fervorosa.

— O senhor é para todos.

Apoiei minha cabeça em minhas mãos.

— Como isso aconteceu? Expliquem-me! — pedi.

Papai sorriu.

— Nós nos conhecemos quando Rach derrubou molho de salada em mim.

— Eu sou aeromoça — a ruiva declarou.

Papai esticou a mão sobre a mesa e segurou a mão de Rachel.

— Eu estava implorando por amendoim e ela estava tão atarefada. Mas... Quando eu a vi...

Ele não soube continuar.

— Seu pai não parou mais de pedir coisas. Depois do quinto amendoim que ele jogava na bolsa — achando que eu não percebia — sem comer e já ia pedindo mais, eu coloquei meu telefone entre eles.

Ela sorriu e os dois trocaram um rápido beijo.

— Desculpe, eu não posso.

Levantei-me da mesa abruptamente e corri para fora da casa. Ouvi o salto de um par de botas vindo atrás de mim.

Virei-me e fui estapeado.

— Qual é o seu problema? — ela gritou.

Fiquei indignado.

— Eu que lhe pergunto isso.

— O meu problema Percy? O meu problema é que eu realmente amo aquele homem!

— Ele é meu pai! Ele é 17 anos mais velhos que você!

— E de que isso importa? — Rachel retrucou — Eu o amo! E 16, 20 anos a mais não vão mudar nada.

— Ah podem mudar muita coisa sim!

Ela riu.

— O que foi?

— Você e Annabeth ficaram 12 anos sem se ver! E alguma coisa mudou?

— São casos diferentes! Situações diferentes!

— Não Percy! Não são! — ela exclamou — É amor! É a mesma coisa! São duas relações motivadas por amor!

Eu fiquei sem resposta.

— Quando tínhamos 16 anos, chegou um dia em que eu aceitei que você e Annabeth se amavam, eu decidi deixar vocês serem felizes juntos porque era amor de verdade e tentar ficar com você não levaria a nada. Então eu aceitei. Mas era tarde demais porque ela estava se mudando para New York. E eu fiquei triste por você. Percy... Não quero que isso aconteça comigo e com seu pai... — ela hesitou, estava chorando — Eu aceitei quando era tarde demais e foi horrível, não faça isso também. Não viva isso.

Levei a mão à cabeça.

— Ok... Eu sinto muito.

— Não sinta.

Rachel se aproximou e me abraçou.

Se mais coisas inesperadas acontecessem essa noite, eu teria um ataque.

— Certo... Certo! Solta!

Ela me largou.

— Muitas felicidades a você, Annabeth e o bebe.

— Como você... ?

— Seu pai me conta tudo.

— Claro, claro.

Papai apareceu na porta.

— Se resolveram?

— Não tinha nada a se resolver — Rachel pronunciou-se — Sempre estivemos bem. Ele apenas ficou confuso.

Os dois se beijaram.

— É impossível negar o amor — sussurrei e voltei com eles à mesa de jantar.

***

Espirrei o perfume em meu corpo e espirrei.

— Bleh, isso é horrível.

— É Calvin Klein! — Chris replicou.

— Cadê o meu 212 Men?

— Não sei, procure no lugar reservado para perfumes ruins que só tem um comercial legal. — ele retrucou.

— Só não quero usar um perfume que também é uma marca de cuecas.

Ele me jogou o outro frasco.

— Ah bem melhor.

— Porque esta passando perfume? Vocês só vão conversar.

— Isso não significa que não posso ficar apresentável.

— Já pensou em pedi-la em namoro?

— Não, não mesmo. Porque eu a pediria em namoro? — indaguei.

Chris me encarou estupefato.

— Ah sei lá... Você engravidou a menina.

— Isso ainda não foi confirmado OK?

Coloquei a minha camiseta e fui colocar meus sapatos.

Annabeth estava para chegar, hoje finalmente íamos ter a nossa conversa. Eu estava ansioso demais, naquele dia íamos discutir tudo em relação ao nosso futuro e da nossa criança, e eu não sabia como pedir a ela para tirar aquele filho.

Sim, eu ia pedir isso. Depois do sonho macabro que tive, não queria entregar esse tipo de futuro para uma criança. Eu conversara com meu pai sobre isso, porque eu quase tivera uma infância parecida com aquela e ele me confidenciou que foi por isso que minha mãe mentiu sobre eu ser seu filho, porque ela não queria fotógrafos me perseguindo enquanto eu devia estar brincando na rua igual a qualquer criança normal.

Meu pai dissera que era uma decisão para ser tomada por duas pessoas e se Annie não a aceitasse, eu não podia fazer nada. Porque aquele filho também era dela. Mas não iria custar nada tentar persuadi-la.

Podem me considerar uma pessoal horrível, mas eu torcia para que o resultado fosse negativo.

Eu preferia que fosse um resultado negativo a ter que pedi-la para tirar a criança.

— Eu vou indo — Chris anunciou — Terminamos a musica amanha. Ou melhor, começamos ela amanha.

Chris viera aqui especialmente para fazermos a musica e tudo que ele fez foi me assistir enquanto me arrumava para Annabeth.

— Me desculpe cara, sério — pedi — Mas amanha eu te prometo que iremos fazer essa musica.

— Assim eu espero — ele abriu a porta, antes de sair, virou-se — Boa sorte.

— Parece até que vou para a guerra.

— Pode até não ser a guerra, mas é quase isso.

Ele se retirou antes que eu pudesse responder, e poucos minutos depois a campainha tocoue eu fui correndo abrir.

Encontrei-a ali, curvada como se precisasse de cuidados, com o mesmo rabo de cavalo de quando tinha 16 anos. Mesmo assim, sorriu para mim e me abraçou.

— Olá — ela sussurrou no meu ouvido.

— Oi.

Ela se afastou.

— Er... Entra — convidei-a e a conduzi até o sofá da minha minúscula sala de estar. Sentei-me com ela e peguei sua mão — Você me disse que os resultados do exame iam sair esses dias. Você já os viu?

Ela hesitou por um tempo, que considerei mais do que o necessário.

— Na verdade, sim... Mas... Eu vou precisar refazer.

— Por quê?

— Parece que a maquina estava com problemas e estava dando resultados errados. — ela explicou, gaguejando.

— Mas qual foi o resultado? — perguntei, sem conseguir esconder minha apreensão.

— N-ne-negativo — Annabeth balbuciou.

Não consegui controlar e minha mente começou a formular varias probabilidades como “a maquina pode não ter errado”. Consegui segurar o sorriso.

— Eu sei que pode estar certo — Annabeth declarou — Mas... Percy, eu sinto que há algo aqui — ela pegou minha mão e pousou sobre sua barriga — É praticamente certeza... Eu só preciso da confirmação.

Eu soube que ela estava escondendo algo de mim, eu a conhecia bem demais.

— Se você estiver gravida, se você quiser... Casamo-nos.

Ela sorriu.

— Não Percy. Não quero que se case comigo só por causa desse bebe. Eu acho que não teria problema se criássemos ele em dois lares, você sabe... É só se preparar.

— Não vou me casar só por causa do bebe.

Ela arqueou a sobrancelha, incrédula.

— O que?

— Annabeth, eu cheguei a uma conclusão.

— Qual conclusão? — perguntou.

— Quando nós éramos adolescentes, nos amávamos tanto e eu tinha certeza que um dia nos casaríamos, e então agora nós nos reencontramos e você, provavelmente, esta gravida... — hesitei — Eu acho que você é a mulher para mim.

Annabeth sorriu e então começou a rir.

— O que foi? Eu estou sendo um idiota não é? Ah eu sinto muito.

— Não Percy, nada disso — ela disse, parando de rir — Eu que me desculpo. É só que... Bem, é tão inesperado e... E eu concordo. Eu também acho... Acho que você é o homem para mim — ela riu.

Eu mal conseguia parar de sorrir, a puxei para mim e a beijei. Ah, era tão bom finalmente poder fazer aquilo sem o medo.

O celular dela começou a tocar e eu quis esmaga-lo entre meus dedos, mas ela apenas sorriu, pediu licença e foi atendê-lo.

Após alguns minutos, Annie voltou para a sala.

— E então?

— Eu sinto muito, eu preciso ir trabalhar.

Assenti decepcionado.

Ela veio até mim e levantou meu rosto.

— Eu juro que volto ok?

— Ok.

Beijei-a e depois a acompanhei até o saguão.

— Você não quer que eu te leve?

— Não precisa Percy, eu vou de ônibus.

Levantei as mãos em sinal de rendição e esperei com ela o ônibus chegar. Ele virou a rua e parou poucos minutos depois. Annabeth me beijou e subiu para o ônibus. Ao chegar no cruzamento, ela se virou e acenou para mim. Lembrei-me que naquela manha, quase batera o carro ao passar por ali porque havia problema no semáforo.

Ela estava acenando para mim ainda e eu levantei o braço, quando seu olhar foi tomado por puro terror e eu vi o grande caminhão pipa ir de encontro ao ônibus onde Annie estava. O barulho de seus pneus abafou o meu grito e o de Annabeth também, e o ônibus foi esmagado. E ela junto.

Notas finais
Eu nem vou dizer muito, apenas comentem, Alias, aceito recomendações, mas sempre lembrem-se que fico muito satisfeita com comentários. Beijooooos na testa!