Um Amor Para Recordar
28 Capítulo 4 — As artimanhas do destino
Notas iniciais
Se eu dizer pra voces o motivo de ter enrolado até agora pra postar esse capitulo eu acho que metade vai deixar de ler a fanfic pensando "essa escritora é doida". Ou talvez não, sei la.
Certo, o motivo é: eu não estava me sentindo boa o suficiente para ter uma fanfic. Sabe qual o sentido disso? Se voce pensou que isso não faz sentido voce esta certa. Porque não faz mesmo.
O fator x é que eu estava me sentindo uma merda, porque eu não conseguia terminar de ler A marca de Atena, eu estava uma verdadeira lerda pra ler até legenda de filme, MAS eu comecei a ler "a solidão dos numeros primos" e eu to muito orgulhosa de mim mesma porque, tecnicamente, EU VOLTEI A ATIVA!
E também porque eu to virando uma baleia orca, já que fiquei enrolando por DUAS semanas pra comrpar uma lapiseira nova e inves de comprar a lapiseira, já que eu odeio escrever de lapis, comprei chocolate na saida da escola. E tem varios outros motivos que eu não vou ficar falando aqui, porque aposto que metade já pulou pra ler o capitulo.
Boa leitura!
Annabeth
Existe cerca de 313,9 milhões de pessoas nos EUA. 8 175 133 dessas pessoas moram em Nova York. E adivinha na casa de quem eu passo a noite? Sim, na do meu ex-namorado.
Destino devo mencionar que te odeio?
Eu deveria estar feliz por reencontrar Percy, mas... O que eu fiz foi errado. Sim, foi. Eu fui uma grande egoísta e ele me perdoara tão facilmente! Como se a situação não pudesse piorar.
— Annabeth Chase! — ouvi-o chamar-me atrás de mim.
Claro, a situação sempre piora.
Virei-me lentamente e sorri.
— Sim?
— Er... Provavelmente vou me arrepender, mas... Deseja sair comigo hoje? — ele convidou e um longo silencio planou no ar — Isso é um não?
— Ãn? Não! Claro que não! Quer dizer... Sim, sim eu aceito — gaguejei.
Percy sorriu.
— Ótimo, eu posso... Pegar-te às 6h30min?
— Pode ser 7h? — sugeri — É que... As 6h eu estou saindo do ensaio.
— Ah, claro.
Passei meu endereço e numero para Percy. Dei um sorriso amarelo e acenei indo embora. Desci as escadas correndo e ao sair do prédio fui premiada por uma brisa gelada. Como eu amo a brisa gelada de Nova York. Segui meu caminho e fui observando a Rua de Percy. Ele morava na área VIP da cidade. Os melhores apartamentos, a melhor vizinhança. Tudo ali era melhor.
Percy com certeza fizera muito sucesso.
E eu estava feliz por ele. Estava mesmo. Só me culpava por não ter feito parte disso.
Não pense que estou sendo gananciosa. Não me importo com o dinheiro. Eu também não estou muito longe de Percy no quesito classe social. Apenas me culpo, porque agora percebo que eu deveria ter voltado, eu deveria ter ficado do lado de Percy. Eu teria terminado minha adolescência de uma maneira bem mais... Legal.
Balancei a cabeça afastando as lembranças. Não era bom ficar pensando naquilo. Tudo havia acabado.
Repeti o pensamento varias vezes na mente e continuei meu caminho. Cheguei ao meu prédio e cumprimentei o porteiro, entrei no elevador e respirei melhor. No segundo andar um garoto entrou no elevador também. Ele era estranhamente familiar...
Olhei para ele de relance e nossos olhares se encontraram. Desviei rapidamente, não podia conhecê-lo.
O elevador abriu no quarto andar e sai com o passo apressado. Na hora de entrar, a chave emperrou. Que dia ótimo. Entrei em casa e joguei-me no sofá.
— Oh, a cinderela chegou — Piper exclamou da cozinha — Deveria voltar à meia noite não?
— Calada — reclamei.
— Então, ele é bom? — ela indagou entrando na sala e sentando-se de frente para mim.
— Quem é bom? No que?
— Oras Percy!
Ela sorriu maliciosamente e entendi o sentido da frase.
— Não transamos! Se toca! Eu dormi assim que deitei no sofá. — resmunguei.
Refleti se deveria contar minha historia com Percy para Pipes, mas decidi que era melhor não. Não valeria a pena.
— Eu estou brincando Annie — ela assumiu — Ei, viu o cara novo aqui do prédio?
— Deixe-me adivinhar. Ele é loiro, alto e tem belos olhos?
— Eu não sei, nunca o vi. A garota do andar de baixo, Hazel, que disse que o apartamento 14 foi alugado. — Piper explicou e suspirou. — Chegaram às contas. Já te deram a comissão?
Neguei com a cabeça.
— Hoje tenho um encontro — contei, mais para tentar fugir do assunto de contas do que para contar mesmo.
— Hmmm, deixe-me adivinhar com quem.
— Sim, é com Percy.
Ela sorriu como uma criança que acaba de ganhar um presente.
— Temos que comprar roupas.
— As contas acabaram de chegar e você quer fazer compras? Eu tenho um vestido maravilhoso.
Piper aspirou e expirou.
— Esta bem! Vamos achar esse seu vestido — ela fez aspas — maravilhoso.
Ri e a segui até o quarto.
***
Joguei-me no chão do palco. Estava acabada.
As luzes estavam ligadas e centralizadas em mim. O chão era frio, refrescante. Olhei em volta de mim. Aquele era meu sonho virando realidade. Mal pude conter o sorriso.
— Porque esta sorrindo tanto? — Derek, um dos atores, perguntou-me.
— Nada... Apenas... Estou bem. — murmurei e levantei-me.
Peguei minhas coisas e fui direto para casa tomar um banho. Sai do quarto e coloquei uma roupa qualquer. Olhei no relógio: tinha 40 minutos para me arrumar. Ótimo.
Caminhei até a cozinha e peguei um biscoito de chocolate quando a campainha tocou. Corri para a porta e a abri. Observei a garota na minha frente, ela podia não ser punk, mas ainda era ela.
— Thalia! — gritei e abracei pelo pescoço.
— Annie!
Giramos e entramos no apartamento. Thalia se jogou no meu sofá.
— Belo lugar — ela observou.
— Você só vai falar isso? Não vai perguntar como estou? — questionei-a.
Thalia me encarou.
— Você vai dizer que esta bem, eu já sei disso — ela riu-se — e eu estou bem também. Para que perguntar se a resposta é obvia?
— O.K. Você esta bem, mas... E as novidades? Conte tudo! — exclamei e joguei-me ao seu lado — Você nunca escreveu e nunca ligou.
— Eu sei disso, mas fiquei magoada que você me largou por Nova York.
— Para de ser idiota! Você é minha melhor amiga.
— Ok. Eu sei que fui idiota... Mas eu recompensei isso — ela contou — Fiz medicina. Formei-me como neurocirurgiã e agora sou stripper.
Ri.
— Você esta brincando?
— Qual o problema de ser stripper? — ela exclamou e riu — Sim, estou brincando. Mas... Estou desempregada.
— Por quê? Você tem faculdade e deve ter vários hospitais precisando de...
— Não é essa a questão — Thalia sussurrou — Apenas... Não quero ser médica. Não me sinto mais feliz com isso. E meus pais vão me matar. Tudo bem que vou fazer 30 anos, mas eles vão me matar! Foi muito dinheiro investido nessa faculdade.
Suspirei.
— Fique calma, ainda tem tempo...
— Annie, eu não tenho tempo. Joguei minha vida fora. Foram oito anos fazendo medicina!
— Nova York é um lugar cheio de possibilidades, se você procurar, vai encontrar. — falei calmamente, tentando transparecer força.
— Obrigada Annie — Thalia murmurou — Sabia que ia me deixar melhor.
Sorri e levantei-me. E então me lembrei do que estava fazendo antes.
— Thalia — a chamei — Você se lembra de... Percy Jackson?
— Se eu me lembro de Percy Jackson? Mas é claro que sim! — ela exclamou — O que tem ele?
— Você... Você estava lá depois que eu fui embora. Como ele ficou? — perguntei. Não sei o porquê disso, eu apenas senti a curiosidade de perguntar. E Thalia estava lá. Quem poderia me responder melhor? Talvez Percy. Mas eu tenho certeza que ele mentiria para mim, ele mentiu ao dizer que estava tudo bem. Eu via nos seus olhos.
Thalia pensou um pouco.
— Bem... Ele... Ele ficou mal. — ela mentiu descaradamente.
— Thalia! Diga-me a verdade — repreendi.
— Esta bem! Ele ficou péssimo — ela confessou — uma semana inteira sem ir pra escola e quando voltou ele era o Percy de antes. O Percy pré-Annabeth.
Assenti.
Deveria ter ficado quieta. Teria sido melhor.
— Isso... Isso é terrível — murmurei.
— Ah, como se vocês fossem se rever Annie. Você ia atrás do seu sonho, foi uma aventura adolescente, nunca mais vão se encontrar vão?
— E nós vamos — suspirei — Hoje. Ele me chamou para sair.
Thalia assustou-se.
— Annie... Como?
Contei tudo para ela, enquanto me arrumava claro. Não queria me atrasar.
Quando terminei estava vestida. Usava um vestido roxo num estilo bailarina. Coloquei uma sandália preta de salto alta e fui para a maquiagem. Algo básico claro. Prendi meu cabelo de lado e encarei-me no espelho. Estava bem.
— Esta linda — Thalia disse.
— O que vai fazer essa noite? — perguntei para ela.
— Não sei, posso ficar aqui?
— Mas é claro que pode! — exclamei e ouvi a campainha — É ele. Fique aqui, quero que ele pense que estou sozinha.
— Por quê?
— Não acho uma boa ele saber que você esta aqui. Depois talvez isso faça sentido.
Fui correndo até a porta, respirei fundo e abri. Esperava encontrar um Percy vestindo terno e camisa, mas foi totalmente ao contrario. Ele usava calças jeans no estilo "detonada", uma camisa branca, amassada, e jaqueta.
— Oh! — ele murmurou — Deveria mencionar o lugar em que iriamos.
Fiz uma careta.
— E... Aonde vamos? Talvez até de para eu ir assim — sugeri.
— Vamos jogar paintball. Com certeza não dá.
Suspirei.
— Desculpe-me, eu posso ir trocar de roupa? Arrumo-me rápido! Prometo. — pedi.
Percy sorriu.
— Claro, pode ir. Alias, a culpa é minha, devia ter avisado.
Corri para o meu quarto e ignorei todas as perguntas de Thalia. Coloquei calça e camiseta e tirei um pouco da maquiagem, prendi o cabelo e voltei para a porta.
— Viu? Eu disse que me arrumava rápido.
Percy riu e me estendeu o braço. Segurei-o e tranquei a porta. Descemos de elevador e novamente o garoto loiro entrou. Ele nos viu, ou melhor, viu Percy e assustou-se. Pude perceber que Percy teve a mesma reação.
Pigarreei.
— Então Percy — sussurrei — Aonde vamos?
— É um campo de paintball longe do centro da cidade. Eu costumo ir com meus amigos. — ele explicou.
— Legal.
— Eu não costumo levar garotas lá — Percy contou — Mas... Queria que com você fosse um encontro diferente sabe? É que... Queria que não fosse algo tão típico.
— Eu gosto disso — comentei — Desculpe-me se pensei que ia ser um jantar, mas... Foi legal a surpresa, tipo, quem pensaria em paintball como encontro?
O garoto loiro resmungou algo e saiu do elevador no térreo. Eu e Percy descemos junto e andamos ate o carro, com o garoto ao nosso encalço. Estava entrando quando uma garota chegou e gritou:
— Luke! Espere-me!
Percebi imediatamente que ela falava com o garoto do elevador, ele me olhou por alguns segundos e não conseguia decifrar sua expressão.
Aquilo só podia ser uma coincidência.
— Luke Castellan! — a garota gritou brava — Você é o pior namorado do mundo!
Ela se manteve série e depois riu para mostrar que era uma brincadeira.
Comecei a hiperventilar dentro do carro.
— Percy, posso ligar o ar-condicionado? — pedi.
— Por quê? Esta uma brisa tão boa em NY — ele indagou.
— É que... — hesitei — Não estou me sentindo muito bem.
— Ah, então, acho melhor você ficar Annabeth. Não vai ser bom você ir quando esta passando mal, e se acontecer alguma coisa lá?
— Não quero ficar — neguei — Quero ir Percy. Eu... Vou melhorar.
Percy me estudou e depois deu a partida. O caminho seguia até chegar ao subúrbio e depois numa rua com mata fechada, estava começando a pensar que estávamos perdidos, ainda mais porque Percy murmurava repetidamente "cadê? Cadê?" quando vi luzes neon ao longe.
— É ali — Percy indicou com o dedo.
Suspirei aliviada.
— Estava pensando que estamos perdidos.
— Oras, confie em mim — ele disse e riu.
Talvez as palavras soassem comuns para qualquer outro, mas para mim soou estranho.
Devo estar sendo uma boa, mas "confie em mim" era algo que Percy sempre falara para mim. Tantas vezes durante nossos meses de namoro. Era como algo resgatado do tártaro.
— Annabeth? — ele me chamou.
Maneei a cabeça.
— Estou indo.
Era um lugar legal. Para um campo de paintball. Aberto, amplo e era um bosque.
— Se você não quiser jogar... Eu entendo — Percy disse.
Olhei-o indignada.
— Porque acha que não vou querer jogar? — indaguei.
— Bem... Você é uma artista da Broadway correto? — ele observou.
— Bem observado. Mas isso não significa nada Jackson, nada.
Percy ergueu as mãos em sinal de rendição.
— Esta bem Chase — ele provocou — Vamos jogar.
Sorri para Percy e fomos ao balcão. Inscrevemo-nos e fomos para os vestiários, o próximo jogo ia começar em alguns minutos. Depois de me arrumar, sai e sentei ao lado de uma garota.
— Vai jogar? — ele perguntou descrente.
— Sim, vou — confirmei.
— Ihh...
— Porque "ihh"?
— Você é uma patricinha da cidade, boa sorte.
Subestimada por todos. Que maravilha. Eles mal me conheciam.
Em 12 anos eu devia ter vivido mais aventuras que qualquer um dali. Paintball. Grande coisa. Eu já pulara de paraquedas umas cinco vezes e fizera todos esses esportes que você pode fazer sem um treino.
Eles não perdiam por esperar.
Notas finais
Bem, comentem, favoritem e POR FAVOR me deem uma recomendação! auhjndsadjda eu juro pra mim mesma que não vou mais sentir auto-piedade e olha o que eu to fazendo? mendingando!
Um beijo no coraçãozinho de voces ♥
Fale com o autor