Um Amor Para Recordar

19 Capítulo 19 — Descobrindo o passado


Notas iniciais
Olá.
Como voces estao? Espero que bem.
Sim, sim, eu sei que disse que ia postar no domingo, mas tem tres fatores que me fizeram adiantar:
1- voces foram tão fofas comentando que eu decidi adiantar pra voces não ficarem tão ansiosas (espero receber lindos comentários por isso.
2- eu assisti mar de monstros! finalmente! e so posso dizer isso: o filme é demais e a clarisse é Diva com D maiusculo.
3- eu sou uma pessoa legal.
Alias, gostaria de me desculpar pelo meu momento 'drama queen' nas ultimas notas, sorry.
Enjoy it.

Percy

Voltei para casa tentando esquecer os últimos 5 minutos. Porque Annabeth tinha feito aquilo eu iria descobrir. E também encontraria um jeito de impedir que aquilo acontecesse de novo. Annabeth era uma garota boa demais pra se cortar. Eu só não podia fazer um julgamento precipitado. Não era amigo intimo dela o suficiente para saber as coisas ruins pelas quais ela passava. Não sabia de seus problemas.

Agora eu percebia que não sabia nada sobre Annabeth Chase.

Entrei em casa e joguei-me no sofá. Tentei afastar as imagens da minha cabeça quando os acontecimentos do dia anterior voltaram a minha mente.

***

—Percy esse é... Seu pai.

Fiquei imóvel. Depois de tantos anos que eu infernizara a minha mãe querendo saber quem ele era agora ele estava ali. O cara que devia ter me criado, cuidado de mim, me ensinado a andar de bicicleta, pescar e nadar, o cara que devia ter passado os dias dos pais comigo, ajudado a minha mãe nos momentos de dificuldade, que devia ter me dado conselhos com as garotas e me ensinado a dirigir, me dado o primeiro carro, estava ali, bem na minha frente. E o que eu devia fazer? Correr e abraça-lo ou começar a despejar todas as coisas que ele nunca fizera por mim? Escolhi continuar imóvel.

— Percy... — minha mãe me chamou de volta dos meus devaneios, balançando-me, sentia o desespero na sua voz. Desespero e arrependimento.

— Você! — gritei — Quem pensa que é? Abandona-me e depois volta de repente e quer...

— Percy eu não quero nada além de que você me ouça.

— Te ouvir? — assobiei — Porque deveria? Você nunca esteve aqui para me ouvir quando eu mais precisei de um pai e agora me pede pra te ouvir — cuspo as palavras.

Mesmo com meu ataque, Poseidon não parece ofendido.

— Somente uma vez — ele implora — É o desejo de um pai arrependido.

— Desejo de um pai arrependido? — repito, ironizando as palavras — Faça-me o favor! Se estivesse arrependido, teria voltado antes!

— Eu tentei...

— Tentou é? Quando? Como?

— Percy! Poseidon! — Mamãe grita e faz nós dois nos calarem — Parem com isso! Percy deixe seu pai falar. Ele tem seus motivos e não é o único culpado desta história.

— Como assim não é? — indaguei.

— Vamos fazer isso com calma e com sensatez — Poseidon sugere.

Caminhamos até a mesa. Onde refreio meu desejo de gritar com os dois. Sim, os dois. Porque quando minha mãe disse "ele não é o único culpado dessa historia" entendi que ela tinha sua parcela de culpa.

Culpa por ter me deixado sem pai.

Poseidon começou:

— Se vamos contar. Temos que começar do inicio. Eu era adolescente e tinha uma banda de garagem com meus amigos.

— Você tinha uma banda de garagem? — o atrapalho.

Sally me lançou um olhar severo.

— Perseu! Não interrompa!

— Desculpe, é que é meio difícil de acreditar.

— Continuando... Sim, eu tinha! Chamávamo-nos The Olympus. Era eu, meus irmãos: Hades e Zeus, e nossos meio irmãos: Ares e Apolo. Éramos bons, graças a musicas de Apolo. Fomos tocando em bares e conseguimos um contrato. Então conheci sua mãe. Estava tão apaixonado que comecei a me desligar da banda. Os outros se irritaram e eu tive que se separar dela por algum tempo... Voltei uns sete meses depois e lá estava ela... Gravida! Eu pirei, não sabia o que fazer...

Mamãe apertou sua mão.

— Eu assumo daqui — ela disse docemente e começou a contar — Eu sabia que aquele era o sonho dele e só iria atrapalhar. Falei para ele que o filho não era dele e que iria me casar com outro. Nunca mais nos vimos.

Ficamos em silencio por um tempo. Poseidon o encerrou.

— Eu nunca te deixaria Percy. Trocaria todo o sucesso do mundo para ficar com você.

Fiquei estático, de novo. O que eu poderia dizer? Eles estavam certos e eu estava sem palavras. Fiquei olhando os meus pés por um tempo, até tomar coragem de falar.

— Está bem, eu entendo a sua historia. Apesar disso, te entender não significa te perdoar, não totalmente. Foram 17 anos e não 17 meses.

Poseidon e Mamãe sorriram, como nunca antes.

— Só isso é maravilhoso — ele disse estendendo a mão para mim a apertei um pouco hesitante — Ah, minha mãe me contou que você gosta de tocar guitarra.

— Sim, mas estou de castigo.

— Nós conversamos sobre isso — minha mãe hesitou — e eu concordei em deixar você com a sua guitarra de volta.

— Sério?

— Sim, mas... Tem um problema. — ela se levantou — Eu estava tentando limpar o seu quarto e uma barata saiu de lá e... Bem, eu esbarrei no seu guarda-roupa e a guitarra caiu de lá de cima.

Ela tirou o pano que estava em cima de um balcão e me mostrou a guitarra quebrada.

— Perdão Percy.

Apesar de estar atônito, assenti meio tonto.

— Não é sua culpa mãe. — murmurei.

— Eu tenho uma guitarra — Poseidon contou — Na verdade, tenho varias, posso te dar uma com o autografo de todos da banda.

— Posso contar uma coisa? — perguntei e ele assentiu — Nunca ouvi sua banda.

— O que? Sério? Nenhuma musica?

Neguei com a cabeça.

— Nem mesmo Demigod Love? Foi o nosso maior sucesso, ficamos em primeiro na billboard com essa musica.

— Para! Demigod Love é sua?

— Sim e fui eu que escrevi — ele confirmou.

— Eu amo essa musica, adoro o solo de guitarra. — comentei. Mal podia acreditar, meu pai havia feito a minha musica favorita, ele virou meio que... Meu herói.

— É Zeus quem faz. Não é incrível como ele consegue "imitar" — ele fez aspas com os dedos — o som de um raio?

— Sim! Ele... Ele arrasa na guitarra.

Minha mãe pigarreou.

— As duas crianças poderiam parar de brincar de astros do rock e me ajudar no jantar?

— Eu sou um astro do rock — Poseidon disse rindo.

O acompanhei na risada. Naquela noite, pela primeira vez eu tive um jantar em família.

Nunca dormira melhor, mas tudo ficou péssimo no outro dia de manha.

***

Voltei dos meus devaneios pela minha mãe.

— Percy. Percy!

— Sim? Sim?

— Acorde você tem que ir para a reunião do comitê do baile. Rachel até passou aqui pra avisar — ela lembrou.

Bati na minha própria testa.

— Como eu pude esquecer mãe? Eu estou atrasado — disse olhando no relógio — faltam 5 minutos.

— Esta bem, pode pegar o carro.

— Muito obrigada — agradeci e sai correndo.

Somente quando estacionei o carro foi que me lembrei, Rachel era a presidente do comitê. Maravilha, mais um lugar para ela me assombrar. Fiquei enrolando no carro o máximo possível, ate ela bater no vidro e dizer "abra". Meio sem jeito, abri.

— Rachel! — tentei parecer surpreso.

— Oi Percy. Você por aqui é tão estranho. E olha que eu passei na sua casa pra avisar. Venha, vamos começar a reunião.

Respirei fundo, essa ia ser difícil.

Sai do carro e caminhei com ela até a entrada da escola, a reunião seria na sala dos professores. Rachel foi falando alguma coisa e eu só ia assentindo. Conforme caminhava, olhava as salas que ia passando, ate pararmos no clube de matemática avançada. Olhei para o lado e Annabeth estava lá, nossos olhares se encontraram e antes que eu pudesse perceber, Rachel me abraçara.

— Rachel, o que aconteceu? — perguntei.

— Nada, somente estou feliz que esteja aqui.

Continuamos caminhando ate finalmente chegarmos à sala dos professores. Mais cinco garotas das lideres de torcida estavam lá.

— Meninas, esse é Percy Jackson — Rachel nos apresentou — Meu namorado.

— Ex — a corrigi.

Rachel me olhou com os dentes cerrados.

— Percy. — ela pronunciou meu nome como se rasgasse a minha garganta — Não quero brigar com você hoje.

— Nem eu — disse sentando-me na única cadeira livre. Bem no meio das cinco. Elas foram se aproximando e me lançando olhares de desejo. Como era difícil ser gato.

— Garotas! Por favor, prestem atenção na presidente ou terei que contar algumas coisas para o Percy — Rachel advertiu. Elas recuaram na mesma hora.

— Obrigado — sussurrei.

Elas começaram a discutir sobre varias coisas do baile, e eu nem prestava atenção, apenas concordava com tudo. Elas começaram a escolher as musicas que tocariam e começaram a dançar. Eu nem prestava atenção, estava com muito sono.

Quando Rachel me puxou pela mão.

— Venha Percy, vamos dançar.

Ela começou a dançar provocativamente.

— Rachel, por favor, se valorize mais. — pedi.

— Do que esta falando? — ela se fez de desentendida.

Alguém abriu a porta e disse:

— Poderiam, por favor, abaixar a musica? Existem grupos fazendo coisas uteis.

Virei-me e dei de cara com Annabeth, ela me olhava furiosa.

— Ui, a nerdizinha metida esta achando que manda — uma das garotas, Jasmine, provocou.

Annabeth revirou os olhos e me lançou um olhar de desaprovação, saiu e fechou a porta.

— Annabeth! — gritei.

Empurrei Rachel para um lado e corri até Annabeth. Segurei-a no ombro e a virei. Ela estava chorando.

— Porque esta chorando? Foi... Foi por causa daquilo? Olhe, eu não gosto da Rachel.

— Percy! Pare de pensar que tudo gira em torno de você. Porque acha que estou chorando por sua culpa? — ela indagou — Você não é o único que me magoa ok?

— Não sou? Então quem é? Quem é que te faz se cortar? Quem é que te magoa tanto? — exclamei, segurando-a para que não saísse.

— Isso não é coisa pra se falar agora.

— É sim Annabeth. Vamos jogar limpo, por favor. — implorei. Annabeth limpou as lagrimas e assentiu.

— Podemos ir para um lugar com menos vadias?

Concordei e caminhamos ate a praça da escola. Sentei-me com Annabeth num banco.

— Por onde devo começar? — ela suspirou — Quando eu tinha sete anos, meu pai fugiu de casa e foi para Santa Monica, me deixado sozinha com a minha mãe aqui em São Francisco. Foi muito difícil pra mim, mas depois de um tempo, aceitei que ele morrera para mim. E então, naquele dia, ele voltou. Ele queria voltar a ser meu "papai" — Annie fez aspas — Mas eu não deixei, estava magoada demais. Ai eu fiz isso. — ela mostrou os pulsos e limpou uma lagrima que teimava em descer.

— Você não é a única com problema com os pais.

Ela me encarou.

— Meu pai voltou ontem e eu nunca o tinha visto na vida. Nem mesmo depois de nascer — expliquei — Ele me contou tudo e eu o perdoei. Ele é meu pai né, mas... Não quero dizer que o seu deva ser perdoado, isso vem de você. A diferença é que meu pai nem sabia que eu era seu filho.

— Meu Deus Percy. Desculpe-me eu não sabia disso. — ela falou realmente arrependida.

— Não, eu que me desculpo. Apesar de tudo que seu pai fez você não deve machucar a si mesma Annabeth. — segurei seus pulsos — Tem que me prometer que nunca fará isso de novo.

— Porque deveria jurar a você?

— Eu sou seu amigo lembra — levantei o dedo mindinho — Jure de dedinho? — ri.

Annabeth riu também e entrelaçou nossos dedos.

— Juro.

Abri os braços.

— Um abraço?

Annabeth sorriu.

— Sim.

Abraçamo-nos. A cabeça de Annabeth encaixava perfeitamente no meu ombro. Para, o que estou falando? Estava-se falando aquilo era por que... Não podia ser. Annabeth foi se soltando do abraço, estava sorrindo como nunca antes. Nossos rostos estavam próximos, e quando percebi, lá estava eu de novo, beijando Annabeth.

Dessa vez era diferente, eu não estava beijando-a simplesmente por beijar ou parar irritar Rachel, mas sim porque queria, porque estava apaixonado por Annabeth.

Aquilo soava tão estranho.

Mas era a verdade.

Annabeth separou-se do beijo.

— Porque fez isso? — ela me perguntou, num tom calmo.

— Porque eu...

— Senhor Jackson! — ouvi a voz do Sr. Lawrence. Apertei os olhos torcendo para que fosse um problema de audição e querendo que ao abrir somente Annabeth estivesse ali. Mas não se pode ter tudo na vida.

— Sim Sr. Lawrence.

— Você esta aqui para ajudar no comitê do baile e não para ficar conversando, então vá já pra lá. — ele ordenou. Olhei para Annabeth e sussurrei "desculpe". Ela assentiu com a cabeça.

— Pode ir, podemos conversar mais depois.

Sorri e voltei para o meu inferno.

Aviso:

A capa da 2ª temporada esta pronta, mas eu não vou mostrar porque vai passar um spoiler basico pra voces, então esperem que assim que eu postar o ultimo cap dessa temporada, a sinopse e a capa ja teram sido divulgadas.

Notas finais
Quem odeia o Sr. Lawrence levanta a mão? o/ o/ o/ o/

GOSTARAM? CLARO QUE SIM NÉ, EU SOU LEGAL DEMAIS E COLOQUEI UM FINAL FANTASTICO (modestia a parte)

Gostaria de saber se mais alguém aqui gostaria de ouvir Demigod Love? Deve ser um arraso né? ahahahhaha

Obrigada a todas que comentaram, love you.
Comentem e me façam feliz.

Beijoooooooos e boa semana.