Um Amor Para Recordar

18 Capítulo 18 — Assumindo uma paixão


Notas iniciais
Oi meninas.
Enfim, eu to muito mal, sério.
Eu estava lendo a culpa é das estrelas e so li 100 paginas, mas acredite: esotu acabada pelo livro.
Fora que parece que o mundo todo esta se unindo pra me destruir.
Outra coisa: SÃO 68 LEITORAS E NAO TEM NEM 10 COMENTARIOS? VOCES SABEM COMO ISSO ACABA COMIGO MAIS AINDA? EU ESCREVO ESSA FANFIC PRA VOCES E NAO PARA O INVISIVEL, SOU MUITO GRATA POR ESTAREM COMENTANDO SEMPRE, MAS MESMO ASSIM! EU SO QUERIA QUE VOCES RECONHECESSEM QUE EU ME MATO PRA ESCREVER OS CAPS PRA TER IDEIAS E NAO DEIXAR A FANFIC CHATA, PRA FAZER ELA MARAVILHOSA PRA VOCES E DAS 68 LEITORAS NEM 10 COMENTAM? nao da ok.
Então é isso, eu queria agradecer por todas as fieis que comentam, eu nao largo essa fanfic por voces, mas para as outras que nao comentam: voces me destroiem.
Eu so queria saber se o meu trabalho agrada voces.
OK, eu vou parar de drama e agradecer infinitamente a Samantha Di Angelo pela recomendaçao, muuuuuuuuitissimo obrigada, esse cap é pra voce e pra todas as outras que comentam.
Enjoy.

Annabeth

Caminhei até o quarto ainda pensando na minha conversa com Percy.

Ele não podia estar mentindo, mas porque eu sentia que havia algo mais no fato dele ter vindo até aqui? Era coincidência demais ele aparecer aqui no mesmo momento que eu e ainda nos encontrarmos no corredor.

Cheguei ao quarto e fiquei observado Luke, ainda sentia a sensação dos seus lábios nos meus, mas... Eu havia esperado muito mais daquele beijo, eu esperei tanto por ele e agora, eu não me sentia realizada. Luke acordou e quando me viu ali, sorriu.

— Annabeth... — ele sussurrou sua voz ainda fraca — Você pensou?

A sua proposta voltou a minha mente, como alguns minutos com Percy poderia me fazer esquecer-se de um pedido de namoro? Ainda mais feito pelo garoto que eu era apaixonada.

Ou melhor, eu não era apaixonada por Luke, não! Se fosse estaria dando piruetas, mas a única coisa que eu pensava é "você não deve aceitar". Sempre que pensava em mim e Luke juntos, não era mais como namorados, mas como bons amigos e sempre que eu tentava pensar como namorados, Percy Jackson vinha a minha mente. Eu devia estar louca.

Observei Luke ali na cama tão indefeso. Sua cabeça devia estar tão bagunçada naquele momento, tanto quanto a minha. Será que ele queria mesmo aquele beijo? Será que queria mesmo namorar comigo? Será que se o acidente nunca tivesse acontecido ele me pediria em namoro ou me beijaria? Será?

— Luke — comecei — Eu não quero, eu não posso. Espero que entenda.

— Porque não?

— Porque, eu não sou mais uma garotinha apaixonada pelo melhor amigo. Eu esperei durante anos pelo nosso beijo, mas agora... Eu não me sinto bem. Eu deveria estar realizada, mas só consigo pensar que aquilo foi errado. Desculpe-me.

Levantei-me e sai não me importava com a resposta. Eu não devia ficar ali. Corri até o meu carro e apertei o volante, lagrimas começaram a descer pelo meu rosto.

O que tinha dado em mim?

Se eu não estava apaixonada por Luke, por quem eu estaria? Seu nome veio a minha cabeça antes que eu pudesse evitar. Não podia ser verdade, ele era meu ex-inimigo. Tudo bem, estávamos amigos agora e ele estava tão legal, mas...

Bati na minha própria cabeça, devia estar loucas demais, coisas demais para um dia só.

Dirigi até a minha casa e a única coisa que pensei foi na minha cama. Merecia uma boa noite de sono. Quando abri a porta encontrei uma cena improvável: minha mãe aos risos com um homem enquanto bebericavam uma garrafa de vinho branco. A me ver, ela arregalou os olhos.

— Oh meu Deus Annabeth! — riu-se — você nos assustou querida.

Assenti e ri, o homem virou e tenho que assumir: seu sorriso era cativante. Ele era alto e loiro, olhos cor de céu e um físico impecável, parecia inteligente e descontraído, o tipo da minha mãe.

— Olá Annabeth — ele estendeu a mão — É um prazer finalmente conhece-la. Sou Ryan.

— O prazer é todo meu Ryan, minha mãe... — antes de dizer o "nunca falou de você" a olhei, ela me suplicou com o olhar pra ser legal, talvez devesse ser — Falou muito bem do senhor.

— O senhor está no céu! — ele exclamou e riu convidativamente.

— Annabeth, o que faz tão cedo em casa?

— Eu... Eu só vim buscar as minhas coisas, vou ir passar a noite na casa de Thalia, não fique preocupada, ela é mais responsável do que a mãe. Bem, eu vou indo, foi um prazer Ryan.

Subi para o meu quarto e comecei a pegar qualquer coisa e enfiar numa bolsa. Não vejo problema em minha mãe namorar, mas como ela pode trazer um homem pra casa quando Luke estava no hospital? E ela adorava Luke.

Talvez ela não quisesse desmarcar ou preocupa-lo, ou talvez aliviar a tensão do acidente encontrando com um cara... Lindo. Apesar de tudo, isso era só um talvez.

Peguei o meu telefone e liguei para Thalia.

— Annabeth! — ela gritou — Você sumiu daqui sua doida varrida! O que aconteceu com você?

— Eu vim para casa um pouco e... — fiz uma pausa — Ah, eu te conto quando nos encontrarmos, sua mãe vê problema se eu for dormir ai?

— Minha mãe está bêbada, pode vir.

Ri e me despedi.

Preparei minhas coisas e fui pra casa de Thalia, ao abrir a porta ela me atacou com abraços.

— Thalia?

— Luke esta bem e vai receber alta em alguns dias, ele só tem que se recuperar o suficiente para ir pra casa.

— Oh, nem me fale de Luke — resmunguei.

— Que?

— Vamos entrando, eu te explico lá dentro.

Subimos para o seu quarto, antes assaltamos alguns biscoitos na cozinha. Sentei-me num pufe e Thalia em sua cama, peguei um vidrinho de acetona e algodão.

— O que vai fazer? — ela me perguntou.

— A sua unha — respondi sentando-me — Está horrível e vai ser melhor pra mim quando contar.

— O.K.

Comecei a contar as coisas enquanto limpava a unha dela, tirava cutículas e lixava. Quando terminei a unha já estava pronta pra ser pintada.

— Espere ai, se você não gosta mais do Luke gosta de quem?

— Esse é o problema — murmurei.

— É?

— Sim — afirmei — o problema é a pessoa por quem, eu acho que estou apaixonada.

— Huum. Quem é o felizardo? — Thalia fez cara de malicia, a empurrei.

— Jure! Jura não rir? — estiquei o dedo mindinho.

— Jurar de dedinho? — Thalia indagou — Quantos anos você tem Annie? 16 ou Sete?

— Calada e jure — ordenei.

Ela resmungou alguma coisa e entrelaçou nossos dedos.

— Eu juro não rir.

— Ótimo — disse — A pessoa por quem estou, provavelmente, apaixonada é Percy Jackson.

Thalia prendeu a respiração e depois a soltou, sem deixar de me encarar.

— Eu entendi bem ou você disse Percy Jackson? O Percy Jackson que eu conheço? Que namora vadias?

— Thalia! — gritei — Ele... Ele não é mais assim, eu o conheci de uma maneira que eu não esperava e agora... Eu não consigo parar de pensar, naqueles olhos verdes mar, naquele cabelo bagunçado, no jeito que ele sorri e...

Ela me deu uma tapa.

— Ai! Porque fez isso?

— Você estava igual uma doida apaixonada falando de todas as coisas que você ama em Percy Jackson e que antes você odiava!

Afaguei minha face.

— Chata — sussurrei. E peguei as minhas coisas caminhando até o banheiro.

— Olha, não tem problema você se apaixonar por ele, o problema é que você o odiava!

— Eu sei! — exclamei do banheiro.

Troquei-me e escovei os dentes. Quando cheguei ao quarto Thalia estava de pijama, ou pelo menos o que ela chama de pijama: uma camisa velha e o primeiro short que ela achou na gaveta. Enquanto eu usava uma camisola rendada e belamente passada.

— Não entendo como somos melhores amigas — murmurei e ela me encarou pedindo que explicasse — Ah, você sabe, somos diferentes. — expliquei.

Thalia riu e disse:

— É que mesmo com todas as diferenças, concordamos uma com a outra e nos entendemos. Menos no fato de você estar loucamente apaixonada por Percy...

Empurrei-a na cama.

— Cale a boca.

Arrumamos as nossas camas na sala e dormimos assistindo crepúsculo, não me julgue, aquele Jacob era um gato.

***

Corri enquanto gritava que me esperassem. Cheguei na porta do teatro e a escancarei, todos me olharam e tentei disfarçar me sentando no fundo.

— Bom dia a todos — A Sra. Martin desejou com seu sorriso falso. — Hoje teremos somente uma pequena reunião e estou muito ansiosa pra trabalhar essa peça com vocês. Todos já receberam a prévia de uma cena dos seus personagens e espero que tenham treinado — ela soltou o pigarro numa perfeita indireta.

Alguém se aproximou e sentou do meu lado, só depois que sorriu pra mim percebi quem era.

— O que faz aqui? — sussurrei.

— Te cumprimentando — ele respondeu como se fosse obvio — Olá Annie.

Meu estomago prendeu. Ele disse o meu apelido?

— Olá Percy.

Voltamos a prestar atenção na professora.

— Espero que todos fiquem felizes pela escolha da peça — Ela começou — Porque a escolhida foi...

Alguém fez um "tam tam tam" no piano antes da professora anunciar.

— Cats!

Meu estomago prendeu, de novo. Cats? Um dos maiores sucessos da Broadway? Tinha certeza que aquilo não daria certo. Senti uma mão se repousar sobre a minha.

— Calma, vai dar tudo certo — ouvi-o dizer com uma voz tranquilizadora, sim, tudo ficaria bem.

Percy continuou segurando minha mão enquanto a professora narrava tudo o que teríamos que fazer para reproduzir com a maior fidelidade possível o famoso musical. Ia ser difícil, complicado, cansativo e etc., mas valeria a pena. Quando ela finalmente terminou, continuei sentada, queria ser a ultima a sair. Percy me olhou e sorriu.

— Eu tenho que ir — ele murmurou e saiu.

Fiquei sentada lá vendo a professora arrumar suas coisas, sem dirigir o olhar para mim, ela disse:

— Annabeth, a que devo a honra?

— Como?

— Ah, eu realmente fico impressionada com a sua mania de sempre ser a ultima a sair, sempre querer conversar comigo antes de ir e ser a única a se despedir.

Ri baixinho e caminhei até ela.

— Professora? — A chamei.

— Fale.

— Acha mesmo que vai dar certo esse historia de... — procurei uma palavra — reproduzir Cats?

Ela me olhou compreensiva e sorriu, passou um braço pelos meus ombros e começou a caminhar comigo até a saída.

— Annabeth, desde criança eu quis reproduzir uma grande peça. — fez uma pequena pausa e suspirou: — agora eu posso e tenho fé que vou conseguir, porque tenho atores maravilhosos e uma aluna fiel e persistente.

Sorri e tentei falar de novo:

— Mas...

— Chega de mas! — mandou, ficando de frente para mim, sua expressão estava severa, mas suavizou no segundo momento — Annabeth, Annabeth... Caso não consigamos, ao menos todas as nossas tentativas valeram a pena.

Ela me deu um beijo na bochecha e saiu a observei e depois continuei o caminho. Quando cheguei à porta do teatro, deparei-me com Percy.

— Annabeth. — ele exclamou sorridente.

— Oi.

— Então, quer ir ao cinema comigo hoje? — Percy convidou, arregalei os olhos assustada — Algum problema?

— Não... Não, nenhum.

— Ótimo. Eu não tinha nada pra fazer, então... Lembrei-me de você e pensei "porque não?" — explicou rindo. O acompanhei.

— Mas Percy...

— Sim?

— Que hora vamos? — perguntei.

— Ah, a qualquer hora. — depois de me encarar por um tempo, Percy disse — Há algo te incomodando?

— Me incomodando? Imagine. Eu só... É que você é popular e eu sou a nerdizinha metida e...

Percy começou a gargalhar.

— Qual é a graça?

— Você está sendo clichê — ele explicou como se fosse obvio.

— Clichê? Eu não estou sendo clichê.

— Está sim — ele disse, pelo tom, colocado um ponto final na conversa — Esqueça esses estereótipos e vamos logo.

Percy estendeu a mão e eu a aceitei. Percy sorriu e foi abaixando o olhar, pousando na minha mão e então eu percebi, havia se esquecido de por minhas pulseiras hoje. Ele acariciou a pele cortada e depois me encarou sem entender bem. Puxei a minha mão e fingi que nada tinha acontecido.

— Então... — comecei, mas ele me interrompeu.

— Annabeth, o que é isso?

— Isso o que? — me fiz de desentendida.

— Você sabe muito bem! Você se corta? Por quê? — ele perguntou — Annabeth, você sabe o que isso significa?

— Oh, cale a boca Percy! Você não sabe o porquê disso.

— Então me explique, pra ver se isso faz algum sentido.

O encarei com firmeza pensando se devia falar ou não, e como falaria.

— Olhe você não tem nada a ver com a minha vida e eu não te devo explicações. — falei decidida e sai. Percy segurou meu braço com força.

— Eu sou seu amigo — ele pronunciou as palavras calmamente — E me preocupo com você.

Aquilo foi como um tapa. Percy Jackson se preocupando comigo?

— Não precisa fingir nada Percy. Eu estou muito bem sem a sua piedade.

— Piedade? Você chama isso de piedade? — ele indagou e depois continuou: — Eu chamo isso de consideração.

Senti as lagrimas virem aos meus olhos e as afastei.

— Não quero te encher dos meus problemas, então, por favor, me deixe em paz! — gritei.

Percy me encarou com desaprovação e balançou a cabeça negativamente.

— O que foi?

Ele ergueu as mãos em sinal de derrota.

— Se você não quer minha ajuda, o que eu posso fazer?

Ele saiu e eu o fiquei observando. O que eu fiz? Como eu sou idiota! Uma completa idiota!

Mais lagrimas começaram a descer do meu rosto e eu não consegui segura-las, corri para o meu carro e deixei-as irem. Talvez fosse verdade, lagrimas limpam as almas. Deixei todo o peso sair de cima dos meus ombros enquanto dirigia para casa, fiquei um tempo parado no meu carro sem saber muito bem o que fazer. Não queria entrar em casa e ter que encontrar minha mãe, não queria ir para lugar nenhum. Apenas queria ficar em qualquer lugar, onde ninguém pudesse me incomodar.

Depois de um tempo vi um carro parando ali na frente, e Elizabeth Dare saiu de dentro dele. Ela caminhou saltitante até a casa de Percy e tocou a campainha. Não ia aguentar ver aquele show, então sai do carro e entrei em casa correndo pela porta dos fundos. Minha mãe não estava lá, ainda bem. Subi até o meu quarto e corri até o banheiro.

Parei na porta observando a lamina em cima da pia e todas as palavras de Percy voltaram a minha mente.

Não, dessa vez não!, Pensei.

Voltei para o meu quarto e peguei o livro "em chamas" da Suzanne Collins e comecei a ler da onde parei. Talvez um livro me deixasse melhor.

Notas finais
Gostaram? Esse foi meu primeiro cap com mais de 2.000 palavras, então ele é importante.
A historia do Percy e do pai dele fica pro proximo certo? Eu tive que fazer malabarismo pra conseguir ajeitar tudo, mas consegui.

Queria dizer que ja terminei de escrever a primeira temporada e vou começar a escrever a segunda hoje. MAS so vou postar a segunda se eu tiver mais do que esses 10 comentarios nos proximos caps certo? E tambem quando eu conseguir achar um site que faça capas pra fanfics, me indiquem um ok? Ai chega mais rapido.

OBS: Vou postar a sinopse da segunda temporada no meu tumblr http://i-minhasfanfics.tumblr.com/ então não percam ok?

Beijos. Eu amo voces, sério.