Um Amor Para Recordar

17 Capítulo 17 — Revelações pra mim mesmo


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOI!
Como é que voces estao?
Eu to bem, na verdade eu to realizada porque finalmente lançaram o cast de fallen e eu to muito apaixonada por eles.
Mas aqui é Percy Jackson então quero dizer que ainda não fui assistir mdm, apesar disso queria desejar feliz aniversario pro nosso heroi, galã, gostoso, lindo e maravilhoso Percy!
Eu ia postar outro dia, mas decidi postar hoje.
Ahhh, não percam as notas finais porque tem um aviso que vai ser maravilhoso para as pervertidas de plantao.
Enjoy.

Percy

Eu não sei por que, mas a cena me chocou.

Ver Annabeth beijando Luke me abalou de uma maneira, que não consigo explicar, nem pra mim próprio. Fiquei olhando-os atônitos, até me tocar: tinha que sair dali.

Virei às costas e comecei a procurar a saída mais próxima, quando uma voz me chamou. Eu a reconheci antes mesmo de me virar. Virei lentamente e encontrei Annabeth me encarando. Suas tentativas de disfarçar o choro em vão.

— Oh! Annabeth! — tentei parecer surpreso.

— O que faz aqui? — ela indagou sem conter a raiva.

— Eu? Vim visitar meu... Primo! Isso! Meu primo com câncer. — menti descaradamente — O coitadinho tem 8 anos e teve que fazer uma cirurgia pra tirar o câncer no... Rim!

Ela pareceu comovida.

— Como ele se chama? Talvez eu o conheça.

O.K. Fui pego de surpresa.

— Harry, Harry Parker! — exclamei, aquele foi o primeiro nome que veio na minha cabeça — A mãe dele é uma grande fã da série Harry Potter — expliquei — Ai ela aproveitou a semelhança dos sobrenomes e... E colocou!

Ela ficou atônita por um momento e depois disse:

— Não o conheço, ele tem outro sobrenome?

— Sim, sim. Brenneman! Harry Parker Brenneman! – Respondi.

Ela continuou atônita.

— É que ele é da parte... Irlandesa da família.

— Ah! Eu não sabia que você era descendente de irlandeses!

— Nem eu — sussurrei. Annabeth não ouviu, pois já mudará de assunto.

— Estou aqui por Luke. Ele sofreu um acidente.

— É? Uau, que pena. Mas ele está bem? — perguntei.

— Sim — ela afirmou — Ele deu sorte! Foi atendido bem rápido.

Ficamos num silencio constrangedor, até que eu lembrei que estava querendo fugir dali.

— Eu vou indo, tenho que levar noticia do pequeno Harry pra minha mãe.

Acenei e sai.

Caminhei até o estacionamento e procurei o carro de Nico, o liguei e dirigi até o bar onde Nico estava. Chegando lá estacionei e fiquei olhando pro bar. Era uma espelunca. As luzes fluorescentes que formavam o nome estavam piscando, e constantemente faziam uma longa pausa até voltarem a pegar. As paredes eram de madeira e pareciam ter cupim. Estavam cheias de remendos. Olhei para o "estacionamento", cheio de motos. Maravilha ia entrar num daqueles típicos bares dos filmes.

Sai do carro e tomei cuidado de deixa-lo bem fechado. Entrei no bar. Era ainda pior por dentro. As mesas redondas estavam acabadas e estavam acumulando lixo, o chão estava sujo e erguia poeira a cada passo. As garçonetes podiam ser consideradas prostitutas pelas roupas que usavam. A musica era horrível. O pior tipo de Rock que existe, nunca pensou que fosse achar rock algo ruim, mas aquele era inaceitável.

Mas, o pior do bar, eram os clientes. Homens de meia idade com barbas por fazer e roupas de couro suado. Todo o meu almoço subiu de volta a minha garganta. Segurei-me pra não vomitar ali. Era sacanagem sujar ainda mais aquele chão.

Caminhei até Nico que estava jogando cartas com alguns caras nada cheirosos.

— Que barzinho lindo — ironizei.

Nico me olhou e sorriu.

— Gosto daqui. Foi onde meus pais se conheceram. — ele contou — Ela era uma garçonete e ele era um motoqueiro bêbado, eles se conheceram, transaram e aqui está a perfeição. — riu-se.

Soltei uma gargalhada.

— Quem diria que havia uma "linda história de amor" — fiz aspas — nessa espelunca.

— Vai jogar ou não? — um dos motoqueiros perguntou a Nico.

— Está atrapalhando a minha conversa.

O motoqueiro se levantou num impulso e bagunçou a mesa, a briga estava formada.

Ele avançou pra cima de Nico e o jogou no chão com um empurrão, o baque ecoou. Nico levantou e dobrou as mangas.

— Então você quer brigar? — ele provocou entre dentes — Vem pra cima vovô.

— Nico, acho mel...

O motoqueiro foi pra cima.

Depois de socos e muitos mais socos, o nariz do cara quebrou. Ele se jogou numa cadeira e apertou o nariz.

— Você vai pagar moleque! — praguejou enquanto era levado.

Eu e Nico fomos expulsos do bar. Ele estava com os dois olhos roxos e a camisa rasgada. Fiquei olhando-o.

— 'Tá! Pode falar! — ele resmungou.

— Eu não vou falar nada!

— Ah, cale a boca Percy, não é sua mãe que está entrando em depressão por culpa do merda do seu pai! Então, pegue a sua vidinha perfeita e me deixe em paz — ele despejou.

— Po Nico! Porque não me contou? — perguntei.

— Te contar?! Porque deveria?

— Porque eu sou seu amigo!

Ele me lançou um olhar carrancudo e desviou. Depois de alguns minutos, disse entre risadas.

— Fala sério, eu arrasei! Acabei com aquele cara.

— Sim — confirmei rindo — Você foi ótimo, mas acho melhor não se envolver mais em brigas, ou vai estragar todas as suas preciosas roupas.

Ele me deu um leve soco no braço.

— Idiota.

— Estou falando sério! Imagine o que sua mãe pensaria — falei — vendo você assim, arranjando brigas em bares com velhos bêbados.

— Ela se apaixonaria. — ele murmurou e abaixou a cabeça num suspiro.

— Como?

— Eu estou sendo igual à pessoa que eu mais desprezo no mundo — disse — estou sendo meu pai.

Fiquei olhando-o por um tempo sem saber o que falar.

— Acho... Acho que o desprezo tanto, me esforcei tanto pra não ser igual a ele que acabei sendo até pior.

— Nunca é tarde pra mudar meu querido.

Ele me olhou e sorriu.

— Mas e você? Eu estou aqui falando dos meus problemas, agora me fale dos seus... Como... Como amigos.

Sorri ao ouvir a palavra, era do que eu precisava agora, amigos.

E Nico estava se mostrando um, por mais erros que cometesse, ele sempre me ouvira. Era estranho isso, ele era um bad boy pra escola toda, o garoto rebelde que não se importa com ninguém e que todos queriam ser igual por somente um dia, mas ele era um ótimo amigo.

— Meus problemas? Também nunca conheci meu pai. Sinto-me sozinho. Minha mãe e eu não dialogamos. Estou cheio de castigos. E... Eu acho que estou apaixonado.

— Apaixonado? — ele cuspiu.

— Sim, é estranho. Eu me sinto atraído por ela, arranjo desculpas pra ir conversar e sempre que ela sorri tudo fica bem. — expliquei — estou sendo fútil, desculpe.

— Não! Não se desculpe. Eu não acho isso fútil, talvez um pouco clichê, não! Típico, muito típico, mas parece sincero. Gostaria de um dia poder dizer isso — ele confessou.

— Nunca se apaixonou?

— Não. Nunca encontrei a garota certa sabe? — ele riu — Todas são muito vadias entende. Uma vez eu vi uma garota, ela... Bem, eu nunca falei com ela, mas vi-a brigando com o professor de Educação física e gostei dela.

— Sabe o nome dela?

— Thalia G. Ela não escreve o sobrenome na mochila.

Ficamos em silencio um tempo.

— Somos idiotas. — ele sussurrou.

— O que?

— Olhe sobre o que estamos falando, somos os bad boys da escola!

— Acho que não mereço mais esse titulo — confessei — me sinto... Mudado.

Nico me olhou por um tempo e balançou a cabeça rindo.

— Que foi?

— Eu acho que não te conheço mais Percy Jackson.

Rimos e caminhamos até o carro. Nico me levou até em casa.

— Aqui princesa — ele brincou — Quer que eu abra a porta?

— Calado.

Batemos as mãos em Hi-5 e agradeci.

— Olha só, que educado.

— Você. É. Impossível — disse lentamente e entrei em casa.

Somente a cozinha estava acesa. E nela estava a minha mãe e mais um cara. Ele era alto e musculoso. Cheirava a peixe. Mas era um cara bonito, tinha olhos verde-mar e cabelos negros bagunçados. Vi-me nele dali a alguns anos, principalmente na parte do: Alto, musculoso e bonito.

— Oh Percy! — minha mãe disse assustada.

O cara me olhou e adentrou a minha alma, ou foi o que pareceu, de tão profundo que seu olhar era. Ele coçou o queixo e olhou para a minha mãe. Ela assentiu. Ele caminhou até mim e sorriu.

— Percy, esse é meu amigo, Poseidon.

— Prazer Percy.

— Prazer — murmurei e apertei suas mãos. — Igual ao deus dos mares né? — ri.

— Sim — ele confirmou — Finalmente nos conhecemos, acho que você me odeia, mas gostaria que você ouvisse meus motivos.

— O que você quer dizer? — indaguei.

Minha mãe caminhou até mim e passou os braços pelo meu ombro, era impressão minha ou estava abalada?

— Percy, esse é... Seu pai.

Notas finais
TAM TAM TAM! MUAHAHAHA SOU MUITO MA DE PARAR NESSA PARTE.
Ok, aqui vai o aviso:

Eu estava pensando na primeira vez do Percy e da Annabeth e decidi que não iria colocar como parte da historia, e sim ia lançar como um capitulo bonus e ai fica a criterio de voces lerem.
Ela ja foi escrita pela nossa diva, manjadora de putarias (isso nao foi algo legal de dizer ne?) GAB! SIM, ELA VOLTOU!
Como diria minha mãe: vazo ruim não quebra.

Brincadeira gab, a gente te ama.

É isso, comentem, favoritem e recomendem! BEIJO! Tenham uma boa semana (se é que é possivel, porque vai ter aula)