Um Amor Para Recordar
14 Capítulo 14 — Decisões erradas
Notas iniciais
Como vão as coisas?
Eu to bem, morrendo de sono, com uma vontade incontrolavel de matar meus professores, mas bem.
Eu estou muito muito muito muito feliz que chegamos aos 100 comentarios aaaaaaaaa! E acho que voces devem continuar assim, comentando e me deixando feliz e tudo isso. Então, caso queiram recomendar cof cof nao me importo.
Enfim, eu odeio esse cap, apesar de tudo espero que voces pensem diferente.
Enjoooy.
Annabeth
O que meu pai fazia ali? Depois de todo o tempo que ele me deixou sozinha com a minha mãe ele vem me ver agora? Olhei pra Percy que parecia desconfortável.
— Bem, eu vou indo, tchau — ele disse e voltou para o carro, deu um ultimo aceno pra mim, o retribui e caminhei até meu pai.
— Meu Deus, como você cresceu princesa. — exclamou alisando meu rosto.
— Não me chame assim — falei entrando em casa, recebi um olhar bravo da minha mãe, mas o ignorei.
Sentamos no sofá e ficamos um bom tempo num silencio constrangedor, quando minha mãe decidiu corta-lo.
— E então Annabeth — Athena começou — Conte para o seu pai sobre o teatro.
— Teatro é? Uau, mas eu pensei que você queria ser arquiteta.
— É, ser arquiteta é meu segundo plano caso eu não consiga seguir a carreira de atriz — expliquei.
— Tenho certeza que será ótima em qualquer um — Bajulou com um sorriso amarelo.
— Sobre o teatro — continuei — Eu fiz o teste e acredito que fui bem.
— Com certeza ela foi ótima — Athena afirmou — Annabeth canta muito bem e atua maravilhosamente bem, já a coloquei num curso de teatro quando era pequena e ela era ótima, acho que devia ir para a Broadway.
— Ela está exagerando.
— Não, sua mãe nunca exagera — ele disse.
— Então — Athena disse — Como anda as coisas na Califórnia?
— Ah vão ótimas, tudo está dando tão certo.
— E a sua família? — perguntei, enfatizando as palavras.
— Eles vão bem, ainda bem que perguntou — Ele começou — Queria muito que um dia você fosse para lá conhece-los, seus irmãos querem muito saber quem é a garota no meu retrato no escritório.
— Ah, então você tem um retrato meu? — exclamei, não acreditava naquilo. Estava na cara que era só uma das bajulações dele.
— Eu tenho, é aquela sua foto no Central Park, você era tão pequena, mas era igual esta hoje, loirinha com seus olhinhos cinzentos e as mechas espetadas — Ele riu — Estávamos tão felizes.
— Estávamos... — murmurei.
Continuamos com aquela conversa idiota, mas a única coisa que eu conseguia pensar era na ultima vez que tivemos conversas como aquela, pouco antes dele nos abandonar. Por mais que tentasse, nunca conseguiria aceitar.
— Annabeth. — Minha mãe me chamou.
— Sim?
— Seu pai esta indo embora, despeça-se dele. — Ordenou.
Levantei-me e caminhei até meu pai na porta.
— Adeus pai.
— Adeus filha, saiba que eu te amo.
— Será que me ama mesmo? Acho que se o senhor me amasse não teria me abandonado, fugido e criado outra família e esquecido de mim! — Gritei, percebi que tinha exagerado, mas não podia voltar atrás agora.
— Filha, foi difícil pra mim também certo?
— Não! Não foi! Acha que eu não sabia que você estava muito feliz lá, se tivesse sido mesmo difícil pra você talvez quando me deixasse teria sido melhor, teria tentando me explicar, mas é claro que não, partiu na calada da noite. E me deixou aqui! Eu precisava de você, sabe o que eu passei? Eu nunca disse pra ninguém que tinha um pai, e quando dizia, eu dizia que você tinha morrido, porque era essa a verdade, você tinha morrido pra mim.
— Annabeth?! — Ele abafou um grito. E me olhou de maneira assustada, percebi que o olhar também vinha de minha mãe.
— Não me olhem assim! Vocês nunca vão entender! E você — apontei para o meu pai — Não tem direito de voltar agora, de me dar falsas esperanças, de me fazer acreditas nas suas palavras bajuladoras, você não pode me fazer isso depois que já me recuperei de você.
— Annabeth! Você não pode falar assim com seu pai — Athena reclamou.
— Não mãe, meu pai morreu, esse dai é só um homem qualquer que passou pela minha vida e me machucou muito.
Não aguentei mais, as lagrimas começaram a cair, corri para o meu quarto, com a minha mãe aos gritos lá embaixo, mas ignorei, simplesmente fiquei lá com as lagrimas brotando dos meus olhos. Não queria fazer mais nada, não queria descer até onde meu pai estava agora, provavelmente parado na porta e com minha mãe tentando faze-lo entender que eu estava num período difícil da minha vida. Não me importava, ela podia dar todas as desculpas que quisesse, podia inventar desculpas para mim, mas a verdade estava bem clara em minha mente, meu pai havia nos abandonado. Havia largado sua filha, largado sua família pra criar outra, me deixada sozinha num mundo ao qual precisaria de um pai. Não tinha se importado, assim como não me importava agora se ele estava magoado comigo, se o havia deixado. Ele estava provando do que eu provei.
Quando enfim me levantei, havia se passado horas, minha mãe havia tentado falar comigo, mas respeitara o fato que eu queria ficar sozinha. Isso ela entendia.
Caminhei até o banheiro, antes olhei no relógio e percebi que era uma hora da manha, ia me atrasar no outro dia de manhã, mas não me importava, eu estava decidida a fazer aquilo.
Peguei a Gilette e a encarei por um tempo, vi meu reflexo no espelho, as marcas vermelhas no rosto e o cabelo bagunçado? Ia mesmo fazer aquilo?, Pensei.
Ia! Uma voz na minha cabeça disse. Faça Annabeth, você está correta.
Retirei a lamina e passei pelo pulo, de um inicio não senti nada, mas depois fui tomada por uma dor latejante, dobrei os joelhos e quase cai em frente a pia do banheiro. Respirei fundo e me recompus, uma lagrima teimava em cair, limpei-a e fez o segundo corte, seguido por vários outros.
Notas finais
Então, num dos ultimos caps eu disse que achava que a Johanna e o Finnick se pegavam e queria saber se era a unica, alguns disseram que nao, outros que sim, mas o que importa é que existe uma pessoa que acreditou tanto nisso que ate fez uma fanfic http://fanfiction.com.br/historia/391500/The_Innocent_Can_Never_Last/ E eu to lendo! Porque eu shippo os dois e que se dane (me sentindo infantil por falar "que se dane" mas é a vida)
Então, quem concorda ou não, leia comigo!
Ok, agora, depois de todo o meu showzinho, vou responder as suas perguntas:
Sunshine: quando pretende postar uma nova fic?
Resposta: Bem, eu estou com alguns projetos, mas eu não sei bem quando vou postar, vai ser logo, eu espero. E também espero que voces leiam cof cof.
Andreia Grace: Vai demorar muito pra eles se tocarem que se amam?
Resposta: Não, na minha opnião não, mas talvez pra voces demore, então depende.
É isso, beijoooooooooooooooooooooos.
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