Um Amor Nº V
10 Eu te ajudo, você me ajuda!
Notas iniciais
Os dias passam e eu estou cada vez melhor no serviço, Damon está muito bem com seu novo visual e eu estou lhe reprimindo mais com suas manias, afinal, se ele quer reconquistar uma mulher ele tem que parar de agir como uma marica.
Olho-me no espelho e sorrio com meu visual, um vestido da Versasi branco com uma leve renda que cai pelo ombro, um salto nude com correias que pendem o peito do pé, acessórios habituais e os cabelos preso em um rabo de cavalo. Olho para a bagunça que ocasionei no meu guarda roupa, aliás, a porta nem fecha de tanta roupa que tem ali...
—Porque demorar tanto? —Damon abre devagar a porta e coloca cabeça levemente pra dentro me encarando, ele sempre vai me buscar e eu vou até o serviço falando como ele deve se portar e como tem que ser. — Wow, tenho que comentar isso? —Ele aponta para o guarda roupa, está de terno e gravata com os cabelos bagunçados com as mãos.
—Bom dia Damon! E não tem que comentar nada disso! — passo meu perfume e quase não sai, meu coração aperta, pois sei que não vou poder comprar outro eu abaixo a cabeça.
—Tudo bem? — afirmo que sim e ele põe a mão em meu ombro. — pois não parece, já pensou em doar coisas que você não usa?
—Você pirou? — meu coração dispara, ele me encara assustado— Damon, eu não quero dar nada que é meu! E além do mais eu não posso mais comprar nada e... — quero chorar e ele se aproxima mais.
— Se você quer melhorar tem que fazer isso, se quiser eu te ajudo... —paro meu olhar no dele e concordo após de um tempo. — está bem, antes da nossa viagem nos livramos disso... Carol comentou da terapia e...
—Não Damon, terapia não... Aqueles loucos, eu não quero isso e...
—Ok, sem pressão — sorri — vamos? — concordo com a cabeça e sigo-o. —Temos que trabalhar muito para cobrir os dias que vamos ficar longe— estou me adaptando melhor no serviço e me dando super bem, logo, percebemos que nossa aposta seria furada, ele até que está se dando bem com seu estilo, quanto seus toques... Bom, eu tento o controlar...
—Fala pra mim que você fez os contratos dos acionistas, por favor. — Afirmo. Damon está dirigindo, estou comendo um pão de queijo que ele me deixa comprar, algumas noites passadas eu tive uma crise de oniomania que eu não tinha há anos, é algo terrível, fecha minha garganta e tudo no meu corpo dói, sabe uma adrenalina? Como se você tivesse que comprar nem que fosse uma bala? Havia passado, eu tinha a possibilidade de comprar o que eu quisesse como quisesse a hora que quisesse... Então, como de costume, durante a crise eu me sentei no chão e abracei meus joelhos, o choro me acalmava e tirava aquela sensação de impotência.
Eu não contei para Damon, Carol sabe pois sempre que acontece ela me ajuda... Eu não gosto disso, eu prefiro que não aconteça... Mas gosto de estar com Damon porque isso não acontece.
—Já pensou se não der certo? Se ela casar mesmo assim?! — comento enquanto coloco mais um pedaço de pão na boca, ele faz a curva e me olha. -Já pensou que essa doença permaneça?! — Eu não tenho resposta e ele volta a falar... — é exatamente assim que eu me sinto, quando ela esteve em casa, eu vi que poderia esquecer ela, que estava exagerando... Mas quando tive a certeza que ela casaria, meu mundo caiu. Você já amou alguém? -dou de ombros negando, amar não, pelo menos eu acho, mas já gostei... Depois disso passei a amar Prada, Chanel, Gucci, enfim. — nunca Lena? — nego mais uma vez. —Meu Deus... Bom, vou tentar descrever ok? — concordo e ele me encara estacionando o carro. — imagina quando você vê uma coisa e quer comprar, aquele desespero, aquela compulsão? Sabe, sentir sede e beber a água, esperar por uma coisa e ela enfim chegar... Sonhos Lena, desejos... — nossos olhares se intercalam e eu por um momento me imagino com ele em um momento íntimo, céus Elena, pare com isso. — é como ter um orgasmo —ele ri — sabe, quando o cara te leva a loucura? — nego— vai me falar que nunca teve um orgasmo? —nego mais uma vez e ele assusta. — Lena com que caras transou? —abaixo a cabeça envergonhada e sibilo a verdade tão baixo que sou obrigada a repetir.
—Sou virgem! — sinto que minha pele está ruborizada.
—Muito engraçado... — ele sorri e eu permaneço o encarando, eu não estou mentindo, quando tive a chance sai correndo e no mesmo momento eu fui para o Market in, uma loja de conveniência para comprar o que eu achasse — é mentira né? — nego — Wow... Wow e Wow... — ele me encara— Lena eu não sei o que falar.
— Ótimo! Fique quieto! — ele assente e solta o cinto abrindo a porta do carro, não sei a sensação mas reconheço que já tive vários orgasmos comprados. Aquele que se tem em lojas, só pelo gato de se passar o cartão. Saímos do carro, as pessoas, mulheres, sempre olham para ele como se ele fosse a última bolacha do pacote, e eu sei que depois do banho de loja que dei nele ele melhorou cem por cento!
—Eu estou em choque! Quantos anos você tem? — ele repete a sua cara de espanto dentro da sala e eu reviro meus olhos fechando a porta, sem vontade respondo ajeitando a papelada que organizei.
—Vinte e quatro, ah Damon isso é normal, apenas quero o cara certo... E outra, não acho que transar pensando em um Prada que eu havia acabado de ver seria interessante.
—Seria broxante— ele torce o nariz e eu sorrio me sentando na cadeira a frente da mesa dele.
—O fato é, eu não consigo pensar em outra coisa... Eu, Damon...
—Carol me contou da sua crise, disse que foi feio... Lena, vamos hoje fazer uma limpa no seu guarda roupa? Vamos lá vai ser divertido... Podemos ver o que você não quer mais e ir doar, garanto que vai amar... — o encaro. — Ou sei lá, pode rir comigo, eu sei ser muito amigável! — faz beicinho e eu paro para pensar, me livrar de coisas que eu comprei por impulso poderia ser legal...
—Ok, nós vamos! Mas será que agora podemos trabalhar?
—Claro, Elena... Porque aqui você soltou tanta verba assim? — ele olha para o orçamento que eu fiz e eu coloco as mãos na cintura.
—É que foi legal digitar o valor do pedido em seguida a senha, Damon me desculpe... — ele balança a cabeça e eu saio para não ter nenhuma bronca.
A tarde passa sossegada, fico no meu computador e assim ninguém pode falar nada, clipes, acabei meu trabalho, é isso que importa! Ah céus como eu queria poder entrar naqueles sites e comprar coisas idiotas... Minha mão coça mas o telefone me salva.
—Wall Street Elena. — falo entediada.
—Ei, boa tarde, será que eu poderia falar com o Damon? — uma voz fininha me pergunta e eu reviro os olhos.
—Sim, claro... Quem gostaria?
—April Young— o chiclete que está na minha boca voa longe e eu volto ao meu normal. —Tudo bem?
—Sim, vou passar para ele! — meu Deus é ela!
— Obrigada... — coloco a transferência e saio correndo para a sala dele que é na minha frente, assim que entro o telefone toca e ele me olha espantado.
—Se eu fosse você atenderia... É a April— sem retirar os olhos dos meus ele atende.
—Alô? Ah April, que surpresa maravilhosa— fecho a porta e olho sorrindo boba a sua cara de animado— Ah sim— ele me olha e sibila um “sai”, nego e me sento a sua frente. — No seu casamento? Sim, eu vou... Ah sim, superei claro... — e como superou, espero que tenha sido do fato dele se vestir mal, porque se for o amor dele... — Ah eu também te considero muito— pego a água e levo a boca. —e eu vou levar a minha namorada— aquela água sai da minha boca e eu quase engasgo. — está bem, beijos!
—Ah que lindo, está namorando e eu vou de vela? Muito bonito senhor Salvatore...
—Você não vai de vela...
—Ah eu não vou mais! — afirmo colocando mais um gole de água na boca.
—Você é a minha namorada— a água sai da minha boca mais uma vez e ele me encara. — sabe quantos mil germes eclodem de sua boca quando você cospe a água?
—Sabe o choque que eu tomei em ouvir isso? Sabe o quanto eu estou paralisada? Céus, Damon...
—Você vai me ajudar não vai? Então, é só para fazer ciúmes a ela, eu não vou tocar em você, eu juro! — não sei o que me deixa mais brava, ele fazer isso sem me falar ou o fato de ele não tocar mais em mim.
—Ok, me dá seu cartão e essa raiva para.
—Nem pensar! Eu vou te ajudar— ele pega o terno— Vamos que nós temos um enorme guarda roupa para arrumar e dispensar roupas e mais roupas— ele passa por mim e eu vou atrás dele.
—Volta aqui senhor Salvatore, ainda não conversamos...
...
—Pra que você usa uma blusa escrita eu preciso? — ele está com uma blusa minha nas mãos e eu o encaro. — O que vem a ser isso?
—Eu achei os dois na internet, estavam em promoção e eu amei demais comprar eles... — ele me encara e sem falar nada arregala os olhos e coloca dentro do saco que vamos doar, tento impedir.
—Nem pensar... — ele se aproxima segurando o saco e tenta não pisar nas roupas que estão espalhadas no chão, abre o meu closet e um palavrão sai da sua boca.
Maybe if I act like that, that guy will call me back...Porno Paparazzi girl, I don't wanna be a stupid girl...Baby if I act like that...flipping my blond hair back...Push up my bra like that...I don't wanna be a stupid girl
—Damon!
—Você é uma centopeia ou uma humana?
—Damon, só tenho duzentos pares, não é muito— ele me encara.
—Na minha época minha mãe chorava por ter apenas um com a sola furada— dou de ombros— Bom, você fica com vinte!
—Nem pensar, eu fico com todos! — vou para cima dele e ele anda com o saco pegando vários pares e correndo pelo quarto.
Disease's growing, it's epidemic...I'm scared that there ain't a cure...The world believes it and I'm going crazy...I cannot take any more...I'm so glad that I'll never fit in...That will never be me...Outcasts and girls with ambition...That's what I wanna see...Disasters all around...World despaired...Their only concern...Will they **** up my hair
—Damon— grito e ele ri correndo de mim— Eu vou jogar um jato de poeira em você— passo a mão em um lugar empoeirado e saio correndo atrás dele, ele larga o saco e pula na cama assustado.
—Covardia— subo na cama e fico cara a cara com ele. — Elena, não se atreva... Sabe quantos ácaros tem nisso? — me aproximo e coloco a mão perto da boca, ele tenta se afastar, seu pé enrosca nos meus e eu me seguro nele, Damon cai por cima de mim e minhas mãos pendem em suas costas, ele fica cara a cara comigo e o silêncio paira... meu nariz toca e eu solto um fino espirro. — Brinca mais com isso— ele comenta sorrindo e continua em cima de mim, minhas pernas estão mole e eu estou concentrada em como seus olhos são azuis...
—Está tudo bem? Eu ouvi um grito e... Wow... —Carol nos encara e Damon sai de cima de mim na hora.
— Está tudo bem Carol, eu só estou ajudando ela doar algumas roupas sabe, acho que tem muitas e... — Carol me encara com os olhos arregalados.
—Eu autorizei... — dou de ombros.
—Está bem, eu vou voltar para o meu quarto, escutar um som alto, e comer amendoins, fazem barulho e a música ajuda, e eu estarei bem longe...
—Carol— a repreendo fazendo sinais atrás de Damon.
—Ok, eu vou pra lá. — ela sai e Damon me olha.
—Vinte pares! — ele fala sério.
—Cento e cinquenta!
—Oitenta!
—Noventa e cinco e não se fala mais nisso... — falo entre dentes.
—Cinquenta e saímos para beber essa noite! — vou revogar mas acabo gostando, ele está com a mão esticada e eu vou para tocar— ah ok sem tocar nessa mão com poeira... — faço uma careta e ele sorri— Te pego as oito!
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