Um Amor Nº V
6 Emprego novo
Notas iniciais
ElenaSalvatore e Gracinha amei as lindas recomendações :) obrigadaaaa
Elena Gilbert
Olhei no espelho pela última vez, escarpam, um terninho risca de giz e meus olhos bem delineados com um risco preto, o cabelo preso em um coque devidamente projetado com cuidado e um batom dos mais caros, uma pitada do meu perfume Chanel Nº5 e pronto, você está magnifica Elena Gilbert- repeti para mim mesma, eu nunca trabalhei na minha vida, aquela vontade maluca de comprar apareceu novamente e eu me segurei, estava mais que louca para que aquilo sumisse, era algo que eu nem sei explicar, sabe aquela vontade que os fumantes tem de fumar e os alcoólatras de beber?! Acho que tinha a ver, mas era um pouco pior... Não sei como eu ia sair dessa...
—Vamos?! — Carol disse sorrindo assim que abriu a porta e eu assenti olhando para ela— Elena, é um trabalho e não um desfile da Victória Secrets...
—Assistiu o diabo veste Prada? — perguntei saindo do quarto— quero ser a Anne Hathaway do fim do filme e não a do começo, e além do mais eu não tenho roupa furreca por favor!
—Ok Elena, ok— revirou os olhos e fomos para meu carro. —Vamos com o meu porque é muito mais econômico e podemos utilizar mais.
—Nem pensar, vamos com o meu— bati o pé.
—Elena, facilita... O seu carro é muito chique, e quer saber?! Eu de você trocava ele... Agora você trabalha e precisa economizar!
—Caroline, por favor... Não fale essa palavra— fechei a porta do meu carro e cocei meu pescoço.
—Elena, você tem que se tratar! — ela revirou os olhos e abriu a porta do carro— de verdade, eu vou atrás de um grupo para a Oniomania, não adianta chiar. — revirei meus olhos...
Damon Salvatore
Estava mais que feliz em saber que April havia ido embora, aquilo me deixava muito mais que aliviado em saber que eu havia resistido de beijar ela, e isso tinha sido muito difícil principalmente quando é a mulher que eu realmente amo na minha frente.
—Alaric Saltzman, come de boca fechada por favor!
—Ah desculpe papai— zombou— está atrasado não está?
—Eu nunca me atraso! — disse cínico e olhei no relógio — mas para tudo há uma primeira vez... Estou indo, não usa meu perfume, não bagunça o apartamento e para de pegar as coisas com as mãos cheias de gordura— disse colocando meu paletó. — Por favor vê se me ouve uma vez na vida ok? Muito obrigado!
Entrei no prédio onde trabalhava e chamei o elevador, assim que entrei arrumei meu terno olhando pelo enorme espelho para que a camisa ficasse alinhada, ajeitei meu cabelo pois tinha um fio solto, percebi que ainda não havia chamado o andar, apertei o número e então a porta se fechou... Era milagre eu estar sozinho ali, mas eu preferia, assim não teria mil pessoas respirando o mesmo ar.
—Klaus, assim que a tal moça chegar me avise... Eu vou estar na minha sala! — disse assim que entrei no corredor onde diversos homens negociavam em telefones, Klaus estava perto portanto me ouviu perfeitamente, ele assentiu com um sorriso fraco e eu meneei a cabeça em sua direção... Coloquei a mão na porta e girei a maçaneta... O local não tinha nada de extraordinário, uma mesa de madeira, uma estante onde tinha livros que eu nunca tinha lido e um sofá, com o toque feminino de minha ex secretária, tinha apenas um vaso onde sua base era marrom e tinha detalhes de pedra. Olhei para a minha mesa e um sangue me subiu quase que de imediato, abri a porta e correndo as mãos pelos meus cabelos molhados chamei a faxineira. — Cadê a Lucy? — disse de modo que todos me olhassem, na verdade acho que gritei.
—Oi senhor Damon! — ela se aproximou— Algo errado?
—O fato de estar completamente fora de ordem e um rastro de poeira onde pode entrar diversos Ralstonia metallidurans em meu nariz e me deixar com uma forte gripe e nem trabalhar, isso te assusta Lucy? — a mulher bufou, ela era desaforada mas eu havia me acostumado, ela era a única que durava ali...
—Lá vem o senhor com esses nomes difíceis, me desculpe senhor Damon, bagunça não há e sim dois cadernos estão virados, e essa poeira é quase que imperceptível, mas claro que o senhor viu... Vou pegar um pano agora mesmo.
—Ah graças! Economiza no álcool por favor! — ela revirou os olhos e então saiu, tirei os cadernos e como se fosse um bicho me afastei da fuligem, dei graças a Deus quando ela passou um pano e retirou aquilo. Peguei os papéis para analisar até que Klaus bateu em minha porta.
—Damon, com licença, me pediu para avisar... A moça, bom ela chegou...
—Ah graças, mande que ela entre por favor... — ele assentiu e eu abaixei a cabeça para assinar um contrato e então escutei uma voz aveludada e um tanto conhecida.
—Ei, eu conheço você! — eu a encarei, ah ótimo a bêbada, eu poderia ter ficado meio com medo mas assim que eu a vi não pude deixar de sorrir.
—Ah a bêbada do salto quebrado— amontoei os papéis e apontei para que ela se sentasse. — Elena?!
—Sim...
—Receio que tenha confundido, os desfiles de moda são ensaiados no prédio ao lado— ironizei sem grosseria e ela estalou a língua em negação.
—Homens, nunca sabem o que é estilo!
—Mulheres, nunca sabem o que é dinheiro!
—Ah eu sei— ela sorriu.
—É eu percebo, mas senhorita Elena, o que procura?
—Acho que parece um tanto que óbvio senhor Damon— ela utilizou um tom formal e eu a encarei— preciso de um emprego!
—Ah certo, quais suas últimas experiências profissionais? — ela me encarou e eu peguei um papel para anotar sua resposta, mais para demonstrar algo, ela seria escolhida, era a única mesmo!
—Nunca trabalhei! — eu a encarei, céus como isso?
—Oi?!
—Meus pais sempre me deram tudo e eu não precisava, desculpe mas não quero discutir nada sobre o porque eu quero um emprego agora, apenas preciso de um emprego!
—Está bem, acha que daria certo como minha secretária?
—Com toda a certeza? — eu a encarei e ela assentiu.
—Posso transformar esse local, sem contar que ninguém tem estilo e...
—Elena, quero uma secretária e não uma estilista.
—Sim senhor... Estou contratada né? — Ou era ela ou ninguém, ah céus... Apesar de gostar dela sentia que le ainda ia me trazer enormes problemas!
—Sim Elena!
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