Um Amor Nº V
11 Ressaca
Notas iniciais
Mil perdões pela demora, semana de prova :(
Espero que amem.
Eu tenho que confessar que climas de balada não é comigo, nada de musica alta e bebida, mas estou aqui porque Elena precisa se livrar dessa compulsão, eu prometi que a ajudaria, eu vou ajudar! Ela está linda, um vestido vermelho e um salto, cabelos presos em rabo de cavalo e uma leve maquiagem, me lembrou April e sua mania de colocar delineador, os olhos azuis dela são perfeitos e não precisam de nada. Eu gosto desse jeito da Elena, ela é meio louca e completamente solta, não quer saber o que está acontecendo, ela só quer viver.
Estamos no meio do salão e ela já bebeu quatro copos de tequila, não posso falar nada pois a acompanhei, minha visão estava turva e minha cabeça girando, conseguia estar um pouco melhor que a Elena que estava rebolando e rindo sem parar... Vodca realmente não fica boa quando se mistura com uma grande dose de tequila, céus eu preciso dirigir... Paro então de beber e coloco a mão na cintura da Elena, estamos dançando muito e desde que chegamos lá.
—Vamos, eu.. Eu estou compl... Completamente louco! — falo com dificuldade gritando para que ela escute. Elena ri e nega erguendo o copo.
—Não, não e não— balança a cabeça— Vamos comemorar apenas! — ri alto e começa a dançar— comemore comigo senh... Senhor Salviatore— eu solto uma gargalhada e ela continua mole com suas palavras...
—Comemorar o que? — estou zonzo.
—Estamos vivos! — ela sai dançando e eu não vejo o porque de não acompanha-la...
Depois de muitas tentativas eu consigo sair com ela, estamos se segurando e como estamos perto da minha casa, ativo o alarme do carro e resolvo ir a pé com ela... Ric vai buscar meu carro para mim... Ela corre para uma pequena mureta e retira seus saltos, amarra um no outro e coloca em seu pescoço, eu começo a rir quando ela anda feito uma equilibrista na mureta, ela com certeza vai cair.
—Já teve vontade?— ela abre os braços e olha para cima completamente tonta.
—De que? — olho para cima.
—De voar? — solto uma gargalhada e ela me encara— Falo sério, de ser livre de não ser presa a nada— ela me encara e esta falando enrolado, eu estou um pouco melhor mais sinto que estou tomado pela bebida. Sorrio.
—Você só é presa naquilo que você quer Elena... Tem que fazer mais as suas vontades e não ter medo... — ela umedece os lábios e completamente sem jeito e por impulso ela se joga para minha boca batendo sua cabeça na minha, aquilo me assusta, ainda mais o modo com que sua boca caça a minha, a empurro devagar. — Ei... Calma— coloco a mão em seu rosto e puxo delicadamente a sua boca para a minha selando nossos lábios. — é assim que se faz! — ela me encara e oh céus o que eu estou fazendo? Elena =volta devagar e nos beijamos de verdade, desço minha mão para sua cintura e ela me abraça forte...
Eu sinceramente não quero saber se é certo, se estou bêbado ou não, estou entrando na minha casa a beijando de modo selvagem, a pego no colo e fecho a porta com seu próprio corpo enquanto a prenso na porta e beijo seu pescoço... A levo até o sofá e a deito delicadamente, Elena está zonza mas seus beijos são intensos e sua pele é tão macia, desço meus beijos para seus seios e ameaço de tirar o vestido, céus... Camisinha.
—Lena, eu vou achar uma camisinha e já volto... Prometo que vou ser cuidadoso— ela é virgem Damon... Não vou me controlar... Ela assente umedecendo os lábios e eu corro para o quarto. Ok, onde eu coloquei aquele pacotinho prata? Ah sim na minha gaveta, corro para a gaveta... Ah não, Alaric deve ter pego... Debaixo da cama, debaixo das meias, aqui... Debaixo das cuecas... Como não pensei... Corro pelo corredor e chego na sala. — Estou... — eu olho aquela cena e caio na real. — de volta— falo baixinho, Elena está dormindo de boca aberta e roncando, sério Damon? Você ia tirar a virgindade de uma menina por um impulso de bebida? Sinto meu corpo acordar e bato na minha cabeça, sou um grande idiota... Pego ela no colo cuidadosamente e a aninho em meu peito, a levo até a minha cama e ajeito seu corpo debaixo do edredom, o que eu ia fazer? Ia transar com ela, meu Deus, Elena é virgem e estava completamente frágil. Eu sou mesmo um babaca, vou em direção do sofá e fecho meus olhos...
Acordo com Alaric me cutucando e olhando espantado, eu me levanto depressa e estou com a boca seca, é de madrugada a sala está escura ainda, ele me olha sério e eu forço os olhos para encarar seu rosto que está com um leve tom de preocupação.
—Preciso saber o porque tem uma mulher que ronca muito e ainda por cima está de vestido? Céus, Damon eu sinceramente acho que você é gay, mesmo que tenha se arrumado, ok ela ronca mas ela é linda!
—Você ficou olhando a Elena? — pergunto abismado e ele dá de ombros, dou um tapa em seu ombro— Atrevido, ela está bêbada e, você a conhece... É a mesma bêbada do dia em que saímos, a que eu acabei levando em casa, aliás, ela trabalha comigo!
—Ela vive bêbada? É alcoólatra? — solto uma gargalhada e ele me encara.
—Não, saímos e eu acabei bebendo com ela...
—E transaram? — ele sorri.
—Não!
—Eu falo, um dia você ainda assume que é gay!
—Ric, cala a boca, eu sai para pegar a camisinha e ela dormiu! — ele ri alto e eu tenho que jogar uma almofada pra que ele entenda que é para calar a boca.
—Camisinha Damon?! Camisinha?!
—Sim, aquela coisinha de plástico sabe? Aquela que se usa por questão de prevenção de muitas coisas? A que você vive roubando?
—Eu sei o que é, mas, céus que idiota, quando for assim amigo, vai na fé...
—E correr o risco de engravidar ela ou sei lá? Não, e além do mais ela é virgem! — Alaric se engasgou e me olhou espantado.
— Ah sim claro e você é um homem completamente normal! — O ronco dela foi mais alto e eu me encolhi assustado. — ok, isso pode explicar! — joguei a almofada de novo e ele riu alto.
Elena Gilbert
Abri meus olhos e olhei meio zonza, céus que dor insuportável é essa? Olhei para o lado e céus, onde eu estou? Essa luminária furreca? Essa cama? Ah não, céus o que é isso? Onde é que eu estou? Respirei fundo e minha narina sentiu o cheiro forte de café que estava na mesinha, assim que me endireito eu quase caio.
I got a hangover, wo-oh...I've been drinking too much for sure...I got a hangover, wo-oh!...I got an empty cup...Pour me some more...So I can go until I blow up, eh...And I can drink until I throw up, eh...And I don't ever ever want to grow up, eh...I want to keep it going, keep keep it going, going, going, going..
—Ei, você acordou— Damon apareceu sorrindo e abriu a porta, céu está na casa dele, será que eu? Ah céus, será que eu... Meu Deus, contraio minha intimidade, mas não sinto nada, nem uma dor sequer, céus... Com ele? — O que foi? — ele me olha assustado e eu faço uma expressão de dúvida, ok fazer o que? Eu acabei me entregando para o meu chefe louco que quer outra, eu esperei tanto por um momento...
—Damon, desculpa eu estava bêbada, eu não deveria ter feito isso, mas fique tranquilo ninguém vai saber e eu não vou te obrigar a nada que não queira, não precisaremos assumir uma relação por isso, entendo como é, homem e uma mulher bêbados e...
—Oi?! Elena, o que você está falando? — ele ajeitou o café e colocou no copo entregando para mim.
—Eu sei que nós, bom que... — insinuei com s mãos tremendo nervosamente e completamente corada.
—Nós?! — ele se aproximou.
—Ah céus— coloquei a mão na cabeça e encarei ele assustada— que transamos! Eu juro que não pensei e... — ele me encarou, por um tempo ele ficou sério até que sua feição se explodiu e ele riu alto, Damon se sentou na cama e me encarou.
—Não, Elena, não— ele riu alto— Nós não transamos! — aquilo me deu um alivio e eu me sentei ao seu lado. — Mas quase...
—O que? — o encaro— porque está rindo?
—Relacionamento sério?
—Sim, quando as pessoas transam elas buscam isso.
—Certo, mundo correto que você vive, por isso não existe prostitutas elas estão casando— fiz careta e peguei o café— e para sua informação, você me seduziu, ,e beijou...
—Eu estava bêbada! — tomei o café e queimei minha língua cuspindo o liquido, Damon correu para perto de mim.
—Céus, que nojo— fez careta— está tudo bem?
—Queimei minha língua, desculpa... Vou lavar, onde é o banheiro...
—Deixa eu ver isso elena— ele se aproximou.
—Nem pensar, você não vai ver minha língua! — disse de uma vez.
—Eu senti ela na minha boca— riu— o que é estranho falar e não sentir nojo, e aliás, que beijo hein?! — semicerrei os olhos e sai de perto dele, precisava sair! Assim que fui sem rumo ele riu atrás de mim me indicando o caminho do banheiro.
Posso falar que estava bem mais aliviada em saber que nada rolou, porem fiquei chateada, Damon poderia não ter estilo, mas, ele é lindo demais e até que... Não elena, não! Depois de uma tarde na casa dele, Damon me levou para minha casa, durante o caminho ele dizia o quanto estava empolgado para ver a April, e o quanto ele estava doido para que desse certo e... Minha unha quebrou... Mas eu estava animada para viajar, Damon parou no sinal e eu pude ver a Bergdorf Goodman em liquidação, me lembrei de quando podia e aquelas meninas ali comprando me fez me encolher.
—O que foi?
—Damon, eu preciso comprar... — cocei minha mão— Eu não aguento mais— ele acelerou o carro assim que olhou na mesma direção que eu. — Damon?!
—Nem pensar... — Eu respirei fundo e me senti mais confortável com ele ali, mas eu precisava... Damon parou o carro e eu agradeci a carona, assim que tirei o cinto bati a porta, ao me afastar minha cabeça girou e eu comecei a lembrar.
A maior liquidação de todas acontece agora... Entrem... Entrem... — A gritaria começou e eu corri... Agora era a hora de sentir o que eu mais amava, o prazer de pegar algo na mão, de passar o cartão de crédito e sentir o cheiro de novo... Ao colocar os pés na loja eu senti o que uma mulher normal sentiria ao ver um homem, ou um gostosão na televisão... Costumava chamar de Orgasmo comprado. Era ali que eu me sentia bem, era a hora de pegar coisas banais como um lenço ou um óculos de sol, aquilo para mim era uma compulsão, um desespero único de sempre ter mais, de sempre comprar... De passar o cartão de crédito e sorrir para a vendedora ao pegar minhas sacolas mesmo sabendo que eu não ia ter onde por... Era assim que eu me sentia feliz.
Ele virou o carro e eu rapidamente me virei indo em direção dele, assim que parei perto do carro ele me encarou.
—Damon, se importa se puder ficar mais um pouco? — na verdade eu precisava que ele aceitasse, eu me sentia bem com ele por perto... Ele me encarou um tanto que confuso.— Podemos rever os casos para amanhã e sábado podemos viajar mais cedo— concertei e ele assentiu sorrindo, mais que depressa ele retirou o cinto e saiu do carro, para falar a verdade eu não entendia essa segurança que ele me transmitia.
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