Um Amor Nº V

12 Não brinque comigo!


Notas iniciais
Gente, a fic voltou! ~todos aplaudem~ A Wendy me deu a fic pq ela estava com dificuldades para escrevê-la... Então espero que vocês gostem do que eu escrever e qualquer coisa, é só mandar review ou MP...

Sábado. Viagem. Avião. Aeroporto. Lojas de lembrancinha. Máscaras pra dormir. Travesseiros de pescoço. Um mundo de possibilidades e eu não vou comprar nada. Nem uma bala. O mais interessante é que não quero. Pela primeira vez estou em um aeroporto e não sinto vontade de comprar. Não...

–Elena, você está prestando atenção? — Damon para na minha frente e segura meus ombros.

–Desculpa, Damon, eu estava comemorando comigo mesma. — dirijo-lhe um sorriso sem graça.

–Mas... Comemorando o quê, exatamente?

–Olhe ao redor, Damon. Para de pensar em como vai ser estar perto da April por um instante e olhe ao redor. — ele faz o que eu peço. — Lojas, Damon. E nenhuma delas está me chamando.

–Elena, isso é... Isso é incrível! — por um momento Damon se permite ser espontâneo e me abraça. Sorrio para ele, dessa vez, genuinamente.

–Não é só minha opinião que está surtindo efeito no seu estilo. Sua presença bloqueia meu instinto compulsivamente consumista. Obrigada. — beijo-lhe a bochecha.

–Passageiros do voo 1439 com destino à Flórida, última chamada. — soou a voz nos auto-falantes.

–É o nosso voo, Dam. Quero dizer Damon.

–Tudo bem, Lena. Pode me chamar assim. Vamos fingir ser um casal por algum tempo. É melhor que tenhamos apelidos e essas manias de casal.

–Minha flor favorita é copo-de-leite. Para o caso de você querer fingir a esse ponto... — acrescento diante de sua expressão confusa.

Ele ri.

–O quê?

–Você não é nem um pouco empenhada, não é? — diz, irônico.

–Gosto de fazer bem-feito. — sorrio, convencida.

Vamos caminhando para a área de embarque. Damon continua falando sem parar sobre April. Ao sentarmos em nossas respectivas poltronas, sinto que já sei até o nome do hamster da prima de quinto grau da April.

–Damon?

–Sim?

–Você poderia parar de falar pouco sobre a April? Tenho medo da decolagem e esse assunto não é exatamente relaxante.

–Ah, já que é assim... Olha, Lena, eu comprei um presente pra você por tudo o que você tem feito. Era pra te dar quando chegássemos à Flórida, mas acho que vai acalmar você.

Então ele levanta e pega no bagageiro sua pasta. De dentro, retira uma caixinha com o logo da Chanel . Não consigo não sorrir.

–Obrigada, Dam. — digo antes mesmo de abrir a caixa.

–Abra e veja se gostou...

Era um lenço. De uma das minhas cores preferidas: azul. Tive a impressão repentina de que meu rosto iria se partir em dois, tamanho o meu sorriso.

–É tão...

–Você?

–Eu diria lindo, perfeito, maravilhoso, elegante... Mas acho que você descreveu melhor. É tão eu. Como você sabia que era essa minha cor preferida?

–O segredo nunca será revelado.

–Car.

–Como você...

–O namorado dela é seu amigo e ela é minha melhor amiga. É claro que só poderia ser.

–Gostaria de agradecer mais uma vez por você estar fazendo isso.

–Acho que era vir com você ou perder meu emprego...

–Por quê?

–Não ia conseguir voltar depois de gastar tudo o que eu venho economizando. Além da Caroline me matar.

Nós dois rimos. Noto, com surpresa, que há pessoas circulando pelo avião.

–Já estamos no ar. — digo, admirada. — Obrigada por me distrair.

–Disponha. — responde com um sorriso simpático.

O voo foi bem tranquilo. Não houve muitas turbulências e isso tornou tudo mais fácil. Damon ficou o tempo todo ao meu lado acordado. Conversamos sobre vários assuntos e para salvação da minha sanidade, ele não falou mais sobre a April.

–Vamos ficar em algum hotel?

–Nossa anfitriã gostaria que nos juntássemos a ela, – fiz careta. – mas como sabia que você se sentiria melhor se ficássemos em um hotel, pedi desculpa a ela e fiz, eu mesmo, em um hotel cinco estrelas e que não foi tão caro.

–Obrigada mais uma vez.

–Vamos ter que dividir o quarto.

–O quê? Damon, eu não... Você vai dormir no chão.

–Tudo bem. – ele de repente parou, o que me fez esbarrar em suas costas. – Por que não podemos simplesmente dividir a cama?

Revirei os olhos.

–Damon, sou uma moça de família. E você ainda gosta da sua ex, que não sei se você sabe, vai casar no fim da semana que vem.

–É todo o tempo que eu preciso para fazê-la mudar de ideia. E eu não vou desonrá-la. Pode ficar tranquila quanto a isso.

–Deixa de ser antiquado. Ninguém mais fala em desonrar! Não acho que você vai conseguir a garota dos seus sonhos com uma "namorada problemática", porque ela com certeza vai notar que eu não sou normal, na sua cola!

A última parte saiu tão alta que algumas pessoas se viraram para nos olhar. Fiquei com tanta vergonha que saí andando e deixei Damon para trás. Esperei por ele do lado de fora da porta do aeroporto, onde o fluxo de pessoas começava a diminuir, já que não havia chegado outro voo além do nosso.

–Vamos pegar um táxi ou você também não pode andar onde outras pessoas sentam o tempo todo, todo dia e alugou um motorista particular com o carro completamente higienizado? – perguntei com o tom mais ácido e sarcástico que consegui.

Ele não responde, apenas caminha até a ponta da calçada e abaixa-se na janela de um táxi que acabou de parar. Diz algumas coisas, dá algum dinheiro ao taxista. Resolvo me aproximar.

–Madame... – diz ironicamente abrindo a porta para eu entrar.

Assim que me acomodo no banco, Damon fecha a porta e o taxista começa a dirigir, sem parar nem ao menos quando eu o mando parar.

Alguns minutos depois, o táxi para em frente a um hotel bem bonito. Aparentemente luxuoso. Gostei. Mas ele mal pode esperar pelo que vou fazer com ele.

Chego à recepção para fazer o check-in.

–O quarto reservado para Damon Salvatore e Elena Gilbert, por favor.

A recepcionista pede meus documentos e me entrega a chave.

–O senhor Salvatore vai precisar de um outro quarto ao chegar. Eu, como secretária pessoal dele, vim na frente para resolver as questões burocráticas. Minhas malas estão vindo no carro dele, se puder pedir a alguém para levá-las ao meu quarto...

A menina, que não aparenta ser muito mais velha que eu, anota tudo o que digo. Sigo para o elevador e já dentro dele, aperto o botão para o último andar. Ando pelos corredores bem decorados procurando o quarto. Passo o cartão para destravar a porta e entro. Que coisa maravilhosa. É tudo o que eu poderia imaginar de um hotel cinco estrelas.

Vasculho toda o quarto. No banheiro, há uma banheira grande e aparentemente confortável e em sua borda, vários sais de banho. Abro a torneira e jogo alguns de baunilha. Ouço baterem à porta. Como estou esperando pelas minhas malas, abro sem checar quem é e tomo um susto quando um Damon muito irado entra quase voando no quarto de tanta raiva.

–O que você pensa que está fazendo?

Notas finais
Até semana que vem!