Um Amor Nº V

14 Não Era Pra Eu Me Sentir Assim


Notas iniciais
Oi pessoal! Bom, gostaria de agradecer às lindas Samantha Petrova e carolina abadias por terem recomendado a fic

POV Elena

Acordei bem-humorada na manhã seguinte. Damon dormia tranquilamente ao meu lado e seus braços estavam ao redor da minha cintura de um jeito possessivo. Sorri com a situação. Talvez isso entre nós dois dê certo. Damon é uma boa companhia.

Tentei levantar sem acordá-lo, o que foi impossível. Assim que me mexi na cama, seus braços apertaram ao meu redor e ele murmurou algo que parecia um ˝Por favor, não vai˝. Isso me incomodou um pouco, por saber que era da April que ele estava falando, mas não deixaria esse pequeno detalhe estragar meu bom humor.

Levantei da cama e fui para o banheiro. Tomei um banho frio, pois aqui tem feito muito calor. Visto uma roupa de ginástica e saio pra correr na praça pela qual passei no táxi ontem. Ponho meus fones de ouvido e me perco da minha realidade enquanto penso num mundo onde eu posso comprar o quanto quiser sem me preocupar com a conta no final.

Quando volto para o hotel, encontro Damon desesperado na recepção, gritando com a recepcionista.

–Hey, o que aconteceu? Acabou o álcool em gel do nosso quarto? – perguntei divertida.

–Ah, aí está você. Fiquei preocupado com você. Quando acordei não tinha mais ninguém comigo no quarto.

–Eu saí pra correr um pouco.

–Sozinha, em uma cidade que você não conhece?! Podia ao menos deixar um bilhete, já que seu celular não estava com você.

Saio de perto dele, que está fazendo um escândalo na recepção. Sigo para os elevadores para voltar ao quarto e tomar outro banho. O que deu nele? Não sou nenhuma criancinha. Sei me cuidar e tenho boca. Se me perdesse, o que acho difícil, era só pedir informações ou encontrar um telefone.

Pego uma muda de roupas confortáveis e fresquinhas e vou tomar banho. Sinto-me muito bem depois do exercício. Não que eu goste muito, mas já que não posso comprar, tenho que gastar energia com alguma coisa.

A água está maravilhosa, mas minhas mãos já estão ficando enrugadas, então desligo o chuveiro. Hora de encarar o que quer que esteja me esperando lá fora. Tomara que Damon não pegue muito pesado com o que vai dizer, já que ontem ele também sumiu e me largou aqui sozinha. E por muito mais tempo.

Ao sair do quarto, sou surpreendida por um abraço extremamente apertado.

–Fiquei com medo de você ter ido embora depois do que fiz ontem. Por isso aquela confusão toda lá embaixo.

–Você não está bravo comigo? – pergunto receosa.

–De maneira alguma, Lena. Eu é que fui um estúpido ontem por ter te largado sozinha por horas, só por estar chateado com a April e hoje por gritar com você lá embaixo. Gostaria que me desculpasse. E que aceitasse ir almoçar comigo hoje.

–Claro que desculpo você. Não precisa me levar pra almoçar pra se redimir. Podemos almoçar no hotel mesmo.

–Eu insisto. – fez cara de pidão. – Vou me sentir mal se você não aceitar.

–Isso é golpe baixo! Você está fazendo chantagem. E biquinho! Damon, seu...

O telefone do hotel toca.

–Deixa comigo. – disse, já indo atender. – Sim?

–Há alguém querendo falar com o senhor Salvatore aqui na recepção.

–Como é o nome da pessoa?

–Só um momento. – ela afasta o telefone para falar com a pessoa. – Como é seu nome, senhora?

–April. April Young.

–Ela disse que é April. O senhor Salvatore vai descer ou devo mandá-la subir?

–Ele vai descer. – ponho o telefone de volta no gancho. – Parece que fui salva desse almoço. A April está esperando por você na recepção. Vá atrás do seu amor, garotão.

–Não pense que vai ser assim tão fácil, mocinha. Pode trocar de roupa. Nós vamos almoçar. Se a April vem ou não, vamos saber quando chegarmos à recepção.

Já que não havia como escapar desse almoço, me arrumei da melhor maneira possível para dar à April a impressão de que Damon Salvatore é um homem de bom gosto. Claro que também o fiz se vestir bem, afinal, ele a quer de volta, não é?

Chegando ao saguão do hotel, Damon me apresentou à April como namorada dele. Não sei por que, mas ele me apresentando como namorada dele me fez sentir tão bem!

–Você não concorda, Elena?

–O quê? Com o quê? – perguntei, perdida. Não fazia ideia de que eles estavam conversando.

–Você não concorda que, mesmo tendo um relacionamento, trabalhamos muito bem juntos?

–Ah, com absoluta certeza. Nós somos um casal que atua em perfeita harmonia. Quase não brigamos. – menti. Espero que tenha sido suficientemente convincente.

–Então, April, eu e Elena estávamos indo almoçar. Por que não estendemos mais um pouco essa conversa?

–Bom, vim aqui, primeiramente, para avisar sobre o ensaio do casamento daqui a três dias. Mas, como surpreendentemente hoje não há nada para fazer, posso almoçar com vocês. Assim passo mais um tempo conhecendo sua namorada.

April sorri amigavelmente para mim e me esforço bastante para sorrir de volta. Mas sinto que meu sorriso saiu como uma careta. E o olhar reprovador de Damon só confirma isso.

O que deu em você? – sussurra em meu ouvido quando April se afasta para pedir o carro ao manobrista.

Eu juro que não foi minha intenção. Vim aqui para ajudar, lembra? E pra ficar longe de problemas. Não queira me arrumar mais um, por favor. – ele assente e se cala.

Vamos todos juntos no carro da April até um restaurante simples, mas que, segundo a noiva, tem a melhor comida na cidade. Almoçamos e conversamos amigavelmente durante quase duas horas. Depois saímos para caminhar um pouco e depois April nos deixa novamente no hotel.

No dia do ensaio, Damon está extremamente nervoso. Acho que ele deve estar enlouquecendo por não ter conseguido mover uma pena para que a April volte para ele. Preciso ajudar de alguma maneira.

Damon! – tento chamar sua atenção durante o ensaio. Estamos todos no jardim da casa do noivo de April, onde vai acontecer o casamento no próximo fim de semana.

O quê? Sabe que não podemos conversar agora. – ele responde sem nem ao menos me olhar.

Pego um bloquinho de papel e uma caneta que sempre levo na bolsa, escrevo o recado e passo para ele. Damon lê o conteúdo, mas não faz nenhum comentário a respeito. Desisto de ajudar e me concentro no ensaio que está demorando mais do que devia.

Qual é a dificuldade de todos se sentarem em seus devidos lugares, as madrinhas e padrinhos entrarem e depois a daminha com a noiva e o pai? Estão fazendo desse ensaio um evento mais complicado do que deveria ser. Não consigo conter a impaciência. Começo a balançar a perna por baixo da toalha da mesa.

Será que você pode ficar quieta? A noiva está entrando. – Damon me repreende.

A noiva vai entrar... A noiva vai entrar... PELA CENTÉSIMA VEZ? Damon, não aguento mais. Preciso andar um pouco. – olho fixamente em seus olhos, esperando que ele entenda meu lado. Damon assente, permitindo que eu saia da tenda por alguns momentos.

Caminho pela propriedade sem saber exatamente onde estou indo. De repente encontro um chafariz e sento na beirada para ficar observando a água cair. Fico tão perdida em pensamentos que não noto o rapaz se aproximando sorrateiramente.

–Boa noite, senhorita. – ele cumprimenta.

Está vestindo uma roupa social bem elegante, apesar de a camisa estar aberta e as mangas, arregaçadas.

–Boa noite.

–O que uma moça tão bonita como você está fazendo aqui sozinha nessa parte escura da mansão? – ele se aproxima e sinto o odor de álcool exalando em seu hálito.

–Olha, não quero arranjar problemas, ok?

–Não se preocupe, não me chamo Problema. – ele ri da própria piada sem graça. – Você vai ficar bem comigo. – ele se aproxima e tenta me beijar, mas me esquivo a tempo e saio correndo, tentando me afastar dele.

Percorro todo o caminho de volta e começo a procurar por Damon. O ensaio parece ter acabado e as pessoas estão, aos poucos, se dispersando. Procuro incansavelmente por Damon, mas não o encontro em lugar algum da tenda. Volto para o jardim para procurá-lo, ao mesmo tempo em que tento não dar de cara com o senhor bêbado.

Estou quase perdendo a esperança e saindo da propriedade para chamar um táxi quando o avisto. Ele está conversando com April em uma parte afastada de todas as pessoas. Quando junto fôlego para gritar seu nome, Damon beija April. Bem assim, sem mais nem menos. A cena me atinge de tal forma que não consigo ver mais nada, pois as lágrimas enchem meu olhos e eu saio apressadamente dali.

Peguei um táxi e fui direto para o hotel. Quanto menos tempo eu perdesse, menos chances teria do Damon me impedir. Entro no hotel como um furacão, indo diretamente para o quarto. Chegando lá, jogo todos os meus pertences de qualquer maneira na mala. Fecho-a e volto ao saguão. Chego até o balcão e chamo a atenção da recepcionista.

–Se o Damon Salvatore perguntar por mim, diga que não me viu, ok?

Ela assente e isso me deixa um pouco menos agitada, apesar de saber que assim que ela ganhar um ˝incentivo˝, vai lembrar de ter me visto saindo com minha mala e o rosto banhado de lágrimas. Saio pela porta do hotel me jogando dentro do primeiro táxi que aparece disponível.

–Para o aeroporto, por favor. – peço ao motorista.

Pego meu telefone e ligo para a única pessoa que pode me ajudar nesse momento, mesmo eu tendo dito há algumas semanas atrás que o odiava.

–Filha?

–Oi pai. – não consigo segurar e começo a chorar de novo.

–O que aconteceu? Você está bem? – meu pai pergunta alvoroçado. Consigo ouvir a voz da minha mãe aparentemente preocupada ao fundo da ligação.

–Está tudo bem. Não, não está. Pai, é uma longa história. Mas agora preciso da sua ajuda. Será que o senhor pode comprar uma passagem pra eu voltar para casa? Preciso da Car e não tenho dinheiro pra isso. Juro que pago depois.

–Não precisa se preocupar com isso, filha. Vou resolver a situação da passagem agora mesmo. Não esquente quanto ao dinheiro. Só fique bem. E dê notícias quando chegar a casa.

Depois de horas de voo, muitas lágrimas e recados na caixa de mensagens, eu finalmente chego a casa. Caroline sabia que eu estava vindo. Com certeza meus pais ligaram para avisar. Por sorte minha amiga sabe a hora certa de ficar quieta e ao me ver na porta, simplesmente veio me abraçar.

Naquela manhã, tudo o que fizemos foi ficarmos juntas, com ela me consolando e secando as teimosas lágrimas que insistiam em cair, enquanto assistíamos a filmes bobos na televisão. Pela noite, já me sentia bem o suficiente para conversar com ela. Meu telefone estava desligado e o de casa, também. Klaus havia ligado uma vez, mas Car não atendeu. Apenas mandou uma mensagem dizendo que estava comigo e que estávamos bem.

–Car, eu acho que me apaixonei por ele.

Notas finais
Bom, vamos à explicação... Apesar da promessa estar valendo (um hot com 10 recomendações), eu fiz esse capítulo meio que como uma ligação entre o capítulo anterior e os acontecimentos do próximo. Então, por favor, não me matem! Sei que tenho uma promessa a cumprir e vou cumprir. Na semana que vem, ok? Bom, gente, eu escrevi uma one-shot Delena... Se vocês puderem, e quiserem passar lá e deixar reviews e/ou recomendações... http://fanfiction.com.br/historia/464477/Vegas_baby/