Notas iniciais
Oi gente! Tenho uma notícia ruim pra vocês. Esse é o antepenúltimo capítulo da fic. Depois teremos mais um e o prólogo. Espero que não fiquem tristes com isso. Eu fiz todo o possível para escrever algo que vocês gostassem. Ah, tem um único link no meio do capítulo pra vocês terem uma ideia do que ela está vestindo. Boa leitura!

POV Elena

Ainda não consigo acreditar que estou noiva! Depois de tudo o que aconteceu antes de conhecer Damon, eu já havia perdido as esperanças de encontrar alguém como ele: companheiro, romântico, carinhoso. O pedido foi perfeito. E Damon, é claro, estava incrível.

*Flashback ON*

O dia hoje parece interminável. Precisei almoçar sozinha, assim como vir embora. Damon e suas incontáveis reuniões. Ainda que ele tenha pedido desculpa durante o expediente, estou me sentindo muito só. Ele conseguiu me prometer, por meio de um post-it, que jantaríamos juntos.

Então, assim que chego ao apartamento, começo a me arrumar. Primeiro um banho bem relaxante. E de banheira. Levo, pelo menos, meia hora. E então a parte mais difícil: achar algo perfeito dentro do closet. Ouço a porta da sala bater. Ótimo, minha salvação chegou.

–Car! Preciso da sua ajuda. É urgente! – ela chega correndo à porta do quarto. Sua expressão é de uma criança que está esperando ansiosamente o presente de natal.

–Sou toda ouvidos. Do que você precisa? – ela está inteiramente solícita.

Minha melhor amiga me ajuda a ficar linda. Depois de escolher o vestido, ela escolhe acessórios, faz meu cabelo e minha maquiagem. E não me deixa olhar no espelho até estar pronta.

Um vestido na cor roxa, um salto quinze preto Christian Loubotin, uma bolsa de mão da cor da sandália, olhos bem marcados com delineador e sombra escura, um blush bem suave, um batom de uma cor próxima ao bordô e, para finalizar, um penteado incrível que era, ao mesmo tempo, despojado e elegante.

–Nossa, Car. Pareço outra pessoa. Muito obrigada. – dou-lhe um abraço bem apertado para agradecer. – Vai ficar com o Klaus hoje à noite? – ela assente.

–Preciso me arrumar agora. – ela sai do quarto e eu vou para a sala esperar o Damon.

Não demora muito até que ele me ligue e peça pra eu descer e encontrá-lo do lado de fora. Quando o encontro, fico de queixo caído: sem nenhuma ajuda, pelo menos não minha, ele escolheu um Armani magnífico. Está tão lindo que eu, teatralmente, enxugo a baba no canto da boca.

–Quem é você e o que fez com meu chefe? – pergunto sorrindo maliciosamente em seguida.

–Posso garantir que ele está aqui em algum lugar. Mas agora vai permanecer escondido. Ele é tímido e só gosta de aparecer quando está no escritório. Agora vamos, mocinha. Temos uma reserva num restaurante um tanto quanto distante.

Entramos no carro e seguimos em silêncio para o restaurante. Damon está anormalmente quieto e segura o volante com uma força possivelmente desnecessária. E é então que noto que há algo errado. Ele parece nervoso demais.

–Damon, meu amor, está tudo bem? – pergunto, preocupada.

Ele parece se assustar sutilmente ao ouvir minha voz. Vira rapidamente em minha direção e sorri de maneira leve e tranquila, porém o sorriso não chega a seus olhos.

–Claro que está tudo bem. Nunca estive melhor. Tudo vai bem no trabalho, encontrei a mulher da minha vida e a estou levando para jantar. O que poderia estar errado?

–Nada. É que você está segurando o volante com tanta força, que quem olha acha que sua vida depende disso. Estou ficando um pouco assustada. Os nós de seus dedos estão sem cor.

Ele encara as mãos e relaxa um pouco. Isso alivia parte da preocupação que sinto, mas ainda há algo errado. Damon geralmente é tão dono de si e preocupado com o terno, o cabelo, o grão de poeira que veio do além.

–Tem certeza que está tudo bem? – insisto.

–Absoluta. Chegamos. – ele solta de vez o volante e indica o restaurante em que vamos jantar. Meu favorito. Ele provavelmente andou conversando com a Car.

Entramos e jantamos. Meu namorado continua inquieto e isso está me deixando cada vez mais agitada. Minha paz e minha calma parecem se esvair cada vez mais conforme os segundos passam. Finalmente decido dar-lhe um ultimato. Ou me conta o que o está incomodando ou euu vou pegar um táxi e voltar ao meu apartamento.

Damon chama o garçom e pede a ele que traga a conta. Entrega-lhe o cartão de crédito, termina de pagar e levanta-se. Confusa e atordoada, sigo-o até o carro.

–Desculpe por estar incomodando você, Lena. Sim, eu estou muito nervoso, mas peço a você que não se preocupe. É apenas algo muito grandioso acontecendo. Agora não posso dizer, mas logo você saberá. Eu prometo.

Fiquei quieta e com a cabeça encostada no vidro frio da janela do carro. Subitamente me veio a constatação de que não voltávamos ao meu apartamento nem íamos para o de Damon. Estávamos nos afastando da cidade. Para o caminho da cabana.

–Damon, eu não trouxe nada comigo! Não pode simplesmente decidir me levar até lá sem avisar antes. Vou acabar me atrasando para o escritório amanhã! E, apesar de eu namorar o chefe, isso não é justo com os outros funcionários.

Inabalável, Damon relaxou com meu chilique. Estávamos cada vez mais perto da cabana. Seu silêncio e sua indiferença à minhas objeções estavam me deixando cada vez mais nervosa. Decidi ignorá-lo. Ele estava merecendo isso.

Chegando à cabana, encontramos tudo bem escuro. Normal, pela falta de movimento na casa. Mas algo ali não parecia certo. Tinha a sensação de algo ali não estava antes. A sensação aumentava a cada passo que eu dava para perto da construção.

Quando pisamos na varanda, Damon pôs a chave na fechadura e abriu a porta. Mas não entrou nem esperou que eu o fizesse. Parecia nervoso novamente e eu estava impaciente com toda essa enrolação dele para me contar o que havia acontecido.

–Bom, é agora ou nunca. – ele disse.

A princípio, não entendi o porquê dele dizer aquilo. Mas então meu namorado se ajoelhou e eu senti meu estômago fazer looping dentro de mim. Meu batimento estava acelerado, meu coração queria saltar do peito.

–Damon, o quê...?

–Shhh. Minha vez, Lena. Sei que não faz muito tempo que estamos juntos. Só se passaram três meses, mas eu tenho certeza de que amo você. Espero que também tenha certeza de seu amor por mim, ou vou estar pagando um dos maiores micos da minha vida. Sem contar o número de germes e bactérias que estão subindo pelo meu corpo nesse momento enquanto eu estou aqui ajoelhado.

–Damon... – reviro os olhos.

–Saiba que os estou ignorando pelo simples fato de que gostaria de saber se você poderia me dar a honra de chamá-la de esposa, a honra de ser seu marido. Elena Gilbert, você aceita se casar comigo? – eu o encaro. Ali, na penumbra, apenas com a luz da lua sobre nossas cabeças, não poderia haver no mundo um pedido mais emocionante do que aquele. Devo realmente ser a garota mais sortuda do mundo.

–E então, Lena? Diz alguma coisa, eu estou nervoso.

–Sim! É claro que eu aceito me casar com você. Não há nada nesse mundo que eu queira mais!

Enquanto Damon tira da caixinha de veludo um incrível anel de ouro com uma pequena pedra cor-de-rosa do centro, ouço uma salva de palmas e então as luzes da cabana são ligadas e posso ver todo mundo: Caroline com Klaus, nossos amigos do trabalho, meus pais, os pais de Damon, que eu tive o prazer de conhecer há pouco mais de dois meses, o irmão dele, Stefan, com a namorada, Katherine.

–Você... Você armou tudo isso sem que eu desconfiasse? Então o jantar foi apenas uma distração para que todos pudessem chegar aqui?

–Claro que eu não fiz nada sozinho. Caroline merece o crédito.

–Damon! Ela não devia saber disso. Você prometeu não contar. – minha amiga se finge de indignada.

–Tudo bem, Car. Estou muito feliz para querer matar você. Eu odeio surpresas, mas essa, em particular, foi incrível.

–Nesse caso, a ideia foi toda minha. – ela faz cara de paisagem.

Aproveitamos uma noite incrível. A minha festa de noivado. Estou tão feliz. Fiz as pazes com meu pai, minha mãe começou a chorar dizendo que o bebê dela finalmente havia crescido, a mãe de Damon resolveu fazê-lo passar vergonha contando pérolas da infância dele, como a fantasia que ele tinha de que casaria com a Megan Fox.

Pouco depois da uma da manhã, só sobramos eu e meu noivo na cabana. Car e Klaus foram os últimos a sair e, antes que eles fossem, conversei com o noivo da minha melhor amiga e pedi desculpas a ele por meu comportamento desde que eu o conheci.

Damon se aproxima e enche uma taça de champagne para cada um de nós. Volta até a cozinha para guardar a garrafa. Fui até a sacada que tinha no segundo andar, cuja entrada era pelo quarto principal. Fiquei admirando as árvores enquanto esperava que meu noivo voltasse.

Tomei mais um gole do meu champagne. Confesso que já estou ficando levemente tonta, mas não posso dizer que estava bêbada. Uma música calma começou a ecoar pelo ambiente ao mesmo tempo em que Damon retornava.

–Dança comigo, senhorita Gilbert? – estendeu a mão na minha direção e eu aceitei no mesmo instante.

–Claro! – respondi.

Ele pegou a minha taça e colocou em cima da mesa antes de me puxar para mais perto de si, fazendo com que eu o abraçasse no pescoço e deitasse a cabeça em seu peito. Começamos a dançar no ritmo da música, bem lentamente.

Quando aquela música acabou começou uma outra bem mais agitada, que fez com que nos separássemos. Não pensei duas vezes antes de começar a mexer os quadris no mesmo ritmo.

–Anda, Damon, vamos continuar dançando – o puxei, tentando fazer com que se mexesse – Foi você quem começou.

–Mas era uma música lenta – reclamou – Não sou bom com músicas agitadas.

–Deixa de ser chato – revirei os olhos – Vamos, eu prometo que vai ser bem divertido.

Comecei a dançar em volta dele tentando animá-lo. Como percebi que isso não estava adiantando, decidi provocá-lo. Fiquei me movendo contra o seu quadril e percebi, aos poucos, que ele estava ficando animado. Quando estava quase cumprindo o meu objetivo, o beijei.

Damon me puxou pela cintura, aprofundando o nosso contato. Quando o ar nos foi necessário, ele passou a beijar o meu pescoço. Soltei um pequeno gemido.

–Por que não vamos lá para dentro? – perguntou, ainda contra a minha pele. Tudo que consegui fazer foi balançar a cabeça afirmativamente.

Fomos para o quarto e Damon me jogou na cama antes de começar a me beijar. Dei um jeito de inverter as nossas posições, sentando na sua barriga e prendendo seus braços para cima.

–Agora fica quietinho – pedi – Sou eu quem vai estar no controle essa noite. – ele me encarou incrédulo, mas nada disse.

Sem separar os nossos lábios nem um momento sequer, retirei a sua camisa e passei a mão pelo seu peitoral, até chegar ao cós da sua calça e abri-la. Acariciei seu membro ainda por cima da cueca.

–Lena! – sussurrou enquanto passava a mão pelo meu cabelo.

–De jeito nenhum! – dei um jeito de afastá-lo – Hoje você está proibido de me tocar.

Comecei a descer os beijos por toda a parte de cima do seu corpo, retirei a última peça de roupa e acariciei seu membro com movimentos para cima e para baixo. Damon gemia cada vez mais alto e percebi que estava quase chegando ao ápice...

–Agora chega com essa tortura – ficou por cima de mim mais uma vez – Quero estar dentro de você quando isso acontecer.

Rapidamente ele me deixou nua e só se afastou para poder pegar a camisinha e vesti-la antes de me penetrar. Enrosquei as pernas na sua cintura para ajudá-lo com os movimentos. Não demorou muito para chegarmos ao ápice, eu primeiro e ele me acompanhou duas estocadas depois.

Ficamos algum tempo esperando que nossas respirações voltassem ao normal. Damon saiu de dentro de mim e me puxou para que deitasse contra o seu peito.

–Essa noite foi perfeita. Eu amo você.

–Também amo você, Elena. Minha noiva.

*Flashback OFF*

–Lena? Lena? Ei, volta para a terra! – Caroline chamava minha atenção.

–Desculpa, amiga.

Estávamos no ateliê vendo nossos vestidos. Decidimos fazer um casamento duplo, já que ambas estávamos noivas. Seria um casamento incrível. Quatro famílias juntas numa mesma festa. E todas bem grandes e numerosas. Será uma bela festa.

Notas finais
Até quarta com o último capítulo antes do prólogo! E obrigada Roberts pela base do hot! Mudei poucas coisas.