Notas iniciais
Juro que UM DIA eu consigo não atrasar nenhuma das fics que eu posto... Enfim, pessoas, espero que gostem

POV Damon

Deixei Elena ir no táxi sem malas nem nada. Pedi ao taxista que a deixasse no hotel em que nossa reserva foi feita. Não posso permitir que ela fale daquele jeito comigo. Tudo bem, eu tenho minhas manias, e algumas delas são irritantemente insuportáveis, mas não é motivo pra tirar sarro de mim. Já me basta o Alaric no meu apartamento.

Mantenho os olhos nas nossas malas enquanto espero pelo motorista. Nosso voo chegou alguns minutos adiantado, então não me importo de esperá-lo um pouco.

Assim que ele chega, põe as malas no carro e eu me acomodo no assento traseiro, esperando que ele termine sua tarefa. Chegamos ao hotel alguns minutos mais tarde. Vou direto até a recepção.

–Boa tarde. O quarto de Damon Salvatore, por favor.

–Ah, sim. Sua secretária, a senhorita Gilbert, já nos comunicou a alteração. Seu quarto já está pronto. O senhor quer que eu peça a alguém para subir com suas malas?

–Desculpa, mas como é? Que alteração?

–Ela gentilmente nos disse a respeito do seu desejo de mudar de quarto. — disse a atendente educadamente.

–Mas eu não... — Vou matar a Elena.– O quarto dela tem outra chave?

–Tem sim, senhor.

–Você pode me entregar? E cancele, por favor, o outro quarto.

Ela faz o que eu peço e me entrega a chave magnética. Dou as instruções certas ao rapaz que está com nossas malas e vou em direção ao elevador parecendo um furacão. Aperto o botão do andar e espero, quase impaciente, que o elevador suba.

Saio no andar e caminho a passos firmes até a porta do quarto. Dou três batidas e espero ela atender. Ela abre a porta e eu entro no quarto extremamente furioso.

–O que você pensa que está fazendo?

Ela me encara com medo por um instante. Mas logo se recompõe.

–Me livrando de você e das suas manias. Você me dá dor de cabeça com essa história de 'Tudo do meu jeito, bem limpinho e higienizado' — diz, tentando, sem sucesso, imitar minha voz.

–Bom, Elena, eu realmente estou tentando mudar. Não posso fazer nada se a velocidade com que eu faço isso não está a seu gosto, mas esse sou eu. Nunca falei nada a respeito da sua vontade de comprar. E como vamos passar alguns dias juntos dentro do quarto, sugiro que você tente se acostumar com meu jeito, assim como eu me acostumei com o seu.

Ela vira as costas sem dizer uma palavra e vai para o banheiro, fechando a porta atrás de si. Nesse momento, batem à porta. Recebo nossas malas e dou uma gorjeta ao rapaz sorridente que veio trazê-las. Troco a calça e a blusa sociais por uma camiseta e uma bermuda mais leves. Bem que a mulher da previsão do tempo disse que estaria calor por esses dias. Saio sem avisar a Elena. Estou apenas com minha carteira e o celular. Procuro o número da April e ligo para ela.

*Ligação ON*

Damon, oi! Estava falando de você agora mesmo. A Rebekah me ligou pra perguntar se eu sabia se você já havia chegado. Seu telefone estava desligado.

–É por causa do avião... Os celulares precisam ser desligados. E respondendo, sim, eu cheguei há poucos minutos. Você está ocupada?

Estou com algumas meninas aqui em casa, estamos decidindo alguns detalhes do casamento. Mas elas precisam ir embora daqui a pouco. Estarão ocupadas na parte da tarde. – e é aí que surge a minha chance.

–Vamos dar uma volta? Não sei, almoçar juntos talvez... Afinal, daqui pra frente vamos nos ver bem pouco, não é?

Sua namorada vai? Eu adoraria conhecê-la! – droga, April. Sou apenas eu te chamando pra sair.

–Não. Ela está cansada da viagem. Deixei-a no hotel descansando. Quem sabe amanhã? Antes do casamento vocês ainda vão ter muito tempo pra se conhecer.

Ai, Damon. Você fala como se eu ainda tivesse dois meses ou dois anos antes do casamento. São apenas duas semanas.

–Está reclamando, senhorita April Young? Quer desistir? – dou uma risada leve pra descontrair minha pergunta.

Nunca, senhor Damon Salvatore. Em breve serei a senhora April Honeycutt . E nunca tive tanta certeza de alguma coisa como tenho agora. Diane, será que você poderia pegar aquele mostruário de cores de guardanapos, por favor? – a voz de April fica mais longe. Mostruários de cores de guardanapo?! Alguém inventou isso? Desculpa, Damon. Preciso mesmo desligar. Me passa uma mensagem com a hora e o lugar e encontro você lá. Até logo.

–Até logo, April.

*Ligação OFF*

O que a April disse me deixou extremamente chateado. Mandei-lhe uma mensagem dizendo que minha namorada havia ligado e pedido que eu voltasse ao hotel para ficar com ela. Mas não foi o que fiz. Comecei a andar pelas ruas, evitando lugares que parecessem muito sujos ou empoeirados para não ficar com alergia ou algo do tipo.

Quando já era quase noite, resolvi voltar para o hotel. A recepcionista me chamou do balcão.

–Senhor Salvatore, sua secretária está na loja do hotel fazendo uma cena. Disse que só sai de lá depois que o senhor aparecer. – pus as mãos na cabeça. O que será que a Elena está aprontando agora?

Vou correndo até o local, onde há muitas pessoas aglomeradas observando enquanto Elena está sentada no chão, abraçada aos joelhos que estão dobrados sobre o peito, se balançando para frente e para trás, o rosto ensopado de lágrimas.

–Elena, o que aconteceu?

–Damon? Damon! – ela levantou do chão e veio correndo em minha direção, me abraçando bem forte em seguida.

–Por que você está aqui, Elena? Por que não ficou no quarto?

–Podemos sair daqui antes de começarmos a conversar? Tem muita gente olhando. – pediu como se tivesse acabado de notar todas as pessoas à sua volta, parecia que tinha acabado de despertar de um transe.

Subimos e voltamos para o quarto. Levei-a até o banheiro e esperei do lado de fora, pedindo o serviço de quarto enquanto ela lavava o rosto e se recompunha para conversarmos. Quando ela voltou, parecia mais com a Elena Gilbert que eu conheci.

–E então, o que aconteceu?

–Damon eu... Você brigou comigo porque eu aprontei com você eu fui tomar banho você sumiu e eu fiquei nervosa por não saber onde você estava e então me deu aquela vontade de novo e eu não sabia o que fazer por isso fui pra loja e como não tenho dinheiro não podia comprar nada. – ela dizia tão rápido e sem pausas que precisei parar um pouco para entender.

–Então você se desesperou e teve uma crise porque estava preocupada comigo? – ela assente. – Desculpa por ter brigado com você e saído daquele jeito. Prometo que não faço mais isso.

–Desculpa por ter feito aquilo mais cedo. Não foi certo. Mas eu estava tão irritada por você ter me mandado sozinha no táxi até aqui, que eu achei que precisava fazer alguma coisa. Algo que fizesse você se sentir como eu me senti.

–Tudo bem. Precisamos parar de brigar enquanto estivermos aqui. Liguei para a April mais cedo. – ela arregala os olhos.

–E aí?

–Ela disse que nunca teve tanta certeza de alguma coisa na vida quanto tem desse casamento. Ela e as amigas estavam olhando catálogos de cores de guardanapos, dá pra imaginar? – ela ri. – Gosto de ver você assim. – digo, me aproximando. – Você consegue mudar o humor de uma pessoa com a sua energia, Elena Gilbert. – olho em seus olhos.

–Obrigada pelo elogio, eu acho. – suas bochechas estão coradas. – Apesar das suas manias, você não é tão ruim assim. – aproximo meus lábios cada vez mais dos seus, sem nunca deixar de olhar em seus olhos. Pela primeira vez desde que April voltou pra minha vida, eu não estou pensando em reconquistá-la. Tudo o que quero agora está bem aqui, na minha frente. Nossos lábios se tocam.

Alguém bate na porta. Elena se assusta de tal maneira que quase cai para trás, desequilibrada.

–Desculpe. Pedi serviço de quarto enquanto você estava no banheiro.

–Eu ouvi. – ela responde, de costas para mim.

Atendo à porta e o funcionário do hotel entra com o carrinho.

–A senhora está melhor? – pergunta à Elena.

–Estou sim, Danny. Obrigada pelas palavras mais cedo. – ele assente e pede licença, saindo do quarto e fechando a porta.

Jantamos em silêncio. Nenhum de nós tem coragem alguma para dizer alguma coisa depois do acontecido de alguns minutos antes. Elena termina de comer e vai escovar os dentes para deitar. Espero até que ela esteja na cama, vou até a minha mala, pego a roupa e levo comigo para o banheiro para tomar banho.

Depois de pronto para dormir, deito-me ao lado dela e noto que ela já dormiu. Sinto-me extremamente alerta e sem sono. Passo a noite toda observando-a em seu sono. Quando o sol está quase nascendo, sinto algum sono. Antes de ceder à inconsciência, sussurro em seu ouvido:

–Como você é linda, Elena Gilbert.

Notas finais
E aí? A Wendy prometeu um hot com dez recomendações... Quem sabe eu não cumpro a promessa dela?