Notas iniciais
Olá! Antes que vocês pensem que eu abandonei, eu vou logo avisando que mandei meu computador reformatar, pois estava muito lento e, como o teclado e meu carregador não estavam funcionando muito bem, precisaram concertar também, o que fez demorar mais tempo, então eu não tive como entrar aqui. Mas, eu escrevi dois capítulos nesse pouco tempo, que pareceu uma eternidade ahahahha. Bom, é isso, estou de volta! Vou tentar postar os dois capítulos hoje, espero que vocês gostem. Não esqueçam de comentar ahahaha! Beijos, até a próxima, boa leitura!

Samantha chegou em casa as 05:30 da manhã. Para a sua sorte, seus pais estavam dormindo. Ter que aturá-los reclamando e xingando-a por não ter chegado no horário combinado era o que ela menos queria. Havia combinado com eles de chegar as 03:00 da manhã, mas nem se importou em cumpri-lo pois sabia que eles não se preocupariam. E estava certa.

A palavra cansada definia Samantha naquele momento. Tudo que ela queria era deitar em sua cama e dormir até a noite do dia seguinte, mas isso era uma coisa que ela não conseguia fazer. Só conseguia pensar naquele beijo. Ah, aquele beijo...

Que merda está acontecendo comigo?, perguntou a si mesma.

Não entendia porque seu estômago estava cheio de borboletas. E, por um lado, nem queria.

Ela se deitou, virou para o lado, fechou os olhos e tentou, por um segundo, não pensar em Emilly. Assim, uma hora o sono chegaria.

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– Acorda, Sam! – Gritou sua mãe, tentando acordá-la. – Sua primeira aula começa em 20 minutos.

Ela acordou, demorou, mas acordou.

– Que horas você chegou em casa? No horário combinado, que não foi.

– Umas 03:40, não lembro muito bem – mentiu, pensando no que responderia se sua mãe perguntasse o motivo de não ter chegado no horário certo. Mas, em vez disso, ela apenas comentou, fingindo acreditar:

– Fico feliz que tenha feito amigos tão rápido.

Ela não respondeu, apenas deu um sorriso forçado. Se levantou e começou a se arrumar. Ela ainda tinha alguns minutos, mas queria sair de casa o mais cedo possível. Não estava preocupada em chegar atrasada na aula, aliás, se ela pudesse decidir, nem iria á escola. Apenas não queria ter que ouvir sua mãe fazendo suas perguntas e comentários idiotas. Muito menos, responde-los.

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Emilly havia dormido na casa de Zack com Tyler, Hannah e mais duas garotas, pois Ty estava bêbado demais para dirigir e, como o carro era de seu pai, ninguém se responsabilizou, então decidiram dormir todos juntos. Havia um pequeno sofá, onde Emilly dormira, um colchão de solteiro, onde Hannah e uma das garotas dormira, apertadas, e, ao lado deste, Ty, Zack e a outra garota dormiam até agora.

Ao contrário do que Sam pensara, Emilly também havia tido uma noite mal dormida. E a culpa foi do beijo que dera em Sam.

Ela e Hannah começaram a conversar sobre a festa do dia anterior. Eram as únicas acordadas na casa.

Emilly não se lembrava muito bem do que havia acontecido, tinha bebido mais do que devia, então não tinha muita coisa para falar. A única coisa que ela conseguira lembrar perfeitamente, não podia compartilhar com Hannah.

Então, ela se levantou e começou a se arrumar para ir embora enquanto ouvia sua amiga contar, animada como uma criança ganhando um brinquedo, sobre o garoto maravilhoso que havia conhecido. Por um momento, Hannah parou de falar e perguntou a Emilly:

– Você já vai embora? A recém são 13:10!

– Sim, preciso cuidar do meu pai, ele não consegue mais se virar sozinho depois do acidente. Outra hora você termina de contar sobre Austin – falou Emilly, com pressa e se despediu de Hannah com um beijo em sua bochecha.

Chegando em casa, se deparou com Jacqueline, uma mulher alta, com longos cabelos loiros presos em uma transa embutida, fazendo o almoço de seu pai, enquanto ele esperava-a na mesa da cozinha.

O que essa mulher está fazendo aqui?, pensou. Jacqueline e seu pai ainda não haviam notado a presença de Emilly, então ela bateu a porta, fazendo um barulho alto. Como era altista, seu pai se assustou e Jacqueline foi acalmá-lo.

– O q-que está f-fazendo aqui Emilly? – Gaguejou seu pai.

– Que eu saiba, essa casa ainda é minha – respondeu, irritada. – Agora é a minha vez de perguntar: o que ela está fazendo aqui?

– Emilly, minha queria, eu e seu pai voltamos a namorar. Eu nunca deixei de amá-lo.

– Cale a boca! Como você consegue ser tão falsa? Como se isso não bastasse, ainda é intrometida. Você não mudou nada mesmo, vagabunda! Você nunca vai substituir minha mãe. Será que é tão difícil de entender?

– Calma, Emilly – falou seu pai. – Eu ia te contar.

– Ah, é? Quando? – Duvidou.

– Quando você tivesse tempo para mim. Você não para mais um segundo em casa e eu não acho isso errado, você tem 18 anos, está na idade de fazer isso. Não pode passar o resto de sua adolescência cuidando de um velho doente como eu! Tente me entender, filha.

– Eu te entendo, pai. Eu passaria o resto de minha adolescência cuidando de você, se fosse preciso. Você é meu pai – falou, baixando o tom de sua voz. – Eu só não entendo como você consegue voltar a namorar com Jacqueline depois de tudo que ela fez. – E saiu de casa.

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Emilly estava se sentindo pior que um lixo. Precisava ver alguém, conversar com alguém, abraçar alguém. E esse alguém era Samantha.

Então, resolveu ligar para a mesma:

– Alô?

– Oi Sam — falou, com a voz um pouco triste. Samantha logo notou que havia alguma coisa errada. Emilly era sempre tão animada, nunca havia a visto desta maneira.

– Oi Emi, você está bem? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou, preocupada.

– Não muito, para falar a verdade. Você já está na escola?

– Não, mas estou á caminho — respondeu, sem entender o motivo de sua pergunta.

– Se importa de não ir á escola hoje?

– Acho que essa não é uma boa idéia Emi.

– Por favor, Sam. Eu preciso de você.