Um Amor... Impossível?

1 Capítulo 1 - Encontros e Desencontros.


Notas iniciais
Bom galera, minha primeira fic sobre esses dois, eu escrevi ele de todo meu coração e obrigada para as pessoas que ignoraram o fato de que eles não ficariam bem juntos e não desistiram de ler, eu espero que gostem ♥

Lately, i've been, i've been losing sleep. Dreaming about the things that we could be.

Couting Stars — One Republic

Acordei olhando a bela paisagem que dava para ver do meu quarto, o sol nascendo com os pássaros cantando ao redor, uma coisa belíssima de fato. Levantei rastejando-me da cama, estava com bastante preguiça de levantar hoje, principalmente por causa do trabalho que tinha para fazer.

Estou ajudando uma pobre senhora há dois meses em uma floricultura aqui perto de casa, ela tinha implorado tanto que, eu tive que ajudá-la, depois do Acnologia ter tentando nos matar e ficarmos na ilha da guilda por 7 anos, por um motivo inexplicável fui a única á envelhecer, ficamos todos chocados de fato, pois todos estavam iguais a antes e eu...

Bem, fiquei maior, mais velha e digamos que muito mais bela, principalmente nas partes em que pensava que nunca cresceria, estou na idade da maioria das pessoas que ficaram na guilda, talvez isso fosse bom, porquê claro, poderia ajudar mais do que antes, pois digamos que estou mais forte.

Sai do dormitório e aluguei uma casa como a Lucy fez, era bem mais econômico do que pagar 100.000J claro. Peguei uma casa bem mais barata, e digamos que era bem espaçosa para mim e para a minha gatinha Charles, que também não envelheceu, outro motivo que me faz querer saber porque eu sou a única a ter envelhecido.

Não sei se ficava triste, ou se ficava feliz com isso, afinal tinha suas vantagens e desvantagens, fui ao banheiro e me ajeitei, deixei meu cabelo solto e vesti um vestido branco florido, desci para a cozinha e fiz waffle para mim já que eu estava com fome, fiz outro para Charles, coloquei em cima da mesa e subi.

— Charles, acorda! — Comecei a balançá–la pois ela tinha sono pesado, por conta das previsões que tinha, mas desde que voltamos da ilha as visões tem diminuído, o que fazia bem para ela.

— Bom dia Wendy — ela falou se levantando e espreguiçando-se, me deu um abraço e foi pro banheiro, fui com ela, já que sempre dava banho na Charles.

Ajudei-a se banhar e a vesti, descemos e fomos tomar o café, olhei o relógio que estava acima da bancada e vi que eu chegaria atrasada no trabalho se não me apressasse.

— Vamos Charles! — falei apressando–a.

— Mas clame ue ind stou cmedno (Mas calma, eu ainda estou comendo!) — Charles mastigava super-rápido sua comida.

— Prometo que te pago um lanche por lá, agora vamos.

Chegamos na porta de casa e, peguei meu chapéu correndo, colocando–o em minha cabeça, a Charles voava, o que me agilizava. Sai correndo pela rua até sentir um cheiro conhecido, passei rapidamente pela pessoa e olhei para trás; era um homem. Decidi ver sobre isso depois, senti que ele estava olhando para mim, mas, mesmo assim não o olhei de volta. Continuei correndo feito uma louca pela rua até que achei a floricultura “Yusaku Flores“. Entrei e vi que a senhora Beigu não tinha chegado.

Comecei a ajeitar as flores nos locais certos, arrumei tudo e coloquei a placa aberto na porta, a Charles dormia sobre o balcão, acariciei-a enquanto não tinha cliente nenhum, ela ronronou o que raramente fazia, então sorri com o gesto da pequena gatinha, o Happy vinha quase todos os dias aqui ver a Charles e sei que ela amava, pois gostava do pequeno gato azul.

Lembrei do rosto sorridente de Romeo antes de partimos para a ilha onde ficamos presos a 7 anos... O sorriso dele... Infelizmente não daria mais para ficarmos juntos, eu sou bem mais velha que ele, e bem ele nunca deve ter gostado de mim... Mas, teve um homem que até hoje faz minha cabeça pirar...

Meus pensamentos foram interrompidos com a entrada de alguém.

— Bom dia Wendy –san — a velha falava com um sorriso no rosto.

— Bom dia Beigu-san — respondi devolvendo o sorriso.

— Já veio alguém aqui? — perguntou.

— Não, infelizmente não, mas também eu abri recentemente.

— Oh, entendo, então vamos esperar e torcer para que venham clientes.

— Sim! — disse por fim.

— Wendy-san, espero não está cobrando muito de você —disse um pouco triste.

— Não se preocupe Beigu-san, não está cobrando nada de mim, ajudarei sempre que possível e nunca hesite em me chamar!

— Só atrapalha na hora da minha comida... — disse Charles bufando.

— Charles! Pare com isso! Eu lhe disse que comprava um lanche — falei repreendendo–a.

— Humpf! — Virou a cara e voltou a dormir.

— Desculpe-me senhora Beigu, a Charles não tomou seu café da manhã direito, por isso está desse jeito, toda carrancuda — desculpei-me.

— Oh — a velha começou a rir. — Não se preocupe minha querida, mas cadê aquele gato azulado?

— O Happy? — perguntei sorrindo.

— Sim, sim o Happy, quando ele vem? — perguntou toda feliz.

— Bom, eu não sei, deve estar vindo a qualquer momento. — Pisquei para Beigu e ela entrou na sala dela.

Voltei a organizar as coisas que faltavam na parte central da floricultura, até que uma bela jovem entrou pela porta, tinha cabelos pretos e longos com alguns cachos embaixo, um corpo um pouco mais avantajado que o meu, tinha olhos azuis cor do céu, o que a tornava extremamente linda!

Nunca tinha visto uma pessoa tão bela, fiquei impressionada que alguém assim viesse comprar algo na floricultura da Beigu.

— Olá, deseja alguma coisa? — Me aproximei dela e sorri.

A jovem foi até a parte das rosas.

— Eu quero um buquê com essas rosas, e como você se chama moça? — Ela sorria para mim.

— E-eu me chamo Wendy Marvell. — Abaixei a cabeça e quando a levantei corei.

— Hm, Wendy Marvell... Já ouvi esse nome em algum lugar... Bom, eu me chamo Agneel Miruti, logo terei outro sobrenome —Sorria, mas não um sorriso de felicidade, outro tipo de sorriso que me fez arrepiar... — Bem, isso não importa, agora... Wendy, poderia por favor me ajudar a fazer um buquê belíssimo? Preciso entregá–lo para minha futura sogra.

Eu corei com o comentário da Agneel, sempre quis ter um relacionamento, ser amada e amar alguém, deveria ser tão bom.

— Claro que ajudo, vai ser feito todo de rosas vermelhas? Ou quer outra cor? — perguntei inofensiva.

— Quero a metade de rosas vermelhas, e a outra metade de rosas brancas — disse com um meio sorriso.

Agneel parecia ser uma boa pessoa, fiquei feliz com esse pensamento.

— Certo, espere um instante. — Corei.

— Sim.

Peguei uma embalagem, algumas fitas e voltei aonde estavam as flores, peguei uma porção de cada e as levei para o balcão, comecei a montar um buquê bem bonito, do jeito que eu queria receber, talvez ela gostasse.

Fiquei um tempo a pensar no cheiro de hoje de manhã e como ele era conhecido, será que era daquele belo homem de 7 anos atrás? Não, não poderia ser, ele não estaria por essas redondezas e por fim nunca teve um sinal de vida dele por aqui, ou notícias que indicassem a que estava aqui, mas... eu senti seu cheiro... Bem ao meu lado, horas antes de chegar aqui, será isso um sonho? O que será que eu senti?

Acordei do meu pensamento com um espinho que sem querer entrou em meu dedo, estava sangrando, não tanto, mas estava, mas como?! Eu retirei todos os espinhos! Peguei um pano que ficava em uma das gavetas da bancada e coloquei-o em meu dedo por alguns instantes até o sangramento parar, deixei o pano em cima da bancada mesmo, para quando eu voltar lavá-lo, peguei o buquê e entreguei a Agneel.

— Aqui está, perdoe-me a demora senhorita Miruti, eu estava concertando apenas alguns erros no buquê, mas agora ele está totalmente bom! — Entreguei-o e ela o pegou, ficou me encarando por um bom tempo.

— Agora eu acho que me lembrei de você... Wendy-chan, e são coisas que você preferiria que eu não lembrasse. — Agneel apenas me encarava, demonstrava uma leve irritação comigo.

— O que eu... fiz? — perguntei a ela sem entender.

— Bom, eu prefiro que você fique sem lembrar mesmo. — Voltou a sorrir. — Quanto custa querida?

— São 5000J — falei esboçando um sorriso torto.

Ela pegou o dinheiro e me entregou.

—Tchau Wendy-chan, até a próxima! — Agneel acenou e sorriu, abriu a porta e saiu do lugar.

O cheiro dela estava me enjoado, era um cheiro terrível e esquisito, nunca tinha sentindo.

— Quem era essa senhora tirada a exibida, com um cheiro esquisito Wendy? — Charles estava voando ao meu lado.

— Ela me disse que... se chamava Agneel Miruti, se não me engano.

— Wendy, fique longe dela, não gostei desta mulher! — Charles falava cruzando os braços.

— Charles querida, não precisa nem avisar.

Depois disso, atendi alguns clientes que vinham e saiam, o Happy chegou com um peixe na mão para entregar a Charles.

— Charles, toma. – Happy entregou o peixe.

— Humpf! — Charles virou a cara e depois abriu apenas um olho para olhar o pobre gato azul a sua frente, pegou o peixe e mordeu um pedaço, começou a dividi-lo com o Happy e o mesmo tinha seus olhos brilhando de alegria, a gatinha sorria carinhosamente sem o gato perceber.

— Bom, vejo que estão muito bem juntos hein. — Comecei a rir.

— N-n-n-não é nada disso Wendy! — Charles tentava negar corando.

Eu ri ainda mais.

— Tá bom Charles, tá bom. — Sorri para ela.

— Humpf!

O Happy ficava apenas olhando a Charles.

— Olá, Wendy. — Olhei para ver quem era, um rapaz de cabelo verde, longo, olhos azuis escuro e um sinal no rosto, um rapaz verdadeiramente bonito, Freed.

— Olá Freed, algum problema? — perguntei preocupada já me aproximando dele.

— Não, nenhum — respondeu totalmente despreocupado.

— Então o que veio fazer aqui? — perguntei sorrindo.

— Te escoltar para a Fairy Tail, o que mais? — respondeu cortês.

Ao ver que ele sorriu, sorri de volta para ele, carinhosamente.

— Sempre você — disse. — Mas, meu turno ainda não acabou. — Fiz cara de triste.

— Quando tempo falta? — perguntou curioso.

— Bom, 1 hora, você vai aguentar esperar aqui? — respondi.

— O que não fazer pela minha pequena não é mesmo? — sentou–se em um banco que tinha atrás do balcão.

— Exatamente. — Nós começamos a rir, só Charles e Happy que não perceberam que o Freed havia chegado, não posso culpá–los, afinal se amam, não é?

— Wendy, as pessoas vem nessa floricultura? — Freed perguntou analisando o local, não podia culpá–lo claro, eu entendo bem o porquê da pergunta, afinal, isso aqui raramente fica cheio, não tem muitas pessoas que conheçam essa floricultura, ela fica bem escondida da cidade, eu não sabia bem os detalhes do motivo, mas já que a proprietária Beigu queria assim, o que eu poderia fazer? Nada.

— Claro que vem seu bobo, vieram várias pessoas antes de você.

— Não dá pra acreditar nisso não viu? — Ele riu e eu acabei rindo junto.

Beigu abriu a porta do escritório dela e veio até mim.

— Minha querida terei que fechar mais cedo, pode sair se quiser, resolverei algumas coisas importantes, mas nada que você tenha que se preocupar o.k? — disse sorrindo.

Aproveitaria agora para ir a Fairy Tail rir um pouco, mas, ao mesmo tempo, queria saber o que a minha velha teria que resolver, fiquei preocupada.

— Certo, mas amanhã quero que me conte qual o problema que você teve que resolver hoje o.k? — disse.

— O.k — respondeu divertida.

A velhinha me entregou um envelope pequeno que continha meu salário dentro e eu a abracei.

— Obrigada minha velha — agradeci.

Fomos seguindo em direção a porta, saímos e trancamos tudo. Dei tchau para Beigu e fomos em direção a guilda, novamente senti aquele cheiro de hoje de manhã, seria possível que ele estivesse por aqui? Se ele está aqui, por quê não veio me procurar? Parei onde eu estava e percebi que o cheiro se distanciava, talvez não fosse ele certo?

— O que foi Wendy? — Freed veio ao meu lado perguntando com um tom preocupado.

— Nada demais, pensei ter sentindo algo — disse pensativa. — Vamos? — seguri.

— Sim.

Continuamos andando e quando chegamos na guilda, Natsu brigava como sempre com o Gray, e Lucy tentava separá-los, o que cheguei a estranhar, já que sempre é a Erza que faz isso, mas notei que ela não estava aqui.

— Seu cabeça de fósforo! — Gray gritava enquanto tentava bater em Natsu, mas era impedido por Lucy.

— Ouse falar isso de novo, seu sorvete pervertido! — Natsu gritou para Gray e Lucy o abraçou fazendo ele se acalmar. Gray apenas assistia a cena rindo, como Natsu conseguia ser controlado apenas por Lucy.

— Aqui pelo jeito, sempre é a mesma coisa — disse toda sorridente. — Estou de volta galera.

Todos vieram me abraçar e eu sabia que aquele era meu lugar, me sentia amada aqui, sentia que pertencia aqui.

Sentei na mesma mesa de sempre, e Natsu, Lucy, Freed, Gray, Kana, Mirajane, Evergreen, Elfman, Levy e Gajeel sentaram também.

— Então galera, me contem as novidades — disse entre sorrisos.

— Bom — começou Levy pensativa. —,parece que de agora em diante teremos um novo rei no reino Fiore, e parece que o conhecemos.

— Sério? Espero que ele seja tão gentil quanto o outro rei foi, esperto e respeitador e já que nos o conhecêssemos, tenho certeza que deve ser assim, por final quem é? — perguntei sorrindo.

— Eu não... me lembro muito bem — Levy respondeu meio sem graça.

— Então tudo bem — disse docemente.

Depois de um bom tempo de conversa, percebi que estava um pouco tarde.

— Gente irei embora agora, percebi que está tarde e amanhã tenho que trabalhar, e digamos que estou meio cansada, tudo bem? — falei sorrindo torto.

— Claro Wendy, amanhã nós nos falamos de novo então né? — Lucy levantou e veio até mim, me abraçou. Eu era do tamanho da Lucy agora, sorri com esse pensamento. — Até mais Wendy, vá com cuidado para casa.

— Certo Lucy. — Sorri para ela docemente agora. — Charles, vamos. — A gatinha levantou e voou para meu lado.

— Tchau Wendy. — Todos acenavam e sorriam.

Acenei para todos e já estava saindo.

— Wendy, espera! — Olhei para trás e vi o Freed. — Eu te levo em casa.

— Não precisa Freed, eu vou sozinha — agradeci, afinal eu queria ir dessa vez sozinha identificar o cheiro que eu estava sentindo há algumas horas.

— Bom, já que quer ir só, pode ir. — Ele sorriu. — Tchau Wendy, vá com cuidado para casa. — Freed voltou para seu lugar.

Sai de lá falando para Charles ir sozinha para casa agora, pois eu iria a um lugar antes e mandei-a não se preocupar comigo, já que eu estaria segura — isso é o que era o que eu achava, pois não tinha certeza de nada. — ela foi voando para chegar mais rápido, estava cansada de tanto brincar com o Happy.

Comecei a andar pelas ruas da cidade, em busca daquele cheiro de novo, começou a chover para meu o azar, então decidi voltar para casa, peguei um atalho pensando que seria mais rápido, só que, parece que me enganei, pois era mais longe e quanto mais andava, achava que não era por aqui minha casa, porventura, dei de cara com um castelo que eu nunca tinha visto antes.

Era belíssimo, comecei a voltar pelo atalho que eu estava até sentir o cheiro dele de novo, corri para onde esse cheiro estava e vi um homem, com o cabelo preto, cortado um pouco, os olhos verdes que agora estavam me analisando — talvez ele não me reconheça —, com os ombros largos e braços fortes.

Mest...— Minha voz saiu por um fio, eu estava muito feliz de fato em encontrá–lo novamente.

Mest arregalou os olhos e ficou surpreso quando me reconheceu, talvez fosse pelo meu tamanho — ele desceu o olhar até meus seios —, ou talvez pela parte dos meus seios terem crescido.

Wendy...— A voz dele saiu rouca, o que fez meu coração acelerar, eu me sentia aquecida quando ele falou meu nome, mesmo estando chovendo, ele se aproximou de mim e me deu um abraço forte, fiquei quase sem ar, mas não reclamava disso pois eu estava novamente próxima dele. — Eu senti muita sua falta, pensei que estivesse morta...

Notas finais
E ai gostaram minna? >Beijoos ♥