Ouvi umas batidas fortes e não aguentando de tanto desespero e curiosidade, arrombei a porta e praticamente invadindo me joguei no meio dos dois que pareciam estar brigando:
-Parem com isso!-Gritei os separando colocando minhas mãos no peito de cada um. -E você Kyte?-O olhie irritado.-Como entrou aqui?
-Por aquela porta ali. -Ironizou lambendo uma gosma preta que saia de sua boca, com certeza não era sangue.
Fiquei meio nauseado ao ver aquilo e virei meu rosto para Deinku:
-Por que estavam se batendo? -Perguntei.
(AURA NEGRA)A sala toda ficou num silêncio insuportável.
-Somos irmãos... — Sussurrou.
-Como assim? -Minha cabeça estava bastante confusa.
Deinku fez sinal positivo com a cabeça, tornei a me virar para Kyte e tentei parecer chateado com ele, mas creio que não deu muito certo e por azar acabei corando na sua presença:
-Acho melhor te contar tudo o que ia te dizer na floresta...
-Cala essa boca suja!- Gritou Deinku me empurrando e apertando o pescoço dele, o batendo na parede que rachou:
-Por favor não! — Surtei pegando nos braços dele. -Solta ele... Eu imploro. Por DEUS!
Aquela palavra fez com que sua expressão de raiva sumisse e assim, soltou -o já sem ar. Deinku se afastou cabisbaixo olhando para as mãos, como se não acreditasse no que quase havia feito com alguém de seu próprio sangue, indignado, saiu da biblioteca em passos largos e estonteados. Procurei levantar Kyte do chão e o ajudei a sentar em uma das mesas próximas. Como paga pelo gesto, recebi inúmeras carícias no rosto e cabelo, fiquei completamente vermelho e rápido, retirei aquelas mãos de mim:
-Chega de segredos.. -Sussurrou me olhando profundamente. — Vou te dizer tudo...
-Depois você me diz, agora, permita que eu cuide dos seus ferimentos.
Retirei minha gravata e comecei a limpar os vestígios daquele negócio preto de seu rosto e pescoço. -"Isso não é um sangue comum." -Pensei. Ele ficava me olhando de um jeito... Acabei estremecendo perante sua presença magnifica. Com a mão liver me puxou pela cintura, para perto dele, corei e me afastei um pouco. Não adiantou meus esforços para detê-lo, pois novamente, tornou a me puxar e agora deslizava seus dedos por dentro de minha camisa me arrepiando todo, minhas pernas ficaram bambas e acabei caindo por cima dele que agora me acariciava por completo. (TUDO MESMO PODEM PENSAR NO QUE QUISER QUE ELE ESTAVA PONDO A MÃO) "Vou matar esse assanhado!" -Pensei.
-Pervertido miserável! Pare com isso! -Gritei tremendo com a voz aguda.
Eu estava sendo violentado e contra minha vontade! (MENTIRA EU QUERIA SIM)
-Desculpe... — Gemeu se levantando.
Caí da mesa com a cara no chão.
-Está com medo de mim? -Perguntou.
-Não. — Gemi vermelho. — É que está exagerando e parece não entender que eu não sinto nada, absolutamente nada por você...
Kyte se sentou ao meu lado e tentou me beijar, virei o rosto, então mordeu a ponta da minha orelha. Pronto, quase desmaiei, mas fui forte e resisti mesmo sabendo que eu o queria mais que tudo naquela vida. Me levantei e meio tonto, abotoei minha camisa e fechei o zíper da calça que estava aberto. Como era possível. O olhei com dúvidas esperando alguma resposta, mas tudo o que recebi foi seu olhar matador pesando sobre mim.
Estendi a mão para ajudá-lo a se levantar, ele pôs a mão em meu ombro, saímos juntos da biblioteca pegando caminhos diferentes e mais uma vez, como se nada tivesse acontecido.

NAQUELA MESMA NOITE...
-Que idiota. -Sussurrei coçando os olhos de tanto sono.
Deitei e dormi como uma pedra.
Na realidade, pensei ter dormido como uma pedra.
Acordei ao ouvir um barulho estranho que vinha atrás da escola, na mata fechada. talvez, aquela fosse a única chance para eu saber o que se passava. Vesti o meu roupão e de fininho, saí da escola. Estava bem escuro do lado de fora, notei que estava sendo seguido e fiquei um pouco apavorado. Mesmo assim continuei floresta a dentro. Nada me deteria, eu estava determinado.
Do nada, uma criatura enorme se jogou na minha frente. Tremi por inteiro, pois aquilo parecia ter saído do inferno. E com certeza, havia saído de lá mesmo. Com cuidado, dei um passo para trás, qualquer movimento brusco e eu já era.
Aquilo avançou dois.
Meu coração gelou. Ficamos nos encarando por alguns minutos, até que vencido pelo cansaço eu imagino, a criatura resolveu me deixar em paz se virando e se afastando de mim. Suspirei de alívio. Mais nunca tive tanta sorte e para meu azar, acabei pisando em um graveto seco que fez CRAC! Pronto, foi o suficiente para que o monstro avançasse sobre mim.
Desesperado, saí correndo e caí de cara no chão, por que havia torcido meu tornozelo. Tentei me arrastar para fugir, mas foi impossível. A criatura ficou em pé nas duas patas, pronta para me atacar, fechei os olhos esperando o meu fim.
Pensei que estava morto, me surpreendi ao abrir os olhos e vi na minha frente Deinku com os braços cruzados em forma de cruz e nos protegia como um campo de força ou algo parecido, impedindo o ataque mortal da besta sobre nós. Ele estava descalço e todo de branco e com uma força sem limites, arremessou-o longe com apenas uma mão irritando a fera que se preparava para um novo ataque.
Deinku simplesmente voou, com asas de anjo guerreiro. Contei quatro, dois pares de cada lado, pude ouvi-lo invocar um poder estranho impondo as mãos na testa do animal e uma luz forte os iluminou e a criatura virou humana. Arcanjo o pegou no colo e pôs delicadamente no chão.
Depois, correu na minha direção, eu estava boquiaberto:
-Você está bem? -Perguntou.
E não conseguia parar de olhá-lo.

Notas finais
Então por hoje é só povinho, espero que tenham curtido esse capítulo, porque eu o fiz com muito carinho a todos voces... Se cuidem, fiquem com Deus e agente se vê no capítulo 8... Tenho umas coisinhas pervertidas aguardando você no proximo capitulo MUAHAHAHAHAHAHAHA até mais gente beijao!!!!!!!! FUI >.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.