Notas iniciais
Novidades : Minha mãe quer me proibir de escrever fics! Por que? Ela acha que vocês são tarados disfarçados que comentam minhas historias para outros fins... Tanta imaginação assim poderia ser canalizada pra uma fic... Mas ela só quer. Pois enquanto eu não for descoberta continuarei escrevendo... Beijos! Joh, Gabi, Tata, Anjo e Clary (sumida), vocês fazem minha vida ser maravilhosa! Novas leitoras, inscrições abertas. Esta fic está quase acabando (mas não a historia, aguardem) e ficaria feliz se aparecessem...

Bastou que eu abraçasse Scott para que gotas ternas de água fria começassem a cair do céu, bem em direção a minha pele. Eu me lembro daquela memoria de meus pais, os dois se beijando na chuva. Água... Beijos molhados, lembranças não esquecidas, conforto macio...

Scott me puxa em direção a casa, onde todos já estão, mas eu retraio meu braço. Ele ergue as sobrancelhas quando eu entro debaixo do lençol cristalino, e começo a pular nas poças, como uma garotinha. Minha alma está dançando. Meu corpo é apenas um fantoche que obedece aos meus sentimentos. Ergo meus braços acima da cabeça e rodopio, uma, duas, na terceira vez, ele se junta a mim. Fecho meus olhos e deixo ele guiar meus passos na dança caótica. Ele coloca as mãos em minha cintura e me ergue além das nuvens. Outros braços não conseguiriam me levar tão longe. Outros lábios não fariam meu coração se acelerar com o simples contato. Outros olhos não adentrariam a minha alma da maneira como os deles fazem.

Nunca fui boa em matemática, mas que um mais um é igual a dois é uma questão de logica. Com ele chego a outra conclusão, uma conclusão louca e coerente ao mesmo tempo. Um mais um é igual a um. Eu e Scott somos um. Nosso coração bate como um só. Nossas almas se completam, nossos...

Ele está me beijando. Eu seguro sua nuca molhada com firmeza, meus dedos nem um pouco m escorregadios. Estou encharcada até os ossos e permaneço aquecida. É um calor que vem de dentro, mas quente que o sol. Eu poderia estar no Alasca, mas se eu estivesse com ele, eu me sentiria aquecida. Sua boca se encaixa a minha, como se ambas tivessem sido planejadas uma para a outra. Eu sinto a presença dos outros nos observando, mas não solto meus braços de seu pescoço. Na verdade, apenas intensifico o beijo, apertando a língua dele com a minha, de uma maneira que nunca fiz antes. Quero transmitir a ele, sem palavras, o quanto ele significa para mim. Quero...

–Hum-hum... – Minha mãe pigarreia. Eu não me apresso em terminar o beijo. Prenso os lábios dele delicadamente com os meus e deslizo minhas mãos pelas suas costas úmidas. Então, encaro a mulher de braços cruzados a minha frente, meus dedos bem entrelaçados ao de Scott.

–É melhor vocês entrarem. – ela olha para o céu repreensivamente, seus cabelos loiros se amoldando a seu rosto magro devido a chuva. – Tenho certeza que terão muito tempo para isso lá dentro.

Com mais um ultimo pulo de despedida nas poças, eu entro.

Uma hora depois ...

O que o detetive Basso ainda fazendo aqui? A chuva já passou faz meia hora, mas ele permanece envolvido em uma conversa animada com a minha mãe , ambos sentados nos pufes confortáveis ao lado da lareira. Eu resolvo perguntar algo que está me atormentando há tempos.

–Hum-hum. – minha vez de interromper. – Detetive?

Ele me encara com seus olhos escuros profundos. Minha mãe torce as mãos sobre o colo, um gesto que ela costuma fazer quando está nervosa. Ignorando a desconfiança a respeito dos dois que começa a surgir, eu pergunto:

–Meu pai... – minha mãe para de embolar seus dedos. – Ele não poderia voltar, não é?

Um misto de pena e constrangimento se passa em seus olhos, confirmando minhas suspeitas.

–Não, Vee... – ele sorri gentilmente. – Sinto muito...

–Tudo bem... – eu também sorrio levemente e me afasto. Dói, mas é uma dor suportável. Meu pai pagou pelos seus atos, um deles, o amor. Mas quem sou eu para questionar a lei celeste, não é?

Volto a me sentar no sofá em frente a televisão, onde me aguardam Patch, Nora e Scott. Eu me ajeito ao lado dele.

–Vocês acham... – eu abaixo a voz. Estamos do outro lado da sala, mas mesmo assim tenho certeza que Basso pode nos ouvir. – que tem algo rolando entre esses dois? – meneio com a cabeça em direção a minha mãe e ele quase imperceptivelmente.

Patch lança um olhar avaliador sobre eles, Nora faz o mesmo.

–Bem... – Patch nos dá o diagnóstico. – Eu acho, que o velho Bass está caído por ela...

Eu quase rio com o duplo sentido. Quase. Apesar de tudo, lembro-me, Basso é um arcanjo. Envolver-se com uma humana só iria lhe causar desconfortos. Sinto um pouco de medo por minha mãe... E se ela se apaixonar, e Basso voltar para as alturas sem satisfações?

Scott parece perceber minha preocupação como se estivesse escrito em minha testa.

Não se preocupe, Sky. – ele sussurra em minha mente, sua voz me acalentando como um copo de chocolate quente. – Ela é grandinha, sabe se cuidar...

Eu sorrio para ele, e volto a me concentrar em meus amigos. Patch e Nora parecem estar em uma conversa mental, porque encaram os olhos um do outro com intensidade. Então subitamente, Patch anuncia:

–Acho que já está tarde... – ele sorri para Nora de uma maneira que me faz imaginar o porque de eles estarem indo embora. – Vamos, Anjo? Acho que já abusamos demais da hospitalidade da Sra.Sky...

–Tchau! – eu sorrio maliciosamente. – Quero ser a madrinha quando...

–Vee! – Nora me repreende, mas ela está rindo.

–Como se você e o Scott fossem inocentes... – Patch complementa, e meu sorriso morre. Ele disse que não iria sair espalhando... – Eu vi coisas, que não podem ser desvistas...

–Do que você está falando? – Nora fica extremamente interessada .

–Patch! – eu o repreendo. – Você disse que não iria...

–Já lhe dei um pedido! – ele ergue as mãos, como se dissesse que é inocente. – Não lhe devo mais nada...

E com isso, os dois atravessam a soleira da porta. Eu encaro Scott com um pouco de vergonha, mas não ouso desviar meus olhos da imensidão cor de caramelo. Ele sorri.

O que ele viu foi só o trailer... – ele dá aquele sorriso malicioso que eu amo. – O filme inteiro é restringido a certos horários...

Eu ruborizo e dou um tapinha leve em seu ombro. Porém analiso a questão com cuidado. O que fizemos hoje foi perigoso. Minha mãe não toleraria que eu e Scott dividíssemos uma cama sob seu teto. E concluo que se quisermos fazer isso de novo, precisamos de outro lugar, um lugar privativo... Um lugar só nosso...

Scott... – parece-me mais fácil fazer o pedido mentalmente. – O que acha de...

Sim? – ele ergue uma sobrancelha grossa.

Você acha que tem problema eu morar com você? Digo... No seu apartamento.

Ele não responde nada e eu mordo o lábio. Que pergunta idiota. Nem dois meses de namoro e já querendo ir para a casa dele...

É que... – eu torço as mãos como minha mãe. – Eu pensei...

Mas ele não está mas me ouvindo. Na verdade ele está atravessando a sala, em direção a minha mãe. Eu o sigo até a metade do caminho... O que ele...

–Sra. Sky? – sua voz está um pouco trêmula .

–Sim? Oh... – ele percebe que Patch e Nora se foram. – Nora e Jev já foram?

É estranho ouvir Patch sendo chamado pelo seu verdadeiro nome, tão estranho que por um momento não sei de quem ela está falando. Scott acena positivamente com a cabeça uma vez.

–Bem... – ela sorri cautelosa para Scott. – Prossiga...

–A senhora sabe que eu amo sua filha mais que a mim mesmo...

–U-hum...

–E que eu daria minha vida para protege-la...

–Sei...

–Então acho que não se importaria se nós dividíssemos um apartamento...

–O que? – minha mãe olha de mim para Scott, e para mim novamente.

–Bem, eu...

–Mas Vee ainda não fez dezoito! – minha mãe exclama. – Quando ela fizer dezoito, aí poderá fazer o que bem entender...

–Eu faço dezoito daqui a duas semanas mãe... – eu replico, cruzando meus braços sobre o peito.

–É verdade, é verdade... –ela fica um pouco atônita. – Dois dias depois da Nora, não é?

–Sim... Dia 16 de dezembro, mãe...

–Oh! – ela coloca as mãos sobre o rosto. – Como eu pude esquecer...

–Está tudo bem... Tivemos muito com o que se preocupar nestes últimos dias...

–Não, não! Ainda tenho que comprar seu presente... Dezoito... É uma idade muito especial...

–Mãe, você sabe que assim que eu completar dezoito anos humanos eu vou parar de envelhecer, não sabe?

–Sim... – ela suspira. – Sei, sim...

–Não fique triste, mãe... – pela primeira vez me ocorreu a ideia de que minha mãe é humana, então um dia, ela irá me deixar. Percebo como fui egoísta... Como pude deixar este detalhe escapar?

–Não estou, meu bem... – ela sorri, mas seus olhos estão claramente menos brilhantes. – E quanto a morar junto com Scott... – ela sorri para nós. – Se é isso que você quer... Considere como um presente...

–Obrigada! – eu beijo suas bochechas. – Obrigada, mãe! Você é a melhor!

Scott faz uma reverencia, e beija as mãos da minha mãe.

– Sra. Sky... – ele graceja. – Tenho certeza de que seus netos irão compensar a falta da Vee...

Todos nós rimos, inclusive o detetive Basso, que parecia um pouco aéreo durante a conversa.

–Mas... – minha mãe interrompe nossas risadas. – Só daqui a uma semana...

Eu ainda assim sorrio. O que é uma semana de espera comparada a eternidade?

Notas finais
Este cap é meio sem ação, mas esclarece algumas duvidas... Tipo a da Joh (Adam não pode voltar...) O próximo vai ser mais... animadinho... Sobre essa historia de que a historia (que frase estranha) não acabou, mas a fic sim... O que acham de continuar com os filhos de Skynell, Notch (Nora + Patch) e Manthony (Marcie + Anthony) ??? Comentem e ganhem um beijo duplo do Patch e do Scott!