Um Amor Definitivamente Inumano

25 Dominadora versus Dominada - Parte 2


Notas iniciais
Para evitar possíveis tijoladas e perseguições, esse cap está muito insano. Sim. Cenas dignas de ''redtube'' aguardam quem se aventurar a lê-lo. Com amor

Eu dobro o bilhete cuidadosamente e o guardo em minha bolsa. Deixo meus olhos passearem pela pintura laranja suave das paredes, enquanto meus dedos tamborilam inquietos sobre a toalha de mesa branca.

Em poucos minutos o som de chocalho me informa que Scott adentrou a sala. O cheiro de tempero exótico se intensifico a medida que ele se aproxima da pequena mesa. De uma bandeja de prata, ele retira dois pratos de louça com detalhes dourados, onde um mix de legumes com aparência deliciosa e um filé de carne branca jazem, repousados sob um molho espesso. Uma garrafa sofisticada enche nossas taças de espumante cristalino, e eu dou um gole. Encantador. Ele se senta a minha frente e ergue sua taça, pousando a garrafa sobre a mesa. Seus olhos não deixam os meus enquanto ele bebe de seu espumante. Eu os investigo. O castanho parece ligeiramente escurecido pela luz das velas, causando neles um efeito selvagem, que não combina nada com sua camisa social bem passada e a taça de cristal fino.

–Então, Sr. Cheff... – eu sorrio e solto minha taça, cruzando meus dedos e apoiando meu queixo neles. – Qual o menu de hoje?

Ele sorri. Seus olhos se tornam menos ferozes, mas não completamente suaves.

–Filé de linguado à marinara e risoto de legumes ao molho de aspargos...

Uma pergunta surge em minha mente, um tanto tola, mas não consigo evita-la.

–Sempre me perguntei porque o nome risoto... – eu dou de ombros. – Me parece algo italiano, talvez...

Seu sorriso se alarga.

–E é. Rizo em italiano, significa arroz. Daí vem a palavra... Agora, se não se importa em começar a comer... Linguado frio é pior que borracha de pneu...

Depois de comermos, eu lambo os lábios. Delicioso, como sempre. E como o Cheff...

Bebi duas taças de espumante, e apesar do nível alcoólico ser potencialmente baixo, me sinto um pouco animada demais. Scott parece ter percebido isso, porque se levanta e caminha até mim. Penso que ele irá me beijar quando aproximo seus lábios do meu rosto, mas no ultimo momento eles desviam para meu ouvido esquerdo.

–Vamos dançar... – ele sussurra, seu hálito arrepiando a pele do meu pescoço nu. Ele caminha até um aparador no canto que não tinha percebido antes. Um pequeno e antigo radio, provavelmente originário da década de 50, está repousado sobre o topo. Ele aperta alguns botões estranhos e uma musica suave em violino e gaita de foles começa a tocar.

Scott caminha até mim com passos resolutos e toma uma de minhas mãos na sua, beijando-a como um cavalheiro antigo. Então ele coloca a outra mão em minha cintura e guia minha mão livre para seu ombro. Uma voz calma e masculina começa a cantar, a língua melódica claramente sul-europeia. Já ouvi falar em alguns cantores italianos, mas nunca tinha escutada um musica realmente. É linda, a combinação entre o som dos instrumentos e do timbre do cantor.

–E a sobremesa? – sussurro em seu ouvido em meio a um dos passos. Provocá-lo me faz sentir bem. – Não me diga que esqueceu...

–Não. – ele sussurra de volta. – Reservei-a para mais tarde...

O jeito misterioso com que ele diz isso me deixa intrigada. Mas decido fechar meus olhos e deixar ele me guiar.

Ele domina a dança, assim como a culinária italiana. Seus passos, ao mesmo tempo firmes e suaves, fazem com que eu me sinta dentro de um filme de romance antigo. Então, antes que a ultima nota indique o fim da musica, ele me gira e eu caio em seus braços. O violino toca um ultimo acorde e o radio silencia. Os únicos sons são a lareira distante e nossos corações acelerados. Eu penso que ele vai me beijar novamente, mas ele apenas diz:

–Vá para o quarto... Eu não demoro.

Um pouco confusa, eu sigo as ordens dele e viro o corredor, entrando na primeira porta a esquerda.

Uau. Nora tinha descrito o ambiente como sujo e desorganizado, repleto de pôsteres de motos, bandas de rock, e garotas seminuas. Tudo o que encontro agora é um ambiente parcamente iluminado, com uma enorme cama de casal no centro, paredes recém pintadas de azul (minha cor preferida, a proposito) e uns poucos moveis rústicos. Assim como a sala, o quarto possui uma ampla janela, de onde raios prateados emanam, banhando o assoalho.

Atraída pela luz da lua cheia, eu me aproximo e fico parada como uma tola, contemplado a sua beleza. Não percebo que Scott entrou no quarto até que sinto sua mão quente em minhas costas. Eu viro a cabeça levemente, e encaro seus ombros fortes, agora nus.

Sem dizer uma palavra ele desce o zíper de meu vestido, e desliza os dedos pela pele pálida. Sinto um arrepio quando eles param nas laterais da calcinha, mas permaneço imóvel. Ele não a retira imediatamente, o que faz com que eu me surpreenda mais uma vez. Sinto uma rajada de ar fresco em minha coxas quando ele se abaixa para retirar minhas botas. Suas mãos demoram na curva da panturrilha, e seus lábios pousam lá de maneira suave e breve. Então ele se levanta novamente.

Eu permaneço encarando a lua silenciosamente até que ele envolve meus ombros com seu calor e beija meu pescoço, deixando uma trilha de fumaça por onde seus lábios passaram. Sinto sua língua provar minha pele e sorrio, sabendo que ele meu gosto irá agradá-lo. Aquele sabonete da Victoria´s Secret faz magica...

Ele morde meu ombro esquerdo suavemente ,então sussurra :

–Vire-se.

Eu o obedeço. Ele está nu. Completa e totalmente sem roupas. Coloco as mãos espalmadas em seu peito e subo meus olhos para seu rosto. Aquela ferocidade retornou a seus olhos. Antes que eu tome outra reação ele me ergue, me apoiando no batente da janela. Ele me aperta contra o vidro gelado sem medo de me machucar, guiado apenas pelo seu desejo. Quando ele sela nossos lábios, sinto gosto de chocolate. E isso é incrível. Não quero que a sensação termine, mas hoje é Scott que dita as regras, então não questiono quando ele me carrega até a cama, suas mãos apertando a carne de meu quadril com precisão e força inumanas.

Ele me coloca na ponta da cama um pouco mais delicadamente, mas não muito. Então pega um pote na mesa cabeceira e se senta ao meu lado.

–Ajoelhe-se. – ele ordena, o brilho selvagem em seus olhos aumentado. Eu o obedeço, me ajoelhando em frente a ele na cama. Encaro seu membro contraído e sinto aquele calor no ventre novamente seguido por dolorosas contrações. Eu o desejo. Dentro de mim, completamente. E o desejo agora. Mas me controlo.

Eu solto um gemido enquanto ele faz algo inesperado. Ele pega uma colher do pote e derrama chocolate derretido sobre sua glande. Depois chupa a colher, me encarando sensualmente.

–Você quer, Vee? – ele provoca, estendendo a colher. Eu sacudo a cabeça levemente. –Então chupe...

A próxima coisa que faço é insana, certamente a loucura mais erótica que já realizei na vida. Eu agarro as coxas musculosas dele, enterrando minhas unhas nelas enquanto abocanho todo o comprimento de seu membro. Ele solto um barulho semelhante a um rosnado e isso me excita ainda mais. Apresso meus movimentos, o corpo dele se arqueando, e o gosto do chocolate se misturando a algo mais profundo depois de nove investidas. É o gosto dele. Melhor do que um manjar dos deuses...

Eu limpo minhas boca com as costas da mão. Meu Deus... Isso foi...

Continuo ajoelhada, as mãos no colo, examinando o liquido leitoso que escorre pelo lençol. Meu ventre se sacode violentamente, e eu solto um gemido. Scott percebe isso, porque me puxa em direção a cama e me apoia nos travesseiros macios. Eu esperançosamente espero que ele me livre desse desconforto, mas ele se afasta de mim, de maneira torturante.

–Se toque... – ele dá mais uma ordem. Eu abro minhas pernas e enfio um dedo dentro do forro de seda da calcinha, massageando meu clitóris. Eu suspiro, os tremores se aliviando com a ação. Mais preciso de mais contato, de modo que acabo enfiando mais dois dedos. Eu começo a gemer agora, arqueando meus quadris para cima. Olho para Scott implorando, mas seus olhos estão voltados para meus movimentos desesperados em busca de mais prazer. Os lábios dele estão entreabertos. Eu encaro seu membro duro mais uma vez, gemendo alto agora. Ele está pronto... Não seria muito difícil se ele simplesmente deitasse em cima de mim?

Ele se aproxima e eu tiro a mão de dentro da calcinha, apertando os lençóis com força, tentando ignorar a terrível sensação de orgasmo interrompido. Ele lambe a pele acima de meus seios antes de enfiar as mãos pelo tecido transparente. Ele aperta e puxa meus mamilos contraídos, me causando uma dor prazerosa e causticante. Eu arqueio o corpo novamente e ele desce os lábios para minha barriga. Ele contorna minha virilha com a língua mas não avança, e estou a ponto de enlouquecer quando ele arranca minha calcinha.

Ele me toma de maneira agressiva, e eu abro as pernas para recebe-lo. Agarro os lençóis e aperto os quadris dele com minhas coxas quando ele me penetra. Ele se apoia no colchão e dá mais uma investida, me invadindo por inteiro agora. Solto um grito abafado pela pele de seu ombro. Ele diminui a intensidade dos movimentos, claramente buscando me satisfazer mais do que a si mesmo. Sinto seu membro roçar mais vezes em meu clitóris do que sua glande encostar no final de minha entrada. Ele beija meu pescoço, seu cheiro acalmando a dor pungente lá embaixo. Quando fico molhada ele interrompe as estocadas, mesmo não tendo chegado ao orgasmo. Eu me levanto um pouco dolorida e massageio seu membro com minha mão, ligeiramente, até que ele chega a seu prazer. Caio em cima de seu peito e fecho meus olhos, exausta e suada.

Ele foi cruel comigo. Mas, às vezes, a dor pode ser extremamente prazerosa...

Notas finais
O que acharam desse Hentai? Ui... Para o Scott eu daria de quatro... Brincadeirinha, amores! Beijinhos