Um Amor Complicado.

12 Capítulo 12 - Após 22 anos...


Notas iniciais
Olá, leitores e leitoras! Estou de volta! *u* Vocês não têm ideia da saudade que estou sentindo de vocês. Sério. Desculpem-me pela demora. Eu tive muita coisa neste bimestre, final do curso, coreografia para a escola e isso tudo acabou com o meu temo livre. Mas finalmente consegui um tempo para postar, ufa. Espero que não fiquem com tanta raiva de mim! ;-; Como sempre, agradeço à Raquel Ohara, Futrika, kuchiki, FoxxyLady, Lillyan Thais, Monkey D Amanda, Roronoa Aninha, Lunista Crowler, Irial kun, Sogequeen, Tamy, OzZynhA, PaumDoLaw, Liza Swan e Persephone Oleander pelos maravilhosos reviews! Pessoal, obrigada mesmo! Vocês são pessoas maravilhosas e cada um tem um lugar especial no meu coração! *u* Bom, neste capítulo há um lemon. Então, já sabem! Tenho algumas explicações nas notas finais. Então, boa leitura! kkk

Capítulo 12

No dia seguinte ao da cirurgia, Sanji parece ainda mais fraco. Enquanto Chopper ajusta seu soro, ele resmunga.

– Eu quero comida... – murmura, deitado de lado.

– Não pode, Sanji. Por enquanto, é a sopa. – insiste Chopper.

– Aquilo não é uma sopa. É água suja de tempero. – reclama.

– Não exagera. É só que, se você comer alguma coisa excessivamente calórica, sua cicatrização vai se tornar mais difícil. – explica a rena. – Tem ideia do quão difícil foi estancar seus sangramentos?

– Eu não pedi para nascer diabético, Chopper. – diz Sanji, desarmando Chopper totalmente.

– Tem razão. Desculpe. – pede, terminando de arrumar o soro. – Vou sair para buscar os equipamentos necessários. Vamos trocar suas bandagens.

– Certo.

Chopper sai e eu me levanto.

– Sanji, fique com o celular perto. Vou sair um pouco. Volto em dez minutos. – aviso.

– Tenha certeza de não demorar mais do que isso. – fala, e eu sorrio.

– Sim.

Saio e, seguindo as várias placas em inglês, ganho a rua. Procuro o mercado mais próximo.

POV Sanji

Meu estômago ronca de um jeito que nunca senti antes. Parece que não como há dias.

Minha cabeça dói, meus pontos também latejam e sinto como se tivesse vários hematomas no rosto.

Em pouco menos de dez minutos, ouço o som da porta do quarto.

– Voltei. – anuncia Zoro, mas eu já sabia que era ele.

– Eu sei. – respondo, tentando me sentar. Fracasso horrivelmente, pois quase não tenho força. – Ah, droga.

Ouço barulho de sacolas plásticas, e logo em seguida suas mãos fortes me seguram e me ajudam a sentar na cama.

– O que trouxe? – pergunto, curioso. Passo a língua por meus lábios secos.

– Barras de cereal, bolacha recheada, água de coco e Cup Noodles.

– Sério? – pergunto. Então, ele coloca o copo de Cup Noodles perto do meu nariz. O cheiro do macarrão invade meu nariz, e eu começo a salivar de fome. – Sim, é sério.

– Eu consegui um pouco de água quente na lanchonete do hospital. Já está quase pronto. – anuncia, e um sorriso possui meu rosto.

– Maravilha. Me dê, me dê. – peço, estendendo os braços em sua direção.

– Nem pensar. – nega. – Isso está muito quente, e você precisa de toda a energia retida em seu corpo. Eu faço isso para você.

Fico alguns segundos em silêncio.

– Está brincando, né? – pergunto.

– Não.

– Zoro, eu tenho braços. Uma queimadura ou outra na boca não vai me matar. – falo, paciente.

– Você não sabe. – afirma, e eu suspiro.

– Não vou deixar você dar comida na minha boca. – falo, e sinto minhas bochechas quentes. – É vergonhoso.

– Por quê? Se fosse eu no seu lugar, ia implorar para ser mimado. – fala, e eu solto uma risada.

– Lógico que não!

– Ero-Cook, deixe-me cuidar de você. Pelo menos um pouco. – pede, e sua voz rouca ressoa por meus ouvidos, passando pelo resto do meu corpo.

Eu não resisto.

– Tudo bem. – rendo-me, com o rosto quente. – Mas ninguém pode ficar sabendo.

– Eu não contaria nem que me pagassem, Sanji.

Assinto, pois sei que é verdade.

Ouço-o abrir a embalagem por completo, e a fumaça do macarrão vem até meu nariz, quase me hipnotizando. Meu estômago responde com muitos roncos.

Então, poucos segundos depois, sinto o garfo encostar em meus lábios. Minha cabeça diz que isso é vergonhoso demais, mas meu estômago diz totalmente o contrário. Por fim, deixo minha fome falar mais alto.

Entreabro os lábios e abro a boca, tirando o macarrão do garfo. Faço questão de sentir cada sabor. Logo em seguida, Zoro encosta o garfo em meus lábios novamente.

Nunca gostei muito de comida instantânea, mas naquele momento, me pareceu o melhor macarrão que eu já comi.

– Delicioso. – murmuro, sorrindo.

Zoro também ri.

– Não ria. Coma. – fala, me dando outra garfada. A temperatura também é confortável, já que ele assopra antes de levar à minha boca.

Depois de comer todo o macarrão, Zoro me entrega o copo e eu bebo todo o caldo restante.

– Finalmente algo sólido no meu estômago. – murmuro, satisfeito. – Pode me dar uma barrinha?

– Claro. – responde, mexendo na sacola.

Ele me entrega já aberta, e eu provo.

Zoro tomou o cuidado de comprar sem chocolate. Muito bom.

– Isso é bom? – pergunta. Eu assinto.

– Quer um pedaço? – pergunto.

– Não. Estou bem. – fala. – É só que... Parece aquelas raspinhas de lápis que saem do apontador.

Caio na risada.

– Parece mesmo? – pergunto, respirando entre risadas. – Vou ter a certeza de comparar.

Neste momento, a porta se abre.

– Doce? – pergunta Chopper. Porcaria, lá vem bronca. – Zoro, eu também quero!

– Bom, eu comprei as barrinhas para o Sanji, mas... – fala ele, mexendo na sacola. – Tem bolacha recheada.

– Eu quero! – exclama Chopper, e ouço seus passos rápidos. – Chocolate...

Sorrio ao ouvir Chopper se deliciando com os biscoitos.

– Certo. – fala ele, depois de alguns minutos. – Vamos trocar essas faixas.

Continuo sentado, e sinto a ponta gelada da tesoura perto do meu queixo. Chopper corta tudo, deixando-me somente com os tampões.

– Então? Está muito ruim? – pergunto, curioso.

– Na verdade, não. – responde ele. – A cicatrização a laser deu certo. Vou tirar esses pontos.

Então, com um alicate especializado, Chopper começa a tirar os grampos do meu rosto. Sinto pontadas fracas.

– Pronto. Vou passar a pomada e depois enfaixar outra vez. Continue tomando os remédios. – fala ele, e eu assinto.

– Por que vai enfaixar outra vez? – pergunta Zoro, e parece preocupado. – Não pode deixar assim?

– O risco de ele pegar uma bactéria é maior. – explica a rena.

– Ah, entendi. – responde Zoro.

– Sanji, vou tirar seus tampões para aplicar o colírio. – fala. Minha barriga gela. – Vou deixar claro que você provavelmente não vai enxergar nada.

– Certo.

Chopper tira meus tampões.

– Abra os olhos.

Obedeço-o, e quando o faço, não vejo nada além do habitual negro. Inclino a cabeça para trás, e Chopper aplica o colírio. Fecho os olhos com força, acostumando-me à ardência do remédio.

Então, quando abro os olhos novamente, assusto-me. Começo a tremer.

– Sanji, você está bem? – pergunta Zoro. Sinto o calor de sua mão em meu braço, e enquanto Chopper guarda o colírio, movo meus olhos na direção de sua voz.

– Zoro... – murmuro.

Em meu campo de visão, enxergo tudo muito escuro. Quase tão escuro quanto antes, mas consigo distinguir algumas sombras.

– É você? – pergunto, e vejo a sombra de minha mão, ao tocar seu rosto. Não consigo enxergar nenhuma de suas formas, mas vejo que ele está na minha frente. – Eu... Estou vendo. São só sombras escuras, mas estou vendo.

– Já? – pergunta Choper. – Isso é maravilhoso, Sanji! Quer dizer que a cirurgia deu certo!

– Sanji, você consegue me ver? – pergunta Zoro.

– Muito pouco, mas consigo. Na verdade não sei se é uma pessoa ou um fantasma.

Então, seus braços passam ao redor de mim.

– Que bom... – murmura, com uma voz carregada de emoção. – Ero-Cook...

– Sanji, quanto mais tempo seus olhos ficarem fechados, mais rápida será a recuperação. – diz Chopper, e Zoro me solta. Surpreendo-me ao perceber que quero mais de seu calor.

– Certo. Pode colocar outros tampões.

Sinto Chopper colocar os outros tampões, mas me arrependo amargamente disso: quero muito tira-los.

Uma semana depois, já não me aguento mais. Chopper não me deixa tirar os tampões ou abrir meus olhos, na esperança de que minha visão se estabeleça mais rápido. Não tiro a razão dele, mas... Tanto tempo?

– Zoro! – grito, dentro do quarto. Bato na porta do banheiro.

O quê!?

– Quanto tempo vai ficar aí? Tenho que ir ao hospital! – relembro-o.

Minha alta provisória foi dada, mas teria que voltar em uma semana para saber do resultado final da cirurgia.

E eis que a semana se passou.

– Eu já vou! Não posso me masturbar em paz!? – grita ele, a voz abafada pela porta.

Suspiro, irritado. Ele não pode me levar a sério?

Na semana que se passou, Zoro não tentou fazer sexo ou qualquer coisa parecida. Quando muito, nos beijamos.

– Pare de brincadeiras e saia logo daí. – falo, socando a porta outra vez.

Segundos depois, ela se abre. Ouço sua respiração ofegante.

– Eu não estava brincando quando disse estar me aliviando, Ero-Cook. – fala, sério. – Você já tentou parar no meio de um orgasmo? É quase impossível. Além de muito frustrante.

– Certo, foi mal. – respondo. – Mas porque está fazendo isso?

– É uma droga, mas... O Chopper disse para não forçar você a esforços físicos exagerados. – revela. – É por isso que eu estou tão mal-humorado. Não posso nem te tocar.

– O que o toque tem a ver com tudo isso? – pergunto, confuso.

Zoro acaricia meu pescoço, e sinto o familiar formigamento por minha pele. Meu corpo se arrepia.

– Eu não posso te tocar, Ero-Cook. – explica, com uma voz terna, mas ao mesmo tempo áspera. – Eu simplesmente me descontrolo quando estou tão perto de você. Porque acha que eu estou dormindo no sofá?

Sua mão sai de meu pescoço.

– Você... Não sente falta? – pergunta. Imediatamente, minhas bochechas esquentam. – Nem um pouco?

Penso por alguns segundos.

– Não, esquece. Não precisa responder. – responde para si mesmo. – Estou sendo muito invasivo, né? Sei lá... Parece que só eu tenho vontade. Parece que estou te obrigando a estar comigo.

– Zoro, o que está havendo? Você está estranho. – comento. – O que aconteceu com a sua segurança?

– Bom, deveria estar aqui. – confessa. Ouço-o sentando-se no sofá. – Mas estou meio apreensivo. Quer dizer, estou muito feliz por que você vai voltar a enxergar, mas...

– Mas...?

– Será que, quando você começar a ver todos os tipos de mulheres, meus sentimentos ainda te alcançarão? – pergunta. – Sanji, eu...

Interrompo-o.

– Você não confia em mim? – pergunto. Ouço-o se levantar e andar até mim. Sinto seus dedos em meu queixo e, em seguida, seus lábios nos meus.

– Claro que confio. – responde, convicto. – Não confio em mim mesmo.

– O que quer dizer?

– Nada. Esqueça. – pede. – Vamos? Hora de ver o mundo.

Assinto, aceitando sua conversa parcialmente.

– Vamos. – respondo, incapaz de tirar meu sorriso do rosto.

Nós dois saímos do quarto e entramos no elevador.

– Ah, eu trouxe uma visita. – fala ele, quando as portas do elevador se abrem no subsolo.

– Sanji-kun! – ouço, e imediatamente reconheço a voz.

– Nami-san!? – pergunto, surpreso. Em seguida, sinto seus braços ao redor do meu pescoço e seus seios apertando meu tronco. Luto para não ter um sangramento nasal com as sensações.

– Eu vim te ver! Feliz!? – pergunta, e sou incapaz de responder a primeiro momento.

– É claro que sim! Nami-san, você continua tão apaixonante! – exclamo, para logo em seguida receber um puxão para frente.

– Vamos, vou dirigir até o hospital. Estou com um carro alugado.

– Sim, vamos.

– E a propósito, Zoro... Na próxima vez, me chame com mais horas de antecedência. Tive que pegar um voo de última hora, sabia? – diz ela, irritada.

– Se você chegou, não tem do que reclamar. – responde ele, também irritado.

Para não perder o costume, Nami-san lhe dá um belo tapa.

– Nami! Isso dói! – reclama ele.

– Sh. Anda logo e entra no carro, Cabeça de Brócolis. – manda.

Brócolis? Não entendi.

Ao entrar no carro, solto minha dúvida.

– Porque “brócolis”? – pergunto.

– Porque o Zoro tem o cabelo verde! – anuncia, numa clássica tentativa de zoar.

– O que tem demais? O seu cabelo tem cor de água de salsicha e eu não falo nada! Sua bruxa! – xinga ele, recebendo um cascudo.

– Qual é a diferença? Cabelo verde é incomum? – pergunto.

– Digamos que sim, bastante. – responde Zoro, sincero. – Mas o Franky tem cabelo azul e o Chopper é uma rena que fala, então... Você não vai ficar tão surpreso com o meu cabelo.

Ele ri, e eu o acompanho.

Enquanto isso, Nami-san dirige e nos leva até o hospital. Ao chegar, paramos na recepção e anunciamos nossa chegada. Minutos depois Chopper me cumprimenta, seguido do Dr. Klaus e o Yamazaki-sensei. Agradeço-os pela paciência.

– Está na hora, Sanji. Vou só pegar algumas coisas. Vá para o seu antigo quarto. – orienta ele. Seguimos suas coordenadas e entramos no quarto. Minutos depois, os três médicos estão conosco.

– Certo. Sanji-kun, pode se sentar na poltrona? – pergunta Dr. Klaus, e eu assinto. Minha barriga gela completamente. Finalmente, depois de 22 anos.

Com muito cuidado e com dedos habilidosos, Dr. Klaus tira meus tampões.

– Seus olhos estão livres. Mas, antes de abri-los, quero te fazer uma pergunta. – fala ele, e eu aceno com a cabeça. – Sanji-kun, o que você está vendo neste momento?

Concentro-me.

– Acho que... É a parte de trás das minhas pálpebras. – respondo, inseguro. – Não sei identificar a cor, mas... Acho que é isso.

– Sim, sim. – responde ele. – Agora, abra os olhos devagar, sem pressa.

Faço o que pede. A luz começa a entrar em meu campo de visão, até eu estar com os olhos completamente abertos. Porém, a luz de tudo é tão forte que tenho tonturas. Tudo é um borrão bagunçado e confuso. Não consigo identificar nada.

– Sanji!? – ouço, e Zoro segura meu corpo antes que caia para o lado.

– Ah, minha cabeça... – solto, apertando meus olhos. – Muita luz...

– Vai demorar para se acostumar... – murmura Yamazaki-sensei, com sua vez rouca pela idade. – Que tal colocar, na sua frente, alguém que você goste muito?

– Pode ser. – afirmo, levantando-me. Sinto outra tontura, e Zoro me segura pelo ombro.

– Nami, venha cá. Fique na frente do Ero-Cook. – diz ele. Mas, porque? Eu queria que fosse você, agora...

Sinto o cheiro dela quando passa por mim e para na minha frente.

Ela segura meu rosto entre as mãos.

– Pronto, estou aqui. Vamos, Sanji-kun. – murmura ela, acalmando-me. – Deixe-me ver seus lindos olhos azuis.

Assinto, nervoso.

Lentamente, abro meus olhos. Mais uma onda avassaladora de luz me atinge, mas resisto e tento me acostumar. Sinto como se minhas pupilas se adaptassem aos poucos. Percebo que a mão se Zoro em meu ombro me faz sentir mais confiante.

Depois de alguns segundos, levanto minhas mãos e toco o rosto da Nami-san, lembrando de seus traços. Começo a me acostumar e consigo focalizar seus olhos, apesar de ter dificuldades com o embaçado.

– Nami-san. – falo, reparando em como seu rosto é fino e sua boca tem uma forma adorável. – Você é tão bonita!

Vejo seus cabelos compridos, seus ombros estreitos, seus seios fartos, sua cintura fina e pernas compridas. Lembro-me de como sonhei com este momento, mas por algum motivo, não estou tão afetado quanto achei que estaria.

– Linda, linda! – falo. – Na verdade, você é muito mais bonita do que eu imaginava.

– Não diga isso até que possa ver a Robin, seu bobo. Ela sim, vai te arrancar suspiros. – responde Nami-san, brincando. – É tão bom ver seus olhos com vida.

– Obrigado. – respondo. – Então... Essa cor do seu cabelo...

– Sou ruiva. – fala. – Meu cabelo é laranja.

– Laranja... – murmuro, gravando a cor em meu cérebro. — É magnífico, Nami-san.

Ouço um choro.

– Sanji! Conseguimos! – exclama Chopper, ao pular em mim. Ele agarra meu pescoço. – Está me vendo? Está me vendo?

– Sim, estou. Você é muito mais fofo do que tinha imaginado, também. – confesso. Então, sinto outra tontura e quase caio para trás.

– Está tudo bem? – pergunta Zoro. Sinto mãos fortes me segurarem novamente.

– Sim.

– Coloque os tampões de novo, Sanji. Você está vendo muita coisa de uma vez. Seus olhos já precisam de um descanso. – diz Chopper. Assinto sem questionar, e ele tampa meus olhos. – Descanse um pouco. Vou escrever a sua alta.

– Eu vou à lanchonete comprar um pão de queijo! – avisa Nami, enquanto deito. Todos saem e, em instantes, estou sozinho com Zoro.

– Obrigado por me segurar tantas vezes. – agradeço-o.

– Não foi nada. Como foi a experiência? – pergunta, e ouço um sorriso em sua voz.

– Foi... Melhor do que pensava. – confesso. – Mesmo assim... Em meus sonhos, eu veria a Nami-san e me apaixonaria ainda mais por ela.

– E não foi? – pergunta ele. Eu nego.

– Não. Foi... Normal. – respondo. Ele entrelaça nossos dedos. – Eu não te vi.

– Depois a gente pensa nisso. Estou feliz por você, Ero-Cook. – ouço, e imediatamente um nó se forma em minha garganta, uma vontade de chorar repentina.

Ele se inclina para frente e me beija.

– Você lutou muito para conseguir isso. – continua. – E como prometido, vou te levar para o melhor clube de Tóquio.

– Hein? O melhor é o que eu trabalho. – falo.

– Não. Estou falando de um clube exclusivo para membros. – responde, e eu suspiro.

– Legal. – respondo, não muito empolgado.

– O que foi?

– Quero ir para casa. Deitar na minha cama e dormir umas 26 horas direto. – falo, e ele ri.

– Vamos para o hotel assim que der. – assegura ele. – Não é seu apartamento, mas pelo menos você pode dormir tranquilo.

– Sim. – respondo. – Prometo cuidar ainda mais da diabetes. Tenho que ficar livre disso.

– É assim que se fala. – murmura ele. Sinto sua cabeça sobre minhas pernas esticadas.

– Zoro?

– Estou exausto. – confessa. — E sua coxa é uma delícia, então...

– Pretende dormir aí? – pergunto, ignorando seu elogio.

– Não posso perder essa chance.

Então, em segundos, ouço somente seu ressonar, no quarto inteiro.

Quando Chopper entra no quarto, coloco um dedo sobre os lábios. Aponto para meu colo.

Ouço seus passinhos até mim, e ele sobe no banco.

– Você só precisa assinar a alta. – sussurra.

Neste momento, Zoro acorda.

– Hã? – pergunta, completamente grogue. – Chopper?

– Desculpa, não queria te acordar. – responde a rena. – Eu só trouxe a alta para o Sanji assinar.

– Dá aqui. – pede Zoro, pegando o papel e a caneta. Ouço o som da caneta deslizando na folha. – Pronto.

– Você assinou no seu nome? – pergunto.

– Sim. Tem algum problema, Chopper?

– Particularmente, não. Mas agora você é responsável pela alta do Sanji.

– Não ligo. – responde Zoro, pousando sua mão em minha coxa, por cima do cobertor. – Podemos ir embora?

– Sim. – responde Chopper. – Levem a Nami com vocês.

– Antes de ir, eu gostaria de agradecer ao Doutor Klaus e ao Yamazaki-sensei. – falo, tentando sair da minha cama. – Pode chama-los?

Chopper concorda.

Quando os dois chegam, agradeço-os por tudo. Por terem me dado a visão, pela delicadeza em todo o procedimento, pela atenção e por salvarem minha vida.

– Não agradeça tanto, Sanji-kun. – diz Yamazaki-sensei, com um sorriso. – Afinal, fomos pagos para isso. Se você quer agradecer alguém, agradeça ao seu amigo.

Neste momento, Zoro o interrompe.

– Enfim! Obrigado por tudo. Espero que continuem operando pessoas e proporcionando mais alegria para todos os pacientes. – diz ele. – Vocês são um exemplo de profissionais. Parabéns.

– E você é um exemplo de ser humano. Aqueles que vivem ao seu redor são pessoas de sorte. – diz Dr. Klaus.

– Eu não penso deste jeito, mas... Mesmo assim, obrigado. – responde Zoro.

Não entendi. O que aconteceu?

– E o Law? – pergunto, lembrando-me da briga em meu quarto.

– Já voltou para o Japão. – responde Chopper. – Está na casa do Luffy.

– Entendi. Bom, é isso. Muito obrigado. Qualquer dia, venham ao Japão. Prometo cozinhar a melhor refeição do mundo. – falo, ouvindo suas risadas.

– Pode deixar, Sanji-kun. Voltem bem. – despede-se Yamazaki-sensei.

– Chopper, você vem com a gente?

– Não. Vou ficar aqui até tarde. Tenho que cuidar de alguns pacientes em estado crítico, além de querer estudar algumas doenças raras. Aqui é o melhor hospital da Alemanha, afinal. – fala ele. – E não vou voltar hoje. Dormirei na casa do Doutor Klaus. Volto amanhã cedo.

– Certo.

Faço uma reverência simples aos dois médicos.

– Obrigado por tudo.

Encontramos Nami-san na lanchonete e ela nos leva até o hotel. Pergunto se ela quer entrar para comer algo, mas ela nega.

– Tenho que estar de volta à Inglaterra ainda hoje. – avisa. – Mihawk quer que eu termine de administrar suas finanças. Virei uma espécie de advogada temporária.

– Está roubando algo? – pergunta Zoro. Nami-san ri.

– Não! Ele está me pagando para trabalhar, besta. – responde ela. – Vamos, vamos. Desçam logo. Meu voo é agendado.

– Certo. Obrigado, Nami. Volte bem. – deseja Zoro. Sorrio para ela.

– Espero que dê tudo certo com a viagem, Nami-san. – murmuro, dando um beijo em sua testa. – Ligue quando chegar lá.

– Pode deixar.

Ela vai embora, e eu e Zoro entramos no hotel.

Assim que o porteiro libera a catraca, paramos em frente ao elevador e apertamos o botão.

– Está no último andar. – avisa Zoro. Em seguida, dá um suspiro. – Então? Como se sente?

– Quero tomar um banho. – falo, tirando-lhe uma risada. – Também quero tirar esses tampões.

– Falta pouco.

Assim que o elevador chega, entramos. Sinto o solavanco de quando ele começa a subir.

Encosto em uma das paredes. Sei que Zoro está encostado na outra. Mesmo a esta distância, sinto seu cheiro e ouço sua respiração.

– Zoro... – chamo.

– Hm?

– O que o Yamazaki-sensei quis dizer com... Aquilo? – pergunto. Ele suspira.

– Nada. Não se preocupe.

– Quando você diz para eu não me preocupar, fico ainda mais preocupado. – confesso.

– É sério, não se preocupe. Não era nada. – reforça. Mesmo assim, não me convence. Há algo em suas palavras que me deixa desconfiado. – Mudando de assunto... Isso é incrível. Seu cheiro está preenchendo o elevador inteiro.

Seu comentário me pega de surpresa, assim como sua voz, carregada de um desejo poderoso.

– É? E isso é bom? – pergunto, sentindo meu rosto corar. De repente, todos os dias longe de seu toque me abalam de uma só vez.

– Está me provocando, Ero-Cook? – pergunta. Envergonho-me. – Porque se for, está dando certo.

– Não, foi só uma pergunta. – contrario. – Então? O que acha do meu cheiro?

De repente, o elevador interrompe seu curso.

– Digamos que... Me dá vontade de sentir seu gosto. – confessa. Arfo.

– Então não sou só eu... – murmuro.

– O quê? Como assim? – pergunta. Sinto-o mais perto, e sei que ele deu um passo em minha direção.

– Seu cheiro. – falo. Minha calça, já apertada por minha ereção, fica mais estreita. Meu corpo enfraquece e um arrepio percorre desde meu pescoço até o início de meus ombros.

Não consigo raciocinar direito. Ele me deixa tão excitado que minha cabeça se preenche de Zoro.

Estremeço diante do pensamento. Lembro-me da última vez em que transamos e todas aquelas sensações voltam. Seus lábios percorrendo minha pele enquanto seus dedos entravam em mim com força e rapidez, colocando-me cada vez mais perto do orgasmo.

Apoio-me nas barras de deficiente das paredes do elevador.

Preciso daquilo outra vez. Urgente, ou vou enlouquecer.

– Seu cheiro me enlouquece, Zoro. – murmuro, estremecendo.

Em menos de um segundo, Zoro arranca minha camiseta pela cabeça e começa a passar suas mãos por meu tronco avidamente, prensando meu corpo contra a parede gelada. Sua perna separa as minhas, apertando minha ereção deliciosamente.

Arqueio um pouco meu corpo, agarrando seus cabelos com força. Zoro beija meu pescoço, deixando chupões fortes. Não me importo. Estou com tantas saudades disso, que quero ficar com essas marcas.

Quando suas mãos sobem por minhas costas, sinto que realmente vou enlouquecer. Então, ele morde minha orelha.

– Zoro... – sussurro. – Língua... Me empreste...

Sua boca cobre a minha de modo violento, chupando meus lábios de várias formas possíveis. Continuo segurando seus cabelos, e Zoro gruda ainda mais nossos corpos, tirando sua camiseta.

– O que aconteceu com você!? – pergunta, confuso e voltando a me tocar.

– Não importa... – respondo. Toco sua testa com a minha e seguro-o pelo pescoço. – Sinto falta.

Zoro toma minha boca mais uma vez e, em meio ao beijo, sinto suas mãos adentrarem a parte de trás da minha calça e cueca. Então, ele aperta minha bunda, sem muita força.

– Haa... – solto, involuntariamente. Zoro solta meus lábios.

– Então você quer aqui... – sussurra. Seus beijos descem para meu pescoço e, apertando minha ereção com sua perna, Zoro me penetra com um dedo facilmente. Solto um gemido mais intenso.

– Você não tem ideia do quanto me excita. – sussurra, provocante. Seu dedo começa a me estocar, e eu gemo em seu ritmo.

Ele desabotoa minha calça e tira-a, deixando-me de cueca. Então, ele segura minha ereção com força moderada, por baixo da roupa. Zoro adiciona mais um dedo e puxa minha perna, fazendo-me coloca-la em sua cintura.

– Sanji... – murmura, quando coloco a mão dentro de sua calça. Está muito mais duro do que eu.

Ao colocar o terceiro dedo, já sinto meu corpo totalmente excitado e pronto.

– Zoro... – sussurro, chupando seus lábios. – Tire meus tampões.

Ele me obedece e tira meus tampões. Eles vão para o chão, e Zoro recomeça com os movimentos de seus dedos. Ao abrir meus olhos, enxergo tudo embaçado como da primeira vez, só que...

Coloco seu rosto entre minhas mãos.

– Você... – murmuro, entre gemidos inevitáveis. – É tão lindo...

Vejo-o passar a língua gentilmente nos próprios lábios e sorrir. Ele está corado, mas quase desesperado por um alívio.

– Posso? – pergunta, e eu assinto sem ao menos pensar.

Dane-se que estamos num elevador e que ele pode despencar a qualquer segundo.

Zoro tira sua calça e sua cueca, revelando seu pênis tão duro que me deixa em agonia. Olho para baixo e vejo sua mão envolvendo meu membro.

Ele coloca a ponta da glande entre minhas nádegas e, devagar, começa a me penetrar. Dói. Dói muito. Mas ao mesmo tempo, é muito gostoso.

Encosto minha cabeça na parede, sentindo-o me preencher. Zoro segura minha perna mais forte.

Tento focalizar seus lábios, e consigo vê-los: carnudos e sensuais. Em outras palavras: convidativos para caralho.

Agarro-o, chupando-os com todo o vigor que consigo. Zoro me acompanha prontamente.

Então ele começa a entrar e sair de dentro de mim.

– Mnn! – gemo, com nossos lábios grudados. Seguro seus cabelos mais uma vez, mantendo nossos corpos juntos.

– Ero-Cook... – sussurra. Quase chego ao êxtase com sua voz rouca em meu ouvido.

– Mais forte... – solto, envolvido por suas investidas. – Por favor, mais forte...

Ele me obedece, aumentando a força de seus quadris contra meu traseiro. Sinto-o segurar minhas nádegas, apalpando-me e, em resposta, toco seu tronco, sentindo sua pele e sua cicatriz.

– Que porra, Sanji... – murmura, chupando meu pescoço. – Eu vou gozar...

– Eu também... – aviso, contraindo-me involuntariamente. – Vá em frente.

Então, com mais duas estocadas, um beijo ardente e mais gemidos, nossos corpos estremecem e chegam ao clímax.

Amoleço totalmente em seus braços, e Zoro me segura. Com cautela, ele sai de dentro de mim.

– Acho que essa foi a melhor transa da minha vida. – diz ele, beijando minha testa. Está ofegante. – Na verdade, tenho certeza.

Sorrio um pouco.

– Bom, obrigado.

– Droga. O Chopper disse que você deveria ficar de repouso. – lembra ele.

– Gostaria de não ter feito isso? – pergunto, suspirando. Ele nega com a cabeça. – Que bom.

– Então? Como eu sou? – pergunta. Tento focar seu rosto, mas falho.

– Hm... Bastante forte. Seu maxilar é bem definido. – falo, e ele sorri. – E seu sorriso é brilhante.

– Você enxerga nítido?

– Não. É bem embaçado, por isso não posso dar detalhes. Mas sei que você é mais moreno do que eu. – falo, comparando nossos tons de pele. – E por algum motivo, sua cor é mais bonita do que a minha.

– Obrigado. – agradece. – Ah, sim. E isso aqui é verde.

Ele aponta para o próprio cabelo e sorri. Gravo a cor. De repente, uma onda de racionalidade me atinge e me dou conta de que estamos dentro de um elevador. Meu sorriso desaparece.

– Zoro, fodeu. – falo, preocupado. Ele ri.

– É, literalmente. – responde, rindo da própria piada.

– Estou falando sério! Esse elevador não tem câmera? – pergunto.

– Tem. Mas eu usei minha blusa para cobri-la. – fala, apontando para a câmera coberta pela blusa preta. – E essa não tem microfone. Não se preocupe.

– O zelador não vai achar estranho? Quer dizer, o elevador está parado. – falo, um pouco mais tranquilo.

– Podemos dizer que parou sozinho. – responde. Depois de alguns segundos, concordo. – Vamos subir. Precisamos de um banho. E você vai descansar.

– Você não manda em mim. – resmungo.

Zoro sorri um pouco e me abraça, encostando o nariz em meu pescoço. Nossas respirações se normalizam e eu fecho meus olhos, procurando evitar uma dor de cabeça.

Ele se desencosta de mim e segura meu rosto entre as mãos.

– Sanji, eu... – começa. Percebo sua voz um pouco mais emocionada do que o normal. Meu coração dispara. Sinto tanto carinho em seu toque, que gostaria de nunca mais soltar suas mãos. – Amo seu jeito de ser, sabia?

Meu coração dispara ainda mais. Eu realmente pensei que ele se declararia para mim.

– Hm... Obrigado. – agradeço. – Vamos?

– Vamos.

Zoro me solta e me entrega minhas roupas, ajudando-me a coloca-las. Quando estou pronto, ele se veste e libera o elevador.

Quando chegamos ao quarto, começo a me despir.

– Quer que eu vá junto? – pergunta ele, quando estou só de cueca.

– É... Melhor não. – falo, confuso comigo mesmo. Porque estou com essa sensação de rejeição?

Coloco a mão na maçaneta da porta do banheiro, e quando a abro, Zoro segura meu pulso.

– Por favor. Prometo não fazer nada. – pede. Não posso resistir. Não quero resistir.

– Está bem. Pode vir.

Tiro minha cueca e deixo-a pendurada na porta.

Por ser um banheiro ocidental, não há o banco e o chuveiro é alto, completamente fixado à parede. Quando o ligo na água morna, Zoro entra no box comigo.

Ele me ajuda a lavar as costas.

– Zoro, porque o Yamazaki-sense disse que eu deveria te agradecer? – volto a perguntar, curioso. – E porque o Doutor Klaus disse que os que vivem ao seu redor são pessoas de sorte?

Não ouço sua resposta por vários minutos.

– Eu não queria te contar. – confessa, quando me viro para olhar em seu rosto.

– Contar o quê? – pergunto. Zoro parece decepcionado consigo mesmo.

Ele suspira. Realmente não quer me contar.

– Poucas horas antes da cirurgia, você estava cansado e dormiu. – começa. – Enquanto eu via você dormir, ficava pensando em formas de contornar aquela situação. Algum jeito de diminuir o risco de morte, qualquer coisa.

Assinto, incentivando-o a continuar.

– Foi então que eu conversei com o Yamazaki-sensei sobre... Transplante. – fala, espantando-me. – Eu disse que poderia te dar meus olhos, se tivesse algum jeito.

A surpresa me atinge. Não acredito. Ele realmente queria me dar seus olhos?

– Eu estava convicto de que poderia. Afinal, minha saúde é boa e eu não tenho doenças. – continua. – Eu não entendia o motivo de todos estarem tão surpresos por eu querer te dar meus olhos. Quer dizer... Você é importante para mim, então não tem problema. Eu nunca me arrependeria disso.

Minha boca se abre. Não tenho nem como responder.

– Mas então... – continua, engolindo outra onda de decepção. – O Yamazaki-sensei disse que eu não poderia, por os nossos sangues não são compatíveis. Se não fosse por causa disso, você não precisaria ter passado por tudo aquilo. Me desculpe.

Sorrio. Encosto minha mão em seu rosto.

– Você está se desculpando por seu sangue não ser do mesmo tipo que o meu? – pergunto, completamente comovido. – Não é sua culpa, Zoro. E... Muito obrigado. De verdade. Eu não tinha ideia de que era tão importante para você.

– Bom, agora tem. – fala, sorrindo. Sorrio de volta e tomo seus lábios levemente. – Ero-Cook, estou com sono.

Concordo com a cabeça, também sentindo meus olhos pesarem. Meu corpo está tão relaxado que sinto como se fosse uma gelatina.

– Eu também. – confesso. Então, nós dois terminamos de tomar banho, colocamos roupas confortáveis e nos deitamos na cama.

Ao se acomodar, Zoro me abraça.

– Boa noite. – murmura, cheirando meus cabelos.

– Boa noite. – respondo.

Em menos de dez segundos, caio no sono.

No dia seguinte, acordo com a luz penetrando minhas pálpebras. Bocejo e procuro por Zoro, sem sucesso. Ele não está na cama ou e qualquer lugar do quarto.

Olho para a esquerda e vejo uma luz piscando. Meu celular tem uma mensagem de voz gravada recentemente. Deslizo o dedo pela tela e vejo várias coisas esquisitas em algo que parece ser a tela do celular. Não consigo entender, não muitas cores juntas.

Por fim, opto por simplesmente “clicar” na parte da tela que está piscando.

Então, uma mensagem de voz começa.

“Será que isso está ligado? Acho que sim. Enfim. Eu gostaria muito de acordar com você hoje, mas não vai dar. A Nami apareceu aqui, desesperada, dizendo que nosso visto está no limite dos limites e que precisamos voltar para o Japão imediatamente. Lembra que eu te disse que poderia ficar por 10 dias? Pois é, eles passaram. Rápido, né? Bom, eu estou indo, mas pode ter certeza que estou te esperando. Quando chegar na sua casa, me avisa. Nós vamos ao clube que eu te falei. E espero que sua visão se torne cada vez mais nítida. Até logo, Sanji. Nos vemos em casa.”

A mensagem termina, e eu suspiro. O que é esse vazio em meu peito?

Tenho que voltar para casa logo.

Notas finais
Então, gostaram? Tomara! kkkkkk Mais uma vez, desculpa a demora! Bom, gostaria de esclarecer algumas coisas que podem ter ficado confusas. O Sanji, apesar de poder ver as coisas, vê tudo extremamente embaçado. Ele só consegue ver volume, formas e cores, no momento. É por isso que sua reação ao ver Zoro foi tão básica: não se preocupem, ele o verá completamente no próximo capítulo. E tenho um pedido. Sei que estou sendo egoísta e que isso é muito chato, mas preciso apelar. Pessoal, atualmente, tenho 93 leitores acompanhando a fanfic. Desses 93, 18 comentam regularmente. Então, eu pergunto: Cadê os outros 75? Sei que vocês estão aí, então, não ignorem este espaço embaixo do capítulo. Eu já desisti de uma história por causa disso, e não quero que isso sequer passe pela minha mente novamente. Não vou desistir por que gosto e repeito os leitores que sempre estão comentando e me dando força, me empurrando para frente. Por favor, deixem-me conhecê-los! Quero saber para quem estou escrevendo. É isso. Desculpem o desabafo, mas quem é escritor sabe o quanto ficamos trites quando quase damos o sangue por um capítulo e ele não tem a resposta que queríamos. Enfim. Obrigada por ter lido até aqui, de qualquer forma! ^w^ (O próximo capítulo promete, huehueheuehu) Beijos e até o próximo! Amo vocês! *3*