Um Amor Capaz De Libertar
19 Capítulo XVII - Muralhas
Notas iniciais
Naquele dia, Isabella soltara do trabalho depois de revisar suas fotografias e enviá-las às pessoas responsáveis pela edição de imagem do Jornal. Mike havia feito uma pesquisa razoável sobre o serial killer, porém só continham informações pequenas noticiadas em Seattle, apenas, já que tudo vinha se passado por aquela cidade, e não por Forks.
Ao final do expediente, a garota se despediu do novo colega jornalista, e Jessica informou-a de que Jasper já havia saído do prédio algumas horas antes, então ela não pode dar tchau como tinha sido sua vontade. Ela pegou o trem, afinal tinha se desfeito da picape há alguns dias, com receio de que Jacob a encontrasse por meio do veículo, e em torno de meia hora ela já estava abrindo a porta da casa de Edward, onde vinha morando há bons meses.
Assim que pôs o pé no piso de casa, Edward interveio.
– Bells, feche os olhos. – Ele pediu. Edward havia esperado-a chegar do seu primeiro dia de trabalho ansiosamente.
Bella obedeceu após alguns segundos de confusão, quando manteve suas sobrancelhas levemente contraídas. Logo as mãos de Bella foram cobertas com o toque suave e macio, porém ainda um tanto rústico das mãos de Edward. Ele guiou-a até a cozinha, onde só então, com um beijo em cada uma das pálpebras da garota, permitiu que ela tivesse seus olhos desvendados.
Primeiramente, ela encarou os diferentes tons de verde que pertenciam aos olhos de Edward. Em seguida, suas orbes voltaram-se para a mesa decorada apenas com um lírio em um vaso pequeno de vidro, e duas velas pequenas, que acesas deixavam um leve aroma de rosas no ar, misturado ao que parecia, para os sentidos de Bells, queijo – talvez vários tipos deles – e o resto não pôde adivinhar.
Ela aproximou-se um pouco mais, observando a pequena panela para fondue e alguns cubinhos de pães, alguns com um pouco de alecrim e outros livres de qualquer especiaria.
– Que tal? Achei que te fazer um agrado depois do trabalho seria bom! – Ele sorriu. Um sorriso que mostrava o quão esperançoso ele estava, por saber se ela realmente havia gostado.
– Edward... – Ela riu por um segundo ou dois – Isso é incrível! Obrigada, posso dizer que esse foi o melhor primeiro dia de trabalho, depois dessa surpresa!
Ela viu os olhos de Edward clarearem assim que ele se deu conta de que ela tinha apreciado o que ele aprontara para os dois.
Em seguida, os dois sentaram-se frente à frente na mesa, e enquanto Edward os servia com um vinho branco, perguntou:
– Então, pequena. Como foi o trabalho, afinal de contas? – O olhar dele encontrou o dela por alguns segundos, enquanto Edward aguardava uma resposta.
– Foi ótimo! Estamos pesquisando, eu e Mike, um colega sobre uma pessoa que está cometendo uns crimes em Seattle. Não sei se iremos encontrar algo, sabe? É bem difícil, pelo menos até agora, achar qualquer coisa sobre ele. – Bells disse, ingerindo um pãozinho mergulhado no queijo.
Ela engolia enquanto Edward prosseguiu:
– Sabe, você poderia pedir ajuda de Charlie. Talvez ele se envolva no caso também. Beneficiaria os dois, não é?! – Ele sugeriu, também beliscando o fondue.
– Não sei. Você sabe... Não falo mais com meus pais há algum tempo. – Bells entoou melancolicamente.
– Devia ligar pra eles, algo assim. Duvido que eles tenham conhecimento do que vem acontecendo, digo, que você não... Bom... – Edward não conseguiu concluir a frase.
Isabella não chegou à fazê-lo no lugar dele, afinal, era duro pra ela e provavelmente seria durante toda sua vida, lembrar daquele dia e da perda que ela sofreu. Mas ela sabia que tinha que seguir em frente, portanto, simplesmente continuou a conversa da parte que não feria seus sentimentos de forma tão agressiva.
– É, talvez. Tenho medo que não me aceitem de volta. Ou até mesmo você... – Ela disse, sorrindo debilmente.
– Tudo bem se não me aceitarem. Não precisei disso até agora pra me apaixonar por você, então não precisarei da aceitação de qualquer pessoa pra ficar com você. Desde que você me queira, eu não saberei ficar longe de você. – Ele disse, tocando a mão dela sobre a mesa e fitando-a com as íris esmeraldas intensas no olhar dela.
Aquelas frases tiraram o ar de Bella. Era incrível, para alguém como ela e com o passado que ela teve, encontrar alguém como Edward.
Nos dias de infelicidades e desgraças, ele conseguia mantê-la firme e ajudava-a à seguir em frente. Ela só havia conquistado um emprego graças ao apoio que ele vinha dando a ela. Na verdade, ela só não havia cometido loucuras ou permanecido na vida terrível que tinha assolado-a, por consequência da presença daquele homem que tão de repente, tinha feito-a entregar seu coração e sua alma à ele. Ela não podia mais imaginar-se sem seu anjo do seu lado, guiando-a, protegendo-a. Ao lado dele, Bella pusera a melhor parte de si – uma que ela jamais imaginara existir — para fora.
Edward Cullen era definitivamente, o sol particular dos dias nebulosos de Isabella Swan.
–
Após jantarem, Bella tomou um banho quente e ao desligar o chuveiro, percebeu que havia esquecido de trazer suas roupas consigo para a suíte, assim, secou-se e saiu para seu quarto, enrolada apenas com uma toalha branca de algodão.
Bastou apenas pôr um pé para fora, e Bells fitou Edward observando-a. Imediatamente, seu rosto queimou e seus lábios tremeram, querendo murmurar algo porém antes mesmo que ela dissesse algo, Edward interrompeu-a:
– Shh... – Ele disse apenas.
Não era a intenção dele inicialmente, vê-la somente de toalha, assim que saísse do banho. Ele planejava, de fato, deitar-se ao lado dela e esperar que ela dormisse, naquele dia. Mas naquele momento, era impossível para ele, não olhar para aquelas pernas, aquelas bochechas coradas, emolduradas por cachos, onde alguns fios grudavam em seu rosto, pois a água do banho havia molhado-os. As mãos tão pequenas e delicadas segurando o pedaço de pano, querendo cobri-la.
Era inevitável, de qualquer forma e Edward, dessa vez, não quis ignorar suas vontades.
Ele aproximou-se lentamente, e Bella fitou aquele olhar esmeraldino enquanto a respiração dela desaparecia, enquanto a temperatura do corpo de Edward passava para o dela.
A palma da mão dele atingiu a face de porcelana de Isabella e acariciou-lhe a maçã do rosto. Afastou as singelas mechas de cabelo dali, e desceu os dedos até a nuca de Bella. Os pelos dos braços nus de Bells se arrepiaram e ele levou os lábios aos dela, depositando um beijo curto e calmo contra a boca doce da garota.
Sem conseguir pensar em nada muito coerente, seu coração pulsando irregularmente em seu peito, ela levou as mãos aos ombros dele, logo seguindo trajeto até sua nuca, onde entrelaçou os dedos nos bronzes ali presentes.
Edward, então, caminhou com seus dedos, deslizando-os pela espinha de Isabella, desde a nuca até a cintura, levando junto dos mesmos a toalha que cobria o corpo dela.
Bella estremeceu com o frio que logo assolou-lhe o corpo, porém ele voltara a envolvê-la com seus braços calorosos e protetores, acalentando-a por inteiro.
Os lábios macios de Edward envolviam os dela tão deliciosamente devagar que suspiros de prazer, ainda que quase inaudíveis, escapavam durante o beijo. Na verdade, era sempre assim quando ele a beijava.
Ele sugava o lábio inferior dela algumas vezes, tão devagar que talvez ela só deduzisse isso em seu torpor particular, devido à pressão dos lábios úmidos de Edward contra o seu lábio, e então ele soltava-o, de uma forma que a deixava faminta pelo beijo dele. Era como se estivesse em chamas.
Então ele pediu à ela que deitasse, em um sussurro. E então o medo veio à tona, céus, ela não queria fazer aquilo. Não agora. Certo, talvez ela não entendesse bem o que acontecia entre suas pernas agora pois nunca havia sentido aquilo. Nem com James, ou com Jacob. Porém, ela não podia deixar aquelas coisas horríveis acontecerem com ela de novo.
– Edward, eu não... – Ele a fitou – Por favor, eu realmente não posso agora, eu...
E quando lágrimas já queriam vir à tona, ele a olhou e lhe deu um selinho.
– Bells, eu jamais faria algo para machucá-la. – Ele a aninhou em seus braços, a calmaria voltando a tomar conta do corpo de Isabella, com a voz suave de Edward embalando-a. – Só me deixe... – Ele suspirou – Eu quero te fazer se sentir como a mulher que você é. Eles podem ter te tratado como uma menina, e terem abusado de você. Mas eu quero te mostrar que eu estou aqui por você, e eu quero te amar aos poucos, quero conhecer cada manchinha sua. – Ela riu baixo com isso – Se você me permitir.
Ela assentiu, sabendo que podia confiar nele, e que ele via o medo nela que ela não poderia superar. Não agora.
Mas ela o queria, e o amava tanto que era incapaz de ser egoísta ao ponto de não se permitir ser amada por Edward, ainda que o nervosismo estivesse exalando em cada poro da pele de Bella.
Ela se deitou, e Edward, muito gentilmente, levou seus lábios até os lábios dela, quentes e macios. Ela podia sentir seus seios roçarem levemente contra o peito dele sobre a camisa, o corpo dele esquentando o seu. Edward, gentilmente levou seus dedos até o sexo de Bella, que em surpresa arfou baixinho, recebendo um breve e tranquilo “shh, amor” dele contra seus lábios.
Começou com um movimento lento, e aos poucos os dedos de Edward contra a intimidade de Isabella foram se tornando mais velozes. Ela ofegava baixinho contra os lábios dele, e quando ela já implorava por ar, ele rumou sua boca até o pescoço dela, beijando vagarosamente, a língua úmida deixando rastros na garganta de Bella, arrepiando-a por completo. Logo os mesmos foram parar entre os seios dela, onde seu corpo arqueava-se, desejando que a boca dele estivesse contra seus seios. Mas ele não o fez, apenas continuou sua doce tortura até que um gemido baixo e longo de satisfação soasse dos lábios entreabertos de Isabella.
Ela relaxou, situando-se novamente no quarto, enquanto repassava aquele momento em sua mente. Nunca havia sentido-se tão completa e tão... Amada em sua vida.
Edward a entendera tão maravilhosamente bem, que sabia que ela não estava pronta para grandes passos. Mas ainda assim, ele mostrara que os medos do passado poderiam ser superados, se ela fosse tratada e compreendida da forma correta.
Ele soubera lidar com a delicadeza e com as defesas de Bella de tal forma, que mesmo as barreiras que ela construíra, seriam quebradas, pouco a pouco.
Desde que o amor que eles nutriam um pelo outro, fosse forte como muralhas, então, somente assim, eles seriam libertos. Libertos não somente dos medos que ainda assolavam suas vidas, mas sim, do passado.
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