Um Amor Capaz De Libertar

5 Capítulo IV - Intrigado


Notas iniciais
Como prometido, POV Edward. Não atingi os 75 comentários que eu tava esperando, que fique bem claro. Fiquei bem decepcionada em ver que só os de sempre comentaram... Eu tenho 48 leitores, e nem a metade deu bola em vir aqui e deixar o review. Estou postando agora com 73 reviews, porque eu não vou desapontar os leitores que gostam mesmo da fic. E sabe, eu to bem sentimental agora, e eu vou aproveitar para escrever o próximo capítulo, pra fazer valer a pena por quem realmente que ler a fanfic. Não vou mais pedir review, recomendação, divulgação nem nada. Já vi que vocês não "trabalham sob pressão" então tá aí... Espero que gostem, pelo menos, porque eu fiz com carinho. Desculpe estar sendo chata, mas poxa... To chateada de verdade com isso. Enfim... Espero sinceramente que o capítulo com o Edward agrade, como vocês estavam esperando pelo nosso galã... E ah sim! Se atentem que é em primeira pessoa! Isso significa algo.

Edward

Mais um dia longo de trabalho se fora. Estava dirigindo meu Volvo pelas ruas sinuosas de Forks, indo na direção de minha casa, que ficava um tanto quanto distante do centro da cidade. Eu havia me mudado fazia cinco meses mais ou menos, e estava exercendo meu trabalho de arquiteto por aqui, o que seria bem difícil há alguns anos atrás, mas para minha sorte eu havia pegado uma boa época para me mudar, quando a cidade já estava um tanto quanto melhor desenvolvida. Em cidades pequenas como esta era muito difícil conseguir algum emprego que exigisse um pouco mais de, hum, cultura, por assim dizer, o que era meu caso agora. Normalmente as pessoas prefeririam algo mais simples, como um engenheiro qualquer para fazer a planta das casas delas, nada do tipo que se preze por beleza, mas com o tempo as coisas foram mudando. Eu morava em Seattle nesses cinco meses antes de me mudar, estava lá por conta dos estudos que eu ainda estava concluindo, na universidade de Washington (UW), onde me formei faz quatro anos.

Comecei desde novo estudando muito, porque isso foi o que eu sempre quis desde pequeno. A influência e a vontade de trabalhar no ramo, veio por parte da minha mãe, que é designer de interiores, e eu quando criança, costumava acompanhá-la no trabalho. Era como uma sombra, e eu gostava de observar as coisas que ela fazia. Meio que sempre fui apaixonado por este tipo de coisa, e com o tempo, descobri a arquitetura que não fugia muito desta área. Logo na pré adolescência, já sabia o que iria cursar na faculdade. Fui aceito em várias universidades, quando terminei o colegial, mas todas eram muito distantes de Seattle, onde eu e minha família residíamos naquele tempo. Já meu pai, Carlisle, é médico e, logo depois de eu ter entrado na faculdade, ele foi promovido, mas junto veio a obrigação de se mudar para Forks e trabalhar no hospital local da cidade. Lógico que ele estranhou no início, pois os hospitais de Seattle eram muito mais bem desenvolvidos que o de Forks, mas isso já era esperado quando ele aceitou a proposta. Além do que eu realmente achava que esta cidade precisava de um profissional como ele, e assim não só ele, como também os moradores, sairiam ganhando. Por isto, nem sequer pensei em impedir que ele fosse, se essa era a vontade dele. Eu já era maior de idade e poderia muito bem me virar sozinho por lá, onde eu morei a infância e adolescência inteira.

Meus pais vieram dois anos atrás. Esme que conseguiu melhores oportunidades em Port Angeles depois da mudança, viajava quase sempre para lá, mas de alguma forma ela sempre conseguia arrumar um tempo – de qualidade, diga-se de passagem – com a família. Minha mãe sempre fora muito amorosa e preocupada comigo e o marido, e esse era um dos pontos fortes dela. Eu acabei por ficar em Seattle por estes dois anos, estudando e estagiando até terminar o curso da faculdade. Logo depois, trabalhei em alguns escritórios, e morava em um apartamento que ainda tenho lá. Eu fui bem reconhecido na cidade grande, e acabava por ganhar bastante dinheiro no ramo. Eram em torno de quatro ou cinco projetos, por semana, que tratavam de negociar comigo, a maioria com certa pressa de serem entregues dentro de um mês, ou talvez no máximo um mês e meio. Convenhamos que não era pouco serviço, e não fazia muito tempo que eu havia concluído a faculdade. Mas eu era muito eficiente e perfeccionista, e talvez isso fosse o que tanto agradasse. Acabou que a vida na cidade grande ficou muito corrida, era uma rotina sem fim, e o trabalho não me deixava mais pensar em nada. Mal conseguia vir para Forks, visitar meus pais nos finais de semana, como eu costumava fazer. Aquilo me estressava muito, e não era bem a vida que eu havia escolhido viver. Era tumultuado demais e não sobrava tempo para nada além de trabalhar. Naquele verão tirei férias e vim para Forks, decidido a montar meu próprio negócio por aqui.

Foi exatamente como planejei, fui mexendo uns pauzinhos aqui e ali, como se diz, e em pouco tempo estava tudo certo, e meu próprio escritório estava montado. Fora um tanto quanto difícil com a burocracia da cidade, mas por sorte não tive maiores problemas. Comprei a casa em que ainda moro, perto da floresta, e me mudei para cá. A vontade de ficar um pouco mais sossegado, e a saudade de meus pais acabaram por falar mais alto, e eu precisei vir. Até agora, nesses cinco meses em que estive por aqui, o escritório vinha sendo um bom negócio, algo lucrativo, embora não tanto quanto era em Seattle, mas ainda assim me trazia conforto e sossego.

Eu tinha tempo para fazer coisas simples, como assistir ao futebol ou beisebol nos finais de semana, fazer coisas insignificantes só pelo prazer de fazê-las. Em Seattle, as pessoas agiam em função do tempo, eram todas correndo contra os segundos, exclamando seus problemas para meio mundo nos metrôs, ou onde quer que estivessem. Era uma cidade completamente abarrotada de carros e sons que faziam sua cabeça latejar. Pense em uma biblioteca que só deveria haver silêncio... Pois bem, sempre havia um infeliz que tinha uma música insuportavelmente irritante, na droga do celular que tocava justamente naquela hora. Era impossível ficar calmo, ou ter qualquer relance de paz naquele lugar. Simples assim.

Mesmo vivendo em torno da euforia, da responsabilidade e do tempo por conta dos meus pais, eu era calmo demais para aquilo tudo. Aquilo era para eles, que gostavam de serem super atarefados e terem pouco tempo. Eles se dedicavam ao trabalho mais que tudo. Já eu não era assim, embora vivesse nesse meio desde sempre.

Talvez meus pais nem gostassem tanto daquela agitação toda, talvez as melhores oportunidades que eles receberam fossem apenas dessa forma. Talvez eles preferissem trabalhar um pouco mais e ganhar um pouco mais também, à ter uma vida mais tranquila, como eu preferia, trabalhando um pouco menos, porém não ganhando tanto. Talvez eles apenas fossem mais ambiciosos e nesse aspecto eu não tenha me assemelhado aos dois. Eles haviam escolhido a forma de viver deles, e eu escolhia agora a minha.

De qualquer forma, agora morávamos perto um do outro, e ao menos três vezes por semana eu dava uma passadinha na casa deles, que ficava praticamente no centro da cidade, nem que fossem apenas cinco minutos, só para dar um beijo em Esme e um abraço em Carlisle, coisas típicas de filhos que se preocupam, isso quando não eram eles que vinham até mim.

Ainda naquele mesmo dia, ao chegar em casa, tomei um banho quente e fui fazer uma das coisas simples, das quais agora eu gostava. Resolvi ir ao supermercado, pois além de meus armários estarem ficando vazios, e as cervejas em minha geladeira se esvaindo, eu não tinha o que fazer para jantar.

Estava andando pelos corredores despreocupado, procurando as porcarias que eu normalmente comia nas prateleiras, quando ouvi – sem a intenção de tê-lo feito -, a conversa de alguém próximo de mim.

– Para onde você estava olhando? – O moreno perguntou para a garota que estava ao lado dele, enquanto ela punha as compras no carrinho que ele levava.

– Lugar nenhum. O que foi? – Ela devolveu a pergunta enquanto ele respirava fundo. Parecia incomodado com algo.

– Nada. – Ele disse.

– Me fala, o que houve para você ficar desse jeito, sem mais nem menos? – Ela perguntou. Eu não podia ver direito sua face, pois seus cabelos lindamente ondulados, de tom chocolate, o cobriam parcialmente. Apenas pude notar que ela era muito pálida.

– Não gosto quando fica olhando para os lados como se procurasse por alguém. Você não vê, mas eu vejo que muitos caras olham pra você. – Ele falava como se fosse um conselho, mas seus olhos indicavam certa raiva. Me senti estranho com o comentário dele, porque eu estava justamente olhando para ela. Mas era diferente, não era? Eu não olhava com tanto interesse assim...

– Não entendo porque pensa isso, é ridíc... – E então a voz dela foi interrompida pela dele.

– Já disse que não foi nada! – Ele falou um tom mais alto que o dela, porém foi até discreto.

Apenas notei que o rosto dela se contorceu um pouco com a rispidez que ele usou com ela, parecia que iria chorar, mas ela de alguma forma se controlou. Me perguntei qual era a daquele cara por ter tratado ela daquela forma. Ele era idiota ou o que?! Como se percebesse que ela ficara magoada, ele suspirou e falou em um tom baixo e calmo o suficiente para que ela entendesse.

– Me desculpa... Eu só quero proteger você, pelo seu próprio bem. – Eu ouvi, mas algo me dizia que ele estava pouco se lixando para o bem dela quando falou com ela daquele jeito indelicado. Era até meio obsessivo.

A garota não virou mais o rosto depois do acontecido, para meu desapontamento, e agora tinha a cabeça baixa. Era notório que ela se sentia triste com algo, talvez com o cara que era sei lá o quê dela... Mas não pareciam ser casados, já que ele não usava aliança, e notei isso quando ele tocou o ombro dela. Mesmo assim, de longe eu pude perceber, por algum motivo que não entendia, que ela se sentia meio impedida de viver, como se estivesse presa. Não sei se pelo cara, que parecia bem possessivo em relação à ela, enquanto ela tentava se esquivar, ou se por alguma outra coisa, algum outro motivo... Antes de pensar em mais algo, decidi que não era certo ouvir a conversa das pessoas assim, e eu já estava suficientemente intrigado com aquela garota, na verdade, estranhamente intrigado, e eu não devia ter ficado pensando tanto naquilo, afinal, nada eu tinha haver com a vida deles! Fui para o corredor seguinte, deixando-os com o que quer que estivessem empenhados, porém, inconscientemente insatisfeito, minha mente não parou de me enviar a sensação de que aquela garota precisava ser salva, liberta de algo que eu não entendia. Era uma sensação completamente estranha, já que eu nem a conhecia, mas insistia em me perturbar nos dias seguintes. Ela era tão diferente de todas as pessoas que eu já conheci, e eu sabia disso apenas com um olhar. Ela era frágil, algo não estava bem e eu senti só de estar perto dela. E aquele cara moreno, parecia só piorar as coisas para ela, só pelo modo em que ela olhava para ele, ou como seu corpo se comportava perto dele dizia isso. Eu não entendia... Só com um olhar, era como se ela precisasse de alguém, como se ela precisasse de mim. Era isso, ou eu realmente estava ficando louco.

Notas finais
Bom final de semana para vocês, leitores! Um beijo grande. O próximo capítulo vem com fortíssimas emoções. E desculpem-me qualquer erro, não revisei muito este. Me avisem se tiver algum erro!

PS: Palavras em negrito do nada na fanfic, significam algo. Tentem juntá-las com o título, ou quem sabe a sinopse. (: