Notas iniciais
Espero que gostem...

Eu estava me sentindo excepcionalmente incomodada naquela noite, olho para o meu lado na cama e vejo Damen dormindo profundamente. Levanto-me da cama e vou até o telefone eu disco o número de casa.

— Sabine? — Falo.

— Oi Ever, onde você está?

— Estou com Damen, estamos em Milão. — Eu sorrio.

— Você está tirando fotos? Quero saber como foi a viagem quando você voltar.

— Estou sim... — Eu faço uma pausa. — Como estão as coisas com Munoz?

— Estão bem querida, estamos organizando o casamento para uma semana depois da data que vocês voltam.

— Tudo bem. Eu liguei só para ouvir sua voz. Vou dormir, eu te amo Sabine.

— Também te amo Ever. Durma bem.

Eu desligo o telefone e olho para a cama, o incomodo está aqui. Caminho até o banheiro e lavo o rosto, ouço um latido dentro do quarto e saio apressadamente do banheiro.

— Buttercup? — Digo ao ver minha labradora. Ela late em resposta.

— Olá querida. — Eu sinto lágrimas se formarem em meus olhos enquanto me viro.

— Papai. — Falo deixando as lágrimas rolarem. — Senti tanto a sua falta.

— E a minha sentiu? — Eu me viro na direção da voz de minha mãe, como eu queria poder abraçá-la.

— É claro que ela sentiu, não falava de outra coisa quando eu estava com ela. — Minha irmã aparece ao meu lado.

— Rilley... — Digo. — Mãe, pai eu sinto muito, isso foi culpa minha, a morte de vocês. — Eu senti minha garganta se fechar.

— Ah querida, isso não foi culpa sua, era o nosso destino. — Minha mãe disse com um sorriso. — Esse — Ela aponta para o quarto e para Damen. — É seu destino.

— Eu sinto tanta falta de vocês.

— Sei que sente, mas não se preocupe meu amor, nós nos veremos outra vez, vai demorar um pouco você tem muito o que viver ainda, sei que você será uma mãe tão boa quanto a sua mãe. — Meu pai disse me olhando com aquele olhar que era só nosso.

Eu não pude conter um sorriso.

— Vocês foram a melhor família que eu podia ter. — Digo.

— Você terá uma nova família logo. Quero que você diga a Sabine que a amo e dou minha benção ao casamento dela. — Meu pai me disse dando uma piscadela para mim. — E Diga a Damen que também o aprovo.

— Temos que ir Ever, mas não se esqueça nós sempre estaremos com você. — Disse minha mãe. E quando eu ia perguntar se poderei vê-los, minha mãe continuou: — Nós estaremos sempre no seu coração, e lá você sempre irá nos ver.

— Eu estou sonhando agora? — Pergunto.

— Se estiver será menos real para você? — Rilley me pergunta.

— Claro que não, mas se for um sonho eu poderia abraçar vocês. — Digo, nesse momento Buttercup abana o rabo de modo a bater na minha perna, eu acaricio a cabeça dela. E corro para os braços da minha mãe, enterro o rosto nos cabelos dela e inalo o cheiro familiar dela, sinto mais lágrimas rolarem pelo meu rosto.

Abraço meu pai, e enterro o rosto no peito dele.

— E eu não ganho um abraço? — Disse Rilley.

— Claro que ganha. — Eu abraço minha irmã. Ela se afasta. — Eu amo vocês.

— Também te amamos querida. — Disseram meus pais em uníssono.

— Estou pensando se te amo. — Disse Rilley rindo e tocando o próprio queixo. — É claro que te amo.

Meus pais e Buttercup se afastaram, mas Rilley me abraçou novamente e sussurrou:

— Viva tudo que puder por nós duas está bem? — Eu faço que sim com a cabeça, não confiando em minha voz para responder.

E eles se vão...

— Ever acorde. — Ouço a voz de Damen.

— Oi Damen.

— Por que você está chorando? E por que dormiu na poltrona?

— Eu estava com os meus pais... — Respondi sorrindo.

Notas finais
O que acham?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!