Um Último Suspiro
16 Um Novo Dia
Depois de passarmos a noite em claro, ouvindo os gritos de agonia que vinham dos soldados lá fora e os urros e grunhidos dos monstros do lado de fora do quarto, nada tentou nos invadir pela janela e nada conseguiu passar pela porta, Roberto não se levantou e tentou nos atacar, significa que seja lá que merda seja essa, se você destrói o cérebro ele não vira um monstro, mas acho que isso já não é mais importante de saber...
Carol havia dormido encostada em meu ombro, suspirei e cutuquei ela.
Eu: Hey, acorda ai... Já é de manhã...
Ela se sentou na cama e se espreguiçou, logo coçando os olhos, ela se levantou e andou até a porta do banheiro, então parou e ficou ali, a porta fechada e ela com a mão na maçaneta, me levantei e fui até ela, a abraçando.
Eu: Eu sei como se sente mas... Não podemos fazer nada a não ser sobreviver agora...
Ela se virou e me abraçou mais forte, eu sentia algumas lágrimas dela cairem em meus ombros, eu acariciei os cabelos dela e então a segurei pelos ombros, olhando em seus olhos e sorrindo.
Eu: Vamos sair dessa vivos ok? E vamos encontrar outros sobreviventes nessa base e procurar um lugar onde não haja zumbis, ok?
Ela sorriu e acenou que sim com a cabeça, me abraçando denovo, então nos soltamos e fomos até a janela, pulei por ela e olhei em volta, sem sinal de monstros, ajudei Carol a passar pela janela e então seguimos encostados na parede do prédio, o cheiro de carne podre ficava mais forte conforme iamos chegando mais perto da frente da base, quando chegamos lá a grama era vermelha, haviam pedaços de corpos, tanto humanos quanto de monstros, espalhados por todo o lugar, alguns corpos de soldados cortados pela metade se arrastavam pelo chão, tentando chegar até os corpos ainda inteiros de outros soldados, pernas e braços verdes dos enormes monstros ainda se mexiam, mas não saiam do lugar, respirei fundo, o cheiro de morte e carne podre penetrou meu nariz, segurei a respiração e fui, junto de Carol, para dentro da base, tomando cuidado para não chamar a atenção de nenhum monstro, quando chegamos na entrada da base vimos alguns montros andando pelo corredor, alguns, eu quero dizer vários, todos os soldados que se transformaram em zumbis estavam ali dentro, pelo menos os que conseguiam andar...
Seguimos devagar pelo corredor, tentando não fazer nenhum barulho, andamos alguns metros e então eu vi uma bala no chão, peguei a mesma e a joguei longe, o eco de metal batendo em metal vinha de longe, os zumbis sairam correndo na direção em que eu joguei a bala, voltamos a andar, um pouco mais rápido agora, na direção do primeiro quarto que vimos, enquanto Carol, com a pistola em mãos, ficava de vigia, bati na porta.
Eu: Tem alguém ai dentro?
Nenhuma resposta, tentei abrir a porta, a mesma estava trancada, coloquei o ouvido na porta e ouvi o som de uma arma sendo engatilhada, sem nem pensar duas vezes sai da frente da porta no momento em que a mesma se abriu, puxei Carol no momento em que a bala iria acertar sua cabeça.
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