Um Último Suspiro
24 Primeira Marca
Notas iniciais
Haviam se passado algumas semanas desde que Carol adotou Alexia como sua filha, ela passava o dia brincando com Alex e Léo, mas eu sentia que havia algo de estranho entre as duas crianças, Léo pareica não gostar tanto assim da presença de Alexia e Carol parecia sentir o mesmo pois, num dia qualquer enquanto estava conversando com John, um dos novos soldados de Keryon, Carol se aproximou de mim.
Carol- Temos que conversar...
Apenas me virei para ela e sorri.
Eu- Pode falar, o que houve?
Carol- Fique de olho no Leonardo... Acho que ele não gosta muito da Alex e tenho medo do que ele pode fazer... Sabe, crianças com ciúmes acabam fazendo coisas desnecessárias...
Eu- Certo, vou falar com ele então
Dei um beijo na bochecha de Carol e sai andando pelos túneis, procurando por Leonardo, após alguns minutos encontrei com sua mãe, ela parecia aflita e preocupada. Sorri para ela.
Eu- Hey Mônica, o que houve?
Mônica- Léo... Ele sumiu!
Eu- Sumiu?! Como assim?!
Ela olhou para mim e logo vi lágrimas surgindo em seus olhos, a abracei, passando as mãos de leve por seus cabelos.
Eu- Eu vou achar ele, não se preocupe ok?
Levei Mônica até seu quarto e então fui atrás de Eduardo, para que ele juntasse uma equipe de busca, acabei encontrando com ele no meio de um corredor.
Eduardo- Hum, Rafa, você por acaso mandou alguém para fora na última meia-hora?
Eu- Não que eu me lembre, por que?
Eduardo- Por que parece que ativaram o elevador, já faz uns dez minutos...
Eu- Não fale nada com a Carol e com mais ninguém entendeu? Se isso for verdade vou sozinho atrás dele...
Eduardo- Dele quem?
Comecei a andar na direção do elevador, ignorando completamente a pergunta de Eduardo. Conforme andava chequei se eu tinha munição suficiente para situações extremas como ser cercado por monstros, cheguei no elevador e o acionei, ele estava parado no topo e demorou alguns minutos para chegar, rezava para que Léo não tivesse ido muito longe... Logo o grande elevador parou e as portas se abriram, entrei e o acionei novamente, dessa vez fazendo-o subir.
Logo que as portas se abriram novamente eu sai do prédio com a arma em mãos, sai na rua e olhei em volta, não havia nada além de carros e corpos apodrecidos por ali, respirei fundo e andei até a esquina mais distante, onde parecia haver uma maior aglomeração de zumbis. Onde tem zumbi tem carne certo?
Cheguei no prédio da esquina, haviam uns cinco ou seis zumbis por ali, mas eles estavam apenas parados, sem fazer nada. Peguei um osso que estava no chão e o atirei o mais longe possível, quando ouvi o som de uma janela quebrando vi os zumbis correndo na direção do som, suspirei e voltei a andar pela cidade, estava silenciosa e fedia a morte... Já devia ter me acostumado com o cheiro mas mesmo assim eu ainda me enjoava com o cheiro da cidade. Após alguns minutos começou a entardecer, estava parado perto de uma casa quando ouvi o que pareica uma pessoa chorando baixo. Andei devagar até a casa e olhei pela janela, vi Léo sentado na mesa, abraçado aos joelhos, suspirei aliviado e, sorrindo, dei batidas de leve na janela... Assim que ele me viu Léo saiu correndo da sala, tentei dar a volta na casa mas quando consegui foi apenas para ver ele entrando num prédio que havia ali perto, corri atrás do garoto.
Eu- Volte aqui Léo! Porra, para de correr maldito!
Ele não me dava atenção e logo ele entrou no prédio, entrei logo depois dele e apenas ouvi seus passos subindo as escadas, suspira e corri atrás dele novamente, não podia mais gritar ali dentro, não sabia se tinha ou não zumbis e, se houvesse, um grito chamaria muita atenção. A porta do quinto andar se abriu e se fechou com força, quando cheguei na mesma porta e a abri vi o corredor dos quartos escuro, sem iluminação. Andei pelo corredor devagar, com a arma em mãos e engatilhada, depois de andar um pouco vi uma porta entreaberta, respirei fundo e a abri no exato momento em que vi algo brilhante vir em minha direção.
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