Um Último Suspiro
19 O Túnel
Notas iniciais
Depois de finalmente chegar na porta onde deveria ser a entrada do túnel descrito por eduardo me certifiquei que não havia ninguém por ali, não houvesse monstros ou sobreviventes, devagar levei minha mão até a maçaneta da porta, então o rádio bipa e a voz de Eduardo sai dele, me dando um susto.
Eduardo: E ai garoto, achou o túnel?
Eu: Já, e eu quase morri do coração agora o seu infeliz...
Ele riu um pouco.
Eduardo: Desculpa ai garoto, mas enfim, não tem nenhum monstro ai certo?
Eu: Certo, achou algum sobrevivente?
Eduardo: Achamos uma pequena familia escondida num quarto e acabamos de encontrar com um outro grupo de sobreviventes que estava andando pela base também.
Eu: Certo... Venham para cá rápido, preciso de alguém que conheça o túnel.
Eduardo: Ok, já vamos chegar ai.
Desliguei o rádio e respirei fundo, abrindo a porta... Estava a maior escuridão ali... Eu não conseguia ver nada além de um metro a minha frente, dei alguns passo para dentro do túnel, então ouvi um som que parecia a voz de uma pessoa, me era familiar a voz mas eu não compreendia o que ela dizia, dei mais alguns passos e logo ouvi a porta começar a se fechar atrás de mim, quando virei para ver o que estava acontecendo a última coisa que vi foi um olho vermelho brilhante e então a escuridão... Eu nunca senti tanto medo do escuro quanto nesse dia... Dei vários passos para trás até encostar na parede, então escorreguei pela mesma e sentei no chão, abraçando os meus joelhos e rezando, pela primeira vez na vida, para que tudo aquilo acabasse rapidamente... Minutos, horas, dias, semanas, meses, já não sabia quanto tempo tinha se passado até que, de repente, ouvi o bipe do rádio e a voz de Carol saindo dele, ela parecia assustada.
Carol: Rafa! Onde você está?!
Peguei o rádio com tamanha felicidade e apertei o botão pra responder.
Eu: Abram a porta! Por favor, abram essa porta!
Alguns segundos depois a luz surge do meu lado, fiquei cego por alguns momentos e então senti que alguém me abraçava, senti o cheiro de Carol novamente e senti que os cabelos dela eram macios como algodão... Sentia a maior felicidade do mundo quando olhei pra fora e vi um grupo com cerca de dez pessoas paradas na porta, sorrindo pra mim, Carol me ajudou a levantar, ela sorria também.
Eu: Bem... Alguém sabe se aqui tem alguma luz que possa ser acessa?
Um homem, que aparentava ter já seus quarenta anos, dá um passo a frente e ergue a mão.
Eu: Tem luz?
Ele sorri e vira pra parede em que eu estava, abaixando uma alavanca, então várias luzes vão se acendendo no teto do túnel, iluminando toda a sua extensão.
Eu: ...
O homem ria.
Homem: Comece a procurar as coisas, filho.
Eu: Vou tentar me lembrar disso... Qual seu nome?
Homem: Fernando, e já sei que você é Rafael, sabe andar por esse túnel?
Eu: Bem... Hum...
Eduardo: Só me seguir povo.
Ele sai andando pelo túnel, algumas das pessoas iam seguindo ele, outras exitavam mas logo começavam a segui-lo, Carol e eu ficamos atrás de todos.
Eu: Por favor... Nunca mais me deixe ir sozinho para algum lugar...
Carol: Ok, se você prometer nunca mais querer bancar o herói.
Ela ria um pouco e então me abraçava.
Carol: Sério, nunca mais faça isso.
Eu: Ok... Eu prometo não bancar mais o herói... Não quero mais sentir tanto medo quanto senti hoje...
Seguimos em silêncio pelo que pareceram horas e então Eduardo abre uma porta e saimos dentro de um enorme salão, que mais parecia uma enorme cúpula com alguns corredores de um lado e com uma grade alguns metros acima de nós.
Eduardo: Bem, aqui é a base subterrânea...
Eu: Bem... Tem alguma outra entrada para cá além desse túnel?
Eduardo: Tem uma passagem por uma das salas aqui que dá dentro de um prédio, não sei se o elevador vai funcionar ainda mas não custa tentar.
Eu: Certo, me mostre onde é o elevador.
Ele sai andando na direção de um dos corredores, eu o sigo silenciosamente.
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