Um Último Suspiro

23 Cenas de Família


Notas iniciais
desculpa a demora, férias dá uma preguiça...

Eu olhei pela janela e vi, sentado numa cadeira com uma garra afundada no peito, um homem com a pele mais pálida do que o normal. A garra enfiada em seu peito parecia a ponta de uma enorme lança, em algumas partes do rosto ele parecia ter machucados bem fundos e graves, estava coberto de sangue e eu podia ver o sangue escorrendo do ferimento para a camisa e da camisa para o chão. Olhei para o resto da casa e vi uma mulher agaichada num canto da sala, ela parecia segurar o corpo de uma criança mas... Seria aquilo possível?

Fiz sinal para Carol me seguir e entrei na casa chutando a porta com tudo, apontei a arma primeiro para o homem sentado na cadeira, ele continuava imóvel, virei a arma para a mulher e vi que ela sorria.

Mulher: O... Obrigado por vir...

Ela tinha cabelos curtos e castanhos e olhos verdes vivos. ela olhava para mim com lágrimas nos olhos e então eu percebi que o braço dela, o braço direito, não era exatamente um braço mas sim um tipo de garra... Parecia ser apenas osso com carne em volta e, no fim, cinco enormes garras. Dei alguns passos na direção dela depois de olhar mais uma vez para o homem. A garra que estava atravessada no peito dele era seu próprio braço, olhei novamente para a mulher e ela me estendeu o corpo de uma criança.

Mulher: Leve-a daqui... Por favor...

Carol chegou mais perto e eu pude ver o terror em seus olhos, a mulher sorria para mim enquanto estendia a criança. lágrimas escorriam por sua face, lágrimas de sangue, ela ficava implorando para que levássemos a criança embora, depois de algum tempo Carol pegou a criança no colo e se afastou. Era uma garotinha de, no máximo, dois anos, a mulher olhou para mim, deixando os braços cairem ao lado do corpo.

Mulher: Leve-a... Leve-a para longe e... E cuide dela... Por favor... Me... Me livre...

Ela apontava para a arma e então para o próprio peito, seus olhos iam perdendo o foco, como se ela estivesse morrendo, olhei para Carol mas ela apenas abaixou a cabeça e saiu andando da casa. suspirei e engatilhei a arma, olhei para a mulher e vi ela sorrindo, havia um pouco de paz em seu rosto, algo que eu não via há muito tempo, apontei a arma para o meio da testa dela, ela fechou os olhos e, antes que eu atirasse, pude ouvir ela dizendo uma última vez "Obrigada".

O som do tiro ecoou pela casa, antes de ir embora chequei os bolsos do casal e encontrei carteiras de identidade... Robert e Hellen Wolfran, fui a procura de alguma identidade da garota, como certidão de nascimento, mas depois de revirar tudo não consegui encontrar nada.

Carol: Alexia.

Eu: Hum?

Me virei para Carol e vi que ela segurava um pequeno papel que havia ao lado do corpo de Hellen. Ela virou o papel para mim quando cheguei mais perto e então eu puder ver. "Alexia Wolfran", ela faria dois anos em três dias... Que belo presente de aniversário... Suspirei e me levantei, Carol continuava com a cabeça baixa, olhando para a criança em seu colo que dormia profundamente, parecia que ela tinha um sono tranquilo e que nada daquilo importava para ela...

Eu: Alexia... É um nome bonito né?

Carol: Sim... É sim...

Seguimos de volta para a base em silêncio, era uma caminhada de algumas horas mas parecia que não saiamos do lugar, o silêncio da cidade era absoluto e isso me incomodava de certa maneira...

Carol: Keryon.

Eu: Hum?

Carol: Nossa casa agora se chama Keryon... O que acha?

Ela olhava para mim com um sorriso no rosto, retribui o sorriso e olhei para o alto, colocando as mãos nos bolsos.

Eu: Keryon... É um nome diferente e estranho... Gostei!

Assim seguimos até nossa base, ou melhor, até nossa nova casa, Keryon... Só precisariamos ver qual seria a reação das pessoas ao saberem que nossa base teria um novo nome agora.

Notas finais
Acho que esse capitulo foi curto mas... Espero que tenham gostado XD