Um Último Suspiro
15 A Base
Notas iniciais
Segui Carol para dentro do prédio, vários soldados olhavam para nós com as armas ao lado deles.
Eu: Hum... O que é tudo isso?
Carol: A base militar mais próxima da cidade.
Eu: Certo... E estamos aqui por que...?
Carol: Por que aqui é mais seguro que na cidade.
Eu: Tem outros sobreviventes além desses soldados aqui?
Carol: Alguns familiares deles e alguns outros que foram recolhidos no caminho.
Eu: Tá... Mas ainda não entendi como viemos parar aqui e o por que você está sobre o comando de todos esses soldados.
Carol: Por que eu sou a... Capitã ou algo assim, então eles precisam me obedecer... E chegamos ao seu quarto.
Ela abre uma porta de ferro, mostrando o que parecia um quarto de um hotal barato, uma cama de solteiro e uma porta que deveria levar até o banheiro, Carol suspirou e então sorriu pra mim.
Carol: Bem, deve ter algumas roupas ai no armário e um mapa da base, depois de se arrumar vá até o refeitório, o almoço estará pronto em alguns minutos.
Ela vira as costas e anda pelo corredor, entrei no quarto, procurando por algum armário então vi um ao lado da porta, tinham algumas roupas ali dentro que ficaram um pouco grandes em mim, o mapa estava em cima da cama, peguei e procurei o caminho para o refeitório, logo seguindo pelos corredores, os soldados passavam por mim, todos eles deveriam ter uns 19, 20 anos, pelo menos aparentavam ter isso, alguns pareciam tristes e andavam cabisbaixos, enquanto outros sorriam e riam conversando entre eles.
Senti o cheiro delicioso de carne sendo frita e cozida, abri uma dessas portas duplas e então me deparei com um enorme salão cheio de mesas e bancos, no fundo haviam as bandejas, pratos, talheres e, o melhor de tudo, comida fresca e deliciosa!
Depois de comer e repetir o prato três vezes, olhei em volta, procurando por Roberto ou Carol, nada deles, abri o mapa e procurei pela enfermaria, Roberto provavelmente estaria lá, e mais uma vez, só que mais devagar, segui até a enfermaria, haviam dois soldados ao lado da porta, eles carregavam enormes rifles, os dois olharam para mim.
Eu: Hum... Oi, vim visitar um amigo meu...
Um deles abriu a porta e me deixou passar, a enfermaria parecia uma pequena ala de um hospital, paredes, teto e chão brancos, várias camas com cortinas ao redor das mesmas, uma mulher saia de trás de uma cortina com uma prancheta na mão, ela usava um enorme jaleco branco e olhava fixamente para a prancheta, andei até ela.
Eu: Hum, com licença?
Mulher: Sim?
Ela ainda encarava a prancheta, mas ao menos havia parado.
Eu: Estou procurando por meu amigo, ele levou um tiro na coxa.
Mulher: Décima terceira cama à esquerda, ele deve sarar logo.
ela deu a volta por mim e seguiu para outra cama, passando pela cortina, dei de ombros e caminhei até a cama que ela havia falado.
Ao chegar lá, vi Carol conversando com Roberto, ele parecia nervoso e Carol ria, cheguei mais perto, sorrindo.
Eu: Hey cara, tudo bem?
Roberto: Leve um tiro na coxa e depois venha me perguntar isso.
Eu: Calma cara, só perguntei.
Carol: Logo logo ele vai estar bom, o tiro foi de raspão.
Eu: Espero que sim.
Eu e ela rimos, Roberto ainda estava um pouco emburrado.
Eu: Bem, o que podemos fazer agora?
Carol: Descansar, andamos bastante e lutamos bastante, acho que merecemos um descanso.
Ela sorria, eu retribui com um sorriso.
Eu: Bem, vou andar um pouco por ai então.
Carol: Certo, se precisar falar comigo basta pedir que um dos soldados te leve até minha sala ou meu quarto.
Ela me abraça e beija meu rosto, logo saindo da enfermaria.
Roberto: E ai? Já conseguiu alguma coisa?
Eu: que?
Ele começou a rir.
Roberto: Você sabe do que estou falando rapaz, conseguiu ou não?
Eu: Bem, sobre esse assunto...
Eu comecei a sorrir e a me distanciar.
Eu: Cabe a mim saber e a você descobrir!
Sai da enfermaria rindo e pensando sobre Carol, se daria certo entre mim e ela, mas decidi voltar para meu quarto e descansar depois de um longo e pensativo banho.
E isso durou apenas alguns dias.
Uma Semana depois
Roberto já estava com a perna melhor, de vez em quando mancava, mas conseguia correr, eu e Carol nos viamos de vez m quando e conversavamos, mas não saia disso, um dia desses, depois de almoçarmos começamos a conversar como sempre, derepente começamos a ouvir tiros, o que era comum, já que de vez em quando surgia um ou outro zumbi ali, mas o som foi continuo, um soldado entrou correndo no refeitório e correu para perto de Carol, cochichando algo em seu ouvido, o rosto dela, que antes estava sorrindo, se alterou para uma cara de desespero, então raiva, ela se levantou gritando.
Carol- TODOS PEGUEM UMA ARMA E SAIAM DA BASE AGORA!
No mesmo momento os soldados se levantaram e sairam do refeitório, quando fui me levantar, Carol me puxou e me fez sentar ao lado dela, não entendi direito o por que mas ela me abraçou forte, eu retribui o abraço dela.
Eu: Temos que ir ajudá-los, não é isso que um lider faz?
Carol: Eu sei mas...
Eu: Sem mas, vamos, ou então não sobrarão zumbis para nós.
Eu sorri e olhei nos olhos dela, ela sorria, ela então se levantou e saimos do refeitório, os corredores já estavam vazios, andamos até onde guardavam as armas, ela me estendeu um cinto e um tipo de colete para guardar as armas.
Carol: Melhor do que colocar ela no bolso ou dentro da calça.
Ela sorriu, eu procurei pela pistola e lembrei que a havia deixado em meu quarto, ela estendeu outras duas para mim, eu as peguei e as guardei, sorrindo, ela me passou dois cartuchos cheios de munição, ela então me passou uma doze e uma caixa de balas da mesma.
Carol: Mire um pouco para baixo, no peito, assim você talvez acerte a cabeça deles.
Ela pegou um revólver e uma pistola, e também pegou munição para as duas armas. Quando estavamos perto da saida, um soldado entrou correndo, tinha um enorme corte no peito e estava sem um dos braços. Ele parou na nossa frente, o ferimento dele sangrava muito mas ele continuava de pé, nos olhando com a boca aberta, apontei a doze para o peito dele e atirei, o a cabeça dele explodiu em pedaços.
Carol: Não acho que ele fosse um zumbi...
Eu: Estava virando um...
Corremos pra fora e vimos uma cena horrorosa, soldados sendo decapitados e mortos por monstros enormes e estranhos, alguns tentavam fugir, mas eram agarrados e engolidos pelos monstros, outros tentavam lutar contra eles, mas depois de alguns tiros eram mortos tendo as cabeças decepadas, puxei Carol e voltamos para dentro do prédio.
Eu: Temos que achar Roberto e sair daqui!
Carol: Certo, vamos até o quarto dele!
Saimos correndo na direção do quarto dele, a porta estava aberta, havia vidro por todo lugar e sangue, ouvimos um grito de dor vindo do banheiro, corri para lá e vi um dos montros de costas para mim, atirei com a doze nas costas dele, o monstro deu dois passos para frente, Carol me puxou no momento em que o monstro havia virado com as garras, cortando a parede, ele vinha na nossa direção, engatilhei e atirei denovo, dessa vez estourando a cabeça dele, gosma verde se espalhou por todos nós, Carol entrou no banheiro e colocou as mãos na boca, logo entrei atrás dela e vi Roberto caido ao lado do vaso, uma das pernas dele havia sido cortada fora, e ele tinha um grande pedaço da barriga faltando, ele começou a tossir, cuspindo um pouco de sangue e começou a rir.
Roberto: Acho que... Acho que fui pego de surpresa...
Eu: Cara... Eu... Eu...
Roberto: Me mate... antes que...
Ele tossiu mais, dessa vez vomitando sangue nas roupas.
Eu: Cara, eu... Eu não posso fazer isso... Não denovo...
Roberto: ME MATE LOGO PORRA!
Ele vomitou mais sangue e começou a me encarar, ele tinha um olhar triste no rosto e sorria.
Roberto: Eu só quero... Só quero acabar com isso logo...
Carol saiu correndo do banheiro, enquanto eu engatilhava uma das pistolas.
Eu: Me... Me desculpe...
Algumas lágrimas escorriam por meu rosto euqnato eu mirava a arma, ele riu.
Roberto: Isso não foi culpa sua... E acho melhor você atirar de mais perto, quero ter certeza que você não gaste mais de uma bala comigo.
Ele sorria, sangue escorria pelo canto da boca dele, eu me aproximei e coloquei a arma no meio da testa dele, algumas lágrimas minhas caiam no rosto dele.
Roberto: Que cena, sendo morto por um garoto e ainda debaixo de uma chuva... Sempre imaginei que acabaria assim.
Ele fecha os olhos e sorri, eu fechei os olhos e atirei, saindo dali e só abrindo os olhos quando sentei na cama ao lado de Carol, eu guardei a arma e a abracei, ela chorava. Eu não sabia mais o que fazer ou dizer, era possível ouvir os gritos dos soldados e das criaturas sendo mortos lá fora... Eu me levantei e fechei a porta, arrastando o armário até ficar na frente da mesma, puxei a cama e a encostei no armário, prendendo a porta e a mantendo longe da janela, peguei a doze e sentei na cama, encarando a janela, Carol estava sentada ao meu lado, secando as lágrimas.
Carol: Vamos esperar os gritos cessarem?
Eu: E depois vamos procurar por sobreviventes e acabar com esses malditos...
Roberto... Sentirei sua falta amigo...
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