Ultimate Destination
2 Lembranças da Infância
Notas iniciais
Resolvi postar novo capítulo. ^_^
boa Leitura.
( Miku Hatsune )
- Droga... – sussurrei baixo ao ouvir o despertador tocar encima do criado ao lado da minha cama. Odeio primeiro dia de aula, seria tão melhor se não precisasse ir para a escola...
- Miku, hora de acordar pra ir para a escola – falava meu pai que de acordo com seus passos, estava subindo escada e arrumando a gravata para ir trabalhar. – Você não quer perder seu primeiro dia, quer?
Após ouvir isso abri meus olhos devagar e olhei para porta; vendo meu pai, o senhor Misuki, que estava com seu cabelo loiro liso despenteado e arrumando sua gravata. Eu não disse?
- Esta bem pai, eu vou me arrumar, só me dá cinco minutos? – perguntei afundando meu rosto no travesseiro e tatuando com as mãos meu criado murro para desligar o despertador.
– Argh! — Rosnei ao ouvir uma batida de algo caindo e quebrando no chão. Droga, agora terei que comprar outro despertador.
Ao afundar a cabeça no travesseiro de novo, o sonho que tive da noite passada, veio rapidamente em minha mente.
-Por que será que tenho o mesmo sonho á muito tempo com um garotinho com um bebê? Que estranho. – dizia mais uma vez para mim, tentando achar uma resposta para aquilo.
– bem, agora não importa, tenho que me arrumar se não chegarei atrasada no meu primeiro dia de aula. – suspirei.
Levantei meu rosto para ver se meu pai ainda estava lá. Quando olhei para a porta, não o encontrei lá. Ele já tinha descido.
Sai da minha cama para fazer minha higiene diária; assim vestindo as roupas que eu tinha tirado do guarda roupa: uma blusa casual branca com mangas que vão até o cotovelo, com uma saia rodada verde-escuro que é uma mão acima dos joelhos, mais um par de sapatilhas da mesma cor da saia com meias brancas ¾. Depois amarrei meu cabelo azul-petróleo em duas maria chiquinha. Admito, adoro fazer dois rabos de cavalos em cada lado da cabeça.
Não gosto de usar blusas sem mangas, elas mostram a tatuagem de nascença que tenho nos braços, pois nos dois braços, tem a mesma tatuagem:
01
Isso era estranho, só o meu pai que sabia dessa minha tatuagem, mais ninguém sabe.
Segundos depois, vieram um flash diante dos meus olhos: As lembranças da infância.
Quando eu era pequena, eu sempre o perguntei por que eu tinha uma tatuagem como de nascença nos meus braços; Ele mudava repentinamente de assunto quando o tentava conseguir resposta.
Mas no dia que completei quatorze anos, ele se abriu para mim sobre o passado, contando que nem ele sabia o porquê eu tinha aquela tatuagem e que eu fui adotada.
No começo, aquilo me incomodou; todos esses anos, pensando que ele era realmente meu pai e que minha mãe tinha morrido ao me abortar, foi surpresa em um só dia.
Eu era pequena e de menor de idade. Era estranho ter tatuagem daquela idade, por isso que as escondo deste sempre.
A muito tempo atrás, as pessoas ao meu redor sempre me via diferente, pois quando era da escola de infância, eu era mais inteligente que as outras pessoas, pois depois que eu lia grandes textos, segundo depois eu saberia fala-lo todo sem ler e nada.
Eu era mais rápida que qualquer criança quando tia sete anos. Lembro-me do dia que na escola infantil teve um evento de corrida, que valeria medalhas. Lembro-me do meu pai me aconselhando a jogar...
-Vai lá Miku, será divertido pra você jogar com seus coleguinhas de classe. – disse meu pai me dando um sorriso carinho para mim.
Naquele momento, eu queria ganhar uma medalha, nem que seja de bronze. Então pedi para o meu pai me colocasse para participar. Meu erro.
A corrida eram de dar duas voltas sobre a escola, eles tinham fechado as ruas para nenhum aluno se machucasse. Quando foi a hora da corrida começar, fui para o ponto de partida e observei que tinha sete crianças ali participando junto comigo.
Segundos depois eu tinha ouvido algo batendo com força no ar; um pano vermelho. Era a bandeira que mostrava que a corrida tinha começado.
Depois que vi a bandeira vermelha, reparei que todos já tinham começado a correr enquanto eu estava parada vendo os ir. Sem pré-aviso eu tinha começado a correr com toda minha força, que em poucos alguns segundo depois eu tinha terminado de dar as duas voltas ao redor da escola.
Era inacreditável, todos estava me olhando com surpresa e indignação. A escola era enorme, nem eu acreditei que eu tinha conseguido em poucos segundos. Na hora eu estava surpresa com os olhos arregalados para todos, eles me olhavam com diferentes tipos de olhares. Eu estava com medo.
Passando cinco minutos depois as crianças que estavam correndo aparecem e ficam me olhando com surpresa, medo e raiva. Como uma menina de oito anos conseguiu dar duas voltas numa grande escola em poucos segundo se as outras crianças demoraram cinco minutos só em uma volta?
Foi naquele dia que eu descobri que eu era diferente.
Agradeço ao meu pai até hoje por ter me tirado dali, ele estava mais surpreso que eu, mais isso não o fez ficar em estado de choque como os outros. Ele tinha pegado minha mão, e foi falar com os juízes começarem a corrida de novo, mas sem mim.
Meu pai sabia que eu queria ir embora dali, daqueles olhares que as pessoas me davam naquele dia ficou marcado nas minhas memórias.
Depois que meu pai tinha conversado com eles, fomos embora dali sem dizer nenhuma palavra. Acho que meu pai tinha entendido por que eu não tinha amigos naquela escola.
Quando chegamos à nossa casa, eu comecei a chorar de cabeça baixa; quando eu estava prestes subir as escadas, meu tinha colocado as mãos no meu ombro direito.
-Miku, entendo que hoje foi um dia difícil para você, pois foi pra mim também, Aquelas pessoas que ficaram te olhando daquele jeito, ficaram surpresas com o que você fez, só isso. Então por favor, não leve isso como outro argumento. – sussurrava meu pai me virando até eu ficasse totalmente de frente para ele.
-Ah, papai... — falei abraçando ele e aos poucos parando de chorar.
-Mesmo que você seja diferente dos outros eu sempre vou te amar minha pequena- dizia meu pai me confortando. – ser diferente é normal. Mas se você algum dia precisar de mim, é só me chamar, que estarei lá. E se alguém te disser o contrário do que eu disse a você hoje, me fale, que o infeliz vai ouvir umas boas, vai.
-Tenho até pena daquele que ouvirá muitas de você – falei saindo do abraço.
Naquele momento eu e meu pai rimos do que eu disse. Tenho muitas lembranças da minha infância. Tive momentos ruins, mas também bons.
Hoje estou eu, uma garota com dezesseis anos de cabelo azul-turquesa raros, com meus olhos da mesma cor do cabelo que ia até os joelhos, que só tem uma amiga e que sabe lutar ate maciais. Meu pai tinha me colocado aos doze anos numa academia de Artes Maciais e Artes das Armas.
Admito que eu tive muito ferimentos nisso, mas aprendi muitos golpes e lutar com armas que acabei chegando á perfeição com quinze anos. Já faz três meses que eu não frequento mais a academia, pois eu já tinha ganhado meu lindo diploma que fica na sala de estar como um troféu para o meu pai.
Após terminar de mim a arrumar, olhei para o colar com meu nome no meio do coração dourado e coloquei o no pescoço, deixando dento da blusa. Peguei minha mochila cinza escuro e coloquei em um dos meus ombros e desci as escadas, fui direto para a cozinha e peguei uma maça, pois as horas hoje estavam passando muito rápido do que o normal.
Depois que peguei a maçã, coloquei a na boca e puxei minha mochila para cima para ajudar com o peso dela. Daí fui direto para a porta de entrada da sala que acabei vendo meu pai que já estava indo para a academia de polícia. Ele é policial da SWAT.
-Já vou indo pai, tchau. – falei tirando a maçã da minha boca e dando um beijo na bochecha dele. – não precisa me levar de carro, já sei o caminho da escola. – eu disse antes que ele falasse.
-Mas se eu não te levar, você irá com quem? – perguntou ele indo para a porta junto comigo, nos saia da casa na mesma hora. Meu pai ia trabalhar na SWAT e eu ia pra escola, tudo às sete horas da manhã como sempre.
Na hora que eu abri a porta tomei um susto com quem estava na porta.
-Ela irá comigo Senhor Misuki Morine.
Notas finais
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