Ultima Carta
2 Capítulo 2
Notas iniciais
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Eu me arrependia todos os dias de não ter falado com ela quando pude, por não ter demonstrado que a amava com todo o meu ser.
Mas agora, se passaram 3 anos, eu ainda penso nela.Não do mesmo modo, apenas penso em como fui covarde, por não vencer minha timidez e ir falar com ela.
Hoje é o seu aniversario, fui deixar rosas em seu tumulo, não havia nada por lá, para mostrar que alguém a visitava de vez em quando, para mostrar que alguém ainda se lembrava dela, a não ser as rosas que deixei para ela mês passado. Eu estava ajoelhado em seu tumulo, contando certas coisas para ela, falando com o nada, mas eu precisava fazer isso.
Agora, eu só queria segura-la, mostrar que realmente a amava. E agora é tarde demais.Tenho que viver com as escolhas que eu fiz. Agora acabou.
Quando penso nela, penso que se tivesse uma segunda chance, teria feito tudo diferente. Queria poder começar tudo de novo. Mas ela se foi... Eu daria tudo para poder ter ela de volta.
Lucy, esse era o seu nome.
Eu nos imaginava andando de mãos dadas, tendo as melhores conversas, os melhores momentos, imaginava ela feliz, e pensava que queria ser o motivo de seus sorrisos, o motivo de sua felicidade, o motivo de ver seu coração de volta no lugar, queria faze-la feliz.
Mas agora é muito tarde, eu apenas posso imaginar todos esses momentos. E eu ainda a amo.
...
Tomado pela minha tristeza e desespero não tinha mais nada a fazer ali, a única coisa a se fazer era ir embora, e assim fiz, juntei o resto de coragem que tinha dentro de meu peito e soltei um leve e fraco “Eu te amo...” que ecoou suavemente por aquele cenário de destruição a minha volta de um completo arrependimento.
Olhei em minha volta e a única coisa que via era uma neblina rasa, já entardecera e eu estava ali ainda, sem forças para me levantar e sair. Abatido, levantei-me e fui a caminho de casa.
Minha mãe já saberá da noticia, mas não sabia de meu amor por Lucy. Simplesmente me deu um leve abraço de como realmente tivesse perdido alguém da família, o que por sua vez me deixou pior, me sentia arrasado. Após o jantar, sem dizer nada apenas levantei-me e segui em direção ao meu quarto.
“Como dormir?” – Pensei seguido de um breve suspiro. Reclinei minha cabeça sobre o travesseiro, mas os meus pensamentos sobrevoavam a minha volta... Tristeza, angustia, arrependimento... O quarto estava escuro, apenas com a sombra das arvores sobre a parede, quando senti uma dor em meu coração, ela parecia estar perto, ou talvez apenas fora a dor de tê-la deixado. Sentia algo se aproximar, me sentia inferior, meu quarto estava ficando maior e mais largo, estava sendo tomado pela escuridão, podia escutar cada batida do meu coração, batendo cada vez mais devagar. Quando ouço um breve ruído em minha janela.
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